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 Planilhas para Avaliação

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AutorMensagem
Baqi

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Mensagens : 97
Data de inscrição : 17/10/2014

MensagemAssunto: Planilhas para Avaliação   Ter Nov 11, 2014 11:06 am

Postem aqui Prelúdio e Planilhas que eu respondo, em PM, assim que der. ^^
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Branca

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Mensagens : 91
Data de inscrição : 04/11/2014
Idade : 29

MensagemAssunto: Re: Planilhas para Avaliação   Seg Jan 05, 2015 10:50 pm

• Nome: Jaci Collins - Aneles
• Jogador: Mah
• Legado: Seelie – trovador – unseelie - fatalista
• Hierarquia:
• Corte: Seelie
• Kith: Satyrs
• Aspecto: Wilder
• Casa: Fiona

Atributos
『Físicos』 (5)

- Força: ***◯◯
- Destreza: ***◯◯
- Vigor: **◯◯◯

『Sociais』(7)

- Carisma: ***◯◯
- Manipulação: ***◯◯
- Aparência: ****◯
Especialização:  Sex Appeal

『Mentais』(3) + 1

- Percepção: **◯◯◯
- Inteligência: ***◯◯ ( Gastei 5 pt de bônus e aumentei um ponto aqui)
- Raciocínio: **◯◯◯

Habilidades
『Talentos』 (13) + 1

- Prontidão: *◯◯◯◯
- Esportes: *◯◯◯◯
- Sensibilidade: *◯◯◯◯
- Briga: **◯◯◯
- Esquiva: **◯◯◯
- Empatia: *◯◯◯◯
- Kenning: *◯◯◯◯
- Intimidação: *◯◯◯◯
- Liderança: ◯◯◯◯◯
- Manha: **◯◯◯ ( 2 pt de bonus gasto aqui)
- Lábia: **◯◯◯

『Perícias』 (5) + 1

- Empatia c/ Animais: ◯◯◯◯◯
- Ofícios: ◯◯◯◯◯
- Condução: ◯◯◯◯◯
- Etiqueta: *◯◯◯◯
- Armas de Fogo: ◯◯◯◯◯
- Armas Brancas: *◯◯◯◯
- Atuação: *◯◯◯◯
- Segurança: *◯◯◯◯
- Furtividade: **◯◯◯ ( 2 pt de bonus aqui)
- Sobrevivência: ◯◯◯◯◯
- Rituais: ◯◯◯◯◯

『Conhecimentos』 (9)

- Enigmas: **◯◯◯
- Computador: *◯◯◯◯
- Investigação: *◯◯◯◯
- Direito: ◯◯◯◯◯
- Lingüística: *◯◯◯◯
- Medicina: *◯◯◯◯
- Ocultismo: *◯◯◯◯
- Política: ◯◯◯◯◯
- Cosmologia: *◯◯◯◯
- Acadêmicos: ◯◯◯◯◯
- Ciência: *◯◯◯◯

Vantagens
『Antecedentes』 (5)

• Quimera (item) *** ◯◯ ( a roupa feita depois que ela sal da crisálida, com o cachecol)
• Mentor ** ◯◯◯ ( a amiguinha da escola interna)
• Recurso  *◯◯◯◯ ( mesada dos pais)

『Artes』 (3)

• Primal ** ◯◯◯
• Ardil *◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯

『Alçadas』 (5)

• Fada *◯◯◯◯
• Objetos *◯◯◯◯
• Natureza *◯◯◯◯
• Ator  *◯◯◯◯
• Tempo*◯◯◯◯◯

『Virtudes』(3)

- Consciência: **◯◯◯
- Autocontrole: **◯◯◯
- Coragem: **◯◯◯

『Glamour』(4)
****○○○○○○
□□□□□□□□□□

『Banalidade』(3)
***○○○○○○○

『Força de Vontade』(2)
**○○○○○○○○
□□□□□□□□□□

『Qualidades』

- Concentração ( 1pt)
- Sentidos aguçados (1pt)
- magnetismo animal (1pt)
-

『Defeitos』

- A língua do Bardo ( 1pt)
- Aprendizado deturpado ( 1 pt)
-

『Descrição do Personagem』

- Cabelo: Pretos, compridos e lisos
- Cor dos Olhos: Pretos
- Altura: 1.65
- Peso: 58
- Idade Real Mortal: 17
- Idade Aparente Mortal: 16
- Data de Nascimento Mortal: 18 /09/1992
- Nacionalidade: anglo-brasileira
- Cor de Pele: morena
- Signo: Virgem
- Arte Corporal: 3 percingis do lado esquerdo da orelha e 2 no direito.
- Imagem do Personagem:

『Herança』
• Dom de Pan — A festança de Dionísio é alto ritual para essas fadas. Cantoria, música e dança podem ser usados para mover fadas e mortais para o máximo da paixão carnal. Qualquer um que falhe em um teste de Força de Vontade (dificuldade 7) é arrastado por desejos escondidos e as atividades noturnas. Depois de uma hora ou duas, a Banalidade desses na área lentamente cai. Todos envolvidos, mortais ou não, tem sua Banalidade permanente diminuída em um por enquanto que o satyr continua a cantar. Tragos podem combinar seus esforços para diminuir ainda mais a Banalidade. Cada sátiro aumentando o fogo pode diminuir a Banalidade por um, com um mínimo de 2. Esses efeitos duram apenas por enquanto que os sátiros continuam a entreter. Banalidade perdida retorna a proporção de um ponto por hora.
• Coragem Física — Todos os sátiros adicionam um a seu Vigor, mesmo que isso aumente-o acima de 5. Esse bônus está em efeito todo o tempo. Quando eles chamam o Wyrd e tomam a forma fada, ou quando não em presença de mortais ou não encantados, suas pernas de bode podem carrega-los a velocidades incríveis. Cada turno, eles podem se mover 25 metros + três vezes sua Destreza.
• Independente da forma, satyrs não podem nunca ter uma falha crítica em um teste de Esportes.


『Fraqueza』
Maldição da Paixão — Paixão tem seus momentos desagradáveis também. Sátiros são propensos a mudanças de humor selvagens, especialmente quando estão bêbados. Com a menor das provocações, eles podem explodir em uma corrente de fúria ou um ataque de choro. Alem do mais, nas raras ocasiões em que tentam resistir a tentação, as dificuldades para todos os testes de Força de Vontade são aumentadas em dois.
Pontos gastos de bônus:
5 em qualidade e defeitos
5 em Inteligência
2 em manha
2 em furtividade.
1 em Quimera
Totalizando 15 pontos.

『Preludio do Personagem』

Olhos nas costas

Meu pai sempre disse que a culpa das minhas visões foi o tempo em que vivi na aldeia onde nasci. Que os índios não sabem separar a realidade da fantasia... Que eles se perdem nas narrativas de suas próprias histórias, misturando lendas e a vida comum. Hoje eu sei que isso não é verdade...

***

Meu pai era um jovem americano de classe média alta, idealista e ingênuo. Formado em antropologia, resolveu depois de formado percorrer alguns lugares da África e América do Sul, em busca de respostas as suas teorias humanas e construir uma tese para o seu mestrado e possível doutorado. Percorreu a África convivendo com os povos Iorubas e Igbos. Durante dois anos viveu entre eles estudando seus costumes e escrevendo. Depois viajou até o Peru, vindo parar no Amazonas, no Brasil. Conviveu com os Tatuyos durante alguns meses, antes de notar uma índia chamada Eirapuã. Deitado na rede à noite, ele só conseguia pensar nas curvas da jovem, nos cabelos compridos negros e escorridos igual ao seu nome, como um rio – escuro, vertendo pro mar. Eram noites insanas pensando da moça, nos peitos empinados, no olhar escuro, na franja cortada reto, nas penas enroladas pelo corpo. A jovem percebeu o entusiasmo do homem branco, o mais branco que ela já tinha visto, torrado de sol, da cor da piranha-vermelha, que come tudo pelo caminho. Não demorou muito, numa noite de lua, os dois se encontraram no meio do mato... Foi um rebuliço na aldeia, metade não via problema e a outra metade via. Por pouco William Collins não foi destruído pela paixão e seu trabalho foi por água a baixo. Por fim foi aceito pela tribo e passou a viver com eles. Meses mais tarde Eirapuã deu a luz a uma filha: Jaci. Era noite de lua cheia quando os pais a geraram, era noite de lua cheia quando Jaci nasceu.

William morou por 5 anos junto a tribo, até que Eirapuã morreu. Foi um dia de tristeza na tribo, quando a jovem morreu, mais também foi tristeza quando Apoema, nome que os índios deram a William partiu de volta a América do norte com a pequena Jaci. Por conta da criação de Jaci, William sempre relevou suas visões. Era por conta de mente “inventiva” dos índios, pensava.  Mas quando completei sete anos, virou motivo de preocupação.  A adaptação a vida na América foi complicada, mas William usava a própria filha como um experimento de estudo. Ele sempre adorava a história oral dos índios e como eles confundiam suas histórias, mitos e a realidade.  O homem branco se comportara sempre como um verdadeiro antropólogo: vivera com eles, até tivera um filho com eles, mas sempre se mantinha de fora, como um observador atento dos costumes alheios.

***
Eu, Jaci, sempre via coisas maravilhosas nas histórias dos anciões da tribo, aos cinco anos podia jurar que avistei uma sereia no rio que cortava a área da aldeia, quando contei para minha mãe, ela acreditou, todos acreditaram e quando eu disse que Ivair tinha olhos nas costas todos me acreditaram, ele apenas ria e confirmava. Meu pai sempre achou aquilo interessantíssimo e digno de nota. A nossa imaginação lhe rendeu páginas em sua tese, mal sabia ele que era tudo verdade. Quando mudamos para América, continuei a ver as coisas que via no seio da floresta, mas meu apenas dizia que iria passar. Aos sete, enquanto meu pai tentava me socializar com todas aquelas crianças brancas na escola, me aculturando, eu lhe disse que a professora tinha um chifre na testa e fiz um desenho dela assim. Lembro que ela me olhou e sorrio, passando a mão na minha cabeça, mas quando cheguei em casa e mostrei o desenho, ele ficou pálido. Desde que voltamos, meus avós sempre iam nos visitar e ficaram obcecados que eu devia ter outro tipo de educação, que apesar de minhas raízes “da floresta”, eu era neta deles e metade “branca”.

Minha avó Gerta, dizia ao meu pai que eu devia ir para uma escola interna, aprender a ter outros costumes, costumes de gente e não de bichos. Meu avô John, apesar de mais amistoso, reprovava a minha imaginação e dizia que era falta de disciplina. Certa noite meu pai brigou comigo e ali eu soube que eu deveria ignorar para sempre a minha imaginação.

- Papai, você está bravo comigo?


- Não estou bravo, estou preocupado.

- ?

- Filha, nós estamos na cidade, aqui você terá que aprender outros costumes, ter outra vida. Esqueça o passado, sua mãe sempre vai viver aqui – Apontou no meu coração. – Mas o que você aprendeu lá, vai ter que tirar daqui – Apontou minha cabeça.

- Mas papai, não estou mentido, a professora Lilly tem mesmo chifres. Ivair também tinha olhos nas costas, você lembra papai? Eles todos acreditaram em mim, menos você!

- Filha, essas coisas não existem. Lá era diferente, havia espaço para isso, mas aqui, nessa terra isso não existe.

- Mas e a professora?

- Jaci, isso não existe. Promete para mim nunca mais falar disso? Ivair não tinha olhos nas costas, sua professora também não tem chifres. Nada disso existe. Promete mesmo, que vai parar com isso?

- Prometo papai.

A garota dos cabelos cacheados

Passei a infância ignorando as visões, as vezes eu achava que elas me viam e acenavam para mim, mas as ignorava a custa de muito sofrimento. Foi difícil a adaptação na América. Eles nunca me chamavam de Jaci, era sempre “djeissi* o que me irritava. Na América tiraram tudo de mim, até as coisas que me alegravam. Aos poucos esqueci minha mãe, esqueci a aldeia, as danças, costumes, a língua. Meus avós tanto fizeram que fui estudar em um colégio interno, onde a pessoa diferente era eu. Entre todas aquelas crianças brancas, eu era a única morena. Meu cabelo preto liso destoava do uniforme, tive poucos amigos. Na adolescência as coisas mudaram de novo de modo drástico e me vi novamente ligada ao mundo dos sonhos.

Uma tarde enquanto estava sentada no jardim fazendo uma trança nos meus cabelos quando a vi: a criatura mais bonita que meus olhos já tinham visto. Pude por um segundo jurar que ela tinha cachos de um branco azulado e olhos cor de ameixa, orelhas pontudas e uma beleza irreais, suas roupas eram finas e delineavam o formato do corpo, um vestido azul claro, do mesmo to dos cabelos. Num piscar de olhos era uma humana, de cabelos cacheados e loira, olhos azuis, ainda bela. Foi paixão fulminante a primeira vista. Tinha nessa época por volta dos 16.

Ela era uma aluna nova na escola, tinha vindo para Rhode Island para estudar ali, assim como eu tinha vindo de LA e nossos pais nos internaram ali, de modo a nos tornamos moças educadas com o melhor nível educacional da américa. Fiz de tudo para me aproximar dela, até que nos falamos um dia.

- Você tem cabelos lindos. – Disse eu.

- Você também, lisos e compridos e esses chi... – Ela se calou e ficou séria.

- O que disse?

Ela deu de ombros e voltou o olhos para o livro. Então recomeçou a falar.

- Você é diferente dos que conheci, acho que é a primeira vez que vejo um de vocês de tão perto. Mas sabe? O que dizem é verdade, sobre a beleza diferenciada e sobre os cascos. Apesar de que os chifres são deveras interessantes.

- ...?

- Mas você é bonita, de verdade, mas é engraçado, sempre achei que houvesse mais pelos. Mas até que são curtos, você não os tem bastante.

Achei que ela falasse da minha herança indígena. Índios descendentes diretos ou não tem nenhum pelo corpo, ou pouco. Eu não tinha nenhum, em nenhuma parte, não sei onde ela havia visto pelos. Devia ser louca a garota. Mas era tão bonita e eu só queria tocar os cabelos dela.
- Eu realmente não estou entendendo você...  Se tu se refere ao fato de eu não ser branquela como vocês, isso é preconceito. E eu não tenho chifres e nem sou um demônio. Vocês branquelos deviam arranjar outros nomes para darem aos diferentes de vocês, cria do demônio é a primeira vez.

Me levanto indignada, aquelas cachinhos não valiam a pena. Era ó mais uma branquela racista, pseudo ariana. Eu devia bater nela, como já havia batido nas outras. Só assim para se conseguir respeito, na base da porrada.
- Você me compreendeu mal. Me desculpe, não falo de você humana, entende? Não é possível que você não saiba o que você é, né?

 Me levanto e saio pisando duro, agora a menina queria me pegar de otária? Percebo que ela vem atrás de mim, apresso o passo para dentro da escola, ela continua me seguindo. Quando dei por mim estava correndo com ela nos meus calcanhares. Quando dei por mim estava numa sala completamente desconhecida. Eu já havia rodado a escola, mas aquela lugar era novo. As plantas não eram as que eu conhecia flores de todas as cores, um jardim! Uma fonte no meio escorria uma água da limpa, que vi lembrando de um fonte parecida com essa, na mata, onde eu nasci.

- Mas que porra...?

- Finalmente te alcancei, vocês bodes correm bastante!

- Bode é quem te pariu!

- Mas gente, você é cabeça dura. Vem cá! – Ela me puxou e me mirou na água.

Mal pude acreditar no que vi. Era eu, mas não era eu. Era o meu cabelo escorrido e negro, mas quando mais eu me mirava via que não era eu! Os mesmos olhos negros, os cabelos, mas na minha testa havia um par de chifres. Negros e bem pontudos, da cor dos meus olhos e cabelos. Minha pela ainda era morena claro, na parte de cima duas tranças cobriam os seios, recobertos apenas por elas.  Da cintura para baixo as pernas de bode. Lembrando um pouco a figura mítica do curupira, mas totalmente diferente. Os pelos cresciam do umbigo para baixo, finos, lisos e cerrados. Em algumas partes o pelo era ralo e dava para ver a pele. Os pelos recobriam a minha púbis, afinando até abaixo do umbigo em um v invertido.  Nas coxas e a bunda eram meio despeladas, a mostra a pele morena. Os pelos recomeçavam nas coxas e iam se cerrando até os pés, que não eram mais pés, eram cascos.  Curtos e cheios, negros, bem negros. Apesar disso, era uma aparência agradável. Quando voltei os olhos para a moça, ela era novamente a criatura de cabelos esbranquiçados e azuis, olhos ameixa e aquele vestido azulado, revelando as belas formas.

- Mas por que eu a vejo vestida e me vejo nua?

- Não tenho idéia, mas podemos arranjar uma coisa para que você se cubra...

A partir daí, não fiz mais perguntas. Ela abriu uma bolsa, de onde tirou um tecido fino e transparente, negro e brilhoso.

- Vai combinar com seus olhos, é um tecido bonito. Nunca usei, mas talvez você goste.

Vesti o cachecol de modo a me cobrir e no meu corpo ele tomou a forma de um vestido de costas nuas, me recobrindo até as coxas.  Só depois descobri que eu passara pela crisálida naquele exato momento e instintivamente transformei o presente em um item quimérico.

- Me chamo Íria, sou uma sidhe e você é uma satyr, mas não sei seu nome...

Como um raio cruzando um rio, eu sabia meu nome.

- Aneles.

Ficamos amigas e ela compartilhou comigo os segredos que sabia.  Todos dias nos encontrávamos no nossos refúgio mágico para aprendermos juntas. As coisas que pouco sabíamos. Não tínhamos um mestre, aparentemente naquela escola, a única coisa de sonho éramos nós e aquele recanto. Apesar disso, encontramos um livro na biblioteca que falava sobre nós e com ele aprendíamos um pouco de coisa. Não preciso dizer que em pouco tempo eu estava apaixonada por ela, talvez ela também estivesse por mim. Aprendi o prazer com ela, digo até que mais ensinei, era instintivo em mim. Nunca desconfiaram da nossa proximidade, para aquelas pessoas, éramos boas amigas, nas naquela sala éramos tudo. Nossa amizade ultrapassou as paredes da escola. Nas férias, em que eu sempre passava na casa do meu pai ou avós, recebi uma carta de Íria, que no mundo mortal era Natalie. Ela me pedia para visitá-la em sua casa em Napa, na região vinicula quee havia uma surpresa lá que ela queria mostrar.

A descoberta do mundo dos sonhos

Meu pai nem relutou tanto, para que eu passasse as férias longe dele. E nem era tão longe assim, uma hora e meia de voage. Pra quem havia se preocupado tanto se eu me adaptaria a vida na cidade, ter amigos parecia muito bom para ele. A experiência de viajar , parecia enriquecedora, por fim ele deixou. Ele já me via um dia embarcando sozinha para descobrir o mundo, visitando a Malásia, Austrália, indo além.  Agora ele dava aula numa Universidade, era um membro respeitado na academia. Mas ainda não voltara a se casar e talvez nunca se casasse, a não ser por uns casos esporádicos, nada sério. Meus avós não se importavam tanto com a vida desregrada dele, afinal ele já tinha cumprido o dever de dar uma neta, para eles era suficiente, ainda mais quando tinham um outro neto da irmã mais velha do papai. Ela era mãe solteira, o que tinha causado atritos, mas agora se entendiam bem. Interessante como pais tão conservadores, tinham filhos assim, tão aquém deles.

Preparei a minha mala e parti para encontrar a minha fada.

_________________
"a cerca já era coroa de rosas entre chifres do touro" - Nenpuku Sato
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Sahily

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MensagemAssunto: Re: Planilhas para Avaliação   Qua Jan 28, 2015 8:36 pm

• Nome: Sophie - Sahily
• Jogador: Boiaxa
• Legado: Artesão/Patife
• Hierarquia: Plebéia
• Corte: Seelie
• Kith: Nocker
• Aspecto: Rezingona
• Casa:

Atributos
『Físicos』 (3)

- Força: **◯◯◯
- Destreza: **◯◯◯
- Vigor: **◯◯◯

『Sociais』(5)

- Carisma: ***◯◯
- Manipulação: **◯◯◯
- Aparência: ***◯◯

『Mentais』(7) (10 PB)

- Percepção: ****◯
- Inteligência: ****◯
- Raciocínio: ****◯

Habilidades
Talentos』 (13)

- Prontidão: *◯◯◯◯
- Esportes: ◯◯◯◯◯
- Briga: *◯◯◯◯
- Esquiva: *◯◯◯◯
- Empatia: ***◯◯
- Intimidação: ◯◯◯◯◯
- Tino: **◯◯◯
- Persuasão: **◯◯◯
- Manha: ◯◯◯◯◯
- Lábia: ***◯◯


Perícias』 (13)

- Empatia c/ Animais: ◯◯◯◯◯
- Ofícios: ***◯◯
- Condução: **◯◯◯
- Etiqueta: **◯◯◯
- Armas de Fogo: ◯◯◯◯◯
- Liderança: ◯◯◯◯◯
- Armas Brancas: ◯◯◯◯◯
- Performance: **◯◯◯
- Segurança: ◯◯◯◯◯
- Furtividade: ◯◯◯◯◯
- Sobrevivência: ◯◯◯◯◯


Conhecimentos』 (5)

- Computador: ◯◯◯◯◯
- Enigmas: ◯◯◯◯◯
- Gramática Mágica: ◯◯◯◯◯
- Investigação: *◯◯◯◯
- Direito: ◯◯◯◯◯
- Lingüística: *◯◯◯◯
- Cultura: ◯◯◯◯◯
- Medicina: **◯◯◯
- Política: ◯◯◯◯◯
- Ciência: *◯◯◯◯



Vantagens
『Antecedentes』 (5) (1 PB)

• Mentor *◯◯◯◯ (Paciente)
• Recurso  ***** (Profissional)

『Artes』 (3)

• Andanças *◯◯◯◯
• Princípio **◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯

『Alçadas』 (5) (3 PB)

• Acessório ***◯◯
• Fada *◯◯◯◯
• Ator  **◯◯◯

『Glamour』(3)
***○○○○○○○
□□□□□□□□□□

『Banalidade』(5)
*****○○○○○

『Força de Vontade』(5)
*****○○○○○
□□□□□□□□□□

『Qualidades』

- Aptidão para Mecânica ( 1pt)

『Defeitos』

-


『Descrição do Personagem』

- Cabelo: Louros, compridos e lisos
- Cor dos Olhos: Verde
- Altura: 1.69
- Peso: 58
- Idade Real Mortal: 34
- Idade Aparente Mortal: 28
- Data de Nascimento Mortal: 04/11/1980
- Nacionalidade: estadunidense
- Cor de Pele: caucasiana
- Signo: Escorpião
- Arte Corporal: -
- Imagem do Personagem:

『Herança』
•Forjar Quimera — Nockers podem criar quimeras simples, não vivas. Se um artesão tem o conhecimento de trabalho básico de como o aparelho opera, ele pode imaginar como construir uma versão melhor. Em geral, sua criação não pode envolver eletricidade, magnetismo ou reações químicas. Apesar do Narradores devem se sentir livres em permitir personagens nockers de quebrar essa regra para aparelhos extremamente criativos.
Para criar quimeras, o nocker precisa da matéria prima quimérica e uma forja ou um laboratório de algum tipo. O processo criativo é representado por testes estendidos de Inteligência + Artesanato. A dificuldade e o número de sucessos depende do tamanho e complexidade do projeto.
Com cinco sucessos a uma dificuldade de 5 um nocker pode criar itens simples (portas, bonés de basebal); 10 ou mais sucessos com uma dificuldade de 9 podem resultar em itens grandes ou altamente complexos (motores, atiradores de facas semiautomáticos, e assim por diante).
Nockers tem que ter algum grau de privacidade enquanto construem quimeras. Enquanto é possível para Kithain estarem presentes, um nocker não pode trabalhar com materiais quiméricos na frente de mortais.
•Concerta Tudo — Nockers são mestres das máquinas, e todos sabem disso. Algumas poucas palavras duras ou ameaças bem feias podem intimidar uma máquina com mal funcionamento a funcionar direito. Um nocker pode concertar quase qualquer aparelho mecânico fazendo um teste bem sucedido de Inteligência + Artesanato ou Intimidação. A dificuldade pode variar de 5 (para problemas simples e familiares) até 10 (uma máquina complexa que está realmente se comportando mal). Isso leva tempo e muita hostilidade, mas nockers normalmente tem os dois em grande quantidades. Mais do que um motor já foi amedrontado simplesmente por um nocker rosnar para ele.
•Em adição, artesãos Seelie e Unseelie podem escolher especialidades diferentes durante a criação do personagem. Seelie podem escolher um aparelho anacrônico (rodas d’água, engrenagens a vapor, sistemas de tração) e ter -1 a dificuldade para consertar, manipular ou controlar esse aparelho. Unseelie ganham o mesmo bônus com um tipo de aparelho de alta tecnologia ou moderno.
   Essa herança funciona normalmente quando em presença de mortais.

『Fraqueza』
Falhas — Nockers são cínicos porque são perfeccionistas. Eles sempre podem ver como as coisas podem funcionar melhor, mas eles nunca podem alcançar seu ideal. Alguns dizem que essa é a maldição do Primeiro Artesão; outros dizem que é um débito Karmico para seu problema de atitude. Independente, tudo que um nocker criar irá ter uma falha trivial (porém irreparável). Isso serve como uma frustração constante para o artesão que o fez. Mesmo se um nocker conseguir cinco ou mais sucessos num teste de criação (um sucesso completo), ainda haverá uma falha irritante.

Pontos gastos de bônus:
1 em qualidades
5 em Inteligência
5 em Raciocínio
3 em Ator
1 em Recursos
Totalizando 15 pontos.

Nome da Fada: Sahily
Humana: Sophie



Sophie, uma jovem de 28 anos, recem casada, formada em psicologia. Ela atende seus pacientes em uma região nobre de Nova York. A profissão é sua verdadeira cina, quase uma obsessão e para aliviar o stress e a energia que absorve de seus pacientes, Sophie descarrega semanalmente com um psiquiatra. Suas consultas são demoradas, intensas, como uma válvula de escape a garota descreve cada um de seus pacientes como uma criatura sobrenatural, uns com chifres sobre a testas e outras com cabelos compridos e invejáveis. Desde pequena tinha vislumbres semelhantes à suas descrições e quando relatado aos seus pais, Sophie era severamente repreendida.  

Cresceu cercada de psicólogos e psiquiatras, além do preconceito na escola até que por si só aprendeu a conviver silenciosamente com aquelas aparições esplendorosas. Ela simplesmente as ignorava, em sua mente ou .. em seu coração, sabia que haveria o tempo certo de lidar com tudo aquilo. Desde pequena foi uma criança dedicada à tudo que fazia e tinha facilidade para se comunicar, isso não só trazia orgulho à seus pais como também foi melhorando o convívio e vários âmbitos de sua vida.

_____________________

Como todo bom estudioso, há suas fraquezas.
Sophie começou a desenvolver uma obsessão por uma paciente, que evoluiu rapidamente para um quadro severo de depressão. A causa era um amor não correspondido e isso só intrigou e instigou Sophie a mergulhar mais nesta realidade distorcida, pois qual a razão do ser humano amar mais o próximo e não si a mesmo primeiramente?

Alicia, era seu nome e relatava que estava apaixonada por homem quase de sua idade, que pouco falava. Ela era apenas a amante e ele era casado, amava sua esposa, mas dizia que a ideia de se relacionar sexualmente com uma única mulher nunca lhe foi cabível. As reações de Sophie no entanto, eram sempre as mesmas, quase sem expressão, era como uma estátua, ou um gravador que ouvia e depois transmitia uma mensagem de autoajuda.

Já em sua vida particular, seu casamento era um sonho. O belo John lhe tratava como uma rainha e a mimava como uma criança. Sophie era uma mulher realizada em todos âmbitos de sua vida, profissional, amoroso e até sexual ... Nos finais de semana costumavam visitar as famílias e nas tardes de domingo, aproveitavam o tempo sozinhos para curtir algum canto especial da Big Apple.

As consultas com Alícia tornaram-se frequentes rapidamente, ela sentia necessidade de expurgar sua frustração com Sophie, não que isso fosse ruim, mas começou a deixá-la um tanto envolvida mais do que o comum e conforme a garota pegava confiança em sua psicóloga, começou a contar detalhes íntimos da vida do casal. Entre posições e palavras obscenas, um relato que a deixou exacerbadamente perturbada. Seu amante cujo ela qual nunca dizia o nome, deixou uma marca em sua mama direita - um chupão na verdade, conotando uma mancha roxa, na parte inferior. Dizia que era para os momentos em que Alícia sentisse saudade, era só olhar e lembrar que ele esteve ali, tão íntimo à ela.

Neste momento e de forma discreta, Sophie cruzou seus braços e a mão esquerda sutilmente tocou a parte inferior de seu seio. Um espinho lhe correu pela coluna vertebral e sentiu o ácido de seu estomago alcançar a garganta como uma correnteza empurrando tudo que encontra pela frente.  Pela primeira vez Sophie insistiu em perguntar o nome do rapaz e a Alicia afirmou que o nome lhe trazia ainda mais sofrimento, porque não só falar dos detalhes? Era isso que lhe satisfazia e o resto lhe trazia tristeza.

Sophie passou a chegar em casa desconfiada de seu marido ou até mesmo de sua própria sombra, as consultas com os psiquiatras já não eram mais o suficiente. E o stress começou a lhe trazer novas perturbações, na verdade eram perturbações dormentes em seu subconsciente. A garota voltara a ter as visões ..  passou a tomar fortes remédios e sua ultima consulta, estava ficando louca. Repentinamente, decidiu quebrar seu código de ética, pegou o endereço de Alicia e a seguiu, aproveitou bem o dia em que seu marido lhe informara que sairia com os colegas para um happy hour. Seus pensamentos não eram paranoia, as suspeitas foram concretizadas, Sophie se desfez em mil pedaços vendo que aquele amante no qual não correspondia Alicia, nada mais era do que seu marido. Dirigiu até sua casa sem ao menos saber como chegou, estava esgotada e decidida a sair de sua casa, largar sua profissão e seguir uma nova vida. Arrumou todas as suas coisas e quando desceu as escadas, havia uma mulher ... uma paciente sua no qual ela mesmo havia dispensado. Nem lembrava seu nome ... trajava roupas antiquadas, um vestido grande com alguns brilhos. Sophie questionou-se rigorosamente, aquilo deveria ser no mínimo mais uma de suas visões ridículas.

Não era, quer dizer ... até agora no mundo que está vivendo não sabe o que é ou não realidade, talvez ela esteja em um sono profundo até que seu corpo amenize todo o sofrimento. A mulher começou a explicar que Sophie sempre fora diferente, ela pertence a um mundo diferenciado ... com outros tipos de costumes. Ela nasceu para ser aplicada, para artesanar no mundo das fadas ...

O cenho franzido de Sophie afirmava que nada do que estava ouvindo fazia sentido! Mundo das fadas? Mas que merda é essa? Essa mulher deve estar dopada. Entre tantas baboseiras que ela falou, ofereceu abrigo a garota descontrolada. Ótimo, era tudo que ela queria naquele momento, sair de lá e para isso fingiu acreditar em tudo que ouviu apenas seguindo a mulher ... as duas entraram no carro e Sophie continuou a dirigir já pensando em um ponto estratégico para deixar aquela maluca. Mas nada disso aconteceu ... quando se deu conta já estava em um lugar desconhecido, um lugar onde jamais se imaginou estar ... o que era aquilo tudo? Sonho?
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