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 Cenário

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Baqi

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Mensagens : 96
Data de inscrição : 17/10/2014

MensagemAssunto: Cenário   Ter Nov 04, 2014 11:57 am


"Um Reino de Fantasia e Imaginação deturpadas."

And there's nothing wrong with me
This is how I'm supposed to be
In a land of make believe
That don't believe in me.

─ Jesus of Suburbia - Green Day

Arcádia

Os portões para os Reinos das Fadas estão fechados. A humanidade virou suas costas para a mágica em favor de um novo sonho, um sonho de um mundo estéril e banal com nenhum mistério ou maravilha. Um mundo onde todas as perguntas foram respondidas e todos os enigmas do universo foram resolvidos. E ainda, na busca por essa Utopia, muito da humanidade perdeu um pouco de si mesma. Eles esqueceram como sonhar... Quando os últimos caminhos para Arcádia fecharam e os portões se trancaram, ainda permaneceram alguns do Povo Honesto vivendo entre a humanidade. Essas fadas encalhadas foram forçadas a adotar uma nova forma de viver para sobreviver ao forte poder da descrença humana em todas as coisas mágicas: eles se tornaram mortais eles próprios, abrigando suas frágeis almas fadas em carne mortal. E ainda essas fadas continuam a sonhar o dia em que a humanidade uma vez mais irá retornar ao místico. Nos séculos que seguiram o Despedaçar, as fadas tem alimentado quietamente os sonhos dos mortais, tentando conduzir o retorno aos dias quando as fadas eram bem vindas e podiam andar abertamente entre os mortais.

O Interregnum

Seguindo o Despedaçar, o período conhecido como Interregnum viu grandes mudanças na realidade humana e das fadas. A humanidade redescobriu a sabedoria dos antigos pensadores gregos e romanos, e lentamente se afastaram da superstição religiosa e se aproximaram da experimentação científica e racionalismo. A Era da Exploração e sua companheira Era da Invenção alimentaram uma a outra; novos mundos foram descobertos, e novas idéias levaram a mudanças de pensamento que tornaram a vida mais fácil e transformou plebeus em trabalhadores e monarcas em barões industriais. A humanidade entrou em uma era de progresso rápido e elevação social. Changelings, agora presos em carne mortal e apenas levemente ligados a suas contrapartes fadas,experimentaram mudanças que eram mais devastadoras mas não menos desafiantes que as da sociedade humana. A partida dos sidhe deixou as fadas plebéias sem as estruturas sociais das quais elas aprenderam adepender. Perdidas estavam as casas nobres, os lordes e damas, os reis das fadas e o sistema de reinados que tinha mantido a sociedade das fadas unida. Deixados para se defenderem sozinhos, changelings se reuniam em grupos pequenos de proteção mútua, ou tentavam se infiltrar na comunidade humana, escondendo suas verdadeiras formas da humanidade e, algumas vezes,uns dos outros.Com o aparecimento das cidades para substituir as fortalezas feudais, muitos desses changelings tomaram a estrada. Incapazes de se encaixarem na urbanização crescente da vida humana, eles viajavam de vila em vila, juntando-se a circos, teatros vagabundos e grupos de menestréis. Na companhia da franja da sociedade humana, muitos dos quais eram ou aberrações da natureza ou mal ajustados sociais, os plebeus encontraram refúgio, como também válvula de escape para seus impulsos criativos. Entre os artistas, changelings também descobriram uma fonte de Glamour segura, o suficiente para preservarem suas frágeis ligações com os pedaços do Sonho que ainda permaneciam apesar da determinação do mundo em extingui-los. Muitas das tradições que caracterizam a existência changeling datam dessa época de viagens e redefinições, pegando emprestado a terminologia do circo e do teatro para muitas de suas Artes e costumes.

A Ressurgência e a Guerra do Acordo

Os séculos passaram lentamente. Para a humanidade, ciência e razão pavimentou o caminho para a Era da Tecnologia. Um por um os mistérios do universo caíram diante do massacre do microscópio e do telescópio, revelando o microcosmo da teoria atômica e o macrocosmo de uma galáxia em expansão. Conforme avenidas de maravilhas se fechavam, explicadas por uma descoberta após a outra, changelings se amontoavam onde quer que pequenas quantidades de Glamour se encontrassem e sussurravam sobre a aproximação do Inverno sem Fim, o tempo da vitória final da Banalidade. Então o miraculoso aconteceu. No dia 21 de julho de 1969, milhões de pessoas de todo o mundo assistiam suas televisões em fascinação conforme astronautas desciam na lua. Glamour abalou o mundo, solto de séculos de confinamento pelo acordar simultâneo do sentimento de maravilha da humanidade. Do ventre de ferro da ciência, mágica — pelo menos por um momento — renasceu. Um momento era o suficiente. A onda de Glamour abriu os portais para Arcádia, reabrindo as trilhas das fadas que estavam dormentes desde o Despedaçar. Domínios perdidos reapareceram, sua glória restaurada pelo poder dos sonhos da humanidade de andar na lua. Do outro lado do Sonho, o renascimento do Glamour no mundo ressoou através dos reinos antigos de Arcádia. Os anfitriões brilhantes dos sidhe retornaram para o mundo, escorrendo pelos portais recém abertos para enfrentar uma realidade muito diferente daquela que eles partiram séculos antes. A maioria desses recém chegados vieram como exilados, o resultado de um tremendo acontecimento em Arcádia que causou o banimento de cinco das 13 casas que originalmente fugiram do mundo mortal. A Névoa encobriu as memórias dos regressados, deixando apenas o conhecimento que eles foram jogados para fora de Arcádia como punição por sua parte em algum grande distúrbio no lar das fadas.Infelizmente, o tremor de Glamour causado pelo pouso na lua não podia prevalecer por muito tempo contra os séculos de descrença acumulada que permeava o mundo. As portas para Arcádia se fecharam uma vez mais. Os sidhe tinham que agir rapidamente para evitar que a Banalidade os destruísse. Eles caíram para o método certo de trocar de corpo com mortais, enviando um grupo de mortais desavisados de volta pelos portais que se abriram por pouco tempo. Desde a Ressurgência,a maioria dos sidhe que entraram no mundo como foras-da-lei e exilados ainda usam esse método antigo de se protegerem da Banalidade, pegar corpos mortais convenientes para guardar seus espíritos delicados. Apesar do destino real de tais almas humanas permanecer desconhecido, a maioria dos sidhe acreditam que esses mortais desfrutam de um acordar no Sonho. Em outros casos, sidhe recém chegados se aproximam da presença de crianças muito pequenas e bebes ainda não nascidos e insinuam sua essência nas psiques dessas criaturas impressionáveis, coexistindo em simbiose ao invés de tomar posse da alma mortal. A Ressurgência, como o retorno dos sidhe foi chamado, ocorreu em todos os lugares, a maioria dos nobres das fadas reentraram no mundo nesses lugares onde o Glamour era mais forte. Irlanda, Ilhas Bretãs e outros lugares através da Europa ainda irradiavam muita mágica de fada para atrair muitos sidhe, mas a maioria dos nobres emergiu na América. Em 1969, a Costa Oeste estava experimentando uma revolução na consciência. Em São Francisco, o Verão do Amor estava em seu auge, fazendo essa cidade um ima de Glamour que serviu como foco para os sidhe. De seus pontos de entrada, os sidhe se espalharam rapidamente através do mundo mortal revitalizado. Um chamado de clarineta soou, convocando os Kithain plebeus de seus refúgios para reassumir o serviço aos nobres. Reclamando seus antigos domínios, os sidhe ressurgentes moviam-se com confiança em seu senso de autoridade nato. Mas os plebeus, acostumados a viverem sem lordes ou ladys não conseguiram aguentar aquilo: serem abandonados à própria sorte e depois recolocados em "seus lugares". A guerra estorou.

O aparecimento de Davi

O hospedeiro mortal de David Ardry nasceu no começo dos anos 60 em Nova York. O David childling e sua irmã Morwen passaram sua criação como parte de um grupo de childlings nobres separados do pior da Guerra do Acordo por Thomas Sincero, o Grande Bardo das fadas. Após a morte do Lorde Dafyll, um recado alcançou Thomas Sincero que seus pupilos estavam em perigo por um grupo de guerra plebeu procurando por sangue nobre. Fugindo desses assassinos, Thomas e seus pupilos foram para o coração do campo inimigo, procurando se esconder bem a vista, onde seus inimigos poderiam não notar sua presença. Sua fuga os levou a Times Square no dia do Ano Novo, onde uma patrulha de redcaps viram Thomas Sincero no meio dos celebrantes ocupando a praça. No meio da festa de fim de ano, o valente bardo usou todos os seus poderes para defender seus jovens pupilos contra um inimigo superior. Durante essa batalha de um só lado, David Ardry sentiu uma poça de Glamour tão poderosa que ele não podia se negar a segui-la até a fonte. O jovem sidhe retornou ao centro da batalha, segurando uma espada brilhante — a Caliburn perdida — e lutou ao lado de Thomas Sincero para afastar os atacantes. Nervosos pela visão da arma lendária, agora brilhando com uma luz dourada, os redcaps fugiram em desespero.“Observem!” Thomas gritou para amigo e inimigo. “Pois vós olhais para vosso rei!” após seu encontro com o destino, Thomas levou David, Morwen e seus outros pupilos para a segurança da corte da Rainha Mab no Reino das Maçãs. Boatos já os haviam precedido que Caliburn havia sido encontrada e que seu possuidor poderia se tornar o profetizado Grande Rei das fadas. A Rainha Mab se recusava a acreditar nas histórias no início, e desprezou o jovem sidhe quando Thomas o apresentou a ela em sua sala do trono. Quando ela ordenou que o childling fosse removido de sua presença, um magnífico grifo — o símbolo da Casa Gwydion — se materializou ao redor de David, o abraçando com suas asas gigantescas. “Pode você negar o comprimento da profecia agora?” As palavras de Thomas Sincero ressoaram com a força de seu geas da verdade. “‘O filho do grifo e a espada que foi perdida devem se reunir no arco da maçã.’” Em face de tal prova, Rainha Mabre conheceu David Ardry ap Gwydion como o Grande Rei das fadas. Pelos três anos que se seguiram, David e Morwen viveram com Rainha Mab em seu palácio de Caer Loonno Reino das Maçãs. Durante esse tempo, o jovem aspirante a rei trabalhou para estabelecer seu direito de governar tanto com plebeus como com nobres. Ele encontrou oposição de ambos no começo. A Guerra do Acordo ainda existia, apesar de presságios envolvendo a descoberta de Caliburn por David ter quebrado a causa plebéia. Apesar de sua idade, David demonstrava um dom político inato e uma profunda empatia por todas as fadas, plebeus residentes de longa data e sidhe recém chegados. Novamente e mais uma vez ele respondeu da maneira correta desafios de raciocínio e combate de nobres que insistiam em testar sua capacidade de reinar. Ele repetidamente enviou mensageiros para líderes plebeus, dialogando com eles para fazer a sobrevivência de todas as fadas uma causa comum. Os pontos de vista equalitários de David e seu respeito pelas conquistas dos plebeus em preservar o Sonho durante o Interregnum eventualmente ganhou o suporte de seus mais ardentes inimigos. A longo prazo, depois de três longos anos de luta nos campos de batalha e negociações nos domínios das cortes e motleys, a Guerra do Acordo acabou. Um verdadeiro “acordo” entre nobres e plebeus resultou no Tratado de Concórdia. Os termos do contrato reafirmaram o direito dos sidhe de governarem, mas reconheceu os direitos de plebeus a um grau improcedente. Os monarcas dos reinos das fadas concordaram em apontar plebeus para seus concelhos privados e de tomar conselhos com grupos de fadas plebéias. O Tratado de Concórdia também requeria nobres a apontarem representativos dos kith plebeus para posições em suas cortes. Alguns dizem que a paz forjada com tanto cuidado e com visão tão aguçada representava o sonho do Grande Rei David. Certamente, o jovem rei serviu como arquiteto chefe para o Tratado de Concórdia. Unindo os sete reinos da América do Norte sobre seu reinado, David nomeou seu alto reinado de Concórdia, em honra do tratado e do espírito de união que ele representava.
Hoje, o Grande Rei David governa Concórdia de sua fortaleza de Tara-Nar, um palácio quimérico esplendido feito de seus sonhos cheios de Glamour. Chamado de “o Leão de tara,” “o Rei dos Plebeus,” e “o Filho do Grifo,” David Ardry ap Gwydion representa os princípios da ferocidade em batalha, liberdade de pensamento e guardião de todas as fadas. Sua sabedoria e honra lendárias tem cativado seus súditos, trazendo alguns dos seus inimigos mais obstinados para seu lado. Ele nunca está sem Caliburn, o símbolo de sua autoridade e a prova de seu destino. Auxiliado por sua irmã Morwen, que governa em sua ausência, o Grande Rei David deseja exercer um governo benevolente e pacífico sobre as fadas de Concórdia. Em suas terras, as ligações com o Sonho se fortalecem. Apesar de algumas vozes se desagradam com sua política, achando ele ou muito conciliatório para com os plebeus ou muito auxiliar para a nobreza, a maioria das fadas em suas terras desfrutam de liberdade para perseguirem seus sonhos.
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