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 Ato I - Mikael Bongartz

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Danto

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MensagemAssunto: Ato I - Mikael Bongartz   Sex Nov 07, 2014 12:20 am



Londres, Março de 1899. West End, Refugio de Mikael.

Morar nas proximidades de Portman Square não era para todos, grande parte da população londrina se aglomera nos becos sujos de East End e de lá raramente saem. Os mais afortunados moram na região central e aqueles que habitam West End são os "verdadeiros londrinos", com suas rotinas agitadas e muito trabalho a ser cumprido nas lojas e fábricas da região. Teatros, salões de festas, bibliotecas, museus. West End não é o coração da cidade mas pode ser considerado uma das veias mais importantes do mesmo.
Mikael sempre se manteve cauteloso dentro da cidade, evitando os conflitos velados entre o seu clã e os Ventrue e se distanciando ainda mais quando o assunto era "Camarilla vs Sabá". Sua cautela era tão bem realizada que o mesmo raramente chegou a manter contato visual com outro “vampiro” nativo de Londres, apesar de ter conhecimento de alguns nomes vampíricos memoráveis da região e da presença massiva dos filhos de Caim na região, o Toredor não se importava com tais problemáticas ou dogmas “da vida vampírica”. Ele continuava pronto para viver a sua não-vida da forma mais prazerosa possível... Muitos Toreador jovem faziam o mesmo e você sabia disso, afinal, eram apenas esses jovens apaixonados por tudo que o mundo tinha a oferecer que apareciam em seu caminho.

Os olhos de Mikael se abriram assim que a noite surgiu nos céus de Londres, o mesmo colocou-se de pé e arrumou-se como faz durante todos os primeiros instantes de sua noite. Saiu então de seu quarto para alcançar a sala e checar seus instrumentos musicais valiosos e belíssimos. Mas para sua surpresa havia algo diferente, algo perturbador. Seu violino estava posto sobre a mesa da sala, como se alguém tivesse tocado o mesmo durante o dia. Ao lado do corpo de madeira do instrumento havia um papel e no mesmo havia a seguinte frase:

“Mithras está com os olhos sobre você, Melusine também. Escolha um lado antes que o lado lhe escolha. A escocesa e o demônio estão a tua porta, quem baterá primeiro?
Ass: A Harpia Invisível”


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And the Blood of Abel covered the altar
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But my Father said,
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Richard Spencer

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Sab Nov 08, 2014 6:32 pm



Sua não-vida ainda é preenchida pelas perdas de seu passado. Uma noite sem pesadelos com Elisabetha ou até Sarah, sempre de ambas pedindo clemência a qual termina com o cainita as devorando ou queimando-as com o fogo. Isso é realmente desconfortável para o amante das rosas. Podia sentir a noite maravilhosa de Londres, fazendo-o despertar de seu sono diurno. Olhando para o teto, um sorriso é desenhado em seu belo lábio a qual é desejado por muitas mulheres nesta cidade. Desde as descomprometidas até as casadas. É hilário, mas o seu charme e sua vontade de querer alimenta-las com o seu amor e assim recebendo em troca o sangue humano para manter o seu sustento. Mesmo assim sua cama em seu espaçoso atelier é bem vazia. Isso esta lhe matando aos pouco, talvez esteja na hora de uma nova companhia ? Quem sabe um mortal para dividir suas emoções e seu tempo... perdido ?

Sorriu para si mesmo e se ergueu da cama. Caminhou lentamente com os pés descalços até o armário. Pegando sua calça marrom da época, junto de um suspensório preto e bordado em prata nos clips metálicos a qual  é o ajustador de tamanho do mesmo. Pegou seu blusão de seda da cor mais branca que a neve, com babados suaves nas mangas e veste lentamente. O suspensório ainda encontra-se solto pendurado em sua calça, o blusão aberto, mostrando o seu físico bem definido de um corpo normal. Ele fica olhando para si mesmo e se admirando, quase igual a um narcisista. Mas não, apenas vendo se esta combinando para mais uma noite nesta cidade decadente e triste. Logo viu que estava tudo certo, pegou o seu perfume de marca alemã, e deixando-o com aquele aroma amadeirado bem suave. Após, começa abotoar o blusão, tudo alinhado e certo ao gosto do Toreador. Em seguida, ajeita o suspensório aos ombros e fixando para ficar bem certo. Sentando em sua cama e vestindo um par de meias brancas e bem grossas. Seu boot marrom um pouco mais escuro que a calça para dar-lhe um contraste bem refinado. Um pouco gasto, ele passa um pano para deixa-lo mais limpo. E por fim seguiu até sua cabideira de chão e pegou o seu sobretudo preto que pega até a altura dos joelhos de Mikael. E sua boina marrom escuro. A boina guardou ao bolso externo do sobretudo. Seu cabelo ele amarra em um rabo de cavalo, preso à uma fita em laço de cor vermelha. Abrindo a porta e indo até a sala para dar uma olhada em seus instrumentos antes de sair para a noite e curtir um pouco mais sua solidão e em busca de um amor que possa correspondê-lo, como fez Sarah e até Elisabetha em sua vida e não-vida.

Caminhando pelo piso de madeira, sua sobrancelha esquerda arqueia quando vê ao longe seu precioso violino da marca Stradivarius. Sua madeira é refinada ao tom negro e com detalhes em azul, quase marinho e quando toca na luz do luar, deixa um efeito quase que de um diamante. Era perfeito e o seu primeiro violino até os dias de hoje. Já usou outros, mas nenhum é tão perfeito quanto ao seu Stradivarius. Pegando-o rapidamente para saber se tem algo de errado com o mesmo. Logo olha ao redor se tem alguém por ali. Mas quando iria abrir a boca, ele nota o papel pegando-o com a mão esquerda e em seguida ler o seu conteúdo. Após indignado com essa invasão em seu refúgio, ele amassa o papel em mãos e nega com a cabeça. Jogando em um lixo próximo o papel e Mikael caminha até o estojo do seu instrumento musical e guardando bem de vagar, como uma mãe colocando seu filho para descansar em seu berço. Fechou e pegou em mãos para sair... Mas antes, conferiu cada janela e porta para saber de onde aquela Harpia Invisível poderia ter entrado ali. De todas as formas trancou tudo, não queria se mudar de seu belo espaço... Talvez será a opção, já que não quer se envolver, ou já está envolvido e não sabe ? Terá que escolher um lado mesmo... ? Droga de não-vida, tudo, tem que ser como eles almejam, isso é uma lastima. Por fim foi até seu pequeno cofre e retirou uma boa quantia de dinheiro, colocando no bolso interno de seu sobretudo e no bolso direito da calça o seu canivete do estilo butterfly, nunca precisou usa-lo de verdade, mas para intimidar vagabundos e ladrões é mole. Mas como diz o ditado de que ladrão que rouba de ladrão tem cem anos de perdão ?

Trancou a porta principal, saindo até a porta principal de onde vive. Lá fora retira sua boina de seu bolso, antes umas leves batidas em sua perna para desamassar e ajusta em sua cabeça. Olhando ao redor, nota as pessoas e agora é onde o perigo dorme. Caminha e vai em direção de um Pub ou algo do gênero a qual sempre tocas as vezes para o público, junto de outras bandas. Assim fazendo também boa parte de seus recursos. A vida de gatuno é bom manter mais em segredo e quando realmente necessitar. Pois agora que outros sabem de sua existência, isso será mas entediante.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Seg Nov 10, 2014 5:28 pm


O Pub mais próximo era na realidade uma antiga adega remodelada para funcionar como pub, assim, a atmosfera do local se tornava interessantíssima e sua acústica sempre revelava-se surpreendente. Mikael entrava pela única porta do local e logo descia um lance curto de escadas para enfim finalmente adentrar o pub e ver em seu interior algumas pessoas, em sua maioria massiva, homens. Sendo que esses estavam sentados em suas mesas de no máximo quatro pessoas e sobre essas mesas haviam várias canecas de cerveja. A noite havia começado a poucos instantes e a pequena elevação do piso que era usada como palco estava ainda vazia, os músicos ainda demorariam um pouco para chegar. O dono do pub, um homem na casa dos seus quarenta anos estava passando um pano sobre o "palco" o que indicava que logo mais haveria uma apresentação ali. Entretanto, todos os detalhes do local se ofuscavam quando os olhos de Mikael finalmente encontraram algo singular e belíssimo, uma mulher de longos cabelos loiros e um vestido belíssimo em cores azuis escuras e detalhes em bordô. Seu corselete escuro e de coloração amadeirada valorizava muito os fartos seios que atraiam os olhos de todos os homens do local. A mulher estava sentada sozinha em uma das mesas centrais do pub, sua pele corada e sua respiração deixavam a mulher ainda mais atraente... Mais alguns passos dados por Mikael e o mesmo tinha certeza que aquela bela desconhecida lançava-lhe olhares convidativos.

Off: Imagem da Mulher:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Ter Nov 11, 2014 2:00 am



Em passos lentos adentra no Pub a qual sempre toca as vezes para ganhar um dinheiro extra. E por sinal uma oportunidade a qual todos possam ouvir suas próprias músicas. Mikael se sente bem quando as pessoas apreciam seu talento com o violino. Esta é uma das virtudes a qual mantém sua não-vida intacta e com gosto. Seus olhos cor de mel, observam todos os detalhes do lugar e sempre cheio aos finais de semana. Assim era bom se o senhor Green o permitisse tocar, assim ganharia o seu próprio dinheiro por esta noite e conquistaria mais um pouco da clientela nova que ele observa por hoje. Já com o poder do sangue no corpo, ele mantinha sua cor natural e quente dos mortais. Além da respiração falsa, tudo para evitar caçadores e outros problemas. Sempre confiante, passa por todos, um cumprimento de cabeça e um belo sorriso para quem já o conhece do Pub. "Amizades" de bar as vezes assim ajuda o Ancillae em alguns pontos de sua não-vida.

Caminhando, segurando sua maleta com o seu precioso violino ao peito com as duas mãos e passando pelo povo. Até que seu corpo trava ao ver aquela musa do verão sentada bem ao centro do lugar. Os olhos penetrantes dela em um tom convidativo lhe soou estranho. Ainda mais de uma mulher sozinha, no meio de vários homens, mesmo tendo outras mulheres, mas esta é diferente e ele sente isso. Porém continuou andando, mas seus olhos estavam presos aos desta maravilhosa mulher com dotes especiais por dentro daquele corselete. Mikael quase que fascinado, já bem próximo, quase que rodeando-a em sua própria mesa, como se estivesse divertindo-se com a situação. Sempre com o belo sorriso ao rosto, perfeitos dentes brancos como a neve. Apenas deixou sua voz melodiosa e perfeita escapar no idioma natal desta cidade. Podendo até ser confundida com a melodia dos anjos:

─ Boa noite madame... -

Foi o suficiente para deixa-la com água na boca daquele belo Toreador e para ela sentir que ele simplesmente a "rejeitou". Diferente dos outros mortais querendo devora-la carnalmente de todas as formas possíveis. Mas logo pausou por de trás dela, esperando que ela o procure ao se virar, mas ele completa em seu tom galanteador:

─ Tocarei uma música em sua homenagem, musa do verão de Londres. -

Literalmente apelidou a mulher de pele quente e o belo cabelo dourado da cor do sol. A qual apenas ver em pinturas o enorme satélite. Uma pena, pois da última vez, foi quando Elisabetha saiu de seu refúgio para socorre-lo. Essas lembranças ainda lhe machuca um pouco. O membro do clã das rosas fechou os olhos rapidamente, até o sorriso desapareceu por um instante e se virou indo em direção ao homem no palco. Já agindo naturalmente, retirou sua boina com a mão esquerda e levando-a ao peito junto de sua caixa com o instrumento musical e diz para o velho:

─ Senhor Green, boa noite meu amigo. Venho humildemente saber, se poderia tocar um pouco de minha música em seu aconchegante ambiente. Vejo que o movimento esta bom. O que me diz ? Aquele valor de sempre, fora minhas gorjetas. -

Sua voz, seu charme e de natureza, era normal o velho Green deixar o "jovem" loiro tocar. Sabe que sua clientela boa parte subiu por causa do Toreador e este Pub tem uma acústica maravilhosa para que sua sinfonia seja ouvida por todos. Quase que um enfeitiçador hipnotizando suas vítimas. Esta hipótese fica no quase... Mas uma vez olhou para trás procurando os olhos da mulher de belo par de seios. Sua reputação é boa neste Pub como em outros nas redondezas. E de todas as formas, aquele bilhete da Hárpia ainda lhe incomoda um pouco. Maldição...

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Qua Nov 12, 2014 3:22 pm

A musa musa do verão olhou por apenas dois segundos na sua direção, apenas o suficiente para lhe dar o prazer de ser notado e nada alem, nenhum sorriso, nenhuma palavra, nenhuma impressão. Um olhar de dois segundos e apenas isso. Era algo que Mikael não estava acostumado a lidar, ausência de impatia ou de reconhecimento, uma certa dose de insensibilidade ou negação de seu poder de sedução. A verdade é que Mikael mal conseguia compreender a razão daquele olhar.

-Claro, sinta-se a vontade para tocar meu caro! É sempre bom ter uma boa música no bar...

Comentou o Senhor Green, ao menos foi assim que você se lembrou de ter ouvido, afinal, quando voce voltou sua atenção para o homem, ele já estava dispensando o sujeito que limpava o palco e apontava para você se aproximar do palco. Havia algo naquela musa, algo misterioso e profundo... Ela não era comum.

(Caso queira realizar um teste para executar uma música, basta rolar o teste de Destreza+Performace)

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Qua Nov 12, 2014 10:21 pm



Aquilo foi realmente audacioso para o belo Toreador. Sua arte natural de seduzir não surtiu efeito de primeira com esta mulher. Isso o deixou mais estasiado sobre ela. Mas o olhar e a naturalidade dela, talvez ela possa ser um Membro. Mesmo ele tendo este rostinho novo, é um Ancillae em poder e idade. Se ela realmente não for uma cainita, aí ele irá se sentir mais atraído ainda desde quando chegou no Pub. Sua atenção foi cortada pela voz rouca do senhor Green. Cortando o seu fascínio pela mulher, em resposta apenas olhou para o homem e seu sorriso de agradecimento com um aseno de cabeça e responde com sua voz melodiosa:

─ Obrigado e fico lisonjeado que minhas músicas são bem apreciadas por bom ouvintes, assim como o senhor. -

Então deu espaço para o rapaz sair do palco a qual estava lustrando o mesmo para que o artista possa subir e tocar mais uma de suas canções próprias. Como do seu jeito tranquilo, apenas subiu as escadas e já em cima do palco seus olhos castanhos observam à todos e por fim um sorriso belo pairando por último em "sua" Musa do Verão. Fazendo um leve meneio com a cabeça para a dama. Logo observou o banquinho, ajeitou da melhor forma no centro do pequeno palco. Então sua boina colocou dentro de seu sobretudo. Por fim colocou sua caixa com o instrumento e o abriu lentamente. Retirou seu precioso equipamento, seus olhos brilham ao fato de estarem admirados com o seu violino. Ele fica feliz ao mesmo ponto de um milionário observando seus diamantes e ouro. É formidável. Logo deixou sua caixa aberta, na ponta do ambiente para quem puder contribuir com um bom dinheiro seria maravilhoso. Assim ele espera. Então se sentou, ajeitou-se bem já para começar a tocar e mais uma vez seus olhos buscam a Musa do Verão e por fim os fecha, se concentra para sentir as vibrações de sua canção e assim todos ouvirem e apreciarem sua canção. Mikael começa a tocar uma de suas criações.


Música sendo tocada no Pub.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Qui Nov 13, 2014 11:54 pm

Seus olhos fechados e seus dedos incrivelmente talentosos construiram uma harmonia belíssima aos ouvidos daqueles que estavam presentes no pub naquele instante. Ao re-abrir os olhos, você nota alguns trocados colocados na caixa aberta, haviam muitos mais presentes do que quando sua musica havia começado e alguns batiam palmas para saudar a sua apresenção... Mas tudo parecia pouco, quase mízero, por causa da musa que olha para a sua direção com uma expressão bem próxima do que você define ou conhece como "enfadonha". A mulher então olhou diretamente na sua direção e se levantou para começar a caminhar para a saída do pub.
Uma caminhada que lhe causou uma dor nova, ela havia ignorado completamente o seu talento?! Como ela poderia ser tão insensível?! Ela atravessou o salão principal do pub e parou nas escadas que levavam a porta de saída, virou-se e olhar diretamente para a sua direção e então com a mão esquerda fez um breve movimento que o convidava a segui-la.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Sex Nov 14, 2014 1:22 am



Mikael quando toca, ele esquece literalmente do mundo à fora. Apenas sua canção e perfeição aos toques de seus dedos e a combinação de sua mão. Todos os movimentos eram alinhados, sentia a vibração da canção transpassar por todo o seu corpo e sentidos. Quando chegou ao clímax final ao ponto de se empolgar e termina abrindo os olhos. De pé rapidamente, junta  violino até o estômago e sem seguida uma reverência diante das palmas. Nota o trocado herdado pelo povo, até que foi bastante para o início de uma noite.

Sua musa do verão esta lá, linda e intacta como uma estatua. Isso chamou a atenção do Toreador, ela é bem enigmática, parece que seu charme não foi o suficiente. Ao ponto de vê-la se levantar, isso machucou-lhe um pouco por dentro. Até pensou por uns segundos antes dela se virar:

"Este mistério todo musa do verão esta deixando-me louco por dentro. Primeira vez, depois de tempo, algo chamaste minha atenção. Espero, que não sejas uma semelhante como eu, um cadáver que simula a vida. Mas eu, simulo o calor das rosas vermelhas de Londres."

Sua expressão facial ficou de seriedade. No momento que ela se virou, seus olhos castanhos vidram totalmente na mulher se percebe algo de anormal. Mesmo ela sendo muito bela, é raro ver quase todos os homens deste pub devorando-a pelos olhos. Notou que ela o ignorou, então fez uma feição de 'triste' pelo incrível que pareça. Se agachou, recolheu o dinheiro e colocou ao bolso rapidamente. Guardou seu instrumento musical e voltou a olhar-la de novo. Notaste que ela não tinha ido, ela lhe fez um convite. Então o Toreador estava errado, ela caiu em seus caprichos e só bancava a difícil. Espere, ou ele que esta caindo aos caprichos dela ? Bateu esta dúvida, mas ela pode vê-lo sorrir em resposta e afirmando com a cabeça suavemente, momento algum retirou os olhos dela.

Depois que fechou sua maleta se ergueu, desceu a escada em velocidade, aqueles que lhe cumprimentam pela boa música apenas responde um "Obrigado" e sorrindo maravilhosamente. E foi até o velho Green. E dizia:

─ Mr. Green... meu bom velho. Estou de saída, depois eu pego aquela gorjeta com você. Mas prometo retornar. Ocorreu um pequeno problema e terei que resolver, até ! -

Deu duas leves batidas no balcão em sinal de saída e logo caminhou até a mulher que já estava saindo. E no mesmo instante que ela sairia pela porta o mesmo segura o braço direito dela com precisão e diz:

─ Espere. Notei que não gostaste de minha canção. É a primeira vez que isso ocorreu. Eu sou Mikael e você... digo e a senhorita, seria ? -

Soltou o braço suavemente, a pegada foi para trava-la e obriga-la a olhar-te direto aos olhos do sedutor Toreador. Seu modo de olhar para ela, com um sorriso tranquilo, mas um bom observador, ele olha como se fosse devora-la, principalmente pelos seios a qual quase pulam fora do espartilho. E ele não evita em olhar, é cara de pau ao extremo. É seu jeito Bon Vivant de ser.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Ter Nov 18, 2014 8:25 pm

A mulher parou de andar quando sentiu seu toque e então escutou suas palavras sem se virar para olhar-te nos olhos, apenas quando ela começou a falar você notou que ela se movimentaria e ao final da frase ela estaria por fim olhando nos olhos de Mikael.

-O problema não esta na sua música meu caro, sua música é agradável. Eu apenas cometi um engano, esperava ver em ti algo que infelizmente você nunca terá, vida...


E na breve pausa de sua fala a mulher tirou a luva que lhe cobria a pele das mãos e tocou a face de Mikael, com seus gélidos dedos. Suas palavras soavam doces como o mel, mas o sotaque escocês era forte o suficiente para lembrar MIkael da carta que receberá de forma bem mal educada no começo da noite.

-Você é como eu e eu não buscava por isso essa noite meu caro músico, entretanto, aproveito a oportunidade para lhe responder. Meu nome é Lorna Dingwall.

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Última edição por Danto em Dom Nov 30, 2014 10:29 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Qua Nov 26, 2014 12:17 pm



Podia sentir a potência nos olhos desta mulher. Suas primeiras palavras faz um muxo sorriso ser desenhado ao seu belo rosto. Então ela é o que ele temia, uma cainita, assim como ele. Por isso aqueles olhares e a fome a qual os humanos tomavam diante desta mulher. Nada dizia até então, seus olhos cor de mel não desgrudava do rosto dela, temia alguma arte-manha da mesma, evitava olhar aos olhos enfeitiçadores que ela possui. Mesmo não fazendo nada, a fraqueza do seu clã, sempre lhe condena. Logo não demorou e voltou a finta-la nos olhos, mesmo momento em que sentiu o toque gélido nas pontas dos dedos macios de Lorna. Só agora suavemente sua voz ecoa:

─ Lorna Dingwall, belo nome. Descende dos escoceses ? Não pude deixar-me de notar o seu maravilhoso sotaque. Eu também esperava por algo mais quente e cheio de vida para esta noite. -

Olhou para o céu negro de Londres, procurando o brilho das estrelas e a lua, sorriu inocentemente e completou:

─ Mas de alguma forma, o destino fez dois seres sem vida se conhecerem. Acredita em destino, senhorita ? Ah, eu sou Mikael Bongartz. É uma honra em conhecê-la... Pretende fazer algo pelo início desta bela noite ? -

Do seu jeito galanteador com a mão livre ele toca na mão dela a qual toca seu rosto, segurando suavemente as pontas dos dedos dela e trás o topo da mão até o seu lábio depositando um beijo e seus olhos não desgruda momento algum dos dela agora. Suavemente solta a mão e espera ouvir os detalhes e a reação desta cainita. Seria ela a Harpia Invisível ? Ficaria esperto a tudo. Por enquanto, jogaria o jogo de charme da Lorna.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Mikael Bongartz   Dom Nov 30, 2014 10:36 pm

Os dois cainitas estavam de pé em frente a entrada do pub onde estavam anteriormente, Lorna sorri ao sentir o toque de Mikael e então com a mão livre levamente levemente o vestido para que o mesmo não se arraste no chão e indica uma direção de maneira sutil e se coloca a caminhar brevemente no exato momento em que Mikael compreendesse que ela o convidava para uma caminhada. Toda a mensagem foi enviada para Mikael atraves de movimentos corporais feitos pela escocessa.
-Sim, nascida e criada na minha amada Escócia. Não há campos mais verdes do que os de lá, é uma lástima eu nunca mais poder vê-los... Mas do que seria a vida se não fossem os sacrifícios em prol de uma vida melhor não é mesmo meu querido?! Alias, você me pergunta sobre destino e eu lhe digo, não só acredito como me dedicava a conhece-lo e desvenda-lo quando vim para Londres. Não pretendia muito para essa noite, mas pelo visto, o destino me reservou a tua presença e isso pode se tornar o meu passatempo para essa noite, diga-me, Mikael, a qual família pertence?

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