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 ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~

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MensagemAssunto: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Ter Nov 18, 2014 11:34 pm


☥ Londres - Westminster - St. Thomas Hospital. ☥
• 17 de Dezembro de 1999, Sexta-Feira: 19h22min P.M.
• Turielith | Angelina Tufte: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento.



O taxista seguiu o seu rumo bem tranquilo. Quando começa adentrar no distrito de Westminster a bela capital de Londres, realmente é bela e antiga ao mesmo tempo. A Celestial conseguiu ver o famoso Big Ben, a enorme torre que tem o relógio principal da cidade. Podia sentir o aroma que trás o famoso rio Tâmisa a qual o taxista esta passando na lateral do enorme rio e a qual consegue ver famosa Roda do Milênio brilhando e as pessoas se divertindo em passeios pela mesma.

De todas as formas a Caída pensa conforme será a reação de seus pais pela noite. Parece um carma, quando o táxi para de frente ao enorme hospital seu telefone celular toca e era ela, a mãe de Angelina. Talvez já tenha descoberto que a pequenina não tinha ido tomar banho e nem pela casa e agora ? Logo o senhor à frente lhe olha pelo retrovisor e diz:

─ Pequenina, aqui estamos. Vim o mais rápido que pude. Vinte e duas libras deu sua corrida. -

Ela agora sentiu dentro de si um afago corroendo seu corpo e seus sentidos de Algoz. Na região sentiste algo, não precisamente, talvez tenha sido uma Doutrina de um Celestial. Foi bem nas proximidades. Tudo estava certo, aparentemente e será que a Rapinante conseguirá cumprir todos os seus deveres ? Tanto entre sua facção e dentro de casa em nome da hospedeira ? E o celular continua a tocar em sua mão e o homem esperando o dinheiro para destrancar a porta e ela poder esta livre. O táxi esta parado do outro lado da rua, mas tem a visão por completo do hospital. Não lembrava de nome, mas olhando a estrutura do lugar, na mente da casca, ela reconhece e que Julian trabalha ali sim.


St. Thomas Hospital.


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Última edição por Fractius em Sab Dez 20, 2014 12:22 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qua Nov 19, 2014 1:15 pm

Pago o taxista e saio do carro.

- Obrigada moço! - Sorrio de volta.

Respiro fundo e atendo o telefone. Era melhor atender e inventar uma desculpa, quando chegasse em casa daria um jeito.

- Alô? Mãe, tá tudo bem, desculpe ter me esgueirado ao sair de casa, mas é uma emergência, na hora eu só sai de casa e nem me liguei que você se preocuparia. Não adianta gritar e se descabelar, tá tudo bem, eu só tinha que sair de casa, ok? Quando eu chegar em casa eu conto tudo. Tchau.

Desligo o telefone. Se eu levaria uma bronca depois? Mais certo como eu me chamo Turielith. Ela ligaria pro papai e faria escândalo. Mais tarde teríamos uma conversa. Então eu contaria uma verdade qualquer. A melhor mentira sempre vem acompanhada da verdade.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qua Nov 19, 2014 5:02 pm



O taxista agradece contente e diz para a jovem ter cuidado andando assim sozinha na rua. É perigoso até para os adultos. Angelina realmente sabe que é, ela lembra do perrengue que desfrutou naquele dia ao beco sujo, molestada, estuprada e por fim morta. Mas graças a Celestial, agora como uma Terrena consegue manter-se unidas para um triunfo. Tanto ao medo da pequenina e a conquista dos Rapinantes. Sabe que Julian trabalha neste hospital, talvez possa ser fácil ou não, já que seu objetivo é ser limpa e rápida. E encontrar o famoso Morte Negra. Da mesma casa que a ceifadora dos céus.

O telefone estava enchendo a paciência da Elohim. Logo o taxista que nem tinha desligado o motor parte saindo da visão dela. Atendendo, logo ouviu sua mãe literalmente irritada:

─ Calma ai, aonde você esta ? Chegando em casa você... -

A baixinha desligou o aparelho telefone. Não foi possível ouvir o resto que a velha chata iria dizer. Isso em concepção da Terrestre. Bastante pessoas nas calçadas, tando do seu lado e ao outro onde fica localizado o hospital. A rua pouco movimentada, aos pouco passa um carro ou uma moto ao longe. Quando deu, no sinal atravessou e assim subindo a rampa que da acesso a entrada do hospital. Chegando a porta dupla de vidro se abrem, dando acesso a uma ampla recepção. De frente um balcão com duas atendentes. Uma loira e a outra morena. Atrás na parede o logo enorme do hospital. No lado direito várias cadeiras para espera. Algumas pessoas sentadas, maioria idosos. E no mesmo lado ao canto um corredor largo e com um segurança parado. Logo à cima dele um pouco afastado uma televisão ligada e passando jornal de Londres. Do outro lado uma escada e três elevadores. Tudo com acesso apenas para funcionários, ao fato de dois seguranças entre os elevadores e a escadaria. Uma porta ampla aberta a qual nota ser de onde chega as ambulâncias para trazer ou levar as macas. O local esta bem mais quentinho do que la fora, hospital limpo e cheiroso. A noite apenas esta começando e um cala-frio estranho percorre toda sua espinha dorsal, sim, aquele mesmo de quando Zorfiel apareceu em sua casa mais cedo. Algo esta estranho, mas logo agora ? Seria Azrael ? Tomara que sim... E a mulher loira na recpção lhe vendo "perdida" lhe da um leve susto perguntando educadamente:

─ Olá pequenina. Esta procurando seus pais ? Se perdeu ou algo do tipo ? -

A outra olhou e sorriu também, mas a mulher aguarda uma resposta. E aquela sensação esquisita desapareceu, foi bem rápido. Estranho demais.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qua Nov 19, 2014 6:42 pm

Aquelas sensações estavam começando a incomodar Senti coisas quando estava do lado de fora do Hellfire Club e agora ali. Definitivamente tinha alguma coisa não humana acontecendo.

- Oi moça. Eu queria falar com meu irmão, ele é voluntário aqui. Julian Tufte.

Espero ela e responder. Seria complicado sair correndo pelo hospital que nem uma louca procurando a tal médica Bennet. Rio na minha cabeça imaginando essa cena absurda.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Sex Nov 21, 2014 7:47 pm



A voz da pequenina chega tranquilamente aos ouvidos da atendente que sorrir mais ainda quando diz que procura o seu próprio irmão. Na verdade é de Angelina o parente. A mesma faz um sinal com a mão para esperar que iria fazer algo:

─ Espere um minuto, vou procura-lo pelo auto-falante do hospital. -

Logo ela pega um microfone todo de aço, daqueles com pés que ficam parados em cima de uma mesa. Ela olha para os lados rápido então comunica:

─ Voluntário Julian Tufte, compareça na recepção... Voluntário Julian Tufte, compareça na recepção por gentileza... -

Ela repetiu mais duas vezes, só que na última a caixa de som deu um chiado horrível que incomodou todos que estavam sentados e os presentes no salão principal do hospital. As luzes do hospital começaram a piscar. A televisão começou a ficar chuviscado. Logo ao fundo um som de estouro. Que fez as pessoas ficarem assutadas. Ninguém sabia o que seria isso. Mas Turielith agora tem certeza. Dentro do hospital, ela sente o Tormento de algum demônio que se espalhou. Em seguida vindo lá de dentro, na direção do corredor largo, gritos de pessoas desesperadas. O segurança só olhou, fez um sinal com a mão e os outros dois que estavam próximos ao elevador correram junto do outro e adentraram ao corredor. As recepcionistas pedem para as pessoas ficarem calmas. Mas a Elohim sabe que algo esta errado e ela sente vindo da direção daquele corredor, um pouco longe, não exatamente a localização, mas sabe que aquele ar sobrenatural, que lhe faz ficar com cala-frio, vem daquela direção. E agora o que a Rapinante irá fazer ?



OFF:
 

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Última edição por Fractius em Sab Nov 22, 2014 9:12 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Sab Nov 22, 2014 5:54 am

Toda a movimentação me pegou de surpresa. Por algum motivo penso no meu "irmão" dentro daquele lugar em uma manifestação assim. Julian sempre foi bom comigo. Do tipo que abraça, dá pequenos presentes, pergunta como foi o dia. Talvez daquele humano eu realmente gostasse. A convivência com eles estaria me amolecendo?

Mas então penso que a sensação é pelo outro, o irmão de verdade, saído do abismo como eu, que lutou na minha mesma guerra e agora está sofrendo em algum lugar naquele corredor. Não messo mais as consequências, me desvencilho em meio aquelas pessoas assustadas e saio correndo em direção ao barulho, deixo meus extintos me guiarem. O hospital me trás sensações. Tudo é tão branco e limpo e vazio de emoções, portas em todos os lugares, sinalizações nas paredes de extintores de incêndio.

Corro ou caminho rápido, não tenho ideia, eu só sei que eu tenho que chegar no lugar de onde vinha todo aquele poder. Em algum lugar existe um igual e eu tenho, não, na verdade eu preciso encontrá-lo.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Seg Nov 24, 2014 7:11 pm



O que estiver acontecendo, nada é normal. Ela sentiu a aura do Tormento que é adquerido pelos Elohim quando saem do Abismo. Ela então corre, nota que uma das atendentes, a mesma que estava lhe atendendo. Tentou dizer algo para impedir sua entrada e do perigo que possa ter. Mas um outro estouro. Logo os splinters foram ligado. Era água para tudo quanto é lado, alarme de incêndio e isso fez o povo todo que estava no hall se levantar e saírem o mais rápido possível dali. Adentrando no corredor, nota duas pessoas ao chão e vários pedaços de concreto tanto das paredes e teto em cima delas. Gritavam de dor. Olhando ao redor, nota a maioria das portas fechadas, mas algo diz que vem de cima. Nota um buraco enorme no teto. Antes de meter o rosto para olhar o que seria, ela escuta vindo lá de cima, um gruindo como se algo estivesse saindo do inferno, era bem diabólico. E mais um estouro e por fim mais concretos cai nas proximidades de Turielith. Quase acertando-a. O que foi, parece que subiu rasgando todo o teto, é possível notar nas bordas do buraco em sua cabeça como se estivesse derretido o teto. Estranho demais e todo cuidado ela deve ter. Podia ouvir gritos vindo do andar de cima, barulho até de tiro, mas logo cessou tudo e o caos apenas começou.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Ter Nov 25, 2014 8:41 am

Tomo cuidado para não me machucar, mas sigo em direção ao barulho. Observo as sinalizações e resolvo que preciso encontrar as escadas para subir. Estou meio molhada, meio suja, mas nem me importo. Caminho mais um pouco ignorando quem tiver no meu caminho. Por fim encontro as escadas e subo correndo. Olho para o celular para ter certeza de que tem sinal e tento discar novamente para Julian, apesar de tudo o quero fora de perigo, ligo novamente.

Ainda correndo, subindo as escadas, olho para o celular, esperando um sinal do irmão. O bom de ser "criança" era a agilidade das pernas, em pouco tempo subo as escadas, abro a porta com cuidado e adentro no andar. Sigo caminhando, dessa vez devagar, ouvindo os barulho de caos, o alarme de incêndio funcionando. Tudo aquilo era estranho e assustador, as pessoas gritando em seus leitos, enfermeiros e médicos correndo. Tento ignorar e sigo para o foco do problema.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qui Nov 27, 2014 9:18 am



O hospital de tranquilo, logo virou um caos. Só foi a celestial chegar, tudo virou literalmente o inferno. Observou bem o buraco, passou por ele rápido ao meio dos escombros. Chegou ao final do corredor, notou ao seu lado esquerdo a escada do hospital e ao lado o elevador que pela falta de energia nem deve estar funcionando. Ouve o som de disparos de tiro vindo dos andares à cima. Ela já estava totalmente molhada pela quantidade de água que cai dos splinters. Ela nota alguns médicos descendo as escadas, alguns pacientes, outros sendo carregados até no colo. Ela sobe correndo quando chega no segundo lance de escadas para ir ao terceiro e último andar, sente uma enfermeira lhe segurando ao braço e em desespero ela diz:

─ Vamos garotinha ! Temos que descer ! Esta tudo desmoronando... ! -

Todo o andar que ela subia, ela via o buraco enorme ao chão e ao teto, como se algo fez aquilo e passou por ele. Então escuta um grito vindo do buraco e era uma mulher gritando e passou por ele ao ponto de se esborrachar no primeiro andar e logo o silêncio. Outra "explosão" e do buraco superior mais concretos cai, de onde veio a mulher gritando. Agora um grito vindo lá do último andar:

─ SOCORRO ! Alguém me ajuda ! Tire suas mãos de cima de mim ! Me larga... Não... NÃAOO.. ! O que é você ! ? -

Era uma voz feminina em desespero logo uma voz masculina e também em desespero:

─ Solta ela ! Você esta maluco ! ? O que é você ! ? -

Esta segunda voz, ela reconheceu, mesmo em meio daquela multidão, era Julian o irmão mais velho de Angelina. A enfermeira que lhe segura, solta, ao fato de mais uma explosão e outras pessoas desciam em desespero. Assim a pequenina avançou até o terceiro e último andar. Ao corredor, vazio ela sente o Tormento provocado por algo. Ela ouve gritos e correm em direção, tudo quebrado, escombros pelo caminho, quando ela para e olha para uma sala. Nota seu irmão ferido  como se protegesse uma enfermeira. E de pé, descalço um homem usando as vestimenta de paciente, só que sua pele estava toda rachada com a cor verde musgo. O teto daquele quarto já estava aberto, um enorme buraco, os seguranças no chão e seu irmão segurando uma arma apontando para aquela coisa. E ele dizia ao 'monstro':

─ Eu vou atirar desgraçado, para trás ! -

A criatura se aproxima, mas parou, quando ele começou a farejar forte o ar, como se tivesse sentido algo semelhante a ele e realmente foi. A cabeça virou-se para a porta. Os olhos totalmente negros, com a cor do mais profundo abismo. Ele sorriu insanamente e diz:

─ Olha... o que temos aqui... -

Sua voz é diabólica e misturada como se fosse duas vozes ao mesmo tempo intercalando. Julian e a mulher olham em direção da porta. Irmão de Angelina se assusta ao ver sua irmã ali e com aquela expressão "O que ela esta fazendo aqui ?" Ele grita para ela sair. O que for aquilo a frente de Turielith ele resmunga grosseiramente para a Celestial:

─ Não atrapalhe-me em meu banquete... Fique ai mesmo onde estas... -

Em piscar de olhos, até para a Elohim, ele em um vulto, como se o corpo dele torna-se um borrão de areia, algo acerta Julian que voa e bate na parede e a arma cai no meio do quarto. E aquele borrão todo de areia toma a forma de novo e agarra a mulher pelo pescoço e diz:

─ Você é minha... E espero que me conte tudo... Azrael. Meu mestre o almeja... ou melhor... Stephen Bennett... ONDE ele esta sua VADIA IMUNDA ? -

A mulher não sabia de chorava, entrava em desespero e por sinal era tudo ao mesmo tempo. E sendo suspensa ao pescoço tentava dizer:

─ Não sei quem é esse... Az...el... Mas... o... que queres... com... essa pessoa... ? -

Antes que Turielith pudesse fazer algo, a criatura se agarra no teto carregando a mulher aos gritos. Ela nota que ele ''atravessa'' o teto junto com ela e os escombros caem formando o famoso buraco. Como se ele derretesse toda a estrutura, pois sai fumaça abeça e eles somem de sua vista. O corpo do homem que é irmão de sua hospedeira esta ao chão. Não sabe se esta morto ou inconsciente. Pois o golpe foi bem forte. E quem é esse maldito ? E esta mulher, seria ela a quem a Rapinante procura em nome de sua facção ? Talvez sim, de como aquele demônio procura... E quem seria ele ?




Mulher Sequestrada.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qui Nov 27, 2014 6:52 pm

Corro pro meu irmão, é mais forte que eu. Minhas pernas simplesmente me levam até ele. Ele era o humano que eu mais tinha afeição verdadeira, vê-lo assim era demais pra mim. Me aproximo correndo pra ver se ele esta vivo, sentir a respiração. Vendo ele assim como um boneco quebrado me deixa em um estado de ódio mortal. Tento olhar se ele respira, se está vivo. Me vejo pensando no que eu diria para os pais dele?

]- Julian? Julian sou eu!! Sua irmãzinha, por favor acorda, não morre por favor!

Quando percebo estou abraçado ao corpo dele, creio que tem lágrimas nos meus olhos. Por um segundo eu havia pensado que aquele que saiu do abismo seria um irmão, um dos meus. Me vejo tão sozinha na minha nova realidade, naquele momento, minha vontade de finalmente encontrar Azazel quase se foi um fiasco, minha missão de encontrar Azrael não seria.

Limpo as lágrimas, tudo o que posso sentir agora é ódio e uma vontade terrível de matar aquele filho da puta que machucou meu irmão. Foi um ódio parecido ao que fez matar aquele estranho no beco, estuprador de merda.

- Me desculpe Julian, mas eu volto em breve, tudo vai ficar bem. Você não vai morrer. - Dou um beijo leve na testa dele. Caminho até onde está a arma e a cato. Aquele desgraçado lá encima iria me pagar em breve.

Respiro fundo e com a arma na mão vou atrás daquele demônio, que no que dependesse de mim, em breve iria voltar pro abismo.

Então me apresso para o ultimo lance de escadas, pois em breve vou me confrontar com aquele demônio desconhecido.[/color]

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Sab Nov 29, 2014 3:30 pm



O som de sirene era apresentado vindo do lado de fora do hospital. O splinter ainda continua a jorrar água em tudo quanto é canto. Ela correu passando pelas poças d'água até que chegou ao corpo mole de Julian. Com a boca aberta, os olhos revirados e como se a voz da pequenina Angelina o chamasse de volta. Ela sente que ele ainda esta vivo e bem mal principalmente quando ele tenta falar atropelando em sua própria língua:

─ Ahh... ah.. An..gel... -

Parece que desmaiou de vez e o que deixa ela mais irritada é em ver a perna direita dele literalmente virada ao laço avesso, mas era só do joelho para baixo e a rótula exposta. Totalmente quebrado. Então ela se ergue de vagar, caminha até o revólver calibre 38, usado por um dos seguranças e nem sabe como usar aquilo, tanto Turielith e Angelina. Então o grito da mulher podia ser ouvido pela Elohim o pedido de ajuda e junto uma gargalhada bem infernal.

Ela saiu do quarto e correu até o final do corredor, subiu o último lance de escada e logo abriu a porta de aço e logo estava no terraço do hospital. Olhou para o lado esquerdo e nada, mas quando olhou ao direito lá ele nota a criatura de costa suspendendo a mulher pelo queixo e continuava a dizer:

─ Não vai me dizer... Certo ? Então eu vou... -

Ele escutou o som atrás da porta sendo aberta e olhou rapidamente com aquele par de olhos negros e a pupila vermelha. Ele desenha um sorriso, todos os seus dentes eram presas pontiagudas, parecia uma boca de um tubarão. Ele jogaa mulher ao chão que geme ao impacto, assustada e com a mão no pescoço. Ele se vira para Angelina e logo fala como se falasse para a mulher com o mesmo tom gutural e bem diabólico seu tom de voz:

─ Se você não vai me dizer... Eu vou matar essa garotinha. E vai levar esta culpa por toda a sua eternidade. -

Agora ele notou a arma na mão da garotinha e desenha um sorriso cínico ao rosto e logo iria dizer algo, mas a mulher grita:

─ Não ! Por favor, você garota... Saia daqui... é perigoso, fuja... ! -

Ele olha para trás, balança negativamente a cabeça e se vira para Turielith e começa a andar na direção dela. Ele ainda esta uns oito metros de distância, logo estará em sua direção.



OFF Game:
 

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Sab Nov 29, 2014 7:04 pm

Aquela porcaria tinha me deixado realmente odiada. Lembro de ter assistido séries de tv onde as pessoas usam armas, tudo bem que na tv era fácil, ainda mais em filmes como matrix. Mas aquilo ali era a realidade, mas não tenho medo de falhar, tinha chegado a hora de eu mostrar a que vim, aquele era o segundo obstáculo, não que sair do abismo não fosse o obstáculo maior. Era uma hora da verdade diferente agora: sobreviver aos reveses da vida humana.

[off: quero entrar na forma apocalíptica]

Me concentro, quero enfrentar aquele ali com o melhor de mim, com o meu verdadeiro eu, aquele que os os olhos mortais raramente verão: o meu eu algoz em sua totalidade, soltando fogo até pelo rabo. Incrível as palavras que o cérebro de Angelina me dá nessas horas, creio que andou assistindo muitos filmes de faroeste.

- Acho que você se engana se pensa que eu sou só uma garotinha... aqui dentro mora uma coisinha pior do que você. Logo vejo que a vida na terra não será bem vinda a ti... mal chegou e olha o estrago que fez. Talvez esse jogo não seja feito pra uma criatura vil como você.

Aos poucos vou mostrando meu semblante real para ele. Sinto o meu poder verdadeiro fluindo, uma sensação antiga de pertencimento. Me sinto completa pela primeira vez desde que estou na terra. Minha visão vai se modificando e o véu que antes  recobria, já não recobre mais. Aquele hospital é carregado dos espíritos dos que ali morreram. Não posso negar que a minha revelação não seja coberta de uma pureza antiga, no tempo que as coisas faziam sentido e a morte não era uma maldição aos vivos. Onde nossa função de ceifar não era carregada de amargor. Mas o criador nos traiu, a nós mais do que aos outros.

A minha transformação vai aos poucos tomando a forma. Sinto minhas asas negras se abrindo em sua totalidade, a luminosidade quando atinge as penas negras é quase ofuscante, sua envergadura tem um desenho perfeito e assustador, como nuvens negras carregadas de tempestade, sinto meus pés pararem de tocar o chão, planando acima daquela cabeça em minha direção, vejo que ele está ficando surpreso. A humana que observa tem um misto de admiração e pavor, mas no fundo dos seus olhos posso ver que ela nunca viu algo mais lindo em sua vida.

Meus cabelos se soltam do laço que os prendia, estão esvoaçantes e esbranquiçados, a morte nunca esteve tão bela e tão perigosa. Um flash passa pela minha cabeça, como uma antiga lembrança do passado, só que ao invés de uma arma eu seguro uma foice de luz. A imagem se esvai e me vejo ali encarando aquela fera, com a arma na mão.

-Deixe essa mulher em paz, eu lhe ordeno. Aqui vou jazer o seu tumulo.

Então como nos filmes que Angelina tanto adorava ver com Julian, noto que arma possui um gatilho e que por acaso já estava no ponto de atirar. Aproveito que a minha forma de Nergal, mostrada por completo pega de surpresa o diabo a minha frente.

Uso a arma para fazer os disparos naquele ser abjeto.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Ter Dez 02, 2014 9:57 pm



O vento gélido rodeia o terraço do hospital St. Thomas, uma mulher ao chão, com o corpo cheio de feridas, como se fossem várias queimaduras. Ela estava fraca, mal consegue se levantar, mas esta consciente ainda. Aquele corpo, possuído por algo bem diabólico e mais corrupto que o próprio Abismo. Esta olhando a pequenina Angelina com o olhar negro e os dentes pontiagudos como de um tubarão em um sorriso insano e asqueroso. Ele começa a caminhar e ignorando mesmo aquela inofensiva garotinha portando uma arma. Então sua voz infantil ecoa pro todos os lados. Ele para na hora e estende a sobrancelha esquerda do seu rosto e balança a cabeça suavemente farejando, como se procurasse algo no ar. Ele gargalha bem diabólico, fazendo o ar gélido parar como se fosse um vácuo. Logo ele para e lhe responde com ironia e a mesma voz diabólica:

─ O seu cheiro é tão fraco que nem pude perceber antes. É verdade, há algo dentro desta pobre garotinha... Una-se a mim, ou eu irei destruí-la... Em nome da verdade. Quem é você Elohim, apresente-se ! Eu sou Durgal, o Servo da Terra. Eu cheguei para uma missão, então não me interrompa... -

Ele parou no instante em que ele viu que Turielith não esta ali para brincadeira. O corpo de Angelina começou a brilhar em uma cor mórbida, era poder do abismo sendo incrementado. A hospedeira fecha os olhos, o corpo começa a se rachar e fumaça começa a sair das brechas, logo a fumaça começa a rodear todo o pequenino corpo que vem tomando a forma de algo adulto. A fumaça começa a se moldar e fechar nas costas da Elohim e assim formando seu par de asas negros que agora tomando a forma como se fossem asas enormes de um corvo. Um manto negro envolve todo o corpo da Celestial, seu corpo é pálido, parecendo os santos das igrejas católicas, mas bem mórbida. A cor dos olhos ficam negros mesclados ao acinzentado, dando-lhe toda a tonalidade entre o mundo mortal e dos mortos. Este é o papel de uma Algoz... Seu semblante é bem resplandescente, assim seus atributos sociais ficam bem mais avançados. Ela pode sentir o cheiro da morte que rodeia todo o hospital, era possível ver alguns espíritos vagando pela umbra, os mortos do hospital que ficam ali sem um descanso eterno. Estava flutuando, batendo suas asas celestiais. A criatura a sua frente retirou o sorriso do rosto e logo completou batendo palmas em tom de deboche ao ponto em que ela aponta a arma para dar o disparo:

─ Belo espetáculo, pena que meu lado demoníaco é muito mais poderoso que você. E uma arma criada pelos mortais, acha que será capaz de me ferir ? Tola... Vai ferir apenas o corpo deste tolo a qual eu tomei posse... e a força. HAHAHAHA... -

Aquela voz diabólica era radiante, mas nada afetaria a Algoz presente em sua forma verdadeira. A humana esta com os olhos arregalados do que esta presenciando. Até o sinal da cruz ela fez tremendo aos prantos. Lágrimas escorrem de seus olhos, como se estivesse vendo o anjo que vai salva-la daquele inferno. As palavras da Celestial de alguma forma, comoveu aquela humana. E isso era bom, até em termo de Potência de Fé. Dela esta livre para Elohim, ela sente. Então Durgal diz agora sério quando iria apertar o gatilho para os disparos ele diz:

─ Basta... Meu túmulo ? É o que veremos... Eu sou um ANNUNAKI, o Servo da Terra e luto pela minha Deusa. Nada vai me parar. E cadê o Lúcifer ou seus superiores ? Tudo LIXO ! Será o fim de vocês ! TOLOS ! HAHAHA... Prepare-se e revindique-se ao verdadeiro PODER ! HAAAAAAAAAA !!! -

O corpo daquele ser começa a tremular com precisão até o solo começa a tremer junto com o poder que ele libera. A pele do corpo dele começa a ficar totalmente em um marrom bem escuro, quase um vinho a cor do sangue. Várias rachaduras em vermelho pela pele o corpo dele parece que aumenta, como sua massa muscular, chegando a quase dois metros de altura. Seu corpo parece ter sido talhado em pedra agora, com músculos e ossos delineados em alto relevo. Ficando sem pelo algum no corpo, totalmente careca agora, sem sobrancelha e nada de pelo. Seus olhos parecem um par de turmalinas negras, brilhosos como se fosse uma joia rara. O ar agora estava misturando o cheiro de morte e terra saturada. Ao redor dele parecia um mar de terra podre que soltou de seu corpo de tormento. Os dentes continuam pontiagudos, só que agora parecem lâminas negras. Das rachaduras em seu corpo parece jorrar uma espécie de gosma que lembra um pus bem negro e oleoso, é nojento, em seus ombros vários ossos em formato de rochas, mesmo material de sua pele. E logo atrás um par de asas feito de terra escura, quase negro.

Ele gargalha e no momento dos disparos, ele pisa no chão e na frente dele sobe literalmente um muro de quase três metros de altura e seis de largura. Ele é todo feito de rocha, rachadura e o pus negro saindo do muro. As balas atingem e nada acontece. Apenas gargalhadas. Ela começa a ouvir um som estranho por de trás do muro de pedra sendo triturada. E depois a mulher grita. A Elorim estava conseguindo ver apenas a mulher ao longe com os olhos arregalados, mas Durgal, sumiu de sua vista o que ele esta aprontando ? Então a humana grita:

─ Cuidado ! Ele entrou no solo !!! -

É a humana estava realmente torcendo para Turielith, isso é bom e agora o que fazer ? Quando ela olha para o seu chão, ela nota um vórtex  de terra se abrindo e uma força mística e pesada começa  a lhe puxar como se fosse um buraco negro. O que a Elohim irá fazer para sair... E no meio do buraco ela percebe o rosto dele enorme com a bocarra aberta como se sugasse para ser devorada e a voz dele diabólica é ouvido por todos os lados:

─ Vou lhe DESTRUIR ! MALDITA ! -

Ela sente e sabe que ele esta usando seus truques de Alto Tormento ,algo mais poderoso e bem perigoso. O que ela fará para evitar de ser drenada pelo vórtex ?



Durgal, Forma Atormentada (Quase isso.. rs')


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qua Dez 03, 2014 1:11 am

Por um breve momento depois da apresentação do demônio, perpassa um flash de uma antiga batalha. Uma que valia a minha existência tanto quanto essa, só que a antiga parecia tão irreal, essa agora era real, eu não falharia.

Apoiada pela fé que a humana sente em mim me sinto mais forte, eu deteria aquele monte de terra dali, eu o derrotaria ou morreria tentando. Uso todo o meu poder para conjurar os mortos. Todos os que vierem a mim. Posso senti-los, enquanto forço as minhas asas para longe do vórtice com toda a minha força. Me afasto o quanto posso daquela força que tenta me puxar para abaixo. Aquele buraco não me levaria. Ergo a minha voz e ordeno:

- Humana, não te preocupes! Eu a salvarei desta besta! E a Vós todos que vagam por esses corredores a procura de justiça, os que querem vingança, os que não tem esperança e se veem presos. Eu vos invoco, venham a mim e hoje eu lhes darei essa vingança! Ainda que pequena, este ser que destrói esse lugar é abjeto e desmerece este lugar! Destruam-no, usem todo o seu ódio contra ele, suas raivas e frustrações! Se vinguem daqueles que vocês não podem, neste aqui, se ergam! Se juntem a essa batalha em busca de se purgarem e desfiram toda a sua raiva neste demônio que perturba a paz desse lugar!

Aquela sensação de estar plena de mim, me enche de confiança. Não era mais a menininha frágil e assustadiça. Não era apenas Angelina, eu era Turielith, a Algoz. Eu me completava com o semblante que agora mostro. Sinto até alegria de me ver livre daquela coisa pequena que antes eu era, agora eu sou forte, estou forte e grande. E poderosa, assustadora. Ainda que me visse frente ao exercito de anjos dele, ou até diante de deus, eu não recuaria. A sensação era boa demais.

Percebo as sombras do mortos puxadas até mim, tantas sombras abandonadas e sem esperança, perdidas de sua própria sorte. Eu daria a elas o prazer que eu sei que elas esperam: o de demonstrar todas as suas frustrações. Que os mortos se vingassem, que viessem de suas torturas e lutassem contra aquele monstro diabólico, pois naquele momento eu era superior a ele e me sentis maravilhosa assim.

- Humana, se acredita em mim me mande toda a sua fé, pois irei salva-la!!

Minhas asas lutam para se manterem longe do vórtice, por último digo ao demônio da terrra:

- E quanto a você, seu ser abjeto, acha mesmo que Azrael o perdoará por ter machucado ela? A última coisa que ele fará será juntar-se a ti! Creio que é mais fácil ele mesmo tentar te destruir e a todos que machucarem aqueles que ele tem apreço nessa vida!

Então me veem as lembranças do humano que eu também gostava, na parte de baixo sofrendo dores horríveis. Essa briga teria que terminar rápido pois Julian precisava de mim também, dele eu não poderia esquecer. Nem Azazel pode se desligar dos humanos que seu hospedeiro tinha afeição, eu tampouco faria isso.

[off - eu  usei a minha doutrina dos espíritos para conjurar e comandá-los contra o demo]

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Última edição por Turielith em Qui Dez 11, 2014 8:05 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Sex Dez 05, 2014 3:33 pm



A voz da Algoz de alguma forma atingiu as emoções da humana. Seu semblante é impecável, sua voz e até o jeito como fala chama a atenção dela. Mesmo com alguns pontos demoníacos por causa do seu Tormento, ainda era um Elohim e que conseguiu captar com facilidade a Potência de Fé desta mortal. Ela sente aquela prama entrando em seu vosso corpo. Ela estendia a mão e lágrimas escorrem dos olhos e ela diz:

─ Obrigada ! Por favor anjo de Deus, ajude-me eu imploro... E não deixe este monstro destruir e matar as pessoas deste hospital. Proteja-nos. Por favor ! -

Ela começou a rezar o ave maria em inglês mesmo. Aquela prece estava indo direto para Turielith, ela estava contando com a Celestial para isso. O vórtex estava drenando tudo e aos pouco ficava maior e a pressão mais forte. Mesmo batendo suas asas e tentando sair é bem complicado. Porque a Doutrina que ele esta usando é de alto tormento isso deixa a situação mais poderosa e caótica. Assim a loucura o vai tomando e ficando cada vez mais diabólico. Durgal esta se decaindo completo, talvez já seja tarde para ele voltar. O humano que tinha ali nem deve existir mais, era apenas o servo da terra. Ele gargalha ao ouvir a voz de Turielith em relação a humana e ele completa com sua voz diabólica:

─ Me deter ? Não fale asneiras ! Se não usar o seu lado sombrio... Nunca... NUNCA vai deter-me... Você vai sair do meu caminho AGORA ! -

Então com sua concentração e seu ar de manipular os espíritos sua convocação foi feita com sucesso. Nota cinco espíritos ao seu redor, olhando-os com expressão de dor e desespero. Duas mulheres, uma de no máximo uns trinta anos, cabelo castanho e comprido, um corte no pescoço, corpo bonito por sinal e usando roupa de paciente do hospital coberta de sangue e descalça. Com um olhar frio e com o lábio tremulo. A outra era uma mulher na faixa dos cinquenta anos, usando um uniforme de enfermeira, o rosto todo desfigurado, parecia queimadura e com um dos olhos esbugalhados para fora, apenas um sapato o outro apenas usando a meia calça branca toda rasgada e suja. Seu cabelo louro, curto e enrolado preso ao chapéu das enfermeiras com a cruz vermelha e tudo sujo. Os outros três, um é um garotinho de cabelo curto, uma enorme olheira e usando vestes da década de quarenta. Suspensório e tudo. Ele segura em uma de suas mãos uma corda puxando um caminhão todo de madeira. Os outros dois são homens, um deles é alto, bem musculoso e usa uma farda militar, toda rasgada e seu peitoral todo furado por tiros. O último ele usa um uniforme de prisoneiro, grilhões presos em suas pernas com uma bola de ferro e vem se aproximando da Elohim com dificuldades se arrastando. Ele é negro, o militar é branco, bem branco como os outros espíritos. Todos se aproximam desaparecendo e reaparecendo um pouco mais próximo. As luzes ao redor do hospital começam a piscar. Todos eles se entre olham sem entender, mas em seguida os olhares frios da morte são designados em direção de Turielith, eles sentem a vontade da Algoz e com isso eles arregalam os olhos e parece que a voz de todos eles se mesclam em uma só, vindo diretamente da penumbra e fazendo uma única pergunta:

─ O... que desejas... ? -

Era voz de dor intensa dos espíritos convocados pela Algoz, o único "limpo" entre todos era o garotinho e ela nota que o corpo dele parece estar ensopado e água fica escorrendo da boca dele. E eles se assustam com a potência do Vortex, eles dão a mão e se seguram para não serem drenados por aquilo. Eles olham para o buraco e depois voltam olhar a Elohim. Então Durgal diz ecoando por todos os lados, sua voz diabólica:

─ Olha... Trouxe amigos... ? O que são eles ? Parecem ter saído do fosso... São espíritos ? Não importando, tudo será drenado pelo meu Vórtex. HAHAHAHA ! E você, vem comigo ! -

Os espíritos esperam o que devem fazer... Ou uma ordem direta contra Durgal. Mas nesse instante, algo sai do meio do fosso, um braço todo feito de rocha, traços e espinhos saindo aquele pus negro e corrosivo ao toque. E aquela mão diabólica enorme agarra a canela esquerda da Caída, ela sente o aperto e agora ele o puxa e seu corpo começa a ser drenado e ele gargalhando com o sucesso. E agora ?



OFF GAME - IMPORTANTE:
 

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Última edição por Fractius em Sex Dez 05, 2014 3:35 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Sex Dez 05, 2014 3:33 pm

O membro 'Fractius' realizou a seguinte ação: Rolar Dados:

#1 'D10's' :

#1 Resultado : 8, 9, 7, 10, 3, 4, 1

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#2 'D10's' :

#2 Resultado : 6, 10, 6, 5, 6, 8, 4
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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Sex Dez 05, 2014 7:56 pm

Aquele mão me puxando me pega de surpresa. Maldito diabo! Tudo bem que o caos que ele provoca era lindo, toda aquela potencia destrutiva, mas muito mal manuseada. Se ele se juntasse a causa dos rapinantes... até poderíamos fazer um belo par. Mas agora não era tempo para devaneios, ele estava tentando me sugar e se tem um lugar pra onde eu não voltaria era para um buraco. Maldito Durgal.

- Espíritos que convoquei - minha voz soa retumbante - Me ajudem a destruir esse monstro que abala a vossa paz! Cortem o maldito braço desse diabo! Me libertem de suas garras! Destruam esse que perturba o vosso sossego! Soltem toda a sua ira contra essa besta imunda!

Enquanto os invocados se posicionam usam toda a minha força para me manter longe daquele oco. Bato minhas asas com mais força. O que eu não daria por uma espada, ou por um monte de concreto para concretar esse filho da terra. Me concentro o máximo para me afastar, luto contra o aperto.

- Vocês que vieram em meu auxilio! Destruam essa criatura e eu lhes ajudarei! Usem toda essa dor contida contra isto! Humana, seja firme e sairá incólume dessa situação! Sua fé será o bastante, creia e tudo ficará bem! Pois quando precisaste eu vim em teu auxilio!

Forço meu corpo para cima e tento chutar com o outro pé a mão que tenta me puxar, rodopio para os lados, fazendo força para ele me soltar.

- Não vê que o objetivo mais importante em tua missão falhou? Nem mesmo teus superiores aprovariam este ato! O tumulto que causou e esse estrago, causará muito mais problemas para si e em nada ajudará tua própria causa!

Continuo com a manobra para me soltar, me sacudindo para todos os lados e puxando para cima. Procuro algo que eu possa usar contra o demônio, um cabo, algum objeto cortante ou pontudo, qualquer coisa que possa usar como arma, pois de mãos nuas é complicado. Aguardo também a açã dos espíritos e fico olhando o que irmão fazer, depois de minhas palavras dirigidas a eles.

Num relapso momentâneo, penso que as noticias do caos no hospital estejam na TV. Mamãe e papai ficariam preocupados com Julian.

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Última edição por Turielith em Sex Dez 05, 2014 7:58 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Sex Dez 05, 2014 7:56 pm

O membro 'Turielith' realizou a seguinte ação: Rolar Dados:

#1 'D10's' :

#1 Resultado : 10, 5, 8

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#2 'D10's' :

#2 Resultado : 2, 1, 3
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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Dom Dez 07, 2014 10:45 pm



Sua voz angelical soou com todo o semblante dos Algozes. Os espíritos continuam lhe olhando, em seguida olham entre si e começam a piscar e desaparecem. Parece que seu chamado não foi o suficiente, seu ar de liderança não foi tão forte assim ? Eles abandonaram a graça da rapinante ? Então ainda com aquela mão enorme, asquerosa, pus negro e totalmente feito de rocha negra. Continua lhe puxando, seu bater de asas consegue erguer o braço da criatura, mas depois uma força absoluta lhe puxa e seu corpo transpassa por toda aquela terra como se tivesse passando por um buraco coberto de espinhos. Rasgam sua pele como se fosse papel. Seu corpo se choca ao colo do andar de baixo que não aguenta o impacto e assim caindo mais e desta vez para, formando literalmente uma forma do seu corpo ao solo. Podia sentir algo que sentia naturalmente do Abismo e esta palavra se chama DOR. Gargalhadas diabólicas ecoando dos dois andares de cima e a voz de Durgal:

─ Eu disse... Você é tola. E quem disse que a parte do plano não era para fazer todo esta alvoroço ? Logo todos eles estarão de volta. A Máscara será quebrada e será o fim de tudo Turielith... E não me atrapalhe, a garota é... Que truque é este ? -

Ela parece ter caído em um dos quartos, todo ensopado, a água parou de cair e ela nota o garotinho lhe olhando parado na porta. Ele vem puxando o carrinho e se aproxima esticando a mão para que ela possa se erguer. E desta vez ele tenta sorrir, meio amarelo, mas o faz. Ela escuta o barulho de correntes vindo do andar de cima e os buracos de onde ela caiu cheio de pus negro ao redor com pontas de rochas. Talvez um truque da Doutrina deste Malfeitor. Olhando ao redor ali ela nota que perdeu a arma pelo caminho da queda. Mas observando o mais pontudo que ela encontra são os pedaços do gradeado de ferro da cama toda destruída. A qual seu corpo se chocou quase que em cima dela por completo. E o que afinge Turielith e Angeline principalmente é se Julian esteja bem e ela prometeu finalizar isso. Mas como ? Ouve o grito de desespero da mulher vindo lá de cima e agora o que fazer Algoz ?



OFF GAME:
 

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Dom Dez 07, 2014 11:20 pm

Sinto a dor, não tenho certeza se dói mais no meu orgulho ou no meu corpo. Aquele Durgal era difícil de matar, e sem uma arma mais impossível ainda. Para o futuro seria bom que eu arranjasse uma arma para lutar com os outros demônios, pois pelas palavras dele a guerra entre os nossos era impossível de não acontecer. Me pego pensando no que deu de tão errado na guerra primordial. De quem foi a culpa? De Lúcifer? De deus? Nem lembro mais nos detalhes, mas isso me entristece. O que eu fiz para merecer tanto o tempo presa no abismo? Meu desejo de destruição brota mais forte, aquela mulher lá encima não seria de modo algum machucada por aquele lá. Era uma questão de honra, por Julian, pela desconhecida, por mim principalmente.

- Obrigada rapazinho, sua ajuda será bem recompensada, acredite em mim. Mas agora preciso que você ajude aquela moça lá encima, com todo o poder que você tiver! Ela corre muitos riscos e merece ser ajudada, logo, logo estarei lá, mas não tenho as suas mesmas habilidades de ultrapassar as paredes. Onde estão os outros? Não tem problema, reafirmo meu compromisso com vocês, podes confiar. A partir de hoje não está mais sozinho. Mas por agora, você sabe como destruir aquilo lá? Sabe de alguém que possa me ajudar? E pode ajudar aquela mola moça também? Ela precisa de ajuda... Se ao menos eu tivesse todas as respostas...

Espero o menininho ir lá ajudar a mulher. Enquanto penso em como destruir aquele maldito. Mas não tenho ideia. Nem me lembro mais como nos matávamos uns aos outros. Ou eu nunca soube. Tenho medo de não conseguir cumprir a missão. Aquela criatura seria mais forte que eu? As paredes não ecoam respostas. Teria que descobrir por mim. E se eu convocasse os outros? Mas eu mal os conhecia... Eles viriam em meu auxílio? Duvido que Azrael levantasse aquele rabo daquele cadeira. Ele nem ao menos conseguiu encontrar Azazel. Zorfiel viria? Ele parecia ocupado com outras coisas.

Deus viria? A essa pergunta eu rio mentalmente. Este foi o primeiro nos abandonar a todos. Tenho que me mover, não poderia ficar ali enquanto aquilo se alegrava por ter tentado me destruir.

Procuro entre os escombros um espeto, um que pudesse ter a habilidade de ferir aquela coisa, remexo o local. Então tento ua nova convocação, nem que eu houvesse de convocar todo um exercito de fantasmas, nem que eu mesma tivesse que pedir auxilio a todos os espíritos de Londres!

- Todos que se escondem, eu sei que há mais de vocês por aqui! Não se sentem perturbados com aquela coisa lá encima? Se algum de voz dos que vagam pelo hospital, preciso da ajuda de vocês! Se algum de vós tem respostas de como destruir aquele ser, me digam.

Abro a porta, pretendo retornar a parte de cima e voltar a batalha contra Durgal.

- Eu sei que estão aqui, posso senti-los! Venham a mim, eu vos peço, se tem respostas me deem e eu lhes ajudarei em suas pendencias!

Por minha honra! Abro novamente as minhas asas, para dar a sensação de que voltei a mim, me sinto mais leve com elas estiradas. Elas sempre serão a minha força e a lembrança de quem eu sou, era e sempre serei: Turielith!


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Seg Dez 08, 2014 8:22 pm



Realmente as dores no seu corpo pode ser sentida, mesmo em sua forma apocalíptica. Ela se ergue de vagar e o garotinho apenas acompanha com o olhar. Ele tenta te responder, mas apenas uma água escura sai de sua boca. Mas ele afirma em relação a sua "ordem" e quando a Elohim pergunta dos outros espíritos, ele apenas aponta com o dedo indicador para cima. Tenta dizer mais algo, logo água escura escorre de sua boca. Como se estivesse todo ensopado. Então ele pisca umas duas vezes e some da visão da Algoz.

Sobrevoando ela em segundos atravessa o corredor e logo estava no terraço de novo. Desta vez ela fica perplexa com o o que vê. O presidiário esta agarrado nas costas de Durgal usando seus grilões e assim enforcando-o e o demônio lutava para sair. A enfermeira segurava uma das pernas, a outra mulher a outra perna e o militar em cima dele com algo atravessado no peito onde seria o coração. Olhando parece ser uma barra de ferro toda distorcida. Os espíritos em contato com Durgal parecem que estão queimando, mas eles travaram o Malfeitor que cai ao solo. Ao longe a humana estava deitada, apagada e não sabe se morreu ou apenas esta inconsciente. Mas logo o garotinho apareceu do nada ao lado dela. Olhando-a, em seguida olhou para Turielith, afirmou com a cabeça e se abaixou tocando-a e logo os dois desapareceram. E o demônio gritando em dor, algo bem diabólico e ele grita:

─ Eu não posso ter falhado. MALDIÇÃO !!! Me... soltem desgraçados... ! -

Turielith percebe que logo ele possa se soltar, já que os espíritos estão sofrendo pelo corpo na forma atormentada de Durgal. Ela fará algo ou os espíritos conseguiram fazer o bem ? As coisas não estão bem agora para o inimigo de Turielith, talvez suas palavras realmente confortou os espíritos. Ela tentou convocar mais e mais. Mas, ela já drenou os que ainda vagavam pelo mundo dos mortos na penumbra rasa entre o mundo físico e espiritual (Umbra).


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Seg Dez 08, 2014 9:14 pm

Dessa vez não posso dizer que não vim munida de uma arma. Arranquei um pedaço grande, um grande e firme, onde eu quase cai encima e poderia ter morrido. Com toda a rapidez das minhas asas e aproveitando o momento de susto nos olhos da criatura avança encima dele, uso toda a minha força para enfiar o ferro na cabeça dele, Repetidas vezes eu perfuro, com toda a minha força aproveitando que os espíritos o seguram. Miro nos olhos, nariz, boca, furando repetidas vezes, como se fosse um martelo, a força dos espíritos e vê-los lutando por mim, me inspira no ato de violência.

Continuo furando, atingido onde posso ignorando até a dor do meu corpo, em flash lembro daquele homem horroroso e bêbado naquele beco, meu ódio aumenta mais ainda, só que hoje ao invés de uma garrafa de vidro, tenho esse espeto de ferro. 1, 2, 3, 7, 12, 24.

Quantos furos eu puder, até ele virar massa de torta, que nem aquela torta deliciosa que me esperava na geladeira e que eu tinha reservado para levar ao vizinho. 27, 28. Lembro dos morangos maduros, que eu tinha deliciado pela primeira vez no meu terceiro dia na terra. Meu corpo ainda doía da violência sofrida, e comer aquela fruta coberta de chantili me deixou extremamente feliz. Relembro que foi Julian que me levou naquela doceria. A família estava preocupada com meu mutismo, pensaram em me levar ao psicologo, papai tentou em vão me diagnosticar. Foi o dia também que eu me realizei assustando a irmã pela primeira vez, o medo nos olhos dela me deliciava tanto quanto os morangos.

31, 32, 33, 34. Ainda tenho na cabeça a quantidade de golpes desferidos. Se aquela humana era mesmo a irmã do tal Bennet, Azazel, ele ía ficar me devendo uma. Azrael me deveria uma. Sinto o gostinho disso e dou um meio sorriso. Já perdi a conta dos golpes desferidos, mas continuo furando, martelando, com todo o meu ódio. Posso ver naquela face que aos poucos se desfigura o mesmo deus que eu quis destruí e ainda quero. Aquele que tanto me fez sofrer e eu sequer lembro mais os detalhes e o por quê. Só sei que o abomino, que quero rasgar sua existência do universo.

Sei que Lúcifer também nos traiu a todos, por todos os lados fui enganada, nunca mais me sentiria derrotada novamente. Encho meus pulmões de ar, era bom respirar e viver novamente longe do abismo, mas aquela amostra grátis de a pouco me deixou um gosto de fel na boca. Foi um relembrar abrasador e por um segundo eu me vi de novo perdida naquela nevoa eterna.

Depois de hoje eu concederia um certo desejo de Angelina: beijar o tal rapaz que ela tanto gostava, ela merecia aquele agrado depois do que passamos juntas. A um tempo eu sentia repulsa pelo toque humano, mas agora, por quê não? Eu sobreviveria a esta noite, eu sei. Eu quero toques, quero beijos, quero minhas pequenas maldades, no futuro grandes maldade, quero lutar de verdade nessa guerra, mas aproveitando o melhor dois mundos. Essa nova existência agora me faz sentido, é pra isso que eu vim.

Ver a força que a minha invocação teve naquelas almas penadas me fez redescobrir meu potencial.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qui Dez 11, 2014 11:36 am



Tudo estava acumulado ao ódio e desejo de fazer o serviço certo em nome dos Rapinantes. O Ministro em Londres, o grande Príncipe da Miséria, Azazel. Só que agora a vida de seu hospedeiro sofre risco e se ele for destruído, isso indica o fim da alma do Elohim e tendo duas opções. Voltar para o Abismo ou achar outro corpo o mais rápido possível antes que seja puxado para o mundo infernal novamente. Com a barra de ferro em mãos, ela sentia o poder da fé preso a ela. Já no terraço e observando aquela cena dos mortos lutando por ela e quem sabe é pelo "bem" e assim eles possam descansar em paz.

Turielith nota a barra afiada em suas mãos tornando-se podre, enferrujado e isso era o toque da decadência. Parte do seu semblante e por ser uma Algoz. Ela sobrevoou como um vulto sombrio, quase que um deslize de tão rápido que ela surgiu em cima de Durgal que iria tentar dizer algo e literalmente seu rosto, pescoço e tudo que envolvia aquela parte do Malfeitor era perfurado. A pele dele é dura como uma rocha. Os primeiros golpes, os impactos pareciam de duas lâminas se chocando e faíscas negras pelo pus se espalhando. Mas quando perfurou, logo ficou mais fácil. Foi um total de quarenta golpes seguidos, o corpo do demônio começa a voltar a forma humana e o estrago foi bem grandioso. Agora um brilho negro rodeia o corpo e faz os espíritos e a própria celestial recuar. Ela sabe o que é isso. É a forma espiritual do celeste e aquele hospedeiro repudiando ele. Aos pouco aquela luz se torna uma fumaça negra mesclado ao vermelho, como se fosse rachaduras. Agora ele flutua, apenas aparecendo o dorso superior de como ele estava antes, mas agora em forma espectral e ele diz em ódio com sua voz diabólica:

─ Turielith... isto não vai ficar assim... somos imortais, sabe disso... E eu voltarei em breve ! Anote isso e eu vou destruí-la de vez. Minha mestre sabe o jeito e você nem para o abismo voltará. HAHAHAHAHA -

No meio da gargalhada, um vórtex sombrio surgiu atrás daquele demônio, como um aspirador de pó e ele é sugado, ao ar raios negros e logo tudo voltou ao normal. Tudo voltou a ficar calmo de novo e os espíritos te rodeiam, piscando, aparecendo e reaparecendo em lugares aleatórios como se girassem ao redor da Algoz, menos o garotinho. Então ele aparece com a humana no mesmo local e posição de antes. Como se estivessem apenas invisíveis. Ele se levanta, se junta aos outros e o prisoneiro diz com desgosto e fúria em sua voz:

─ Terminamos aqui... Podemos ir... ? -

Eles aguardaram a voz celestial de Turielith, parece que tudo deu certo, mas ainda as dores no corpo incomoda, não o seu, mas da hospedeira Angeline, como estão ligadas e então a dor é compartilhada. Literalmente assim é a vida de um Terreno no mundo físico e o sentimento dor, a Elohim estava acostumada quando estava confinada no Abismo.

Seus sentidos de Algoz, percebe movimentação vindo dos andares de baixo, indica que a polícia ou os bombeiros estão nos lugares e sabe que se voltar para o irmão de Angeline agora não poderia ser uma boa ou se for esperta, até que pode ser uma boa ideia. Mas sua forma apocalíptica mesmo sendo bela, seu Tormento ainda revela características do inferno.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qui Dez 11, 2014 8:03 pm

Respondo aos espíritos que tão bem me serviram:

- Sim, vocês podem ir, cumpriram sua missão e podem seguir em frente se o desejarem. No caso de ainda terem assuntos pendentes e não poderem seguir rumo ao outro lado, cumprirei minha tarefa de ajuda-los. Podem me procurar aqui mesmo no hospital. Cumprirei minha palavra para com todos vocês.

A ajuda que eles me deram foi deveras importante, sem ele eu teria sido muito machucada, morta e o pior: voltar para o abismo. Me aproximo do garotinho, olho bem para aquele semblante morto e tristonho que me foi de maior ajuda.

- Quanto a você, obrigada por protegê-la. Pode contar comigo, estarei aqui para ajuda-lo na sua travessia se quiseres ir.

Tenho a opção de ir ao encontro de Azazel, mas não iria enquanto não encontrasse Azrael, não agora, depois de tudo isso. Forço a saída da minha forma apocalíptica, mas ainda tem os rastros do inferno em mim. Meus cabelos estão soltos e mais esbranquiçados que o normal, a pele fria e pálida. Olheiras enormes e a profundidade anormal do olhar. Mas isso poderia ser facilmente confundido com machucados, que de fato meu corpo humano tinha. Noto cortes nos braços, um rasgo na minha roupa nas costas revelando um ferida feia. Vejo o corpo do homem caído, junto com a barra de ferro. Minhas mãos enluvadas estão geladas, há pingos de sangue nas luvas e roupas, não sei precisar se é meu, ou do homem, ou até de Julian. Ou podem ser todos eles misturados.

Caminho em direção a mulher que está desmaiada, a tento acordá-la. Se ela não se move, sento delicadamente do lado dela e me encosto no ombro dela, a abraçando, quando os homens nos encontrassem, tentariam nos ajudar, melhor seria se o que dissessem a ela quando acordada, é que foi encontrada abraçada a uma garotinha, teria um efeito muito bom. Ela se lembraria, apesar da mente fragmentada. Eu sei. E nada melhor para ajudar do que gratidão.

Sem minhas asas, me sinto indefesa de novo, usar minha forma apocalíptica realmente me deixou feliz, foram bons os momentos de gloria. Enquanto estou recostada nela, sinto a dor tomando de conta. Se eu tinha ignorado antes, agora não dava. Aquele corpo de 13 anos não aguentava muita dor, talvez tivesse alguma costela quebrada. Prefiro não pensar, tudo me dói. Espero que Julian esteja bem. De todo modo eu havia cumprido a minha missão, bem ou mal.

A irmã humana de Azrael estava viva. Ponto para mim. Azazel não teria de reclamar. Julian ficaria bem, eu sei, todos ficaríamos. Meus olhos adolescentes pesam, não são os meus olhos, são os de Angelina, não sei se ela quer desmaiar ou dormir, obedeço, fecho os olho e espero os homens que viriam nos ajudar. Aproveitaria a situação a meu favor, naquela situação eu ainda era a garotinha indefesa, junto a uma mulher indefesa. Me recordo que tenho o cartão com o telefone no bolso, rapidamente pego o cartão, anoto o numero Azazel no celular, com o codinome de Virginia *escola*. Tenho certeza que minha mãe fuçaria as roupas, percebi ela fazendo isso na roupa dos gêmeos e nas de papai, capaz que fizesse com as minhas também. Engraçado que ela nunca questionou o sumiço da roupa que eu usei no fatídico dia...

Pego o papel com o nome da boate. Coloco na boca e mastigo, depois cuspo fora aquela massa sem cor, indecifrável. Não teria vestígios dele nas minhas roupas. Me olho na tela do celular pela ultima vez para verificar a aparência. Ainda há resquícios, mas podem ser facilmente interpretados de outra forma. A aparência de Angelina, frágil se sobressaia e os sinais visíveis de violência marcavam isso.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco I, Ato III: O Terror do Tormento. ~    Qua Dez 17, 2014 10:24 pm



O véu da morte literalmente se apaga. A forma apocalíptica literalmente desapareceu, assim o mundo físico e o espiritual voltam a circular naturalmente. Pois a presença da Algoz em suas chamas da verdade, fez os dois planos literalmente se fundirem ao ponto de invocar os espíritos para auxiliarem contra Durgal que foi literalmente drenado de volta para o Abismo.

Seu corpo era o pequenino de sempre da jovem Angeline. Turielith sente as dores e o cansaço de sua casca. Sua pele bem pálida ainda, cai de joelhos próxima da humana inconsciente. O céu volta a ficar normal e aquela tempestade que parecia que iria despencar dos céus. Volta a circular normalmente. Sentindo o corpo quente da humana, isso tranquiliza a pequena garota e rapidamente anota o número em seu celular e se desfaz do cartão para ficar irreconhecível pelas autoridades. Distraída, mas ela ouviu o som de uma lâmina se abrindo. Quando ela olha na direção que por sinal é atrás dela. Nota alguém nas sombras de pé encostado na parede do lado da porta aberta do terraço para voltar ao interior do hospital. Só consegue ver da cintura para baixo e o que aquele homem carrega em mãos. Abrindo e fechando. Era uma lâmina antiga de barbear. Ela já viu aquilo em algum lugar, quando ela lembra de onde e quem. A pessoa sai das sombras desencostando e indo em direção da pequenina, é ele, Zorfiel o Anjo do Desconhecido. Ele fecha a lâmina e guarda. Olha para os lados assustados, como se sentisse algo e se aproximava estendendo a mão para que a pequenina se ergue e ele diz:

─ Belo trabalho. Parece que cheguei atrasado para a diversão. O ministro Azazel mandou-me vir, achou que poderia estar em perigo. Pelo cheiro de enxofre e pela doutrina da Terra usada nesse enorme buraco ao chão. Indica que era um demônio da Terra, um Malfeitor. E Turielith, temos que ir. Se não teremos problemas. Pegue esta chave e use-a na porta mesmo do terraço. Feche-a primeiro e depois só encaixa a chave e abra. Se não teremos companhia. Eu digo de caçadores ou até vampiros. Esta região tem uma seita desses sugadores de sangue, dominada Camarilla, eles tem domínios aqui. É bom irmos, antes que eles apareçam. -

Ele entrega uma chave parecida com a de antes, só que desta vez ela é toda branca com listras em vermelha e tem o idioma natal incrustada nela como se fosse várias runas. Ele pega a humana ao colo e olha para os lados e caminha até a porta esperando a pequenina fazer o pequeno serviço.


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Última edição por Fractius em Qui Dez 18, 2014 1:11 pm, editado 1 vez(es)
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