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 Primeira Leitura: A História de um Império

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Danto

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MensagemAssunto: Primeira Leitura: A História de um Império   Seg Out 13, 2014 2:11 am

Os Tempos Nebulosos

Quando o primeiro cainita chegou a Londres é algo que ninguém pode dizer com exatidão, mais os mortais vivem nas Ilhas Britânicas por milênios antes da chegada dos romanos em 55 A.C.. Vários cainitas então passaram pelas costas e praias britânicas, alguns Gangreis e Brujahs de destaque seguiram o fluxo de migrações pela Europa e por Trinovatum (antigo nome de Londres segundo Geoffrey of Monmouth). A principal lenda da fundação de Londres refere-se a fundadores vindos da Ásia Menor que fugia de uma grande guerra que dominou suas cidades a onze séculos antes do nascimento de cristo. A lenda então diz que as pessoas seguiram seus líderes até o fim do mundo conhecido, atravessando os mares estreitos até as planícies verdes desconhecidas onde esses então reconstruíram suas glórias perdidas.
Durante os anos em que Cristo caminho pela terra, existia um balanceamento das forças sobrenaturais na região entre os Cainitas e os Garou. Mas a invasão Romana em 43 D.C. colocou em cheque esse equilíbrio. A dominação romana foi inicialmente aceita pelas forças sobrenaturais, afinal, os Cainitas lucravam com os mortais e os Garou entravam em contato com novas possibilidades espirituais e ritualísticas. Entretanto, após vários ataques Romanos a terras sagradas dos lobisomens, uma revolta das bestas de Gaia se formou de uma hora para outra e quase todos eles marcharam dia e noite contra as forças romanas e contra todos aqueles que aliados a eles estavam.
Em meio ao sangue e as garras violentas um imigrante chegou, já milenar nessa época, unicamente poderoso e herdeiro do sangue azul. Sua chegada não só pôs fim as batalhas mas deu a vitória e o trono de Londres aos Ventrue, Mithras era seu nome e sobre sua influência e controle, Londres se reconstruí e cresceu.

A Guerra dos Príncipes
A guerra dos príncipes foi o período histórico de conflito entre cainitas após a queda de Constantinopla e a quarta cruzada em 1204. O termo se refere aos conflitos territoriais que aconteceram entre vários príncipes cainitas europeus após o fim da Noite Eterna (Período Romano). O começo das batalhas entre os cainitas teve seu inicio pouquíssimo tempo depois da fundação da Santa Inquisição e assim as noites de sangue e fogo se espalharam com ferocidade por todos os feudos, antigos anciões se lançavam sobre os territórios próximos em busca de maior poder e domínio enquanto as forças Santas se moviam contra os demônios e as heresias. Esse período de guerras se perpetuava enquanto Mithras, a salvo em Londres, recusava-se a auxiliar ou a aliar-se a qualquer Principe, esse posicionamento de Mithras amargurou os corações de vários antigos aliados por toda a Europa e principalmente em seus contatos franceses. O Reino Inglês se viu em uma delicada situação quando o único herdeiro, Henry III, tinha apenas 9 anos de idade. Esse acontecimento se desenhou para os amargurados rivais de Mithras em uma oportunidade de dominar o Império Britânico com os mortais, mas de usurpar o trono do príncipe Ventrue. O primeiro passo dado nessa batalha foi dado por Melusine d'Anjou, uma Toreador que na época detinha o título de Baronessa de Winchester. Em um jogo de manipulação e poder, Melusine conquistou aos poucos vários aliados em sua tentativa de destronar Mithras e assim a guerra dos príncipes chegou as Ilhas Britânicas, mas com um nome diferente: A Guerra dos Barões. Em 1249, as tensões entre os cainitas geraram uma guerra em pequena escala nos territórios de York, Carlisle e Winchester, os revolucionários se colocavam contra os abusos de poder do príncipe. Entretanto, os grandes aliados dos Toreadores, os Tremere, não avançaram contra o príncipe de sangue azul como era esperado e sua líder, Meerlinda agiu contra as forças dos barões revoltados. Assim, ao final dessas tentativas infrutíferas, o príncipe então fundou sua corte e os Feudos de Avalon, validando enfim os demais príncipes da região e elevando-os do posto de Barões para “Príncipes de Avalon”, sua corte então seria composta pelos príncipes menores e regida eternamente pelo Príncipe de Londres.

Os Príncipes de Avalon na Era Vitoriana

Os feudos da Inglaterra foram formados pela corte de Avalon durante as noites da conquista normanda. A respeito do domínio dos lordes vampíricos, sob o comando de Mithras, de forma imperfeita, expandiram seus domínios sob esses feudos. Gales, Escócia, Irlanda foram satélites durante a primeira parte dessa configuração geográfica, mas o desenvolvimento de cada um e por causa de seus Príncipes, estes foram reconhecidos pelos mais antigos feudos, conquistando assim espaço na ordem do novo milênio.

Londres:
Clã Regente: Ventrue
O Feudo de Londres é o coração da Corte de Avalon, centro do domínio de Mithras e de muitas instituições governamentais. A cidade de Londres é o foco entre todos os outros feudos, apesar das cidades de Colchester e St. Albans trazer o maior número de mortais e cainitas do que qualquer outro lugar.

Birmingham:
Clã Regente:
O novo feudo cravado e resultante de Chester, Gloucester e Lincoln. O feudo de Birmingham emergiu durante a Revolução Industrial, quando as "terras-a-leste" se tornaram fortemente industrializadas e sofreram com a explosão populacional.

Winchester (Glastonbury):
Clã Regente: Toreador
O feudo de Winchester, formalmente instalado em Glatonbury, é o mais místico de todos os feudos Ingleses, abrigando o Stonehenge. Winchester está ligeiramente em oposição à Londres; a presença majoritária de Tremere's é notável neste local.

York:
Clã Regente: Ventrue
Antes o maior centro eclesiástico, o foco do poder de York mudou após a Revolução Industrial, movendo-se para os centros manufaturados de Leeds e Braford. Os Cainitas locais retêm uma tendência à independência em relação às seitas.

Canterbury:
Clã Regente: Toreador
A importância de Caterbury foi retida após a Reforma Protestante, mas continua importante para a Corte de Avalon, por causa do seu foco comercial e espiritual.

Newcastle (Carlisle):
Clã Regente:Brujah
Como muitos dos reinos ao norte, o foco e a característica desse feudo se modificou com o passar dos últimos dois séculos. Agora concentrado em Newcastle, tem a mineração e a indústria pesada como seu foco principal, sendo notório na produção de navios.

Manchester/Liverpool (Chester):
Clã Regente: Ventrue
Todos sabem que Birmingham é a segunda grande cidade da Inglaterra, mas o crescimento do centro industrial de Manchester e Liverpool geram uma oposição à supremacia de Londres, a economia massiva é surpreendente e supera qualquer um dos seus vizinhos.

Exeter:
Clã Regente:Ventrue
De todos os feudos, Exter foi o último a dar inicio às mudanças que se deram com o decorrer das eras. Ainda permanece com grandes porções de domínio rural com pouquíssimo a oferecer aos poucos centros urbanos locais.

Severn (Gloucester):
Clã Regente: Malkaviano
O feudo de Gloucester (agora chamado de Severn) incorpora as terras formalmente destinadas as partes das antigas cortes Galesas. Agrupando juntas uma notável área industrial.  

Lincoln:
Clã Regente: Ventrue
Lincoln foi forçado a encontrar vários desafios na era moderna, passando por severas modificações com a incorporação dos grandes centros de manufaturas. Apesar disso, apenas Nottinghamshire prosperou, os demais centros fracassaram e se perdem em um misto de "fracasso" moderno e rural.

Powys:
Clã Regente: Gangrel
O único feudo Gales sobrevivente, Powys é uma terra selvagem, ainda lar dos lupinos.  

Glasgow:
Clã Regente: Malkaviano
Um cisma na liderança de Edinburgh levou à criação do feudo de Glasgow em 1824, centralizando as áreas industriais de Clyde. Cotinua, apesar de tudo, um feudo instável, fragmentado por disputas internas fortes.

Edinburgh:
Clã Regente:Toreador
A capital Toreador, a força de Edinburgh foi instaurada durante o Ato de União entre a Escócia e a Inglaterra, unindo os reinos e os centralizando em Londres. Permanecendo até hoje como um centro de cultura e aprendizado.

Ulster:
Clã Regente: Brujah
O maior de todos os "pro-Londres" dos feudos Irlandeses, Ulster é beneficiado pelos fortes laços com Glasgow e Liverpool.

Connachta (Dublin):
Clã Regente: Ventrue
Dublin é o centro da oposição à força de Londres e contra a dominação mortal dos Britânicos nas ilhas locais. E é o único local que possuiu um príncipe reconhecido por Mithras como "um Príncipe Independente".

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I cried tear of love as I,
with sharp things,
sacrificed that which was the frist part of my joy,
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And the Blood of Abel covered the altar
and smelled sweet as it burned.

But my Father said,
"Cursed are you, Caine,
who killed your brother.
As I was cast out so shall you be."


Última edição por Danto em Seg Out 13, 2014 4:54 pm, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Primeira Leitura: A História de um Império   Seg Out 13, 2014 2:36 am

Mithras e a Camarilla

Enquanto os pequenos conflitos locais com os Toreador e Brujah ecoavam por vários anos entre os cainitas Britânicos, a Revolta Anarquista calou e minimizou tais conflitos com uma força surreal. O assassinato e a diablerie de Hardestadt, que em algumas oportunidades fora um grande aliado de Mithras, fez com que o príncipe de Londres se preocupasse com sua vida e prontamente, ele aumentou radicalmente suas proteções e defensores em torno de seu refúgio Em 1394, o Ventrue Hardestadt propôs a "sociedade de vampiros" para uma melhor coexistencia entre os mesmos e para com os mortais. Entretanto, vários príncipes negaram tal proposta e Mithras foi um deles, o mesmo acreditava que nunca haveria "segurança nas sombras".
Mas o força da revolução anarquista ressoava por todos os lados, ela devoraram antigos e até mesmo antediluvianos de alguns clãs! O príncipe seria então obrigado a rever seu posicionamento, por fim, em 1486 o senescal de Londres, Thomas Camden, respondeu as convocações e pedidos de aliança que eram encaminhados a seu mestre. Thomas então concordou com as leis e as propostas da Camarilla e inevitavelmente Londres tornou-se um pilar da seita ao redor da Europa. Entretanto, Mithras nunca se pronunciou sobre o fato, nunca aceitando formalmente muito menos reconhecendo as leis ou hierarquias de poder e controle da nova seita. O silêncio foi a principal arma utilizada pelo matusalém.

Razão, Religião e Revolução
É claro que as revoluções burguesas afetaram os cainitas locais, todos sabem disso e não seria nenhuma surpresa admitir que a queda da coroa britânica não causasse um impacto eterno nas forças dos seres da noite. As revoluções burgesas que ecoaram por toda Europa refletiram na construção de uma nova sociedade mortal onde os Reis já não possuíam força e onde o ideal democrático e parlamentar se colocariam acima de tudo e todos, não seria mais pela vontade de um que as decisões seriam tomadas. Essas revoltas ensinaram algo importante para os Príncipes e para a Camarilla de modo geral: Os Mortais São Fortes.
Eles revogaram o clero, decapitaram reis, derrubaram impérios e reconstruíram completamente sua própria sociedade em uma velocidade que os revoltosos anarquistas nunca sonhariam em conseguir. Havia algo neles que os carregava aos campos de batalha sem nenhum temor. Todos que viveram durante o governo de Oliver Cromwell sabem muito bem como é ver um Rei ser Condenado a Morte.
A Mascara quase rachou em várias ocasiões durante a guerra civil que se alastrava por toda cidade. Vários cainitas desapareceram durante as revoltas, talvez mortos durante o dia por causa dos incêndios ou depredações. Com a mascara sob ameaça a Camarilla se viu obrigada a enviar observações ao Príncipe, o círculo interno então recomendou a Mithras que olhasse atentamente a todos os acontecimentos que envolvessem cainitas na região e que defendesse os interesses da Camarilla em manter a Mascara. O príncipe não viu tal fato com bons olhos, particularmente pois tais sugestões foram feitas através da presença da Justicar Toreador Violeta, prole do príncipe de Paris, Francis Villon. Porém a carismática Justicar foi hábil o suficiente para convencer o príncipe Mithras sobre a necessidade de tais monitoramentos. O resultado desses monitoramentos foi o fortalecimento da Camarilla dentro de um novo estado fragilizado e em constantes modificações.

Praga, Fogo e a Nova Londres
Após a declaração oficial do Príncipe sobre a aceitação do novo Barão de Winchester na corte de Avalon e as vitórias sociais das revoltas e da guerra civil, um breve momento de esperança pairava sobre Londres e seus habitantes mortais e imortais. Mas o súbito retorno da Peste Negra em 1665 dilacerou as esperanças e sitiou várias famílias por toda cidade. Quando a praga finalmente terminou em 1666, mais de 100.000 londrinos haviam morrido e entre eles, vários cainitas foram condenados a essa doença degenerativa cruel. Os mortais culparam os ratos, Mitrhas acreditava na culpa dos Tremere e Seguidores de Set. A primeira aparição da Praga já resultou na expulsão dos Seguidores de Set e a aliança durante a época dos baronatos entre Tremeres e Toreadores ainda ecoava na mente do Príncipe Ventrue. O resultado foi o banimento de ambos das terras de Londres sob a pena de morte caso algum tentasse regressar. No fim de 1666, quando vários Setitas foram localizados em uma tentativa que envolvia um artefato mágico misterioso, o príncipe levantou-se de seu trono e marchou contra as serpentes com os próprios punhos e força.
Em sequência, um incêndio começou na Pudding Lane dentro da cidade, incêndio esse que segundo os mortais começou na casa de Mr. Farryner, the King's Baker. As autoridades cainitas alegaram algo diferente, a verdade sobre o incêndio era que sua origem fora dentro de uma mansão Giovanni, que talvez resultante de uma magica mal realizada ou uma tentativa deliberada de destruir a cidade. O fato é que, as chamas se alastraram com ferocidade pelas casas e construções, O Grande Incendio de Londres teve como resultado a destruição total de quase 13 mil casas e vários cainitas perderam suas propriedades e vidas nessas horas de terror e inferno. O grande incêndio foi praticamente um Armageddon entre os filhos de Caim, quase vinte morreram imediatamente pelo fogo e incontáveis foram eternamente marcados ou prejudicados pelas chamas. Excluindo aqueles que sucumbiram ao Rotschreck e correndo em total descontrole pelos escombros e cinzas. Mas enfim, o fogo se enfraqueceu e acabou... Os planos de reconstrução partiram dos mortais, pois esses sofreram menos do que os Cainitas. Alianças politicas e comerciais foram feitas e a reconstrução da cidade foi arquitetada da melhor forma possível.

O Nascimento de uma Era

Vapor, carvão e indústrias. A ciência cresceu desesperadamente e teve todo o apoio do Império Britânico e o suporte de suas colônias. Não faltavam riquezas para o crescimento britânico durante o século 19, a polícia metropolitana foi formada, os bancos se mostravam fortes e capazes de grandes acúmulos de capital. Os trens cruzavam as Ilhas e até mesmo chegaram a debaixo da terra através do metro de Londres. E durante a ausência misteriosa de Mitrhas, Valeruis, o senescal de Londres, levou muito a sério as recomendações de seu príncipe sobre as proibições de relações com a monarquia, principalmente sobre a rainha, isolando-a da influência sobrenatural. Apesar de Londres ser uma cidade da Camarilla, uma resistência substancial de Sabba's se espalhou de maneira irregular e inconstante pela cidade em 1840. Os Ravnos se revelaram como a maior população não-Camarilla da cidade, devido é claro aos tratados comerciais com a Índia. Além de um problema antigo retornar com muita força durante a ausência de Mithras, os setitas regressaram a Londres e construíram um refúgio secreto dentro da cidade. Devido a grande capacidade comercial da cidade, os olhos ambiciosos da família Giovanni chegaram a cidade com muitas intenções, mas poucos membros. Alguns ataques de Sabas contra Valerius foram controlados por tais Giovannis que apesar de serem vistos com suspeitas pelo Senescal, acabaram por caminhar em busca de reconhecimento da Camarilla (sem tentarem afiliação a seita é claro).
1888 foi um ano especial, assim como 1897. Pois no primeiro, a figura mitológico de Jack o Estripador espalhou o medo e o caos pela cidade inteira de Londres, todos os mortais temiam por suas vidas e passaram a andar precavidos, qualquer tentativa de "aproximação estranha" era mal vista e brutalmente atacada. A caça se tornou resistente e muitos cainitas acabaram por serem forçados a se alimentar de animais menores ou de se forçarem ao torpor por falta de sangue.
Já em 1897 um livro especial foi publicado, escrito na forma de um diário e jornais, ele provava aos surpresos olhares mortais, através de uma história de amor e de forças sobrenaturais, a presença de vampiros. Drácula foi muito mal recebida pelos cainitas, que viram de maneira forçada uma exibição errônea daquilo que eram. O verdadeiro Drácula, Vlad Tepes, foi acusado de quebra de máscara e seu nome foi colocado da Lista de Vermelha da Camarilla.

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MensagemAssunto: Re: Primeira Leitura: A História de um Império   Seg Out 13, 2014 3:39 am

A Narrativa Começa Aqui:

O Ano é 1899, final do século 19. O século XIX foi um período histórico marcado pelo colapso dos impérios da Espanha, China, França, Sacro Império Romano e de Mogol. Isso favoreceu o crescimento de influência do Império Britânico, Russo, Germânico, Japonês, e dos Estados Unidos da América, estimulando conflitos militares, mas também avanços científicos e de exploração. Depois da derrota do Império Francês e seus aliados nas Guerras Napoleônicas, o Império Britânico começou a liderar o poder mundial, a controlar um quarto da população e um quinto do território mundial. Aplicado a Pax Britannica, incentivou o comércio, e lutou contra a pirataria. O século XIX foi uma era de invenções e descobertas, com significante desenvolvimento nos campos da Matemática, Física, Química, Biologia, Elétrica, e Metalurgia que lançou as bases para os avanços tecnológicos do século XX. A Revolução Industrial começou na Inglaterra. A Era Vitoriana foi afamada pelo emprego de jovens crianças em fábricas e minas, além de valores morais rígidos. O Japão embarcou num programa de rápida modernização após a Restauração Meiji, antes de derrotar a China, sob a Dinastia Qing, na primeira Guerra Sino-Japonesa.

Avanços medicinais, o conhecimento da anatomia humana e a prevenção de doenças que ocorreram no século XIX, foram responsáveis pela rápida aceleração do crescimento populacional no Hemisfério Ocidental. A população europeia dobrou durante o século XIX, de cerca de 200 milhões para mais de 400 milhões. A introdução de ferrovias, desde o primeiro grande avanço no transporte terrestre por séculos, melhorando o modo de vida das pessoas e favorecendo os grandes movimentos de urbanização nos países ao redor do globo. Várias cidades ultrapassaram populações dum milhão ou mais, durante esse século. Londres transformou-se na maior cidade do mundo e na capital do Império Britânico. Sua população expandiu de 1 milhão, em 1800, para 6.7 milhões até o final do século.

Os territórios que restavam não descobertos, incluindo as vastas extensões do interior da África e Ásia, foram descobertos durante esse século. No entanto, o mesmo não ocorreu com zonas extremas do Ártico e da Antártida. Em 1890, havia precisos e detalhados mapas do globo. O liberalismo tornou-se o movimento de reforma proeminente na Europa.

A escravidão ou escravatura foi grandemente reduzida ao redor do mundo após o sucesso da Revolta Escrava no Haiti. A Inglaterra forçou bárbaros piratas a parar com suas práticas de sequestro e escravização, banindo a escravidão em todo seu domínio, além de cobrar que sua marinha encerrasse com o comércio global de escravos. O primeiro império a abolir a escravidão foi o Império Português, seguido pela Inglaterra, que foi apenas em 1834.

A América, após sua Guerra Civil, aboliu a escravidão em 1865, a escravidão brasileira foi abolida em 1888 (ver Abolicionismo). Assim como, a servidão foi abolida na Rússia.

O século XIX também viu a rápida criação, desenvolvimento de muitos desportos, particularmente na Inglaterra e nos Estados Unidos. Assim como a Associação de futebol, União de Rugby, basebol e muitos outros desportos foram desenvolvidos durante esse período, enquanto o Império Britânico facilitou a propagação rápida de desportos como o críquete para diferentes partes do mundo.

O século se caracteriza por romper definitivamente com a fusão que a História havia tido com a literatura. Leopold von Ranke se compromete com a história crítica e cética. Se deixa influenciar pelas correntes filosóficas predominantes do momento, tais como o liberalismo e o nacionalismo chegando a cair inclusive no etnocentrismo, racismo e particularmente no eurocentrismo. As reflexões sobre a sociedade de Saint-Simon produziram as tendências que modificariam as tendências historiográficas: O Positivismo e o Materialismo histórico, também influenciado pela dialética hegeliana. Ambas entendem que o comportamento da história se encontra submetido a leis. A primeira concebe o desenvolvimento da história como processos ordenados, a segunda o concebe como resultado de estratos sociais. Além disso, os resultados apresentados por Charles Darwin representam uma importante ruptura com os paradigmas religiosos. Ao demonstrar a Origem das Espécies Darwin coloca o ser humano em pé de igualdade com toda a natureza, questionando as ideias de sua origem divina até então dominantes.

Invenções

Locomotiva: Richard Trevithick, 1804.
Fotografia: Louis Jacques Daguerre, 1816.
Anestesia: William Morton, 1846.
Lâmpada incandescente: Heinrich Göbel, 1854.
Telefone: Antonio Meucci, 1854.
Dirigível: Solomon Andrews, 1863.
Termômetro Clínico: Thomas Clifford Allbutt, 1866, os termômetros anteriores demoravam uma ou mais horas para estabelecer a temperatura.
Fonógrafo: Thomas Alva Edison, 1878.
Fotófono: Alexander Graham Bell e Charles Sumner Tainter, 1880, permitia a transmissão do som por meio de uma emissão de luz.
Pilha elétrica: Alessandro Giusseppe Volta, 1881
Sabonete: William Hesketh Lever, 1884.
Toca-discos: Emile Berliner, 1888.
Sensor de temperatura de resistência de platina.
Lente de Fresnel: Augustin Fresnel
Cinematógrafo: Irmãos Lumière, 1894, projetor cinematográfico.
Vitascópio: Thomas Alva Edison, 1896.

Teorias

Teoria dos números: Carl Friedrich Gauss, 1801
Teoria da Evolução: Charles Darwin, 1859.
Teoria microbiana: John Snow, Louis Pasteur, Robert Koch e Joseph Lister.
Positivismo : Auguste Comte
Eletromagnetismo: James Maxwell, 1879
Teoria Psicanalítica : Sigmund Freud, 1896
Teoria atômica : John Dalton

Descobertas

Efeito Edison: Thomas Alva Edison, 1883, passou a eletricidade desde um fio a uma placa metálica dentro de um globo de lâmpada incandescente.
Efeito Peltier (Thomas Seebeck, 1821 e Jean Peltier, 1834), Força eletromotriz de Thomson (William Thomson, 1851), Lei de Joule (James Prescott Joule, década de 1860), propriedades termoelétricas.
Carbeto de cálcio: Friedrich Wöhler
Acetileno: Friedrich Wöhler
Vanádio: Andrés Manuel del Río, México, 1801, o chamou de Eritônio.
Primeira enzima (lipase pancreática): Claude Bernard, 1848
Hereditariedade: Mendel, 1865
Síndrome de Rokitansky
Raios X: Wilhelm Conrad Röntgen, 1895
Radioatividade: Henri Becquerel, 1896,
Elementos Químicos Rádio e Polônio: Marie Curie, 1898

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