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 ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~

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Fractius

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MensagemAssunto: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Ter Out 28, 2014 3:29 am


☥ Londres - Camden - Apartamento. ☥
• 17 de Dezembro de 1999, Sexta-Feira: 12h21min P.M.
• Frazael | Theodore White: Arco I, Ato I: Renascimento.

Renascimento é a palavra certa a ser dita para o Elohim chamado Frazael. Depois de milênios preso ao fosso, condenado por ter sido traidor dos reinos celestes. Junto de seus irmãos, foram presos no Abismo a qual é chamado de Inferno por muitos ocultistas. Sua hora e seu retorno foi de triunfo. Ao contrário de muitos irmãos Caídos que não conseguiram encontrar o seu novo hospedeiro, para conseguirem viver fora daquele lugar miserável, e ao mesmo tempo longe da coleira de Deus e de seus Anjos.

O Diabo conseguiu se sair bem após apossar-se do corpo do homem de Deus Theodore White. A qual a pobre alma fragilizada por perder a esposa e filha diante de "ladrões" aparentemente. Onde estava Deus esse tempo todo ? A qual o rapaz trabalhador sempre teve o prazer de dedicar-se para manter o bem de sua família e seu próprio bem-estar. Porquê desta punição divina ? Foi quando o astuto Frazael, já cansado de viver no fosso conseguiu mudar os pensamentos de seu novo hospede. Mesmo preso a ele, as emoções de perda é muito grande... Algo que o Elohim não sentia por muito tempo. Isso poderia amolecê-lo de alguma forma ? Mesmo tendo o seu ideal de agora em terra tentar reencontrar O Estrela da Manhã, missão dada pelos superiores no Abismo, mas ainda há os procedimentos do cotidiano do religioso. Que por sinal é belo, honesto e com um enorme senso de justiça pela verdade. Esse mesmo instinto a qual chamou atenção do Caído.

Enterrar a esposa e filha de Theodore, foi algo bem drástico para a mente e as emoções do novo Terrestre. Não tinha como abandonar, pois fazia parte da outra metade de sua casca. Essa dor, saudade e vingança predomina as emoções de seu novo corpo. Era estranho e ao mesmo tempo confortante estar em um mortal. Bem melhor do que voltar para o Abismo, assim pensa Frazael. Já se faz duas semanas que a família do religioso se foi. O Luciferiano tem seus desejos e metas em Londres, a cidade a qual recebeste um chamado e aonde o fosso sofreu rachadura para qual pudesse escapar. Seria obra de Lúcifer ? Mesmo preso todo este tempo, sua lealdade em seu Príncipe era maior que tudo. Mas ao corpo de White ele sente a vontade de descobrir as verdades do que aconteceu com a família de sua nova casca. Deixando seu receptáculo à vontade, sabe que seu destino como Diabo na terra será mais fácil.

Ainda esta em investigação pela polícia sobre o assassinato, nada teve respostas sobre o ocorrido. O senso de justiça a qual sempre teve quando lutou contra o Éden a favor da humanidade, ainda esta de pé para Frazael ? Ele se pergunta as vezes diante dos sentimentos de Theodore. Ele mesmo preferiu se mudar da antiga casa, vivendo em um Apartamento emprestado por Michael, um advogado da família e amigo do antigo religioso. De todas as formas o Elohim aceitou de boa e melhor. Ainda não sabe da existência de outros Terrestres, mas soube que tinha um Duque chamado Eliel, da casa Flagelo e conhecido por todos como "Asas do Destino". Já faz um ano que o Reconciliador desapareceu sem deixar rastros. Foi uma de suas pequenas investigações em duas semanas conseguiram chegar. Por sinal, faltando duas semanas para o Natal, véspera de festas em todo o mundo. Isso incomoda um pouco o Caído.

Era possível ouvir o som de pombos ao telhado, a buzina de carros e aquele seu corpo escaço se ergue da cama. Estava acordado um tempo, apenas relaxando e colocando seus pensamentos em dia e querendo entender por onde começar sua nova empreitada. Tudo era novo e diferente agora. Sabe que talvez uma nova guerra possa surgir ou quem sabe o Estrela da Manhã volte depois deste sumiço de eras. Seu quarto é pequeno, uma cama de casal, roupas jogadas ao assoalho de madeira. A porta a sua frente fechada e a janela a esquerda aberta entrando aquele ar gélido de uma tarde nublada. Última notícias é que supostamente um outro compatriota dos Luciferianos vive camuflado entre os investigadores da famosa Scotland Yeard. Seu nome Elohim é Nataniel. E este nome é bem familiar entre as tropas de Lúcifer na época da rebelião. Mas por sua mente ter sido desfragmentada, as recordações em um corpo mortal é bem nula, como seus poderes. Tudo ali é limitado, mas bem melhor do que vivenciar o inferno, assim pensa o Diabo.


Apartamento Novo do Diabo, Ap:206.


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Última edição por Fractius em Sex Nov 14, 2014 10:46 am, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Ter Out 28, 2014 5:52 pm


Aquelas duas semanas estavam sendo complexas. Frazael se acostumava com a enxurrada de emoções vindas do Theodore White e com a distância do Abismo. Tudo aquilo era muito estranho. Era como se houvesse mais alguém no controle de seus pensamentos. Quando devaneava olhando para o céu, notava que estava pesando em sua esposa e sua filha.

“Eu não tenho esposa e não tenho filha”, pensou cerrando o cenho. “Meu filho é a humanidade”.

O dia do enterro foi crucial para que Frazael entendesse o seu novo papel na Terra. De uma maneira ou de outra, precisava aceitar a sua nova forma. Não poderia simplesmente lutar contra Theodore. Juntos, poderiam ser ainda mais fortes. Era uma questão de tempo para que um ajudasse o outro. Frazael estava disposto a isso.

Como em um pacto qualquer, o demônio forneceria parte do seu poder para ter lealdade eterna de seu devoto. Nada melhor do que ter Theodore White como exemplo de devoção ao Anjo Caído.
A polícia representava a ineficiência e injustiça que tanto odiava. Frazael era justo, sim. Com certeza, se Theodore morasse fora de um cortiço qualquer, o assassino de seus familiares, quer dizer, dos familiares de Theo, já estaria atrás das grades. Morar no apartamento de Michael era confortante. Theodore não aguentaria permanecer naquele outro lar maculado.

Seus olhos miravam o teto. Seus pensamentos vagavam pelo mundo terrestre e espiritual. O vento gélido vindo da sua esquerda denunciava que a janela estava aberta. Frazael gostava de sentir que estava livre. Provavelmente pela eternidade que passou no Abismo. Em um pulo, levantou-se da cama, aproximou-se da janela e retirou um cigarro do maço que estava sobre o beiral. Abaixou-se sobre um amontoado de roupas sujas no chão e retirou do bolso da frente de uma calça jeans surrada um isqueiro. Acendeu o cigarro.

Usou daquele tempo vago para certificar-se de que nada estava fora do padrão. Utilizou a Cadeia de Fé, da sua Doutrina fundamental dos Celestiais. Como de costume, pretendia observar a presença dos seus vizinhos.

Caso nada de errado estivesse acontecendo, Frazael terminou o cigarro, jogando o filtro pela janela, e lembrando do seu compatriota Luciferiano que trabalhava para a Scotland Yard.

“Nataniel”, pensou.

Precisava dar continuidade nas investigações da morte dos familiares do Theo. Sentia que isso era o certo a se fazer e deveria ser feito com as próprias mãos. Nada melhor do que tentar contactar um investigador conhecido.

“Nataniel”, repetiu o pensamento tentando estabelecer contato.
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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Ter Out 28, 2014 7:59 pm



Tudo era um turbilhão para o Elohim nesta maldita terra, mas melhor aqui do que no fosso. Quase toda a humanidade perderam sua fé, bem diferente durante a Guerra. Frazael sabe que usando o corpo do Pastor, terá sucesso em suas conquistas se nada entrar em seu novo caminho. Antes de sair do Abismo, graças as rachaduras criadas entre os mundos dos mortos, receberia uma missão do seu Mentor e antigo Capitão das falanges de Lúcifer na Aurora na rebelião, conhecido como o Anjo da Majestosidade, o grande Samyael. Se conseguisse um hospedeiro, mas já se faz duas semanas e nada do antigo Anjo da Majestosidade. Agora o antigo capitão é um Soberano da casa Diabo, assim como o pequeno Elohim, um Luciferiano que luta em busca do retorno do Príncipe dos Caídos, o grande Lúcifer.

Frazael com seus pensamentos e ideias de pé em um salto quase que sobrenatural. Podia sentir a brisa adentrando melhor e transpassando por seu hospedeiro. Pegando um cigarro, algo que após a depressão de Theo sobre sua família, um novo vício tomou conta do cotidiano do antigo Pastor. Que realmente mudou a vida deste homem. Bem ou mal o Elohim sabe que os recursos do hospedeiro são limitados, logo teria que arrumar uma outra forma de sustentar, tanto o físico e os vícios.

Fechando os olhos e concentrando-se e usando sua Doutrina dos Celestiais, a evocação da Candeia de Fé era refletida em seu interior e seus olhos poderiam ver tais silhuetas. Seus olhos em um leve brilho azulado, quase que sobrenaturais olhava ao redor. Através da parede do seu quarto, era mais complicado por causa da espessura mas ele enxerga dois brilhos azulados, um bem pálido e o outro era bem forte. E ao topo do telhado ele podia notar vários pequenos brilhos azulados indicando ser de animais, ao som que ouve, indicando ser de pombos.

Quando jogou o cigarro pela janela, podia sentir-se realmente livre, mesmo vivendo preso em um corpo. A mente de White ainda indica saudade de sua filha e esposa. Até sobre sua fé, e porquê Deus abandonou seus dogmas. E a insistência de querer saber quem causou a morte de sua família. Frazael sabe que este sentimento só irá se apagar quando o mesmo ajudar sua pobre alma mortal a qual vivem mesclados em um só. Começou a lembrar de seu patriota Luciferiano, por causa da prisão eterna, não lembra especificamente quem o seja... Mas, este nome Nataniel é um dos que ele lembra de ser fiel aos desejos do Estrela da Manhã. Por duas vezes sua mente voou ao extremo e dizendo o nome Celestial do Elohim. Quando abriu os olhos, aparentemente nada. Sabe que esses truques, o alvo sente, mas responde se assim desejar. Quando perdeu as esperanças, quase dois minutos esperando... A brisa que entrava pela janela começou a ficar mais forte e no famoso ar quente. Fraziel podia sentir a diferença e logo em sua mente, uma voz que parecia estar cansada e triste em sua proliferação:

Estou lhe vendo... Quem ousa, convocar-me por duas vezes...? O que desejas, sabendo o meu nome Celestial... ?

Aquela voz tranquila ecoa na mente de Theo e absorvida pelo Elohim. Era serena e ao mesmo tempo, como se pudesse ouvir o som de bater de asas e ver fechos de luzes tomava conta da mente do Caído, como se a voz saísse daquela área. Então a evocação do Diabo, deu certo.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Qua Out 29, 2014 9:39 pm

Estar ao lado da janela parecia algo banal, mas só de poder escolher entre ficar parado e se jogar, já era algo fenomenal. No Abismo, e aprendera isso com os seres humanos mais definhados nessas duas semanas, não havia como ceifar a própria vida. Era uma prisão eterna. No entanto, Frazael permaneceu parado. Não seria naquela noite que deixaria a sua curiosidade, mais humana do que angelical, de cair de cara no chão se sobressair em relação à razão.

Seu olhar divino, mais azulado, pôde notar a presença de duas pessoas. Os pombos sobre o telhado não mereciam sua atenção. Entre as outras duas concentrações de fé, uma lhe despertava a interrogação. Pelo que conhecia, ou se lembrava dentro do corpo mortal, aquele seria um Caído, aquele seria Michael.

O Diabo tinha outro objetivo para aquele momento. Queria fazer contato com Nataniel. Precisava desvendar o paradeiro do assassinato dos familiares de Theo. Aquele nome lhe era conhecido, mas não tinha certeza das circunstâncias que rondavam aquele Caído. Um antigo Luciferiano, talvez.

As duas chamadas e os dois minutos seguintes foram desapontadores. Frazael chegou a pensar que não era mais capaz de contactar outro irmão. Mas a voz de seu companheiro surgiu à mente de Theo e foi facilmente interpretada por Frazael.

Theodore pegou mais um cigarro, segurando-o entre os lábios, mas sem acendê-lo. Nesse instante olhava pela janela fixamente para o céu. Gostava de observar as estrelas.

– Ora, Nataniel. Não reconhece o chamado de um velho companheiro de Rebelião? Parece cansado e triste. O que lhe aflige, irmão? – perguntou Frazael, fazendo uma pausa profunda, esperando uma resposta.
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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Sex Out 31, 2014 2:57 am



Da janela é possível notar aquela massa de mortais passando de um lado e outro. Todas as etinias e diversidades de pessoas. Tanto criança, adulto e idoso. Agora o Elohim nota o que ele defendeu milênios de anos atrás, olha o que tornaram ? Pessoas de egos e preconceitos. Poucos se salvam e desses poucos é a Potência de Fé predileta de Frazael. Os brilhos azulados ao telhado, indica os pombos e outros pássaros aleatórios. As duas chamas do outro lado da parede do seu quarto indicando ser seus vizinhos. Significa que o mais fosco é alguém de Fé fraca. E a outra, alguém que acredita bastante em Deus ou uma pessoa de estima e forte convicção. Que significa ser uma ótima Potência de Fé.

Essas duas semanas vivenciando neste apartamento novo emprestado por Michael um amigo de Theodore. Em seu próprio mundo, isolado e tentando aos pouco desvendar os segredos do mundo físico, os costumes e por fim as emoções de seu hospede, essa última por sinal é algo que o Caído não sabia o que é há muito tempo por causa de estar confinado ao Abismo.

Desapontado, com o cigarro na boca ouviste a resposta do suposto Nataniel. A mente do Elohim podia sentir o brilho do sol ofuscante. Como se a voz do outro caído transpassasse aquele claridade, como se ele fosse aquele brilho de luz forte em sua mente. A voz de Frazael parece ter encontrado o caminho de volta. Porque em seguida o mesmo tom de voz cansado e triste retorna:

Hmm... Sua voz não me soa estranho. Sei que és um Anjo, assim como eu. Ah, claro... Frazael... ? Antigo Representante do império do Estrela da Manhã... ? Mas como, conseguiste sair do fosso... ? Mas, de todas as formas... Seja bem-vindo ao novo Abismo. -

Fica o silêncio por alguns segundos. Parece que o Elohim em saber quem é o Diabo agora, ele volta a falar, desta vez a voz com um pouco mais de ânimo, mas apenas um pouco nada irrelevante:

Bem... Nada me aflinge, é apenas o tédio que carrego pelos meses que estou neste hospede. Peço um favor, me encontre neste endereço XXX, XXXXXX, XX. É um Pub de esquina quase em frente para Scotland Yeard. Tenho coisas para falar-te. Principalmente sobre nós, Luciferianos. O quanto antes puder, melhor. Estarei lá até as 14h. Minha casca se chama Derick Graven. Sou um Investigador, eu não... Derick, apenas auxilio em algumas coisas passando por ele. E até... Elohim. -

Nataniel aguarda ouvir as últimas palavras do Caído. Em seguida aquele clarão na mente do Diabo aos pouco desaparece, como o vento que transpassa o corpo jovem do religioso fica mais fraco. Estava em si, no mundo físico e agora o que fazer ?


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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Sex Out 31, 2014 11:08 am

Sol em Londres era raridade, mas o momento pedia o brilho da estrela. Seu cigarro preso entre os lábios, pedia de um lado para o outro enquanto pensava. Realmente a sua percepção estava comprometida. Obviamente, aquele não era Miguel. Depois de focar-se por mais alguns instantes, piscar os olhos e respirar fundo, notou que não passavam de dois mortais. O único porém, era a força de Fé de um deles. Theodoro não havia conversado diretamente com ambos.

Quando Nataniel respondeu a sua pergunta, Frazael abriu um sorrido. Não estava sozinho.

– Exatamente, Nataniel. Eterno militante da Estrela da Manhã – disse, apesar de crer em todas aquelas palavras, Frazael tinha pontos de dúvidas a respeito do seu passado. – Rachaduras estão surgindo no Abismo. Ainda não tenho certeza qual local é mais deplorável. A Humanidade está caindo em desgraça. Onde estão os malditos Anjos nesse momento? Theodore White, minha casca, sempre se pergunta onde está Deus. Eu apenas rio. Gargalho alto. – Frazael fez uma pausa. Agora acrescendo o cigarro. – Obrigado, irmão. Que esse Abismo seja mais grandioso que o passado.  – respondeu.

Frazael andou em direção a porta do seu quarto, em direção à cozinha. Theodore estava com fome. Enquanto fazia esse percurso, continuava a se comunicar com Nataniel. Na cozinha procuraria algo para comer, no estado que se encontrava, não importava muito o alimento.

– Será um prazer me encontrar com você. Precisamos conversar – respirou fundo, enquanto pegava algo na geladeira velha. – sobre um assassinato que aflige Theodore. Estou disposto a ajuda-lo. Nos encontramos nesse Pub em breve, então. Até logo, irmão.

Terminado de comer rapidamente, Frazael voltou ao seu quarto para se arrumar, passou pelo banheiro e saiu pela porta da frente a pé. Sentia que estava indo em direção ao seu destino, só não tinha certeza quanto ao que o esperava. Durante o trajeto, manteve um cigarro aceso na boca.
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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Ter Nov 04, 2014 3:32 am



O clima de Londres pelo maior tempo é sempre nublado. Mas as ruas estão bem coloridas, músicas de papai noel. Esta no inverno e a previsão do tempo é que daqui alguns dias a neve vai começar a reinar nesta cidade. Suas palavras soaram forte através do contato telepático a quais todos os Elohins são capacitados. Bastando saber seus nomes Celestiais já era o suficiente. Antes da voz de Nathaniel desaparecer de vez junto da luz ofuscante na mente do Diabo, ele ouve as últimas palavras do Luciferiano:

─ Realmente é doloroso para nós irmão. Nossa mente é dilacerada, quando caímos no Abismo. Para ser exato, eu mesmo não lembro direito da rebelião e dos acontecimentos antes de sermos trancafiado naquele inferno. Prefiro assim, não lembrar. Seu nome me soou familiar ao chamado. Uma honra ouvir uma voz antiga a qual só ouviste antes da queda. Eu acho... E, estou lhe aguardando. Até mais tarde Frazael. -

As palavras do demônio era certa. Muita coisa antes da queda foi esquecida pelo Elohim, isso as vezes é bom ou ruim. Mas todo inferno que viveu no Abismo, isso, nunca poderá abandonar de seus pensamentos. Nathaniel tinha razão e Frazael sabe disso, até Thedoro fica mais tranquilo em seus sentimentos. Como se a voz celestial dos dois, fossem os verdadeiros Anjos de Deus se comunicando. E bem ou mal, até aliviou um pouco a tensão do hospedeiro do caído.

Depois de ter feito uma refeição rápida. Pois o hospedeiro ainda precisa se alimentar, era algo que os humanos ainda precisam. Um corpo forte era o melhor para o Elohim, mesmo seu corpo celestial dando algumas imunidades ao Theo, principalmente de doenças, mas o alimento ainda é de suma importância. Se arrumou adequadamente em quesito para mascarar o frio e trancou o apartamento e seguiu para o local de encontro. Passou pelo corredor, desceu as escadas de madeira e logo estava fora do apartamento. Podia sentir a brisa gélida com mais precisão, podia ver pessoas passando felizes de um lado e outro. Aquela era uma rua tranquila, quase não passava carros. Era uma rua de pouco acesso, com duas saídas na enorme rua de cada lado. Era um lugar com vários apartamentos, quase que um condomínio. Começou a sua caminhada, mas sabe que o local onde fica a Scotland Yard é um pouco longe de Camden. Fica no coração de Londres, em Westminster o local mais nobre da cidade. Um ônibus ou até um metrô seria a opção mais rápida. Agora depende dos recursos de Theo, que por sinal não são muitos.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Ter Nov 04, 2014 8:12 am



Estar com contato com aquela voz que, um dia, falou em nome de Deus era gratificante. Frazael sabia, pelo menos, que não estava sozinho e, ao mesmo tempo, Theodore também sentia que havia esperança no mundo. As pessoas rindo na rua e o céu nublado eram um paradoxo. Talvez fosse o estado de espírito do Elohim, mas como era possível estar plenamente feliz sem o sol – a Estrela da Manhã?

Frazael ouviu as últimas palavras do Nathaniel familiarizando-se com cada sentença.

Quando já estava na rua, parou alguns segundos para olhar ao redor. A neve que se aproximaria nos próximos dias parecia o presságio de algo. Frazael só não tinha certeza do que. Não sabia se era o frio que ela trazia ou as queimaduras do contato em excesso.

A carteira que carregava no bolso era mais um enfeite do que um utensílio com finalidade de guardar dinheiro. Infelizmente. No entanto, haviam alguns trocados ali dentro. Theodore deveria ter conseguido aquela quantia de alguns fiéis durante o último culto.

Theodore precisava de algum meio de transporte mais rápido. Quem sabe até uma bicicleta seria o suficiente.

Ao mesmo tempo, não poderia se dar ao luxo de perder o encontro com Nathaniel. Aquele poderia ser o ponto de partida para a investigação do assassinato. Por isso, Frazael andou até o ponto de ônibus, separando algumas moedas que pôde reunir. Pegaria o transporte público até o local. Chegaria com calma e esperaria seu irmão para uma conversa franca. Quem sabe ele estaria disposto a ajuda-lo.

Frazael lembrou-se também da sua igreja. Não poderia ficar muito tempo sem aparecer por lá. Seus poucos fiéis, verdade, precisavam de suas palavras e agora, mais do que nunca, não era somente Theo que precisa daquelas pessoas desesperadas, mas Frazael também precisava das suas Fés.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Ter Nov 04, 2014 4:07 pm


☥ Londres - Westminster - Pub Red London. ☥
• 17 de Dezembro de 1999, Sexta-Feira: 13h09min P.M.

Caminhando enquanto fumava o seu penúltimo cigarro do seu maço. Podia observar os olhos das pessoas naquele ser bonito a ao mesmo tempo decadente em sua alma. Parou no ponto de ônibus a qual estava vazio, apenas humanos passando de um lado e outro envolta de seus sobretudos, cachecóis e tocas para o frio. Londres realmente esta em um maldito inverno e o sol só serve para clarear a bela cidade. Não demorou muito aquele magnífico ônibus britânico de dois andares e totalmente vermelho. Recolhendo as moedas na carteira do pastor que foi o suficiente para pagar a passagem. Ao passar pela roleta e encontrar o seu acento ao meio do transporte. Tranquilo e sentado na janela a qual o Elohim adora apreciar a humanidade a qual já lutaste por ele a milênios atrás.

Não demorou muito, pelas memórias do hospedeiro ele sabia exatamente a localização da Academia de Polícia Metropolitana de Londres, a famosa Scotland Yard. O ponto era quase de frente, não tinha erro. A viagem foi tranquila e em menos de vinte minutos. Cinco minutos atrás conseguiu ver a bela imagem do Big Ben, a famosa torre do relógio que se estende ao centro deste distrito. Descendo do ônibus não foi difícil achar o Pub de esquina a qual Nathaniel lhe informou. Chamado Red London, todo temático de madeira e pinturas do time de futebol do Arsenal. O dono parecia ser um pouco fanático ao ponto das cores vermelhas serem predominante neste ambiente. Ao parar de frente a porta de madeira rústica e escura, ao lado a vidraça que podia ver o interior do lugar. Um adesivo enorme escrito ao vidro "London Red Pub"

A porta esta aberta, um tapete de veludo marrom aos seus pés escrito "Welcome" Já de cara ao lado direito do Diabo ele nota o balcão todo enfeitado, junto com enfeites de natal, uma palhaçada total. Um homem gordo, branco, bem branco por sinal, cabelo louro e olhos castanhos claros. É o atendente do lugar. No balcão aqueles bancos ornamentais de couro vermelho e redondos. Tem dois homens sentados meio que de costa para Theodoro. Ao canto direito umas mesas redondas com quatro cadeiras cadas e um total de seis mesas, todas alinhadas. Apenas a última ocupada por um homem, tomando um café aparentemente e lendo um jornal de perna cruzada e por cima do papel em mãos apenas os olhos verdes foram ao encontro do Elohim. Como a maioria dos outros olhos foram ao anjo entrando no recinto. Ao fundo parece ter duas mesas de bilhar e as portas do banheiro. Sua visão é perfeita e consegue notar isso direito. Não esta muito movimentado, fora os três sentados, apenas dois homens ao fundo jogando em uma das mesas de sinuca. E uma música de rock clássico tocando no ambiente ao modo tranquilo sem incomodar. Por sinal, ainda era horário de serviço. Por onde começar e saber se um deles possa ser o Derick, ou melhor... Nathaniel o Luciferiano.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Seg Nov 10, 2014 2:57 pm



O trajeto da casa de Theodore até o London Red Pub fora tranquilo. O sol, como quase sempre em Londres, só servia para deixar as fotografias mais bonitas. Mas o frio intenso do inverno açoitava as pessoas sem dó. Frazael tentava se importar menos com isso. Tais sentimentos banais só lhe serviam para desviar a atenção. Nesse momento tinha um objetivo: ajudar Theodore para que Theodore pudesse, inconscientemente ou não, ajuda-lo de novo. Lealdade era a palavra.

Quando Frazael se aproximou do London Red Pub, a brisa gélida o convidava para entrar rapidamente. Foi o que fez. Assim que pisou no interior do lugar, seu olhar varreu o ambiente. No entanto, sua visão era privilegiada. Seus olhos não se limitavam à aparência. Eles iam além. Frazael utilizou da Cadeia de Fé – Doutrina dos Celestiais. Dessa forma, ele tentaria identificar quem naquele recinto era Nathaniel e quais eram as naturezas dos demais integrantes do local.

Nesse meio tempo, Theodore retirou do seu bolso o seu maço de cigarros. Havia somente mais um e aquilo era preocupante. A sua carteira estava praticamente vazia e o corpo humano já sentia que seu vício seria um grande problema em breve. Esse era mais um motivo do porquê precisaria voltar logo para a sua igreja. Domingo haveria culto, como sempre.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Ter Nov 11, 2014 12:31 am




Pub, Red London.

Aquela brisa gélida soou a indicação de uso de Doutrina, veio de dentro do Pub, mas quem ? Logo que o Diabo adentrou, todos os olhos se viram para ele, era normal e depois voltaram a fazer o que bem entender. Então em sua concentração rápida e com a Cadeia de Fé, seus olhos diabólicos são capazes de detectar a Potência de Fé dos seus indivíduos. Os dois homens ao balcão junto com o barman refletem o azul vivo, indicando serem humanos. Mas o rapaz tomando café, lendo jornal e olhando-o por cima do jornal desde que entrou. E quando seus olhos notam, apenas um buraco negro sem fim. Indicando que ele não tem a Fé, ou seria o próprio Nathaniel. Ao fundo na mesa de bilhar, Frazael não consegue captar, esta muito longe de suas capacidades. O rapaz baixa o jornal, dobrando-o e colocando sobre a mesa e estende a mão lhe chamando com um sorriso de canto de boca. Olhando agora mais perto, parece ser um adulto da mesma idade de Theodore. Ele aponta para cadeira à frente e diz:

─ Seja bem-vindo Theodore. Ou melhor, Frazael. Como vem passando aqui neste novo Inferno, meu querido Luciferiano ? -

Ele continua a sorrir e esperando ouvi-lo calmamente. Ele pega sua própria xícara de café e toma um gole, logo desce até a mesa e apontando para o objeto e pergunta:

─ Deseja beber algo ? Comer ? Fique à vontade... Meu tempo é curto, mas podemos papear tranquilo de boa aqui e ninguém vai nos incomodar. Só falarmos neste tom de voz que será perfeito. -

Ele esta usando um sobretudo preto que vai até a canela, um blusão branco por de baixo com bolso e no mesmo tem um par de canetas em bloco de anotações. Os olhos do Diabo são capazes de ver isso. Ele usa uma calça jeans preta, um sapato social e no cinto ele carrega sua arma. É possível ver a ponta dela saindo do coldre. Com as mãos em cima da mesa, a perna esquerda cruzada por cima da direita e aguardando as palavras do grande Frazael. Um dos soldados que lutou ao lado do Estrela da Manhã, mas tais lembranças foram espedaçadas em sua mente. O Fosso, destruiu tudo que liga a Idade da Ira. Apenas nomes e momentos são lembrados, mas nada que isso. E Nathaniel, é um desses nomes que não são esquecidos. Com a alcunha de Rastreador dos Céus, este era o Elorim a sua frente, preso no hospedeiro de Derick Graven.


Elohim, Nathaniel.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Ter Nov 11, 2014 1:32 pm



Por algum motivo aquele Pub era muito confortável. Talvez fosse pela comparação ao ambiente externo. Talvez, e muito provavelmente, seja pela presença de um irmão de rebelião. Os olhares cruzados quando entrou não o reprimiu. Sua habilidade fora usada com êxito, três pessoas ali não pareciam representar alguma ameaça. O homem ao fundo, na mesa de bilhar, precisava ser mantido sob vigília. O mais importante foi ir direto em direção a Nathaniel.


Frazael foi andando em direção ao Elohim sentado, enquanto desabotoava o sobretudo pesado. A partir daquele momento era possível notar que Theodore não carregava nada na parte da frente da cintura. No entanto, ele levou rapidamente a mão a lateral, também na altura da cintura. Parecia arrumar algo. Logo, levou a mão ao bolso, já perto da mesa. Frazael retirou um isqueiro do bolso, estilo Zippo, que tinha há tempos.

─ Muito obrigado, Nathaniel. Fico muito feliz em vê-lo aqui ─ sentou-se, segurando o isqueiro com a mão direita enquanto gesticulava. ─ Venho passado por tempos difíceis. Acredito que você já deve ter passado por isso. Em alguns momentos fico em dúvida se realmente saí do Abismo ─ Frazael fez uma pausa, ascendo o isqueiro a sua frente e apagando. ─ Mas agora temos uma missão, não é mesmo?

Frazael levou as duas mãos ao pescoço, deixando o Zippo sobre a mesa. Com um movimento suave, afrouxou o cachecol vermelho. Com um movimento de mão, negou o convite de bebida ou comida. A verdade era que Theodore não tinha certeza se Derick estaria disposto a pagar pelo lanche. O próprio Theo não poderia gastar dinheiro assim.

─ Nathaniel, meu irmão, lembra que havia algo que gostaria de falar com você? Pois bem. Há duas semanas aproximadamente, a esposa e a filha do Theodore ─ Frazael fez uma pausa forçada. Havia algo dentro dele que se revirava. Era Theodore. ─ foram assassinadas. Foi nesse momento de fragilidade que me apoderei de seu corpo. Mas agora somos um só. Gostaria da sua ajuda para descobrir quem foram os responsáveis pelo crime. Sabe algo sobre essa investigação?  

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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Qua Nov 12, 2014 12:11 am



O lugar realmente é aconchegante, o Elohim por ser da casa nobre dos Diabos, adora um pouco de avareza destes termos. Encontrando o seu lugar, nota o outro hospedeiro apenas lhe observando em cada movimento a qual quando puxa o isqueiro. Ele desenha um sorriso no canto da boca, logo a mão esquerda dele adentra ao bolso interno de seu sobretudo em busca de algo. Quando ele retira, Theodore nota um maço de cigarro a qual ele lhe estica para que possa pegar um. O próprio depois retira um colocando ao lábio e finaliza guardando o resto de volta de onde veio. Ele usa uma caixa de fósforo, riscando ele acende no ato o cigarro dele. Sob a mesa há um cinzeiro oval de ferro escuro, quase um preto. Logo ele após dar uma tragada lhe responde calmamente:

─ Bem meu amigo... As coisas estão quentes aqui por Londres. No início do mês eu tive algumas visões, outros como nós que eu encontrei tiveram a mesma coisa. Anjos caindo dos céus, antes de tocarem o solo, seus corpos viram cinzas. O céu totalmente vermelho na cor de sangue... Você também presenciou isso ? Quase que um chamado. Por isso, muitos de nós vieram para esta cidade. Acho que é um chamado... - Ele pausou e sorriu ao ponto dos olhos dele brilharem e até aproximar mais o rosto do Diabo e completa: ─ Do nosso Príncipe, o Estrela da Manhã. Só pode... Não acha ? Outros, principalmente os tolos dos Rapinantes, dizem que os céus almejam um novo castigo para todos os rebeldes. Já os faustianos espalham boatos de que uma nova guerra estar por vir. Mas como ? Além disso... Há uns três ou quatro dias atrás uma presença de Alto Tormento ecoou por toda a cidade. Você sentiu ? Todos os Elohim de Londres sentiram, é claro... Dizem que algo saiu das profundezas do Abismo, a qual nunca deveria... E não foi sozinho, e sim uma Evocação. Alguém o trouxe, mas quem e para quê ? Boatos... Que depois que Asas do Destino desapareceu, perdendo seu posto de Tirano... Por isso os Reconciliadores sumiram juntos, dizem que eles possam estar tramando algo. Que eu duvido. -

Ele deu uma suspirada de tenso, dando uma outra tragada enquanto o Caído absorve tudo aquilo que ele diz. Frazael realmente sentiu aquela energia poderosa de um Alto Tormento, algo sem controle e muito diabólico. Se realmente tem alguém controlando isso como Nathaniel suspeita, as coisas estão bem tensas. E sobre os presságios a qual ele mencionou, sim, o Diabo teve tais visões. E não foi apenas uma vez e sim diversas.

O Elohim a sua frente pede um café para Theo e junto algumas torradas. O investigador diz que é por conta dele. Ele ouve sobre os problemas do terrestre em relação a família de Thedore. Ele faz um bico e os olhos vão ao chão pensativo em relação e logo completa:

─ Bem, eu não... Mas Derick sim, minha carcaça. Mas como tenho controle de suas emoções e boa parte do seu conhecimento. Estou ciente... Realmente foi algo bem suspeito e por sinal sobrenatural. Para algo que não tem explicações, só pode. Eu não lhe prometo nada agora... Mas eu vou dar uma olhada, já que o caso ainda esta em aberto. Se eu descobrir algo eu lhe aviso. E você fica me devendo uma, tudo bem ? -

Seu sorriso agora soa malicioso. Uma mulher se aproxima pedindo licença e deixando o café do pastor e as torradas amanteigadas ao centro. A mesma se despede e sai, parece ser a única que trabalha com o velho que não sai por de trás do balcão. Ele continua a beber o café, esperando uma resposta, dar mais uma tragada em seu cigarro e finaliza em suas palavras, desta vez sério:

─ Você deve se apresentar ao Soberano de nossa causa. Mikael, O Mestre das Almas. Seu hospedeiro é de um médico legista chamado Thomas Sengsth. Ele trabalha no hospital de St. Mary. Aqui mesmo em Westminster. Mas ao sul, dá para ir andando. Diga que eu o enviei. Ele pertence a casa dos Algozes. Então, tenha cuidado. Sabe do que falo... Ele é o Ministro entre nós, os Luciferianos. Lá ele irá dizer o que fazer. Precisa saber de mais algo ? -

O Mestre das Almas ? Óbvio que ele já ouviu este terrível nome. Era o Anjo que brandou junto do Estrela da Manhã e que guiava as almas dos mortais na Idade da Ira. Porém, ele volta a beber o café, dar mais uma tragada em seu cigarro que por sinal esta quase no final, ele repousa no cinzeiro e aguarda ouvir as palavras do Diabo Frazael sobre suas últimas palavras. Agora esta reunindo informações importantes, logo tudo pode chegar ao eixo do assassinato da família de Theo ou não. Tudo dependerá das investigações. E a cidade de Londres esta com vários problemas se realmente for tudo verídico como o Rastreador dos Céus lhe informou.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Sex Nov 14, 2014 9:43 am



Já sentado frente ao Elohim, Frazael aceitou o cigarro entre uma pergunta e outra. Usou o isqueiro que manipulava por diversão para acende-lo. Theodore o levou a boca e o tragou imediatamente. Foi ótimo. Enquanto ouvia as perguntas, ia batendo as cinzas no recipiente central de ferro. Com a fumaça passando em sua frente, a conversa com Nathaniel ficava muito mais cinematográfica.

– Sei do que você está falando. – disse em relação as visões.  – Há dias elas me atormentam de noite. Quando Theodore fecha os olhos, vejo, além de sua filha deitada no chão ensanguentada, o céu vermelho que você se refere. Vejo irmãos caindo, caindo e caindo. Não há nada que possa fazer. Antes de tocarem o solo, seus corpos são pulverizados. Talvez realmente seja um chamado, um aviso ou uma mensagem. Mas o que essas visões querem dizer exatamente? Pensei que só eu as tinha.

Frazael tragou mais uma vez. Aquelas perguntas tinham mais um tom retórico do que uma pergunta propriamente dita.

– Sim! – disse excitado. – Senti essa energia de Alto Tormento tomando a cidade. – dessa vez, afirmou como se sussurrasse. – As visões mais essa presença... algo de muito estranho está acontecendo. Espero que seja ao nosso favor.

Frazael quase se esqueceu que deveria comer as torradas e tomar o café sobre a mesa. O corpo de Theodore pedia, mas o Elohim ainda não se acostumara totalmente com as necessidades da casca.

– Seria muito grato a você se descobrisse algo sobre o assassinato. Derick deve conseguir alguns detalhes.

Frazael sentiu o sorriso malicioso no rosto de Nathaniel, mas tentou ignora-lo. Provavelmente fosse a natureza da luxúria dos Diabos. Frazael não se sentia totalmente confortável devendo um favor a alguém. Ele terminou de fumar o seu cigarro e deu continuidade a conversa enquanto comia.

– Adoraria conversar com ele. Mikael, O Mestre das Almas. Thomas Sengsth. Hospital St. Mary. – disse baixinho para si mesmo decorando as informações. – Acredito que seja só, Nathaniel. Nossa conversa hoje foi encantadora. – disse terminando o seu café. – Gostaria de encontra-lo mais vezes. Muito obrigado pelas informações e pelo café.

Se tudo ocorresse bem, Frazael se despediria de Nathaniel e iria em direção ao Hospital St. Mary.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Frazael: Arco I, Ato I: Renascimento. ~   Sex Nov 14, 2014 10:42 am


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