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 Ato I - Amélie Beauchamp

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Danto

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MensagemAssunto: Ato I - Amélie Beauchamp   Qua Nov 12, 2014 4:38 pm



Londres, Março de 1899. Região Central, Mansão Beauchamp.

Amélie Beauchamp, a flor entre os brutos. Muitos já se perguntaram: “Porque Amélie não é uma Toreador?”, o que esses muitos não sabem é como Amélie hoje é a cainita que todos conhecem. Herdeira do sangue e da fortuna do Conde Beauchamp, uma das mais influentes e ricas dentre os Brujah da Camarilla. É graças a Brujah como ela que o clã ainda não se despedaçou em um amontoado de brutos sem consciência ou em anarquistas sem propósito.
A já experiente cainita reside em sua suas propriedades e prospera com louvor dentro do coração de Londres e ao contrário da grande massa de seu clã, ela havia sido convidada para comparecer a primeira apresentação da prole de ninguém menos que Raphael de Corazon, o jovem Eric Barin-Gould. A prole do maior Toreador de todos os tempos estava em Londres e o que os rumores apontavam, ele estava morando na cidade! O quão magnífico não seria estar presente em uma oportunidade tão magnífica quanto esta? Algumas harpias chegaram a levantar os rumores de que o próprio Raphael de Corazon poderia estar presente na apresentação de sua prole.
O evento seria no centro da cidade, no teatro municipal de Londres, mais conhecido como “Elísio da Elite”. Você acordava naquela noite especial com uma sensação positiva, algo interessante aconteceria e não haviam dúvidas em relação a isso. Mas existia lá no fundo uma ponta de dúvida, dúvida essa que fora levantada pelos rumores da Harpia invisível: “Será que o nosso Príncipe irá tolerar a presença de Raphael de Corazon? Os punhos de Mithras voltaram fechados...”

_________________

I cried tear of love as I,
with sharp things,
sacrificed that which was the frist part of my joy,
my brother.

And the Blood of Abel covered the altar
and smelled sweet as it burned.

But my Father said,
"Cursed are you, Caine,
who killed your brother.
As I was cast out so shall you be."
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MensagemAssunto: Re: Ato I - Amélie Beauchamp   Qua Nov 12, 2014 11:40 pm


Os dedos alvos da bela Brujah dedilham as teclas do piano em seu salão de convidados. Suas mãos faziam com que extraíssem do instrumento uma bela música, mas seus pensamentos estavam no convite que havia recebido aquela noite.

Raphael de Corazon... Muitos deveriam ter achado que o próprio não faria crianças, e esse pensamento também fora praticado por ela. Embora não o tenha conhecido, sabia pela língua das Harpias o quanto antigo era, e isso automaticamente fazia com que a sociedade gerasse tais comoções, também não era para tanto, já que Eric Barin-Gould carregava naquele momento o sangue de um monstro entre a de seus próprios semelhantes. Coitadinho... Iriam comê-lo vivo enquanto o bajulavam.

Um sorriso brota de sua face enquanto extraia um Dó menor. Não iria perder aquela apresentação, mesmo que existisse uma ameaça interna entre os próprios membros da Camarilla com um Deus.

A música cessa, carinhosamente coloca o estreito pano cobrindo as teclas de marfim, após, fecha a tampa do piano. Em seu porte ereto, digno de uma fina flor aristocrática, Amélie avisa para a criada que estava posta próximo a ela.

-- Prepare um banho. Stephen avisou que horas chegará?

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Danto

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Amélie Beauchamp   Sex Nov 14, 2014 12:05 am

A criada fez uma breve reverência diante sua patroa e então respondeu de forma educada e distante,como uma boa criada deveria fazer em situações como essas:

-Será uma honra prepar teu banho minha Senhora, mas sobre Lord Stephen, eu não tenho muitas informações. O comunicado que chegou essa manha sobre a chegada dele foi simples, ele não virá.

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Amélie Beauchamp   Sex Nov 14, 2014 1:13 am

Imagens do Refúgio

Mansão:
 

Entrada:
 

Sala de Estar Nº 1:
 

Sala de Estar Nº2:
 

Escritório:
 

Quarto de Visitas Nº1:
 

Quarto de Visitas Nº2:
 

Quarto de Visitas Nº 3:
 

Quarto de Amélie:
 

Quarto de Stephen:
 


Sem olhar a criada, Amélie só afirma com a cabeça enquanto o mesmo não se encontra mais lá, fica a imaginar onde seu senhor estava. Bom, parece que terá que ir a apresentação sozinha e damas saírem sem companhia durante a noite automaticamente são difamadas. Bem, que se morda. Não era só a vontade de respirar o ar noturno que Amélie sentirá vontade em ir, mas também de estar presente em uma celebração onde membros sempre convencem-se de que os presentes merecem o respeito da Camarilla, além do mais seu próprio senhor é reconhecido na seita.

Amélie segura a bengala que estava encostada no banco em frente ao piano onde estava sentada, se levantando, ela se vira para olhar a criada e saber se ela já foi preparar seu banho, se não ela faz um meneio usando a bengala em sinal de que está esperando.

Com o banho pronto, a Brujah anda até seu cômodo e pede para ficar sozinha, retira seu vestido sem a ajuda da criada.
Se entregando aos prazeres da água morna, ela relaxa enquanto pensava no que iria encontrar na tal apresentação.

Terminada, Amélie se enxuga e sacode um pequeno sino para chamar sua criada, afim de ajuda-la a se vestir. Escolhendo seu vestido, a cainita tem total paciência e a criada a mesma destreza para deixa-la impecável.

-- Por favor Gesebelle, peça para Hilves arrumar o coche. -- Hilves era um dos seus melhores empregados e isso não o desvalorizava por ser mouro.

Com maquiagem e jóias adornando seu rosto e pescoço, seus cabelos foram presos em um penteado elegante acima da cabeça, sem deixar fios soltos escapar. Amélie sai de seu quarto descendo as escadas em direção a saída, ao caminho do "Elísio de Elite".

Traje usado no momento:
 

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Danto

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Amélie Beauchamp   Ter Nov 18, 2014 8:14 pm



Teatro Municipal de Londres - Elísio das Elites


Preparar-se para um evento como esse não era simples, muito menos rápido. Alguns Toreados chegavam até a definir esse ato como "a nova arte de Londres", o desafio da vestimenta correta, das combinações de cores e além é claro da educação e postura durante o caminhar e o falar. Enquanto Toreadores dominavam essa "nova arte" e os Ventrue se adptavam a ela, alguns poucos Noferatus e Malkav se arriscavam a desafiar essa arte, mas os Brujah e Gangrel normalmente pouco se importavam com tais assuntos.
Amélie não era uma Brujah "da massa" e a "nova arte" lhe era muito famíliar. Por fim, o criado mouro conduziu os cavalos até a entrada do Teatro Municipal. Haviam algumas outras pessoas chegando e vários criados já em retirada, mas a ausência do som de piano ou harpas já lhe indicava que a apresentação não havia começado. Sem contra-tempos, Amélie adentrava o teatro que se dividia em dois andares. O primeiro era para a platéia mais comum, que já era composta pelos cainitas mais ricos da cidade e socialmente relevantes, o segundo andar era para os membros do conselho da Primigene, para o Príncipe e para a Senescal e é claro, para os convidados desses respectivos líderes.
No exato momento em que você fez a sua entrada, os olhares repentinamente se direcionaram a sua imagem, afinal, uma dama havia chegado sozinha ao recinto e isso não era "costume" nem entre os cainitas, afinal, eles se obrigavam a seguir os costumes da sociedade Londrina e muitos nasceram nela. Alguns neófitos Toreadores se entre olhavam com sorrisos maliciosos no rosto, pequenos burburinhos ecoaram, mas um leve toque no seu braço direito a surpreendeu e calou todos os murmúrios, seus olhos se viraram para ver a imagem de Lady Anne Bowesley, a Senescal de Londres. Ela sorriu gentilmente e falou em um tom de voz alto o suficiente para todos presentes ouvirem.

-Que bom que finalmente chegastes minha querida, estava ansiosa por tua presença! Venha, venha, vamos ver o espetáculo de onde nascestes para ver, do andar de cima.

Interior do teatro:
 

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Amélie Beauchamp

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Amélie Beauchamp   Ter Nov 25, 2014 11:54 am

Amélie tranquiliza-se ao sentir seu coche sacudir-se sob os paralelepípedos da cidade de Londres, realmente ir até um evento daquele porte sem a presença do seu mestre a incomodava, principalmente pelo fato de gostar da companhia do mesmo. Ela procura uma posição mais confortável para sentar-se, tinha que admitir que aquele século foi até aquele momento o maior avanço na alfaiataria, a moda londrina daqueles vestidos a faziam estar impecável, porém se ainda tivesse condições de respirar estaria com o rosto roxo no momento.

Sente o coche parar e espera o mouro abrir a porta e a ajude a descer. Com a ajuda de sua bengala, Amélie desce de maneira elegante a carruagem com um ornamento de um B gravado dentro de um ramo de videira. Percebendo que o concerto ainda não havia iniciado, Amélie ajeita seu saiote e informa para que o a esperasse, caso ele sinta necessidade de comer algo, que coma, e depois pagará a quantia que ele havia gastado, mas sem bebidas, detestava homens que fediam a álcool e cometiam perjuras sabendo ao que colocar culpa depois, a desculpa era sempre a bebida.

Amélie anda em direção a entrada do Teatro Municipal de Londres, a ponta de sua bengala era pressionada ao chão a cada passo que ela dava, deixando seu andar manco quase irreconhecível. A Brujah olha para os lados vendo que os membros da alta sociedade de Londres entre outros estavam comparecendo em peso aquele evento. Sem mais protelar, Amélie adentra o Teatro e observa os dois andares e sente a pressão dos olhares sob sua pele, havia premunido aquela reação, sabia que aquele ato precipitado poderia esmigalhar sua reputação, mas ela não foi até ali somente para socializar-se, mas também para representar seu senhor que não fez questão de acompanha-la. Sentindo que os múrmuros começam a crescer, Amélie procura um lugar reservado a qual possa passar despercebida, então sente um leve toque em seu braço e o rosto de Amélie vai de encontro a Lady Anne, agora sabia porquê o burburinho havia cessado. Um sorriso cordial era dado para a mesma, com um meneio formal de cabeça após sua declaração que era convidada da Senescal, Amélie a compara com um anjo naquele momento que havia chegado para lhe resgatar, mas sabia que não era bem assim que os bois tocam.

Segue a Senescal, no caminho ela fala ao lado da mesma.

-- Obrigada Lady Anne, infelizmente meu senhor não pôde acompanhar-me, mas para perder algo tão importante, tenho certeza que ele possuí esclarecimentos plausíveis.  

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MensagemAssunto: Re: Ato I - Amélie Beauchamp   Dom Nov 30, 2014 10:10 pm

Lady Anne era muito respeitada por todos, poucos tinham conhecimento da mesma antes dela ser apresentada como prole de Valerius, na época, o Ventrue era o Senescal que governava o trono da Camarilla de Londres na ausência do Príncipe Eterno. Muitos chegam a sustentar uma recomendação sobre a ilustre cainita: "Nunca falhe diante os olhos de Lady Anne". E essa recomendação faziam os jovens se distanciarem muito da presença da Senescal, naquela situação, os olhares que antes pareciam devorar Amélie, agora se viraram em temor pela imagem da Senescal. Ela por outro lado ignorava completamente a existência de todos os outros e então começou a caminhar na direção da escadaria que dava acesso ao segundo andar, todo o percurso era muito mais luxuoso do que o restante do local. Carpete vermelho forrando o chão, quadros nas paredes, o corrimão da escada tinha pedras preciosas cravejadas por toda sua extensão.

-A ausência do Senhor Beauchamp já foi justificada com antecedência minha querida, não te preocupes. Ele está bem, ocorreram apenas alguns pequenos contra-tempos com a Camarilla de Norwich o que colocou a estrada de sua propriedade à Londres em risco.

Comentava a Senescal quando vocês duas já estavam a subir as escadas, ela gentilmente fazia questão de caminhar de acordo com o ritmo que Amélie ditava para aquela ocasião.

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