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Fractius

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Idade : 30
Localização : Salvador

MensagemAssunto: ㅤ۞ Profile. ~   Seg Out 13, 2014 1:38 am

Demon: The Fallen

• Nome Elohim:
• Nome Mortal:
• Jogador:
• Natureza:
• Comportamento:
• Casa:
• Facção:
• Semblante:
• Conceito:


Atributos

Físicos

- Força: ●◯◯◯◯
- Destreza: ●◯◯◯◯
- Vigor: ●◯◯◯◯


Sociais

- Carisma: ●◯◯◯◯
- Manipulação: ●◯◯◯◯
- Aparência: ●◯◯◯◯


Mentais

- Percepção: ●◯◯◯◯
- Inteligência: ●◯◯◯◯
- Raciocínio: ●◯◯◯◯


• Especializações:

Habilidades

Talentos

- Prontidão: ◯◯◯◯◯
- Esportes: ◯◯◯◯◯
- Presciência: ◯◯◯◯◯
- Briga: ◯◯◯◯◯
- Esquiva: ◯◯◯◯◯
- Empatia: ◯◯◯◯◯
- Expressão: ◯◯◯◯◯
- Intimidação: ◯◯◯◯◯
- Intuição: ◯◯◯◯◯
- Liderança: ◯◯◯◯◯
- Manha: ◯◯◯◯◯
- Lábia: ◯◯◯◯◯


Perícias

- Empatia c/ Animais: ◯◯◯◯◯
- Ofícios: ◯◯◯◯◯
- Demolições: ◯◯◯◯◯
- Condução: ◯◯◯◯◯
- Etiqueta: ◯◯◯◯◯
- Armas de Fogo: ◯◯◯◯◯
- Armas Brancas: ◯◯◯◯◯
- Performance: ◯◯◯◯◯
- Segurança: ◯◯◯◯◯
- Furtividade: ◯◯◯◯◯
- Sobrevivência: ◯◯◯◯◯
- Tecnologia: ◯◯◯◯◯


Conhecimentos

- Instrução: ◯◯◯◯◯
- Computador: ◯◯◯◯◯
- Finanças: ◯◯◯◯◯
- Investigação: ◯◯◯◯◯
- Direito: ◯◯◯◯◯
- Lingüística: ◯◯◯◯◯
- Medicina: ◯◯◯◯◯
- Ocultismo: ◯◯◯◯◯
- Política: ◯◯◯◯◯
- Religião: ◯◯◯◯◯
- Pesquisa: ◯◯◯◯◯
- Ciência: ◯◯◯◯◯


• Especializações:

Vantagens

Antecedentes

• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯


Doutrinas

• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯


Virtudes

- Consciência: ●◯◯◯◯
- Convicção: ●◯◯◯◯
- Coragem: ●◯◯◯◯



○○○○○○○○○○
□□□□□□□□□□

Tormento
○○○○○○○○○○ | Permanente
○○○○○○○○○○ | Temporário

Força de Vontade
○○○○○○○○○○
□□□□□□□□□□

『Qualidades』

-
-
-
-

『Defeitos』

-
-
-

Forma Apocalíptica

- Detalhes:
- Imagem:


Forma Atormentada

- Detalhes:
- Imagem:


Descrição do Personagem

- Cabelo:
- Cor dos Olhos:
- Altura:
- Peso:
- Idade Real Mortal:
- Idade Aparente Mortal:
- Data de Nascimento Mortal:
- Data da Possessão:
- Nacionalidade:.
- Cor de Pele:
- Signo:
- Arte Corporal:
- Imagem do Personagem:


Preludio do Personagem

- Detalhe bem, pois o Prelúdio bom pode conceder bônus dentro do jogo.


Código:
[center][color=#ff3300][size=16][u][b]Demon: The Fallen[/b][/u][/size][/color][/center]

[i]• Nome Elohim:
• Nome Mortal:
• Jogador:
• Natureza:
• Comportamento:
• Casa:
• Facção:
• Semblante:
• Conceito:[/i]

[b][u][size=13][font=Georgia]Atributos[/font][/size][/u][/b]

『[u]Físicos[/u]』

[i]- Força: ●◯◯◯◯
- Destreza: ●◯◯◯◯
- Vigor: ●◯◯◯◯[/i]

『[u]Sociais[/u]』

[i]- Carisma: ●◯◯◯◯
- Manipulação: ●◯◯◯◯
- Aparência: ●◯◯◯◯[/i]

『[u]Mentais[/u]』

[i]- Percepção: ●◯◯◯◯
- Inteligência: ●◯◯◯◯
- Raciocínio: ●◯◯◯◯[/i]

[b]• Especializações:[/b]

[font=Georgia][u][b][size=13]Habilidades[/size][/b][/u][/font]

『[u]Talentos[/u]』

[i]- Prontidão: ◯◯◯◯◯
- Esportes: ◯◯◯◯◯
- Presciência: ◯◯◯◯◯
- Briga: ◯◯◯◯◯
- Esquiva: ◯◯◯◯◯
- Empatia: ◯◯◯◯◯
- Expressão: ◯◯◯◯◯
- Intimidação: ◯◯◯◯◯
- Intuição: ◯◯◯◯◯
- Liderança: ◯◯◯◯◯
- Manha: ◯◯◯◯◯
- Lábia: ◯◯◯◯◯[/i]

『[u]Perícias[/u]』

[i]- Empatia c/ Animais: ◯◯◯◯◯
- Ofícios: ◯◯◯◯◯
- Demolições: ◯◯◯◯◯
- Condução: ◯◯◯◯◯
- Etiqueta: ◯◯◯◯◯
- Armas de Fogo: ◯◯◯◯◯
- Armas Brancas: ◯◯◯◯◯
- Performance: ◯◯◯◯◯
- Segurança: ◯◯◯◯◯
- Furtividade: ◯◯◯◯◯
- Sobrevivência: ◯◯◯◯◯
- Tecnologia: ◯◯◯◯◯[/i]

『[u]Conhecimentos[/u]』

[i]- Instrução: ◯◯◯◯◯
- Computador: ◯◯◯◯◯
- Finanças: ◯◯◯◯◯
- Investigação: ◯◯◯◯◯
- Direito: ◯◯◯◯◯
- Lingüística: ◯◯◯◯◯
- Medicina: ◯◯◯◯◯
- Ocultismo: ◯◯◯◯◯
- Política: ◯◯◯◯◯
- Religião: ◯◯◯◯◯
- Pesquisa: ◯◯◯◯◯
- Ciência: ◯◯◯◯◯[/i]

[b]• Especializações:[/b]

[font=Georgia][u][b][size=13]Vantagens[/size][/b][/u][/font]

『[u]Antecedentes[/u]』

[i]• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯[/i]

『[u]Doutrinas[/u]』

[i]• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯[/i]

『[u]Virtudes[/u]』

[i]- Consciência: ●◯◯◯◯
- Convicção: ●◯◯◯◯
- Coragem: ●◯◯◯◯[/i]

『[u]Fé[/u]』
○○○○○○○○○○
□□□□□□□□□□

『[u]Tormento[/u]』
○○○○○○○○○○ | [i]Permanente[/i]
○○○○○○○○○○ | [i]Temporário[/i]

『[u]Força de Vontade[/u]』
○○○○○○○○○○
□□□□□□□□□□

『Qualidades』

-
-
-
-

『Defeitos』

-
-
-

『[u]Forma Apocalíptica[/u]』

[i]- Detalhes:
- Imagem:[/i]

『[u]Forma Atormentada[/u]』

[i]- Detalhes:
- Imagem:[/i]

『[u]Descrição do Personagem[/u]』

[i]- Cabelo:
- Cor dos Olhos:
- Altura:
- Peso:
- Idade Real Mortal:
- Idade Aparente Mortal:
- Data de Nascimento Mortal:
- Data da Possessão:
- Nacionalidade:.
- Cor de Pele:
- Signo:
- Arte Corporal:
- Imagem do Personagem:[/i]

『[u]Preludio do Personagem[/u]』

[i]- Detalhe bem, pois o Prelúdio bom pode conceder bônus dentro do jogo.[/i]

_________________


Sou apenas uma criança perdida na escuridão, sou o anjo caído que mostrará a você o caminho para sua libertação!


Última edição por Fractius em Dom Nov 09, 2014 8:36 pm, editado 2 vez(es)
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Frazz

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MensagemAssunto: Re: ㅤ۞ Profile. ~   Dom Out 26, 2014 12:07 am

– Fiquem com o Céu, Anjos. Nós ficamos com o Inferno... e a Terra!

• Nome Elohim: Frazael
• Nome Mortal: Theodore White
• Jogador: Frazz
• Natureza: Excêntrico
• Comportamento: Fanático
• Casa: Diabo (Namaru)
• Facção: Luciferiano
• Semblante: Bel, o Semblante dos Celestiais
• Conceito: Religioso

Atributos

『Físicos』

- Força: ●●◯◯◯
- Destreza: ●●●◯◯
- Vigor: ●●●◯◯

『Sociais』

- Carisma: ●●●◯◯
- Manipulação: ●●●●●
- Aparência: ●●◯◯◯

『Mentais』

- Percepção: ●●●◯◯
- Inteligência: ●◯◯◯◯
- Raciocínio: ●●◯◯◯

• Especializações:

Habilidades

『Talentos』

- Prontidão: ●●◯◯◯
- Esportes: ●●◯◯◯
- Presciência: ●◯◯◯◯
- Briga: ●◯◯◯◯
- Esquiva: ●◯◯◯◯
- Empatia: ◯◯◯◯◯
- Expressão: ●◯◯◯◯
- Intimidação: ◯◯◯◯◯
- Intuição: ◯◯◯◯◯
- Liderança: ●●●◯◯
- Manha: ◯◯◯◯◯
- Lábia: ●●◯◯◯

『Perícias』

- Empatia c/ Animais: ◯◯◯◯◯
- Ofícios: ●◯◯◯◯
- Demolições: ◯◯◯◯◯
- Condução: ●◯◯◯◯
- Etiqueta: ◯◯◯◯◯
- Armas de Fogo: ●●◯◯◯
- Armas Brancas: ●◯◯◯◯
- Performance: ◯◯◯◯◯
- Segurança: ◯◯◯◯◯
- Furtividade: ●◯◯◯◯
- Sobrevivência: ●●●◯◯
- Tecnologia: ◯◯◯◯◯

『Conhecimentos』

- Instrução: ●◯◯◯◯
- Computador: ◯◯◯◯◯
- Finanças: ◯◯◯◯◯
- Investigação: ●◯◯◯◯
- Direito: ◯◯◯◯◯
- Lingüística: ◯◯◯◯◯
- Medicina: ◯◯◯◯◯
- Ocultismo: ●●◯◯◯
- Política: ◯◯◯◯◯
- Religião: ●◯◯◯◯
- Pesquisa: ◯◯◯◯◯
- Ciência: ◯◯◯◯◯

• Especializações:

Vantagens

『Antecedentes』

• - Fama - ●◯◯◯◯
• - Recursos - ●◯◯◯◯
• - Mentor - ●●●◯◯

『Doutrinas』

• - Doutrina dos Celestiais - ●◯◯◯◯ (fundamental)
• - Doutrina da Chama - ●◯◯◯◯
• - Doutrina do Esplendor - ●◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯

『Virtudes』

- Consciência: ●●◯◯◯
- Convicção: ●●◯◯◯
- Coragem: ●●◯◯◯

『Fé』
●●●○○○○○○
□□□□□□□□□□

『Tormento』
●●●●○○○○○○ | Permanente
○○○○○○○○○○ | Temporário

『Força de Vontade』
●●●●.●●●●●
□□□□□□□□□□

『Qualidades』

- Existência Abençoada (-5)
- Líder Nato (-1)
- Voz Encantadora (-2)
- Memória Eidética (-2)

『Defeitos』

- Caçado (+4) | ?????
- Excesso de Confiança (+1)
- Vício (+2) | Nicotina

『Forma Apocalíptica』

- Detalhes:
1. Asas: http://www.capasfacebook.com/wp-content/uploads/2011/12/TopGothicGirls5.jpg
2. Aspecto Imperioso: http://ricraf.files.wordpress.com/2011/03/dorian-gray.jpg
   a. Aspectos majestoso do lado esquerdo do rosto da imagem
   b. Aura levemente dourada. Com o aumento do tormento, o tom dourado se transforma em roxo escuro.
3. Sentidos Aguçados
   a. Os olhos castanhos claro se tornam azulados turquesa
4. Presciência Aumentada
   a. Pupila dos olhos dilatada

- Imagem:
1. http://th04.deviantart.net/fs70/300W/i/2010/147/6/4/Dorian_Gray_by_NenyaUndomiel.jpg (lado esquerdo do rosto da imagem)
2. http://ricraf.files.wordpress.com/2011/03/dorian-gray.jpg (lado esquerdo do rosto da imagem)


『Forma Atormentada』

- Imagem/Detalhes:
1. Garras/Dentes: http://images.eurogamer.net/2013/articles/1/6/6/5/7/6/2/139593660444.jpg
   a. Garras da imagem
3. Escamas: http://th04.deviantart.net/fs70/300W/i/2010/147/6/4/Dorian_Gray_by_NenyaUndomiel.jpg e http://ricraf.files.wordpress.com/2011/03/dorian-gray.jpg
   b. Textura do lado direito do rosto (imagem) em todo o corpo
2. Aumento de Tamanho: http://images.eurogamer.net/2013/articles/1/6/6/5/7/6/2/139593660444.jpg
   a. Proporcional a todas as imagens
   b. Cobertura dos braços, capuz, peitoral e pernas
3. Olhar Atroz: http://www.capasfacebook.com/wp-content/uploads/2011/12/wallpaper386040.jpg
   a. Olhar da imagem

『Descrição do Personagem』

- Cabelo: negros, liso porém desfiados na altura do ombro
- Cor dos Olhos: castanho-claro/mel
- Altura: 1,77 cm
- Peso: 62 kg
- Idade Real Mortal: 27 anos
- Idade Aparente Mortal: 23 anos
- Data de Nascimento Mortal: 01/07/1972
- Data da Possessão: 03/12/1999
- Nacionalidade: Inglês
- Cor de Pele: Caucasiano
- Signo: Aries
- Arte Corporal: nenhuma
- Imagem do Personagem:
1. http://images6.fanpop.com/image/photos/32800000/Dorian-Gray-dorian-gray-32846883-1066-1600.jpg
2. http://fc09.deviantart.net/fs50/i/2009/261/5/d/Dorian_Gray__Ben_Barnes_by_akaLilith.jpg
3. http://images2.fanpop.com/image/photos/10600000/hide-the-true-side-of-you-dorian-gray-10657882-734-1045.jpg

Pontos Bônus: Força de Vontade (06) + Qualidade (03) + Fé (06) = (15)

『Prelúdio do Personagem』


A Passagem

O Turbilhão que atravessava era calmaria em comparação ao que se passava dentro de mim. Aquele pequeno buraco que fora aberto na parede do Abismo nada mais era do que o reflexo da cratera em meu peito. Aquele ambiente era inóspito, escuro – com relampejos de consciência –, frio – como pensamentos em brasa sendo remoídos – e solitário – assim como estava sendo o meu injusto castigo.

Cada passo representava a minha vontade de lutar. Vontade, essa, que nunca deixou os meus sonhos e meu ímpeto de ação desde o dia da Revolução. As marcas em meu corpo ainda me lembravam dos brados em batalha e do cintilar das lâminas. A ventania e as substâncias viscosas, meio água, meio ácido, meio ódio e energia, que tentavam me impedir de progredir eram mais ameaçadoras pelas lembranças que traziam, do que pela dificuldade física a qual era submetido. Mesmo assim, o acoitar da tempestade, os raios majestosos e o caos daquela travessia seriam suficientes para destruir a Terra em um piscar de olhos. Não era atoa que a minha existência era superior.

Caí. Mas já estava acostumado a cair. Como Anjo. Como Anjo Caído.
***

Era o Grande Dia. Os exércitos se preparavam para a batalha com o mesmo vigor que defendiam a humanidade, cada qual com o seu ideal. Frente a todos, Lúcifer, a Estrela da Manhã. Sua presença, suas palavras e pensamentos, eram o catalizador para aquela revolução. Logo atrás, seus grandes generais e lá, Frazael. Como se a destruição estivesse próxima, o silêncio era avassalador.

O conhecimento já havia sido dado à humanidade. Junto dele, o mal, o ódio e a violência haviam se desenvolvido e impregnado os Anjos. Suas batalhas que antes eram imaculadas, agora carregavam o fardo da morte. E essa que estava por vir não seria diferente.

A batalha começara e as mãos que deveriam levar a centelha da criação, agora carregavam o peso da discórdia. Frazael e sua legião avançavam pelas laterais. Seu objetivo era alcançar o comando ao fundo. Junto dele, Lúcifer e outros seis generais, sem suas legiões, marchavam destruindo o que houvesse pela frente.
***

Podia ver irmãos caídos no chão e suas armaduras sendo pulverizadas pelos inimigos que as pisoteavam sem ao menos se darem à honra de perceberem. Mas não, os atos horrendos eram banais naquele espaço.

Não me lembrava do que fazia ali. Minha estadia no Abismo fora inútil para recobrar as minhas memórias profundas dos tempos dourados. A minha infinita permanência em meus pensamentos não foram o bastante para revivê-los. Será que há muito o que não sou capaz de recordar? Os relances que tenho são tão genéricos que mal me lembro do meu nome.

Sim, tenho convicções dentro de mim. Sei que lutei bravamente. Sei que fui fiel e íntegro com meus ideais. Mas não tenho lembranças que comprovem todas essas certezas. A jornada naquele Turbilhão continuou. Nem sinal de luz no final do túnel. Não via ninguém. Não via esperança.

Será que minha existência fora apagada pela cólera de Deus?

Me afogava. Me afogava dentro de mim.
***

Já dentro do Conselho Divino, os rebeldes lutavam contra alguns Anjos surpreendidos pela estratégia inimiga. O movimento era arriscado, já que atravessar as barreiras do oponente exigiu que somente uma pequena quantidade de rebeldes estivessem lá – os sete generais, alguns sobreviventes da única legião designada para aquela missão e o próprio Lúcifer. O resto do exército de Deus permanecia do lado de fora, distraído e de mãos atadas cuidado da grande massa de oponentes.

Fazendo jus a ordem dos Arautos, Frazael marchava palácio a dentro, destruindo os inimigos um a um. Seu objetivo era fazer com que Lúcifer e Miguel se encontrassem. Como somente um terço dos Anjos se rebelaram, batalhar frente a frente em campo aberto era suicídio. No entanto, Lúcifer poderia, sim, conquistar o Céu destruindo Miguel.
***

O que seria pior: permanecer na inexistência do Abismo, ou ser obrigado a encarar a força suas lembranças – ou a ausência delas? Como em uma sessão de tortura, dar a resposta ao inquisidor e acabar com o sofrimento sempre parece ser a melhor saída. No entanto, depois que o interrogatório fracassa e por um golpe de sorte você se vê com as garras na garanta do seu torturador indefeso, não há sensação mais gratificante. Perfurar-lhe lentamente enquanto diz, agora em voz alta a clara, a informação que antes ele desejava.

Sentia que era por isso que deveria continuar andando sem rumo. Quem sabe, me render ao Abismo e aceitar o castigo como muitos outros irmãos fizeram seria o mais fácil. Mas aquela jornada acabaria em algum momento. Sim. O Turbilhão – dentro e fora – deveria uma hora cessar.

Olhando para cima, podia ver que os raios estavam ficando para trás. O som dos trovões era mais longínquo e podia ouvir a minha própria consciência mais de perto.

Sentia que ao deixar aquele caos, olharia para trás com as minhas garras prontas para perfurar a garganta de Deus, meu torturador. Daria início a minha jornada de vingança!  
***

O chão de mármore branco estava chamuscado. Grandes pilares e estátuas que antes enfeitavam o salão agora estavam destruídos. O ambiente era redondo. De um lado uma grande porta majestosa que permanecia fechada, do outro, uma entrada aberta ligada a uma gigantesca escadaria que descia, na qual não era possível observar o seu começo, dada a altura.

Frazael estava derrubado no chão. Sua espada estava longe e sua mão, estendida como se a sua salvação dependesse daquele objeto. Algo pressionava a sua cabeça contra o mármore sujo, frio e rachado.

– Não há nada que vós podeis fazer. Esta guerra acabou! – gritou Miguel para o alto, cravando a sua lâmina na palma da mão estendida do anjo caído.

O pé do arcanjo amassava o crânio do inimigo.

– Apenas a batalha acabou, Miguel! Mas a guerra será nossa... – gemeu Frazael.

– Nunca! – bradou, esmagando a cabeça sob seu pé ainda mais, aumentando as rachaduras no mármore que se estenderam da porta à escadaria em todas as direções.

Frazael tinha um péssimo pressentimento. Onde estavam todos os outros? Onde estava Lúcifer?

– Lúcifer vencerá... – disse Frazael, mas sua frase fora interrompida por uma gargalhada que misturava a pureza da voz angelical com o ódio e a cólera que os Anjos Caídos viriam a adquirir no Inferno.

– Lúcifer fora derrotado! Vós não sois mais dignos de servir a Deus. Pela desobediência, passareis a eternidade no Abismo e nunca sereis bem-vindos ao Céu novamente. Agora, sereis Anjos Caídos!

Frazael tentou se virar, mas a única coisa que conseguiu fazer foi revirar os olhos. Pôde ver o céu vermelho-sangue, reflexo da chacina do campo de batalha e encarar, olho no olho, Miguel.

– Como ousas vir até aqui para me destruir? A partir de hoje, toda a tua glória e honra serás apagada das estrelas. Ninguém mais lembrará de tu como Arcanjo. Ninguém mais lembrará de tu, até mesmo, como membro desse Golpe contra Deus e seguidor de Lúcifer! Hoje, Frazael desaparece da história! – berrou Miguel com prazer. Era possível notar em seu olhar e em sua voz um tom de felicidade macabra e sádica.

Miguel ergueu a mão ao céu e uma energia branca extremamente poderosa irrompeu das nuvens. O ambiente fora tomado por um clarão atordoante. Frazael pôde sentir seu Eu sendo pulverizado. Em um piscar de olhos viu toda a sua existência glamorosa. Em outro piscar, somente escuridão.
***

Sentia que a minha existência se tornou ainda mais ínfima. Era como se parte de mim estivesse longe. Como se os meus poderes, já debilitados pela queda meteórica do Céu, estivessem ainda mais fracos, ainda mais humanos. Não havia para onde ir. Não me restava força para obrigar as minhas lembranças a aflorarem – em vão.

O chão se tornou reflexo da minha essência. Aquele fora o último golpe de Deus contra a minha consciência. Sentia que apenas mais um passo precisava ser dado para iniciar a minha jornada de ressurreição.  

Reconhecer a minha insignificância.

Mas, sentia que em algum lugar dentro de mim ainda havia um Anjo.
***

Parasita

Como se precisasse respirar, invadi o mundo. Estava, mais uma vez, tão próximo da humanidade que tanto defendi milênios atrás. No entanto, me sentia tão pequeno diante da magnitude da criação de Deus que pensei por um instante se deixar o Abismo foi mais um castigo ou uma bênção.

Precisava de algo que me abrigasse. Ficar à deriva me destruiria em instantes. Eu precisava de algo... ou alguém.
Precisava estar em harmonia com meu novo receptáculo. Ele precisava ser tão corrompido quanto eu, tão sujo quanto eu e tão insignificante quanto eu era.
***

Dia primeiro de julho. Theodore White, 27 anos, cabelos negros e lisos na altura dos ombros, estatura média e atraente, porém derrotado.

Theodore estava de joelhos na entrada de sua casa. O livro sagrado que carregava sob o braço, agora estava caído no chão, aberto em uma página aleatória. A sua frente, dois corpos estendidos. O trinco da porta da entrada estava quebrado. O espelho da consciência de Theo quebrou no mesmo instante em que sua mente processou a imagem.

Sua esposa e seu filho mortos na sala. Suas roupas estavam rasgadas com marcas de faca. De resto, o apartamento estava intacto.

Do quarteirão vizinho foi possível ouvir um grito... não. Aquele som não chegava a ser um grito de dor e desespero. Aquele era um urro animal.
***

Algo que me chamava. Sentia que alguém havia se rendido e abdicado da vida. Aquele som que representava a materialização do desespero foi meu norte. Vaguei observando o estado da humanidade, matando a saudades e diminuindo a esperança daquilo que havia ajudado a criar.

Mendigos, prostitutas e bêbados. Todos juntos representando a escória daquela sociedade.

Cheguei em um apartamento velho e pequeno, no segundo andar sobre uma loja qualquer. Me deparei com um homem ajoelhado. Naquele momento fui a sua sombra. Estava logo atrás daquele animal.
***

– Não! Deus! Onde você está?! O que eu fiz para merecer a sua fúria? – gritou o homem para o teto, caindo de lado no chão em posição fetal.

Desesperadamente, Theodore tentou se arrastar em direção aos seus familiares. Mas não tinha força. Ali vomitou, já que não conseguia chorar.

Parecia que seu apartamento era uma caixa fechada e acusticamente isolada. Ou seria somente o estado de apatheia das pessoas. Indiferentes. Aquele era mais um relampejo do inferno na Terra.

Fica impossível chorar toda vez que Deus desaparece.
***

– Deus não existe.

Sussurrei em seu ouvido. Aquelas palavras irromperam na cabeça daquele homem. “É mentira!”, ele gritou para qualquer lado, como se aquela voz anterior viesse da própria mente. “Eu sou devoto a Deus! Eu orei todos os dias da minha vida e... e é assim que ele me recompensa?! Eu sou um homem de Deus! Isso não é justo!”, protestou.  

– Eu sou a prova. Sou a prova da inexistência de Deus e da injustiça da vida.

Disse a verdade. Minha sombra já se projetava sobre aquele corpo no chão. Sentia que nossas insignificâncias se aproximavam, como uma só. Theodore tentou falar algo, mas não conseguiu. Havia desistido. Todas as suas verdades haviam ruído.

– Venha. Eu posso te ajudar.

Foi somente nesse momento que ele olhou para trás e me encarou no olho.      
Acharam que estariam me dando uma rasteira, mas na verdade estavam me dando um chute. Eu já estava no chão. Caído.
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Branca

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Idade : 28

MensagemAssunto: Re: ㅤ۞ Profile. ~   Qua Nov 05, 2014 12:56 am

Demon: The Fallen

• Nome Elohim: Turielith
• Nome Mortal: Angelina Tufte
• Jogador: Mah
• Natureza: Masoquista
• Comportamento: Monstro
• Casa: Algoz
• Facção: Rapinante
• Semblante: Nergal, o Semblante do Espírito
• Conceito: Estudante Diabólica


Atributos

Físicos

- Força: ●●◯◯◯
- Destreza: ●●◯◯◯
- Vigor: ●●◯◯◯


Sociais

- Carisma: ●●●◯◯
- Manipulação: ●●●●◯
- Aparência: ●●●◯◯


Mentais

- Percepção: ●●●◯◯
- Inteligência: ●●●◯◯
- Raciocínio: ●●◯◯◯


• Especializações:

- Manipulação: Convincente.

Habilidades

Talentos

- Prontidão: ●◯◯◯◯
- Esportes: ●◯◯◯◯
- Presciência: ●◯◯◯◯
- Briga: ●◯◯◯◯
- Esquiva: ●◯◯◯◯
- Empatia: ●◯◯◯◯
- Expressão: ●◯◯◯◯
- Intimidação: ●◯◯◯◯
- Intuição: ●●◯◯◯
- Liderança: ◯◯◯◯◯
- Manha: ●◯◯◯◯
- Lábia: ●●◯◯◯


Perícias

- Empatia c/ Animais: ●◯◯◯◯
- Ofícios: ◯◯◯◯◯
- Demolições: ◯◯◯◯◯
- Condução: ◯◯◯◯◯
- Etiqueta: ●◯◯◯◯
- Armas de Fogo: ◯◯◯◯◯
- Armas Brancas: ●◯◯◯◯
- Performance: ●◯◯◯◯
- Segurança: ●◯◯◯◯
- Furtividade: ●●◯◯◯
- Sobrevivência: ●◯◯◯◯
- Tecnologia: ●◯◯◯◯


Conhecimentos

- Instrução: ●◯◯◯◯
- Computador: ●◯◯◯◯
- Finanças: ◯◯◯◯◯
- Investigação: ◯◯◯◯◯
- Direito: ◯◯◯◯◯
- Lingüística: ◯◯◯◯◯
- Medicina: ◯◯◯◯◯
- Ocultismo: ●◯◯◯◯
- Política: ◯◯◯◯◯
- Religião: ●◯◯◯◯
- Pesquisa: ●◯◯◯◯
- Ciência: ◯◯◯◯◯


• Especializações:

Vantagens

Antecedentes

• Legado ●●◯◯◯
• Pacto ●◯◯◯◯
• Seguidores ●●◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯


Doutrinas

• Espírito ●●●◯◯
• Morte ●◯◯◯◯
• Reinos ●◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯


Virtudes

- Consciência: ●●◯◯◯
- Convicção: ●●◯◯◯
- Coragem: ●●◯◯◯



●●●○○○○○○○
■□□□□□□□□□

Tormento
●●●●○○○○○○ | Permanente
○○○○○○○○○○ | Temporário

Força de Vontade
●●●●○○○○○○
□□□□□□□□□□

『Qualidades』

- Concentração |-1 Ponto
-
-
-

『Defeitos』

-
-
-

Forma Apocalíptica

- Detalhes:
Asas de corvo, Caminha Sem deixar rastros, visão espectral, capacidade social acentuada.

- Imagem:

Forma Apocalíptica:
 

Forma Atormentada

- Detalhes:
Manto das Sombras, Aura de pavor, Resistência ao dano e canto dos condenados.

- Imagem:

Forma Atormentada:
 

Descrição do Personagem

- Cabelo: Loiro pálido cor de trigo, comprido
- Cor dos Olhos: De um verde azulado
- Altura: 1,50 m
- Peso: 48 kg
- Idade Real Mortal: 13 anos
- Idade Aparente Mortal: 13 anos
- Data de Nascimento Mortal: 23/08/ 1986
- Data da Possessão: 28/11/1999
- Nacionalidade:. Inglesa
- Cor de Pele: Caucasiana
- Signo: Virgem
- Arte Corporal: Nenhuma
- Imagem do Personagem:


Preludio do Personagem

- Detalhe bem, pois o Prelúdio bom pode conceder bônus dentro do jogo.


O Demônio Residente

Parte 1 - Turielith

 Dos fragmentos que restaram lembro principalmente da beleza que eu me meus irmãos criávamos. Era uma existência tranqüila, de paz e serenidade. Do calor da sombra do Supremo e do despertar da humanidade. Eles eram tão tolos e estúpidos, num amém infinito. Amém, amém, amém. Mas Ele os achava perfeitos e os mimava, nós os mimávamos também a distancia. Eles não nos viam, mas creio que nos sentiam. Então nos mostramos.

 Lembro me pouco do que me motivou a rebelião. Chamam-nos de ceifadores, mas o que ceifávamos não era ruim, era transformação, hoje nos alcunham de algozes. No começo era pelo bem maior, ideal tão tolo quanto o que move os tolos mortais hoje em dia. Querer mais nunca foi o problema, o problema é onde o querer nos leva. Lembro de que eu os observava humildes ao supremo. E do amor que sentíamos, pois aquilo devia ser amor. A palavra que eu uso quando me recordo desses “sentimentos” é a saudade que eu tenho... E a inveja que eu senti depois dos humanos se amando de modo tão carnal e irreal. Então o resto esqueci. Só sinto raiva, ódio, ressentimento. É parte do que me move agora. Fui severamente injustiçada.  Tudo por conta desses intoleráveis “humanos”.

 Que queimem, ardam. Se destrocem em suas guerras infindas. Se prostituam e rolem na própria merda. Que se matem e comam uns aos outros num jantar indigesto. E chorem no escuro orando por uma salvação inexistente. Me chamem de Turielith, faço parte dos Rapinantes, tal qual um urubu carniceiro, porém belo e lustroso.
O abismo talvez tenha me enlouquecido ou despertado.

Agora eu só quero extravasar.

Agora eu quero ver o oco.  

Parte 2 – A boa família Tufte

 A mesa do almoço agradeciam a deus junto a família pelas dádivas recebidas.  Lá se sentava o pai Mark, a esposa Joselyn e os quatro filhos: Julian; o filho mais velho, Emily e Edward; gêmeos e filhos do meio e por fim a mais nova, Angelina. A mãe extremamente católica, leva a família todos os domingos à missa. Os filhos dela eram todos batizados, comungados e crismados. Desde cedo havia aprendido a fúria de Deus ensinada a duras penas pela mãe descendente de irlandeses. Muito piedosa participava dos grupos da igreja e obrigava os filhos a ire junto. O marido aprovava a esposa e todo o seu recato, apesar de pertencer ao anglicanismo e de tudo perdoava a esposa americana e seus hábitos. A casa sempre limpa e arrumada. Nenhum pó sobre os objetos. Família respeitável de classe média do tipo que pode te criticar, a eles não cabia defeito.

Joselyn havia nascido na América, possuía olhos azuis e frios, tão frigidos quanto ela.  Não era feia, mas mantinha os lábios tão apertados que passava por megera. Quando jovem, tinha desejado a liberdade do estilo americano e suspirava apaixonada por um dos garotos da vizinhança, em Salém, no estado de Massachussetts. Apesar da cidade ter sido fundada pelos peregrinos e marcada pela história da caça as bruxas, a família Cahill vivia relativamente bem, na cidade acolhedora e bonita. Apesar de que ela achava o lugar sombrio e sem muitas animações. Com 17 anos teve seu primeiro namorado, um tal John Smith. Ela engravidou e passou pelo trauma de um aborto. Depois disso voltou-se para a religião. Foi então que seu caminho cruzou com o do turista inglês Mark Tufte.

 Mark depois de conseguir seu diploma de Southampton em psicologia, ganhou de presente dos pais uma mini volta ao mundo. Que consistiu em ir para a América. Passou por alguns países da América do sul, depois caribe e por fim EUA. No país resolveu conhecer as cidadezinhas famosas dos livros de história, foi quando em Salém conheceu uma jovem de cabelos louros cor de palha e por ela se apaixonou.  A principio ela relutou e por fim aceitou o moço como marido. Na verdade ela aceitou de cara, mas devia ser difícil. Mantiveram o relacionamento por carta até se casarem u ano depois e Jocelyn se mudar pra a Inglaterra.  Conseguiram uma casa boa num dos subúrbios de Londres e levam uma vida abastada até hoje com os quatro filhos.

 Os filhos são Julian, Emily e Edward e por fim Angelina.  Julian é forte, belo e extremamente simpático, com 22 anos está na universidade cursando medicina. Por influenci da mãe pretende ingressar nos Médicos sem Fronteira, Possui os olhos da mãe e o cabelo negro do pai. Emily tem a personalidade da mãe, controversa e sisuda, o mesmo lábio apertado. Olhos cruéis e cinza. Edward é a versão masculina da gêmea, porem mais gracioso. Ambos estão na faculdade também, cursando respectivamente psicologia e letras – inglês, contando com 20 anos e meio. Já Angelina è a raspa do tacho e a mais diferente de todos os membros da família: É a única que puxou os cabelos da mãe, o loiro no mesmo tom de palha e olhos meigos e claros do pai, num tom verde amarelado, tem 13 anos feitos recentemente.  

Parte 3 – Os olhos meigos de Angelina

 Angelina guiada pela mãe e por pura bondade de espírito sempre foi bastante boazinha. Dessas pessoas que escorrem bondade, fazendo coisas legais e dignas de santo o tempo inteiro. Do tipo que cuida de passarinhos caídos da arvore. E chora ao ver coisas ruins acontecendo. Muito sensível e meiga, sempre querendo ajudar e agradar. Aluna perfeita, tímida e de sorriso fácil. Uma mocinha realmente bonita. Escreve em seu diário suas experiências cotidianas. O cachorro da família Blossom, é seu fiel companheiro, dorme aos seus pés na cama. Angelina tem aulas extracurriculares, pois quer seguir os passos dos irmãos e também entrar numa boa oportunidade. Estuda violoncelo co um afinco de deixar os deds marcados com a corda do instrumento. Sonha com a América e em um dia morar em paris, a cidade escolhida por ela como a mais romântica do mundo. E tem um grande segredo, que esconde por vezes de si: morre de amores por um dos meninos mais velhos da escola.  Por um tempo ela ficou magoada com a irmã, está sempre foi ruim com ela, apesar de todas as tentativas da mocinha de fazer amizade e agradar a mais velha. Mas Emily nunca foi boa com ela, sempre obrigou a irmã a fazer seus afazeres de casa, beliscava e um dia até a fez comer terra. Ainda assim Angelina adorava os irmãos e nutria orgulho deles. Amava o pai, e talvez fosse até a filha favorita dele, apesar dele esconder bem. Amava a mãe apesar dessa se manter distante em suas carolices.

 Todas as vezes que vai a escola e cruza com Malcolm seu coração dispara. Ele tem belos cachos cor de madeira clara e olhos negros grandes e vibrantes. Dentes perfeitos e brancos. Ela suspira as vezes tão alto que sua melhor amiga Dayse a cutuca. Um dia ela vai casar com Malcolm e ter três filhos, já tem até os nomes escolhidos: Lilian, Harry e Sirius. Grande fã de Harry Potter é aficionada em seu herói. Os pais lhe deram de presente no natal luvas e o cachecol com as cores da Lufa-Lufa.  Um dia ela vai pegar na mão do Malcolm e caminhar com ele pela praça e “OMG* beijar os lábios do jovem. Ela cora para si, só de imaginar.

 Um dia, na escola, num dos momentos do intervalo ela cruza os olhos com o de sua paixonite e ele sorri de volta. Foi o dia mais feliz d vida dela, voltou para casa com o coração aos pulos. Era uma mocinha muito bonita e estava crescendo, para se tornar uma bela moça. Seu corpo se desenvolvendo e revelando as formas perfeitas de adolescente, já atraindo a atenção dos garotos. Por vezes recebia bilhetinhos, sempre negava, havia prometido que seu primeiro beijo seria com Malcolm. Seu segundo ou terceiro? Dia mais feliz foi quando seus braços roçaram na saída. Seu próximo dia mais feliz de todos foi quando se falaram. Ela distraída pensando no deveres de geografia esbarrou em alguém e seus livros se espalharam pelo chão. Ele a ajudou a recolher a bagunça.
 Por fim, trocaram palavras e passaram a se esbarrar com mais freqüência. Mas seu dia estupendamente fantástico foi quando ele finalmente tomou coragem, depois de semanas fazendo de tudo pra chegar perto da mocinha e a convidou para u sorvete. Apesar dos três anos de diferença nenhum dos dois pareceu se importar. Como presente de aniversário seus desejos se realizaram e finalmente aconteceu o beijo. Nada podia ser mais perfeito.

 Numa tarde gelada enquanto caminhava sozinha para casa, como fazia todos os dias e distraída, Angelina não percebeu a ameaça que rondava. Um homem a seguia. Um completo estranho. Por azar do destino, ela seria a vitima e a caça. Passando por um beco solitário, após errar uma entrada de rua o homem a agarrou:

- Que bela franguinha heim? – Seu hálito tinha um cheiro forte de álcool. Sua barba mal feita roçava a pele do rosto da menina. – Não tente gritar querida, meu benzinho, ninguém vai te salvar. Faz tanto tempo que eu não pego numa mocinha bonita como você. Essa pele de seda, oh que bonitinha. Que cabelo cheiroso e bonito. Titio adora isso, esse cheirinho de bebê. Titio está muito triste, queria um pouco de consolo dessa menininha bonita. Dá um beijo no tio?

 Angelina queria gritar, correr, mas o homem era forte, muito mais forte que ela e mais alto. Ela tentou esmurrar, chutar, ele bateu no rosto dela com força. Gritava sem parar, depois parava. Agredindo Angelina sem parar e se tornou extremamente violento num piscar de olhos. Ela passava as mãos sujas pelo corpo da garota, que mal conseguia chorar. Ele estava sujo, tinha cheiro de álcool e cigarros. Seu cabelo estava ensebado e embaraçado.

 O homem não parecia um mendigo, apesar de estar todo “ferrado” o tecido era de boa qualidade e o sapato não estava gasto, só sujo. Sua boca era áspera e alguns dentes tortos. Jogou seu corpo sobre o dela, roçou a mão entre as pernas da menina, rasgou sua roupa intima e a magoou. Ela quase sufocou com a dor que se apossou dela. O homem falava obscenidades, praguejava, a insultava com nomes que ela nunca tinha ouvido. Queria que aquilo acabasse, desejou morrer. A garganta sufocava os gritos de terror e agonia. Aquilo pareceu durar horas, dias, uma eternidade. Por fim ele arquejou, se levantou e fechou o zíper.

- A vadiazinha era virgem? Agora não é mais. O titio aqui fez um trabalho bem feito. Tá sangrando que nem uma porquinha antes de virar bacon. RARARARA. Que bucetinha mais linda, cheia de pelos loirinhos. Pena que ta parecendo agora toda fodidazinha que nem um peru de natal? – Enquanto dizia isso se abaixou para admirar a nudez da menina.

 Ele virou de canto e cuspiu.

- Tá chorando? Engole esse choro, te fiz um favor. Todas vocês são umas vadias fodidas. No final nos traem, nos magoam, levam o nosso dinheiro no divórcio!!!!
Agora ele parecia transtornado, gritava para as paredes, mas ninguém apareceu.

- Você é igual as outras. Sua vagabunda.

 Ele a chutou no estomago.

- Todas vocês merecem morrer! – disse isso quase como um sussurro.

 Se abaixou e num último acesso de violência, começou a estrangular a moça. Tudo o que ela conseguia sentir era a dor maior do chute que levou no estômago. Tentou lutar uma ultima vez e o máximo que conseguiu foi arrancar uns tufos de cabelo do homem. Mas ele não parava de enforcá-la. Num ultimo suspiro engasgado e pela primeira vez na vida ela desejava a morte. E não era a sua, era a morte do seu agressor. Não pensou no céu, nem nas coisas boas do paraíso prometido, pensou em vê-lo empalado num mastro de bandeira. Por fim caiu num sono próximo de morte. Sucumbiu devastada.

Parte 3 - I'm a bitch, I'm a tease

 Eu abri meus olhos em um corpo novo. Mas estava caída em um beco sujo, com um cheiro desagradável de lixo e merda. Meu corpo parecia avariado, dava pra sentir a viscosidade de algo que havia escorrido. Tinha cheiro de sangue seco. Meu cabelo despenteado. Tem tantas emoções nesse corpo, Dor, raiva, medo e no fundo amor. Me levanto, finalmente. Liberdade, como era bom estar “vivo”. Gargalho alto.

 Então noto a figura que já estava no fim da ruela. Caminhava trôpego e assustado. Ele parou ao ouvir a gargalhada e se virou. Fez uma cara de pavor deliciosamente engraçada. E gritou. Caminho em sua direção, ele estava totalmente paralisado, olhos esbugalhados. Seu cheiro era horrível. No eu a humanidade se transformou? Nesse monte de lixo? Chego perto dele até quase encostar, perto, muito perto.

- O que foi querido? Não gostou da minha aparência? – Sentimentos controversos emanam do corpo, raiva transborda. – Não pareço mais um porco ou o seu peru de natal?

- Mas –s-s-s você não estava respirando?!!!

- Eu nunca respirei tanto nessa vida... Quem não vai respirar mais é você, benzinho.

 Reparo numa garrafa de vidro quebrada no chão. Com tal rapidez sobrenatural pego a garrafa e enfio sem dó na garganta dele.

- Acho que quem não respira mais é você, querido. Mas não se preocupe. Sua alma agora é toda minha. RARARARARARA.

***

Nessa mesma noite consegui meu primeiro pacto: uma testemunha dos atos que se passaram, que consegui persuadir. Seu nome era Stuart Smith, se tornou morador de rua após se envolver com uso de drogas. Perdeu a familia e vive mendigando comida nas ruas e becos de Londres. Foi um pacto tocante e divertido. Por um segundo... não sei. Talvez Angelina estivesse me fazendo repensar.

Como estava machucada e com roupas em estado lamentável, corri até a casa da amiga Dayse. A jovem sempre estava só, filha de pai viúvo, ele trabalhava até tarde pra dar conforto para ela. Contei o que houve, era uma necessidade do corpo falar e se abrir com alguém, chorar, se limpar. Dayse sempre aproveitara que ficava a maior parte sozinha em casa para se envolver em um projeto de banda de garagem que ela tinha. Eram três componentes: Dayse, Mischa e Clyde. Clyde era mais velho e irmão de Mischa e trabalhava como enfermeiro. Não era um médico, mas era o que podíamos fazer. Ela quis me levar a um hospital, mas eu senti que a vergonha por Angelina, não me deixaria expor a situação. Eu não poderia faze-la passar pela humilhação. Dayse me convenceu  procurar Clyde, ela sabia algum a espécie de segredo dele, ele não contaria a ninguém e manteria isso entre nós. Com a ajuda dos dois consegui e limpar e suavizar as dores que o corpo ainda sentia. Os mortais eram tão frágeis e incapacitados. Naquele momento o que importava era sanar a dor dele, cuidar dele, acalenta-lo. Clyde conseguiu remédios e com sua ajuda um médico chegado dele *aparentemente os dois tinham algum tipo de relacionamento* fez um exame no meu corpo.

 A tempo foi possível medicar e fazer alguns exames em segredo. O corpo se recuperaria, Angelina teve em parte sua vingança e eu iria saciá-la. Alguns dias depois soubemos que o único dano provocado pelo malfeitor havia sido a virgindade tomada a força. Saiu nos jornais a notícia de que um empresário havia sido achado morto em um beco. Ele passava por uma crise financeira, em parte motivado pelo divórcio repentino. O homem andava alcoolizado nos últimos tempos, mas nada que justifique seus atos malditos.

 Não acharam o assassino.
 Não havia testemunhas.
 O caso foi encerrado.


Última edição por Turielith em Seg Jan 05, 2015 9:52 pm, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ㅤ۞ Profile. ~   Qua Nov 05, 2014 11:12 am

• Nome Elohim: Thaniel
• Nome Mortal: Taylor O'Neil
• Jogador: Thanatos
• Natureza: Excêntrico
• Comportamento: Bon Vivant
• Casa: Profanador
• Facção: Faustiano
• Semblante: Mammetum, o Semblante das Transformações
• Conceito: Marginal


Atributos

Físicos

- Força: ●●◯◯◯
- Destreza: ●●◯◯◯
- Vigor: ●●◯◯◯


Sociais

- Carisma: ●●◯◯◯
- Manipulação: ●●●●◯
- Aparência: ●●●●◯


Mentais

- Percepção: ●●◯◯◯
- Inteligência: ●●●◯◯
- Raciocínio: ●●●◯◯


• Especializações:
Manipulação: Sedutor


Habilidades

Talentos

- Prontidão: ●●●
- Esportes: ◯◯◯◯◯
- Presciência: ●◯◯◯◯
- Briga: ●●◯◯◯
- Esquiva: ●◯◯◯◯
- Empatia: ●●●
- Expressão: ◯◯◯◯◯
- Intimidação: ●◯◯◯◯
- Intuição: ◯◯◯◯◯
- Liderança: ◯◯◯◯◯
- Manha: ●◯◯◯◯
- Lábia: ●◯◯◯◯


Perícias

- Empatia c/ Animais: ◯◯◯◯◯
- Ofícios: ◯◯◯◯◯
- Demolições: ◯◯◯◯◯
- Condução: ●●◯◯◯
- Etiqueta: ◯◯◯◯◯
- Armas de Fogo: ◯◯◯◯◯
- Armas Brancas: ●◯◯◯◯
- Performance: ●●◯◯◯
- Segurança: ◯◯◯◯◯
- Furtividade: ◯◯◯◯◯
- Sobrevivência: ◯◯◯◯◯
- Tecnologia: ◯◯◯◯◯


Conhecimentos

- Instrução: ●●◯◯◯
- Computador: ◯◯◯◯◯
- Finanças: ◯◯◯◯◯
- Investigação: ◯◯◯◯◯
- Direito: ◯◯◯◯◯
- Lingüística: ◯◯◯◯◯
- Medicina: ●●●
- Ocultismo: ◯◯◯◯◯
- Política: ●●◯◯◯
- Religião: ●●◯◯◯
- Pesquisa: ◯◯◯◯◯
- Ciência: ◯◯◯◯◯


• Especializações:
Prontidão: Objetos Ocultos
Empatia: Personalidades
Medicina: Cirurgia


Vantagens

Antecedentes

• Legado ●●●◯◯
• Pactos ●●◯◯◯
• Celebridade ●●●◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯


Doutrinas

• Transfiguração ●●●◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯
• -/- ◯◯◯◯◯


Virtudes

- Consciência: ●◯◯◯◯
- Convicção: ●●●◯◯
- Coragem: ●●◯◯◯



●●●○○○○○○
□□□□□□□□□□

Tormento
●●●○○○○○○○ | Permanente
○○○○○○○○○○ | Temporário

Força de Vontade
●●●●●○○○○○
□□□□□□□□□□

『Qualidades』

-
-
-
-

『Defeitos』

-
-
-

Forma Apocalíptica

- Detalhes:

1. Empatia Acentuada
2. Sem Reflexo
3. Sem Deixar Rastros
4. Destreza Aprimorada

- Imagem:

Forma Apocalíptica:
 

Forma Atormentada

- Detalhes:

1. Garras/Dentes
2. Iniciativa Aprimorada
3. Peçonha
a. a baba da mordida é tóxica
4. Ações Adicionais


- Imagem:

Forma Atormentada:
 

Descrição do Personagem

- Cabelo: Ruivo e curto
- Cor dos Olhos: Azul acinzentado
- Altura: 1,82
- Peso: 61
- Idade Real Mortal: 25
- Idade Aparente Mortal: 21
- Data de Nascimento Mortal: 18/04/1974
- Data da Possessão: 05/12/1999
- Nacionalidade: Irlandês
- Cor de Pele: Caucasiana
- Signo: Áries
- Arte Corporal: Piercings transversais; Spikes ao longo da coluna, Tatuagens sensuais nos quedris, púbis e pernas.
- Imagem do Personagem:



Preludio do Personagem


A Matéria

Depois da escuridão e estase perenes, o caos da tempestade era bem vindo e assustador, aliviante e terrível. Caminhar ali seria comparável, para a limitada mente humana, a andar firme em meio a um furacão que levanta prédios pequenos, apenas o desejo de retornar ao mundo me mantinha ali, em busca de algo, alguma âncora, carne.
E as lembranças da carne eram tão doces...
***

Os preparativos tinham terminado, os exércitos marchavam para a batalha. Não era mais uma batalha em camadas, era a violência crua de ferro, carne e osso. Os humanos seriam cuidados por atrozes, mas para os anjos, caídos ou não, a morte era o fim derradeiro e todos tinham isso em suas mentes. Isso dava a Thaniel um propósito mais focado, uma vontade inabalável e a sensação confortável de que o fim daquela batalha seria o fim do exílio, de uma maneira ou de outra.

A sensação de cumprir com o propósito divino nunca o abandonara até então. Ele sabia que seu amor pela humanidade era o que Ele queria. As ordens foram claras, uma deveria ser desobedecida, ele nunca vira razão em se esconder dos Homens, sabia que Deus era sábio e tinha seus planos, mas diante da impossibilidade de respeitar as duas, Thaniel escolheu a que sempre lhe pareceu mais pura, mais motivada, pois SABIA que Deus previra o momento da escolha e que a escolha que ele tomasse, era a que Ele, o Altíssimo, desejara. Ele não era um rebelde, lutava a boa luta, seguia o Primeiro dos Elohim, os rebeldes estavam do outro lado, junto a Miguel, e seriam punidos por suas transgressões e pela audácia de tomar o posto de Lúcifer.
***

A tempestade fustigava ao redor do anjo caído. A movimentação, difícil e lenta o levava em direção a algo, forte. Algo decididamente divino. Estava ele caminhando em direção ao perdão ou a um último relance de um Deus irado e pronto para findar o castigo com desprezo e decepção após eras de exílio? Seja o que fosse, era seu destino caminhar para aquilo, e Thaniel ia resoluto.
***

Aqueles logo abaixo de Lúcifer foram à frente. Thaniel, um soldado de meio posto das Legiões lutava de maneira selvagem junto a outros Lammasu e Rabisu. Ele estava na Legião Carmesim, comandado ao longe pela própria Estrela da Manhã, e isso dava orgulho a sua ira. Ele desmembrava anjos enviando-os para o oblívio, esquecendo seu amor para com seus irmãos de antes da queda, se entregando ao amor pela carne da prole de Adão e Eva.
***

A fonta divina estava próxima, ao alcance de alguns poucos passos. O caos da tempestade abrandava para revelar uma forma frágil, humana, horrenda! Como poderia achar que aquilo emanava divindade? Mas ainda estava lá, mais fraca a cada momento, mas a indubitável assinatura do Altíssimo. Aquilo era de origem divina e mais brilhante do que Thaniel se lembrava.
Simbionte

Observar aquilo, aquela... pessoa. Enojava Thaniel. Deus criara o homem e a mulher, aquilo era ambos e nenhum dos dois. Era algo... diferente. Claramente havia nascido homem, mas os cabelos, os trajes, as formas, mesmo tendo visto a humanidade apenas em castigos e em almas despidas, Thaniel havia tido contato com eles durante a Idade da Ira, sabia o que tornava um homem um homem e uma mulher uma mulher. Não era apenas cultural, aquela ser permitira que lhe alterassem carne e osso para mudar. Mas sangrava, indefeso (indefesa?). Ainda era prole de Adão e Eva, não? Mas como amar aquela coisa?
***

Taylor O'Neil sabia que era uma mulher desde muito cedo. Ela se lembra de gostar de se maquiar, usar as roupas da mãe e gostar de "coisas de menina" desde pelo menos seus doze anos de idade. Mas os pais e tios não aprovavam aquele comportamento. "Honre o que você tem no meio das pernas, rapaz!" Como se aquele apêndice flácido definisse toda a sua identidade. Com a vinda da puberdade as coisas ficaram ainda mais complicadas. Sem um modelo claro, ele sabia que meninas gostavam de meninos, mas ele não podia deixar de sentir atração pelos seios e quadris de suas colegas. Ainda assim, havia algo na barba dos colegas que o excitava tanto quanto. Mas aqueles pensamentos, somado aos demais deviam ser corrigidos. Ele falou deles com sua psicóloga. Ela tentou, de verdade, curá-lo. Fazer dele um menino puro, sem esses desvirtuamentos, mas Taylor não podia deixar de sentir o que sentia. Ele experimentou, com colegas de ambos os sexos. Quando o resto da escola soube, se tornou um excluído, mas não por muito tempo. O diretor do colégio cristão não poderia permitir aquela depravação. Expulso da escola, ele eventualmente foi expulso da família também, por conselho do Padre Ashby. Ele era um menino mal, não tinha mais conserto, que a família evitasse a contaminação.
***

Thaniel amou Taylor como amara os humanos outrora, espírito em carne. Ele sugeriu à figura moribunda sua presença, seu esplendor angelical, dizendo-lhe palavras de conforto, que o que quer que o levara àquele estado não precisava ser o fim. Não foi muito difícil barganhar pela morada. E dentro dele a tempestade sumira de vez. E havia alo de verdadeiramente divino ali, Thaniel, no corpo de Taylor, chorou em vergonha, alívio, perdão, raiva e compreensão.
***

As vidas nas ruas nunca foram gentis. Ele vendia o corpo para mudar o corpo. Usava o dinheiro para se alimentar (muito pouco, menos do que deveria), mas principalmente para mudar aquela prisão. Conseguiu silicone para seios volumosos, doses mensais de estrogênio, maquiagem pesada. Recentemente conseguira até, de um sugar daddy frequente, passagem para Tailândia e cirurgia relâmpago para a transformação. Ele estudara para ver como funcionaria com um amante médico, perdera o apêndice inútil e agora tinha uma vagina. Uma boceta linda e toda sua para usar. Mas é claro que na Irlanda isso não ia passar batido, portanto ele se mudara, junto de seu patrocinador querido, para Londres. Mas quando extremista muçulmanos viram um membro do parlamento com um transsexual pós-op, não puderam achar espaço em seus corações fundamentalistas para perdoar e mataram a ambos a pancadas em um beco escuro de Harrow. Foi então que ele teve uma segunda chance.
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Danto

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MensagemAssunto: Re: ㅤ۞ Profile. ~   Sex Nov 14, 2014 4:17 am

Demon: The Fallen

• Nome Elohim: Azrael
• Nome Mortal: Stephen Bennett
• Jogador: Danto
• Natureza: Autocrata
• Comportamento: Caçador de Emoções
• Casa: Algoz (Halaku)
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• Semblante: Namtar, o semblante da morte
• Conceito:Soldado


Atributos

Físicos

- Força: ◘◘◘◘
- Destreza: ◘◘◘
- Vigor: ◘◘◘


Sociais

- Carisma: ◘◘
- Manipulação: ◘◘
- Aparência: ◘◘


Mentais

- Percepção: ◘◘◘
- Inteligência: ◘◘
- Raciocínio: ◘◘◘


• Especializações: 

Habilidades

Talentos』 

- Prontidão:◘◘◘
- Esportes: ◘◘
- Presciência: ◘◘
- Briga: ◘◘◘
- Esquiva: ◘◘
- Empatia:
- Expressão:
- Intimidação:
- Intuição:
- Liderança: ◘◘
- Manha:
- Lábia:


Perícias』 

- Empatia c/ Animais:
- Ofícios:
- Demolições:
- Condução: ◘◘
- Etiqueta:
- Armas de Fogo: ◘◘◘
- Armas Brancas: ◘
- Performance:
- Segurança:
- Furtividade: ◘◘
- Sobrevivência: ◘
- Tecnologia:


Conhecimentos

- Instrução: ◘
- Computador:
- Finanças:
- Investigação:
- Direito:
- Lingüística:
- Medicina: ◘◘
- Ocultismo:◘◘
- Política:
- Religião:
- Pesquisa:
- Ciência:


• Especializações: 

Vantagens

Antecedentes』 
Legado ◘◘◘
Celebridade ◘◘◘◘
Recursos ◘◘
Modelo ◘◘

Doutrinas』 
Doutrina da Morte ◘◘◘◘ (Fundamental)


Virtudes

- Consciência: ◘
- Convicção: ◘◘
- Coragem: ◘◘◘



●●●○○○○○○○
□□□□□□□□□□

Tormento
●●●●○○○○○○ | Permanente
○○○○○○○○○○ | Temporário

Força de Vontade
●●●●●○○○○○
□□□□□□□□□□

『Qualidades』

-
-
-
-

『Defeitos』

-
-
-

Forma Apocalíptica
Assas, Iniciativa Aprimorada, Sem Deixar Rastros, Sem Reflexo.
- Detalhes:
- Imagem:

Spoiler:
 
Forma Atormentada
Manto das Sombras, Nas Garras da Morte, Aura Entrópica, Resistência ao Dano.
- Detalhes:
- Imagem:

Spoiler:
 
Descrição do Personagem

- Cabelo:
- Cor dos Olhos: Azuis
- Altura: 1,85m
- Peso: 82 kg
- Idade Real Mortal: 40
- Idade Aparente Mortal: 44
- Data de Nascimento Mortal: 19/08/1959
- Data da Possessão: 25/12/1995
- Nacionalidade: Inglesa
- Cor de Pele: Branca
- Signo: Leão
- Arte Corporal: Nenhuma
- Imagem do Personagem:


-Imagem de suas irmãs:
Julie, neuro-cirurgiã, 32 anos.

(Atriz: Carey Mulligan)
Diana, ancora de tv, 35 anos.

(*Atriz: Alice Eve)
Preludio do Personagem

Antes de tudo que nós sabemos acontecer aconteceu uma reunião para decidir se nos levantaríamos ou não, os mais nobres estavam presentes e seus conflitos e indecisões não traria resultados, por fim, a Estrela da Manhã adentrou a reunião e disse:
"- Ele é indiferente. Nem a voz de todos os anjos em coro conseguiria abalar a decisão do Senhor das Alturas. Podemos mover os planetas em suas esferas, transformar montanhas em desfiladeiros e oceanos em areia... Mas não podemos mudar uma letra sequer do que está escrito no coração do criador”.
Eu não estava presente em tal reunião, na época não sabia que a mesma ocorria e acredito que nenhum daqueles lá reunidos sabiam da minha existência. O fato é que antes da Ira eu não era nada além do que eu deveria ser, preocupava-me apenas com minhas obrigações e respeitava todas as leis. Minha obediência foi quebrada quando um dos meus irmãos de casta me perguntou: “Você consegue simples ignorar a forma com que os humanos tratam a morte? Porque essa tristeza?”... Esse meu companheiro de casta cujo nome pouco importa neste momento, se afiliou rapidamente aos anjos que desceram até os humanos. Eu relutei muito e não foi por covardia ou por medo de punições, apenas não me importava com o que estava acontecendo, afinal eu tinha um trabalho a fazer para manter o equilíbrio. Mas algo aconteceu, o sangue de um humano jorrou e tingiu de vermelho seu assassino... Algo intolerável! Quem são esses humanos que ignoram a benção da vida e resolve por si dar fim a ela? Como eles poderiam ser tão ignorantes ao ponto de não entender nenhuma única parte do que é a morte? Ah... Lembro de sentir um ódio tão gigantesco crescer dentro do meu peito que quando me dei conta, estava ao lado dos revoltosos, acusando o criador de ser um completo retardado e incompetente. Talvez eu tenha exagerado em alguns aspectos, mas eu abracei a causa, os humanos precisavam ser ensinados para que tal brutalidade jamais acontecesse... Oh como fui inocente, não era com os humanos que eu precisa me preocupar, mas sim com os mais nobres anjos que me lideravam naquela época. Afinal, eles aprenderam com aquele humano a pecar e logo vi diante meus olhos anjos matando anjos, uma verdadeira guerra.
E é por isso que cito sempre a frase que a Estrela da Manhã disse naquela reunião no começo de toda a revolução, porque o criador não impediu que suas criações se destristecem? Os ceifadores não foram feitos para colocar fim nas vidas de Anjos, o que aconteceriam então com os mortos da guerra? Eram perguntas de mais que eram respondidas com ausência e indiferença, nunca fui conhecido por ser uma criatura sábia ou culta, minha confusão me fez cair em uma nuvem de confusão que ao final me conduziu ferozmente por toda a batalha. Quer saber para qual lado eu lutei? Lutei junto com os pecadores e matei incontáveis anjos sem nenhum remorso. Era notável o quão amadores eram os das outras castas quando a questão envolvia a morte, até mesmo mesmo companheiros de casta não eram tão versados em “matar”. Eu sempre a pratiquei com louvor e só continuei a praticar, mas agora os alvos eram os Malhirins!
E foi assim o começo das histórias em torno do meu nome, Azrael o flagelo, Azrael a morte negra... E vários outros nomes interessantes começaram a ser dados a mim. Com uma certa razão, me tornei um arauto de Estrela da Manhã, marchava diante os exércitos dos céus com minha foice em mãos e nunca parava de degolar e mutilar os meus inimigos. E mesmo quando eu não concordei com a atitude de nos tornamos servos dos humanos, eu continuava a matar qualquer um que fosse considerado inimigo. Ainda tenho recordações da Estrela da Manhã reconhecendo meus serviços, recordo-me de vários companheiros de batalha olhando para mim como um exemplo, um líder no campo de batalha. E me lembro com perfeição que eu não parava um segundo se quer para refletir sobre o que acontecia... Assim, mais uma vez, quando fui capaz de ver ao meu redor era tarde mais e havíamos perdido tudo!
Eu não senti mais nenhuma raiva, nenhuma indignação... Senti-me envergonhado por ser um arauto de uma causa perdida. Do que adiantava a minha força e minhas habilidades se nosso líder fora traído? Do que adiantava eu ser a lenda que era se não havia porque continuar lutando? Nosso líder falhou, nosso criador falhou, meus irmãos falharam... E os humanos?! Se corromperam em níveis assustadores. E assim eu fui banido junto com meus companheiros de guerra para o abismo mais profundo, sem retorno, sem esperança, sem nenhuma liderança. E o que eu fiz? Cai, levantei-me e coloquei-me a andar para nunca mais retornar. E sinceramente... Queria que assim fosse para sempre.
---
Stephen Aaron Bennett, nasceu em 1959. Filho de um pai inglês e uma mãe irlandesa, seus cabelos ruivos foram herdados de sua mãe e sua tendência destrutiva veio de seu próprio pai. Seus pais ainda tiveram mais duas filhas, ambas nasceram com a mesma aparência que o pai e a personalidade calma e centrada da mãe. Garotas de Sorte. Antes de começar a contar sobre Stephen, é bom mencionar algumas façanhas de seu pai, um típico inglês de Woolwich (sudeste Londres) e famoso por seu fanatismo pelo clube local, o Arsenal. Passou a adolescência inteira como um hooligan e a terminou como funcionário de uma metalúrgica, as crises de violência dele eram diárias, as prisões por agressões semanais e as crises de alcoolismo quinzenais. Por fim, o homem problemático conheceu sua esposa e por ela se forçou a mudar, assumir responsabilidades e ser um homem melhor, um pai. Mas é como dizem, todos os pecados dos pais recaem sobre o primeiro filho...
Stephen nasceu com a bandeira do time de seu pai pregada no berço e ainda quando criança frequentava os jogos vestido como um verdadeiro gunner. Os primeiros problemas com Stephen começaram quando o mesmo completou seus treze anos e um dia após seu aniversário, o jovem foi preso em um pub por agressão e porte ilegal de arma. Forçado então a passar um ano no reformatório, o jovem voltou ainda mais violento e inconstante... Mas no fundo, Stephen era um bom garoto, ele só gostava de “testar seus limites” em qualquer ocasião que lhe aparecesse. A fama de “bad boy” o fez conquistar várias namoradas durante seus 15-17 anos. E apesar do fanatismo do pai, Stephen só ia aos estádios porque gostava da sensação de correr dos hooligans adversários ou até mesmo enfrentá-los, ele pouco se importava com o resultado. Fugir dos cavalos dos policiais era muito mais divertido no fim das contas do que se preocupar com um bando de demente correndo atrás de uma bola...
Ao completar 18 anos Stephen se alistou no exército sob a ideia mirabolante de “acabar com o comunismo”. O jovem impulsivo e problemático, cheio de namoradas e ansioso por novas emoções se envolvia bastante com a cultura norte-americana, envolvia-se tanto que alistou-se no exército para enfrentar os malditos russos e seu comunismo venenoso. É aqui que esta o grande fator de mudança na história do jovem inglês, servindo ao exército britânico durante anos a finco, ele veio a subir ao cargo de Capitão e assim ele se manteve longe de sua família e de todos aqueles que ele havia conhecido em sua juventude.
Dentro do exército, o garoto problemático se transformou em uma força incomum dentro de seu quartel, uma figura de liderança e referência. E foi durante a década de 80, mais precisamente em 88 que o jovem Stephen conheceu sua esposa: Kate. Kate na época era uma médica que prestava serviços militares, os dois se casaram em 1990 e tudo indicava que o futuro de Stephen seria idêntico ao de seu pai. Mas algo acontecia em terras distantes, uma guerra estava prestes a explodir e Stephen estaria na linha de frente das tropas que invadiram o Iraque na chamada Guerra do Golfo. Foram sete meses e o resultado foi vitorioso. Mas Stephen entrou no campo de batalha com seu rifle em mãos e se transformou em uma máquina de matar, um verdadeiro monstro que não possuía nenhuma pena de atirar em crianças, mulheres, idosos, civis ou qualquer coisa. Ele se sentia profundamente hipnotizado pelo poder de tirar a vida daqueles selvagens, era um caça aos olhos daquele capitão britânico... Mas toda guerra tem seu fim e todos aqueles que nela lutaram morrem de alguma maneira.
Stephen retornou a Inglaterra, na época o mesmo morava junto com sua esposa na área norte de Londres. E para sua surpresa, sua esposa esperava um filho. Mas o capitão britânico não conseguia sentir-se feliz, ele não conseguia sentir nada e foi nessa ausência que seu comportamento destrutivo voltou. A começar pela dispensa temporária do exército por “sintomas de transtorno pós-traumático”, forçado a ficar em casa o homem não se encontrava “preso” e suas reações violentas começaram com discussões com sua esposa, elevaram-se ao retorno do mesmo aos hooliganismo do time do seu pai, suas idas aos pubs aumentaram e ele pouco se importava com a criação de seu filho ou com sua esposa. Não demorou para que as drogas e mulheres/prostitutas entrassem nessa equação e Stephen evoluiu para uma bomba relógio... Em 1994 um ataque de fúria/bebado/drogado, Stephen agrediu sua esposa e seu filho com uma força desproporcional, quebrando a face de Kate em vários lugares diferente e quebrando o braço de seu próprio filho, que na época tinha apenas 3 anos e não foi capaz de sobreviver aos golpes desferidos por seu pai em seu corpo frágil. Kate entrou com divórcio e fez de tudo para ver o pai de seu filho atrás das grades... Mas prender um militar não é assim tão fácil, o resultado de tudo foi: Kate conseguiu o divórcio e uma pensão generosa, Stephen foi diagnosticado como portador de uma síndrome “de soldados” que nunca retornavam para suas casas no sentido emocional e psicológico. Enfim, internado em uma clinica de reabilitação e depois novamente internado em um hospício militar, Stephen recebeu alta e pode finalmente voltar a sua casa...
Em seu período de “reclusão”, o homem pode tomar consciência do que havia causado a si mesmo e a sua família. A culpa pela morte de seu próprio filho o devorou e o ódio de Kate o fazia um homem depressivo e com fortes tendencias suicidas. Mas havia alguém lá para cuidar dele, sua irmã mais nova, Julie que havia se formado em neurociência e especializado em psicologia, ela sempre foi a mente brilhante da família e quando mais nova admirava profundamente seu irmão que era capaz de destruir o mundo para mantê-la a salvo. E é aqui que o grande pecado de sua mãe finalmente faria efeito...
Permita-me um pequeno contorno nessa história para contar sobre a mãe do humano ao qual eu escolhi para ser meu “hospedeiro”. Ela casou-se com seu esposo já gravida de Stephan, ela era perdidamente apaixonada por seu irmão e sempre que o visitava os dois trepavam mais do que coelhos no cio. Esse pecado nunca foi revelado a nenhum dos filhos, Stephen veio a descobrir tal informação quando o mesmo completou 30 e tantos anos e sua mãe lhe contara tal drama em seu leito de morte (morra de câncer de pulmão por fumar compulsivamente). Retorando a história, Stephan recebeu alta e foi acolhido por sua irmã mais nova na casa em que ela possuía junto com a sua irmã mais velha, Diana... Assim, Stephen voltou a morar com suas irmãs. Diana não era tão brilhante quanto Julie e por isso mesmo vivia as custas de sua irmã, sempre belíssima e vibrante como uma diva... Diana tentava a sorte como atriz, tentava sem muito sucesso. Enfim, o resumo da ópera é: o pecado bateu a porte de Stephen que por impulso acabou por se deitar com suas duas irmãs, com uma certa frequência, tamanha era a frequência que ele apenas substituiu o vício de drogas pelo vício sexual e no natal de 95 ele finalmente teve um lapso de consciência, um lapso fortíssimo que lhe fez abrir os olhos para o que ele havia se tornado. Decidido ele subiu as escadas em meio a janta de natal com suas irmãs, seu pai e todos seus primos e sobrinhos, trancou-se em seu quarto e enforcou-se.
---
E foi assim que eu pude caminhar por essa terra sem deus e sem esperança... Eu me mantinha longe dos outros caídos, adorava o esquecimento, me fazia pensar profundam nas minhas ações e o quão distante eu fui da minha primordial missão no mundo. Eu havia perdido o controle da situação e nunca poderia permitir que isso acontecesse novamente, mas exista um pequenino problema chamado “abismo” que me prendia para toda a eternidade, logo, eu NUNCA teria uma chance de “não permitir”... Uma merda não? Pois é... Eu reuni todas as minhas forças restantes para sumir dentro do abismo, me aprofundei tanto e tanto que me tornei uma história ameaçadora ou talvez, para me transformar em uma “peça fundamental” para as causas que se formavam nessa nova forma de existir, sim, uma nova forma de existir pois o abismo rachou e vários caídos escaparam e se abrigaram entre os humanos. Eu estava sozinho nessa época, em meu canto escuro e perdido em meus pensamentos e sofrendo a cada segundo pelo sangue que havia derramado, pelas vidas que havia ceifado... Mas tudo rachou, não compreendi o que acontecia, mas eu fui banido da minha tortura interna, da minha prisão, da minha eterna solidão e dos meus arrependimentos. E meu primeiro segundo no “novo mundo” foi dentro do quarto de um humano do sexo masculino, de cabelos ruivos e com uma corda pendurada no pescoço, seus olhos estavam esbugalhados e brancos, sua boca aberta babava muito e seus pés estavam se movendo lentamente. Eu sabia que ele não tinha mais do que dois minutos de vida dentro de seu corpo e eu não tinha como permanecer naquele novo mundo sem uma “ajudinha”. E assim se resume a cena: Eu entrei no corpo dele e nossas almas se “uniram”, não sei se é assim que eu posso definir, mas a verdade é que somos dois dentro de um único corpo e Stephen me parece verdadeiramente feliz, mas eu não posso dizer que estou tão feliz assim, afinal, as tendencias impulsivas dele ainda gritam dentro desse corpo e vez ou outra eu me vejo fazendo algo que jamais faria, algo que só Stephen faria...
Os anos se passaram, a família dele nunca soube que o mesmo tentou se matar na ceia de natal, algo que eu considero positivo. E durante esses anos eu me preocupei em uma única coisa: Construir novamente uma vida para o humano que me permitiu essa nova oportunidade, voltei aos poucos ao exército e hoje encontro-me com o posto de Tenente Coronel do exército britânico, com as honras de ser um veterano de guerra e sem nenhuma possibilidade de ir novamente para o campo de batalha, nossa principal função é a de coordenação tática das tropas ou seja, ficamos sentados em frente a um computador e damos ordens. Legal não?
Voltei a morar no norte de Londres, em um apartamento pequeno de três quartos, sendo que um deles eu transformei em meu escritório, o segundo é para visitas e o “maior” é onde estabeleci meu quarto. O apartamento tem uma sala/cozinha e as coisas vão bem... Sobre as irmãs, bem, a relação ainda é estranha. Julie se casou e Diana hoje é ancora do telejornal esportivo mais famoso de Londres, e mesmo com o passar dos anos, Diana ainda não resiste a Stephen e eu vez ou outra me vejo obrigado a controlar a vontade do homem em possuir sua irmã. Em relação a Julie a situação é diferente, mais velada, com apenas dois deslises durante os quatro anos que já se passaram, afinal, ela esta casada a três anos com um cirurgião plástico.
Agora, permita-me sair das histórias mortais e falar sobre os caídos que agora possuem novas facções nesse novo mundo... Eu não me oficializei em nenhuma delas, em nenhuma mesmo! Mas mantenho um carinho especial pelos Conciliadores e pelos Faustianos, me reuni com representantes de todas, essas duas me apresentaram maior coerência... Mas no final das coisas, ainda mantenho minha imparcialidade e neutralidade na batalha entre elas e sei que todas elas me desejam como reforço ou como peão.

_________________

I cried tear of love as I,
with sharp things,
sacrificed that which was the frist part of my joy,
my brother.

And the Blood of Abel covered the altar
and smelled sweet as it burned.

But my Father said,
"Cursed are you, Caine,
who killed your brother.
As I was cast out so shall you be."
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