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 ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~

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Fractius

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MensagemAssunto: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Seg Jan 05, 2015 9:32 am


☥ Londres - Newham - Casa da Família Tufte. ☥
• 17 de Dezembro de 1999, Sexta-Feira: 22h11min P.M.
• Turielith | Angelina Tufte: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado.



Suas palavras foram jogadas ao vento, como se fosse o nada e nem resposta teve do Anjo do Desconhecido. As luzes daquele corredor misticamente criada pelo Tormento de Zorfiel começaram a se apagar. Temendo o que poderia acontecer, não teve alternativa usou a chave e atravessou aquele brilho de luz carmesim. Seu pequeno corpo sente como se passasse por aquela camada gelatinosa e invisível aos olhos verde azulado da Algoz. Assim forçando seus pequenos e belos olhos azuis se fecharem com tanta claridade. Logo sentia o ambiente gelado e aos pouco os abria e quando ela nota estar de novo no banheiro da sua própria casa. Todo aquele teor de sobrenatural tinha desaparecido até então. Angelina pode sentir o seu corpo um pouco machucado, a maior dor era em sua perna direita a qual ela olhando nota a enorme marca queimada e com o formato da mão diabólica daquele demônio manipulador de terra. Saindo do banheiro lentamente, percebe tudo escuro e o único som parece vir da sala. É aquele chuvisco horrível de televisão e vozes da mesa distorcida. Mas voz humana, nada e parece que esta sozinha em casa o tem gente dormindo na sala.

Caminhando lentamente pelo corredor, pois era obrigada a passar pela sala e subir as escadas para o acesso ao quarto da pequenina. Ela nem se quer gostaria de estar ali agora, mas tudo foi obra de Zorfiel. E o pior que ela nem sabe onde a humana de nome Juliet Bennet possa estar. Parando no portal, podia ver o sofá e as duas cabeças de costa, tanto do pai e mãe de Angelina. Só que a televisão, estava tudo chuviscando e parece ser um filme que não da para enxergar direito. O telefone da sala começa a tocar e isso complica a vida da jovem que desapareceu do nada e como Turielith iria se sair dessa ? Sente um nervosismo dentro de si. Algo estava errado, seus pais nem se quer se mexem. Aquele som do telefone, poderia até acordar os seus vizinhos e quando ela se aproximou e notou. Rapidamente o susto ao ver as gargantas dos dois cortadas, suas bocas abertas e distorcidas como se estivessem presenciados a própria morte em suas últimas visões. Sangue escorrido por todo o peitoral do casal, até os pulsos cortados e os olhos totalmente brancos. Isso é um paquê para a terrena. Quem fez isso e porquê ? Quando ela olha para trás na parede do corredor de qual ela veio, nota escrito em sangue e bem grande:

"Isso é apenas o começo. Hoje eu me amo como eu amo meu deus: Quem poderia me acusar de um pecado hoje? Eu sei apenas dos pecados contra o meu Deus. E uma alma inocente desta família, esta comigo e aproveitarei muito bem dela."

Literalmente uma mensagem que só ela poderia ler, pois esta criptografada no idioma dos Elohim, é em Enochiano a famosa língua dos celestias. Quem fez isso e porquê ? A única pessoa sem ser seus pais desta casa é a irmã de Angelina. Assim que passa rápido pela mente da Elohim, logo ela que pertence a facção dos mais cruéis e sanguinários terrenos de Londres, uma Rapinante e passando por esses problemas. É hilário ao termo desses pontos. Agora é saber o que aconteceu, investigar ou fazer outra coisa ao gosto da Elohim.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Seg Jan 05, 2015 12:36 pm

Era uma das coisas que eu temia, que aquela pessoas tão caras a mim, não a mim, mas a Angelina se machucassem. Depois do que aconteceu no hospital eu sabia que eles corriam riscos, era óbvio, mas não assim, isso estava errado. Muito errado! Aconteceu enquanto eu estava lá na batalha! Isso era óbvio, alguns minutos atrás! E eu estava lá, em uma briga onde mal havia anunciado meu nome ao Durgal! Estava planejado então? Não consigo raciocinar, sinto que não consigo respirar, o estomago começa a revirar. Infelizmente descobri que esse corpo tem o estomago fraco e falta de auto-controle as vezes, maldita criança. Sinto o vomito subindo, como na hora em que vi Azrael e aquela mulher.

Fecho os olhos, sinto como se minhas forças se esgotassem. Julian a essa hora estava só! E os meus irmãos? E... E SE A CULPA RECAÍSSE SOBRE MIM? Mas, eu tinha provas de que estivera no hospital a procura de Julian... Vi isso na tv! Mamãe estava viva quando saí e papai não tinha chegado. Tudo gira ao meu redor.

Ligaria para Emily? Para Edward? Para a policia? Eu quero chorar, não é mais medo que sinto, é um sentimento de estar desprotegida, se ao menos fosse maior, ou mais velha, uma adulta como os outros, sensação de ser pequeno diante de todos. É só o que consigo sentir. Isso, e muita ira, raiva daquele deus maldito! Mil vezes amaldiçoado. Onde ele estava para aquelas pessoas mortas? Onde ele estivera todo esse tempo? Aquelas pobres almas ainda acreditavam nele, eu sei!

Mas, quem teria levado uma alma inocente dessa casa? Só restavam os gêmeos e eu sei que de incente Em,ily não tem nada. Pensar nisso me faz rir. Os gêmeos não valiam nada... Só Julian valia! E esse estava lá no hospital, sozinho, chamando pelos pais que eu não pude defender pois estava lutando sozinha para defender a irmã do maldito Azazel. Irmã de um desconhecido sem causa ainda! Um desgraçado fujão! Meu ódio se volta contra ele agora. E contra Zorfiel e aquela lamina, abrindo e fechando. Como um click na minha cabeça, o barulho do aço. Abre e fecha... Abre e fecha...?

Ignoro o telefone por enquanto.

Chego bem próximo da mãe e do pai mortos, com a traqueia dilacerada. Eu teria forças para uma tentativa de invocar suas almas? Ou uma outra tentativa? Algo que eu ainda não havia tentado.

Com passos lentos me aproximo mais dos mortos.

[off: vou usar a doutrina da morte, nível 1]

Chego próximo ao pai, sempre gostei dele. Ele era bom e legal comigo, um pai presente e preocupado. Seguro a lágrima que insiste em cair. Olho no profundo daquelas órbitas vazias de vida e tão anuviadas. Forço minhas últimas forças e coragem: encaro os olhos, foco com toda a minha concentração e procuro ver o que ele viu na hora da morte. Um rosto, detalhe que fosse.

Eu os vingaria.





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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Ter Jan 06, 2015 1:58 pm



A pequenina caminhou até os corpos e analisava detalhadamente. O cheiro que eles exalam parecem ter morridos a bastante tempo, coisa de mais de um mês. Até suas peles ressecadas como se fossem maracujás podres. Então Turielith com o seu conhecimento dos mortos preencheu seus olhos com a doutrina da morte. Inicialmente não conseguia detectar nada aos olhos de ambos. Mas exatamente em uma hora tentando ela descobre algo. Os pais de Angelina estavam aflitos tentando ligar aparentemente andando de um lado e outro.

A televisão estava dando alguma programação e do nada ela ficou com a imagem toda distorcida e algo negro como o abismo sai de dentro da caixa de tv. Formou um corpo humanoide com traços diabólicos. Chifres espalhados pelos ombros, braços e onde seria uma cabeça. E atrás na parede com as piscadas da televisão a forma de um par de asas de morcego gigante fazendo sombra na parede. Aquilo estava ali e seus pais como se nem estivessem o vendo. Logo sua irmã apareceu e gritou como se viste aquela coisa. Então aquele ser todo feito de sombras gargalhou pelos dentes enormes, pontiagudos e feito de abismo. Turielith não conseguia ouvir o som, mas pelo movimento da enorme boca daquela coisa era possível detectar. Então aquilo tornou-se uma fumaça negra e rapidamente adentrou na boca da jovem Emily. Sim, é isso mesmo que ela viu, uma possessão de um Elohim, foi da mesma forma que ela fez com Angelina. A menina se debateu como se tivesse uma convulsão e seus pais foram ampara-la e a colocaram no sofá desmaiada. Então a mesma abriu os olhos, negros totalmente e aos pouco normais. E um sorriso de ironia foi desenhado ao rosto dela. Que se levantou, foi até a cozinha e não viu mais.Quando voltou, notou a jovem rasgando as gargantas deles e ao mesmo tempo sugando suas potências de fé na marra. Então tranquilamente ela toda coberta de sangue caminhou até a parede e começou a escrever. E por fim a imagem desapareceu e os pais de Angelina morreram definitivamente.

Estava cansada, mas agora conseguiu pegar as visões completas em relação as mortes que ocorreu ali e esta noite. Então tem algo dentro do corpo de sua irmã, mas quem seria ele ? E para onde foi ? O que fazer em uma situação tão complicada como esta. Turielith sente-se muito confusa e triste por parte de sua hospedeira.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Qua Jan 07, 2015 6:35 pm

Não é só medo do desconhecido que apavora o meu corpo humano, medo de descobrir se fui traída pelos meus e nesse caso fui, não sei o nome daquele diabo, mas pelo menos conheço o rosto mortal qual deles devo caçar. Uso toda a minha concentração e energias restantes ignoram a fome e a sede que percebi ser extremamente forte. Lembro que horas mais cedo eu carregava um prato de bolo e mãe havia preparado o jantar... Então tudo aconteceu.

Não foi apenas a possessão de Emily que eu pude ver, foram as coisas mais importantes que os olhos do meu pai viu e muitas delas se relacionavam a mim. Nem trato ais Mark como pai da minha hospedeira, mas como um verdadeiro pai humano, mais meu pai do que fora o próprio deus. O que Mark Tufte viu pela última vez além da própria morte? Eu sabia.

Pelas primeiras imagens que vi, notei que meu poder funcionou apesar do bagaço do meu corpo. Ele se levantou, acariciou os cabelos de Jocelyn. Foi ao banheiro, se barbeou e lavou. Tomou o café da manhã com os filhos. Alguns dias da semana Julian comia com eles, hoje havia sido esse dia. Pelos seus olhos vejo o quanto estava feliz em estar sentado a mesa com a família toda, isso me emociona, sinto lágrimas que segurei e agora elas saem dos meus olhos, que são na verdade os de Mark. Jocelyn preparara o café a moda americana, o que fazia ser mais deliciosa a comida. Bacon, ovos, pão e geleis que ela adorava comprar de vários tipos. Esta manhã ela sorria, ele gostava de ver ela sorrir, sem aqueles lábios apertados de sempre e toda a religiosidade que as vezes parecia forçada.

Julian contava sobre os casos do hospital, Emily e Edward sorriam entre si de alguma piada dirigina a Angelina. Eram das luvas que a mais nova usava essa manhã, coloridas e nada combinadas ao uniforme. Eu me via agora como ele via Angelina, o olhar vazio que agora lhe causava preocupação e até coisas que antes ela não fazia. Principalmente na combinação das cores, ele reparava em cada detalhe de mim, sinto que franze o cenho e suspira, ainda mais quando essa replica a irmã a deixando embaraçada e calada.

As imagens saltam, estou pegando o metro e indo ao consultório. Alguma coisa me distrai na rua, uma bela loira tatuada caminhando em seus saltos altos de uma cor azul vibrante. Que mulher bonita. Metro, agitação. Não estava em absoluto cheio, tampouco vazio. Uma mulher grita que algo sumiu de sua bolsa mais a frente. Olho e ignoro, cheguei ao meu ponto. Assovio distraído enquanto entro no consultório. Gerta, minha secretária já chegou e preparou um café delicioso. Tenho alguns pacientes marcados para aquela manhã: uma jovem com síndrome de Borderline, uma cleptomaníaca e um maníaco-depressivo com piromania. Os melhores pacientes que se poderia esperar...

Por algum motivo enquanto atendo o maníaco depressivo, olho para a foto de Angelina. Uma foto recente tirada semanas antes. Roupas escuras, olhar perdido, um cachecol laranja com bolinhas coloridas. Fim da sessão, outra sessão. Fecho os olhos, estou cansada de ver... Não de ver, de sentir o que ele sentia... cansada de mim? Abro os olhos, um salto de imagens. Jocelyn grita no telefone, estou no trabalho, Gerta ouve a discussão pelo telefone, ela tem uns olhos de quem sente pena de Mark.

Angelina fugiu de casa de novo, disse que ia tomar banho e desapareceu. Jocelyn está chateada, vou para casa. Abro a porta, Jocelyn está inconformada, me diz que talvez tenha sido rude com a filha e algo com um pedaço de bolo. Não entendo nada.

- Joce, se acalme, não entendo!

- (Snif) Angelina saiu de casa e sumiu! Eu lhe disse para guardar um pedaço de bolo na geladeira. (sic) Então ela saiu! Eu liguei para ela e sabe o que ela me disse? Que estava indo atrás de Julian no hospital! Não sei mais o que fazer com a sua filha Mark, ela esta me enlouquecendo! Você não vê? Até os gêmeos estão afastados dela! Emily nem chega mais perto dela e não me diz o porquê! Me ajuda Mark, o que adianta você ajudar os doidos da sua clinica e não ajudar sua família? Eu já disse que essa menina está com problemas, tem alguém machucando ela na rua! Encontrei aquela coisas nas roupas dela, você sabe. Era perfume de um homem mais velho Mark! Eu vi hematomas no braço e nas pernas. Sei que demorei a te dizer, achei que ela diria alguma coisa para nós, se abriria e nada! E se...?

Nesse momento a TV que estava baixa me chama atenção. Alguma coisa está acontecendo no hospital em que Julian trabalha! Vejo na imagem da TV a fachada do hospital, o St Thomas. Interrompo Jocelyn, caminhamos em direção ao sofá e nos sentamos. A noticia é aterradora: o Hospital está com a suspeita de um atentado. Mortos comprovados, pacientes sendo retirados, funcionários feridos. Meus filhos estavam lá! Neste momento a porta abre, quando olho só vejo os sapatos. Um tênis novo e bonito, Emily.

Fecho os olhos novamente. Estou cansada. Percebo que me aproximei demais dele e tem sangue na minha mão. Quando abro novamente, é angustia que vejo nos olhos de Mark. Minha cabeça vê o chão e os tênis, Jocelyn está a amordaçada e sangrando. Ela chora e tenta gritar. Não consegue. Algo me prende a parede, nós dois estamos presos a parede, mas não há cordas, é como um poder invisível que nos segura. Sinto dores insuportáveis, quero gritar minha garganta não consegue. É um poder demoníaco. Mark sabe e Jocelyn também, eles tem medo e pavor, ao mesmo tempo repulsa.

Quero olhar nos olhos do meu torturador, não consigo. È a filha ali, com aqueles olhos monstruosos. Vejo a mão dele segurando uma faca normal de cozinha. Ela vai até Jocelyn e corta sua garganta. Se corpo fica decrépido, Emily a senta no sofá olhando para a tv. Não quero vê-la assim. Fecho os olhos, sei que o próximo será eu. As dores continuam insuportáveis, sei que ele me tortura, não consigo gritar, o que isso? Mas se o mal existe, o bem também, talvez Mark tenha pensado isso, seu olhar não era de ódio para o assassino, mas de perdão!
Minhas tripas dão nós em minha barriga, choro. Não sou eu chorando, talvez sejamos eu e os olhos de Mark. Viro para encarar o meu assassino, o olho nos olhos enquanto ele rasga a minha garganta.

Então morro. Morro com o brilho do ultimo olhar de Mark para a filha.

***
Notei que haviam se passado 1 hora. Não havia mais o que esperar, faço ligação para a policia. Aguardo alguém atender e digo.

- Moça? Meu nome é Angelina Tfte, você já deve ter o endereço no seu sistema. – Não contenho o choro. – Cheguei em casa a pouco, meu irmão estava no incidente do hospital St. Thomas. Meus pais estão mortos moça, me ajuda!

Desligo o telefone. Noto que Emily deixou a mochila dentro de casa e o demônio nem se preocupou em esconder a arma do crime! Agora que caminhei pelo local vejo ali, a mesma faca eu eu usei mais cedo para cortar o pedaço de bolo. Pego a minha chave e caminho até a saída, sento no batente da porta esperando a policia, enquanto choro, não eu, Angelina. Minha mente divaga em como proceder nessa situação. Pensar que eu não pude protegê-los por que estava defendendo a vida da irmã de Azrael e de certo modo Julian, não me serve de consolo. Zorfiel poderia ter destruído o Durgal, até mesmo Azazel... Sério que era tão difícil encontrar a irmã do tal Bennet? Era um teste isso tudo? Talvez eu estivesse sendo bastante boazinha esses tempos... Merda, logo Emily a detestável? Não seria difícil mata-la... os gêmeos nunca haviam valido nada mesmo.

Tenho lembranças horríveis deles maltratando a hospedeira.

Já consigo ouvir as sirenes.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Sex Jan 09, 2015 1:17 pm



Realmente foi tudo rápido e a Elohim esta presenciando e sentindo toda esta amargura junto de Angelina. O tempo foi prolongado e de todos os métodos encontrou o que tenha feito aquilo, algo que agora trilha dentro do corpo de Emily, sua irmã mais velha. Vendo a localidade totalmente coberta de sangue, a mensagem na parede e tudo arquitetado pelo mal. O verdadeiro Tormento de algum demônio.

Rapidamente ligou para a polícia, a atendente tentou perguntar algo a mais, só que a ligação foi desligada pela jovem. Então saiu pela porta principal que por sinal estava destrancada e a maçaneta suja de sangue. Indicando que Emily saiu pela porta da frente. Sentando na batente da porta, realmente ao longe ouve as sirenes. Até o vizinho da frente, o senhor Jeremy e aos braços o seu gato caolha. Ele não consegue lhe ver pela distância e está escuro onde a pequenina se encontra. Mas ele olha para o outro lado em direção de onde estaria vindo a polícia, pois o som das sirenes podia ser ouvido a quarteirões. Um som chama a atenção da Elohim, vem do alto, o barulho de janela se abrindo lentamente. Quando ela nota, vê a janela do quarto dos pais da humana aberta e a cortina branca levemente balançando conforme a dança do vento gélido que percorre toda a cidade. A casa já estava enfeitada para o natal e as luzes piscando conforme a maioria das residências deste bairro. Turielith com sua percepção sobrenatural, ela sente algo no andar de cima. Tem alguma coisa lá que incomoda o corpo da jovem. Em menos de segundos, a sensação desaparece e sente mais perto, como se já estivesse na sala o que fosse. Olhando pela janela, ela percebe um homem de costa, usando um sobretudo marrom até a altura de suas batatas das pernas. Ele esta olhando as inscrições e logo pega um celular ao bolso e distraído coloca ao ouvido. Ele reclama ao ouvir o som das sirenes e apenas diz:

─ Droga, tenho que limpar logo esta bagunça. Atende...

Não podia ver seu rosto, estava de costas e no máximo seu cabelo curto, castanho escuro e ele é branco. Algo sobrenatural radia vindo dele, ela pode sentir.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Sex Jan 09, 2015 1:49 pm

Tinha alguém na casa além de mim esse tempo dodo e eu nem sequer percebi? Eu realmente estava exausta! Me sinto fora de mim!

Levanto dos degraus e mais que rápido empurro a porta a deixando arreganhada. Assim poderia fugir dependendo do que fosse. Era um homem, não minha irmã possuída. Mas que diabos? Mentalmente chamo Zorfiel múltiplas vezes em agonia de segundos. Era o nome mais fácil que me vinha a mente. Azazel não viria se eu chamasse...

- Quem é você e o que faz na minha casa? Você tem exatamente 30 segundos antes que eu comece a gritar. E é bom ser convincente ou eu mesma estripo você!

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Sab Jan 10, 2015 12:49 am



Turielith rapidamente se ergueu e ficou atenta a tudo. Realmente algo estava fora do contexto. Quando olhou pela janela e viu aquele homem, como um fantasma ela abriu a porta com uma ferocidade que deu-lhe um susto ao homem que estava ao telefone e que se virou olhando para aquela jovem loura e bem "frágil" aos olhos humanos. Ele responde a quem estava na linha:

─ Depois eu retorno a ligação. Imprevisto... -

Ele guarda o telefone dentro do sobretudo e balança negativamente a cabeça e sorrir um pouco com ironia e põe a mão no bolso interno de seu sobretudo. Poderia ser uma arma de imediato aos pensamentos de Turielith. Mas problema ? Chega por hoje, não ? Mas pela paz da Elohim ele puxa uma carteira e mostra o distintivo e diz:

─ Agente da Scotland Yard Derick Graven jovenzinha. Sou a ajuda aqui. Não precisa gritar. E... -

Ele franziu as sobrancelhas lhe olhando como se estivesse vendo ou sentiu algo também vindo da Elohim. Logo ele olha para sua perna machucada e volta a olhar em seu rosto e pergunta:

─ Onde arrumou este ferimento jovem ? Vou ser direto... O que é você ou quem seja... ? -

Ela nem reparou, ele ficou sério e muito rápido da manga do sobretudo brota na mão dele uma espécie de uma lâmina de espada, bem pontiaguda e cheio de runas em negro. Olhando melhor, ela percebe que é Enochiano, o idioma dos anjos. Quem seria ele ?


Derick Graven, Investigador da Scotland Yard.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Sab Jan 10, 2015 2:17 am

Percebo seu olhar me analisando e que ele viu a marca na minha perna. Teria que esconder essa marca, espero que ela suma um dia ao menos, pois a dor que ela provoca é insuportável. Ao notar a lâmina penso em um caçador, Azazel havia me avisado. Maldição e se ele veio para caçar minha irmã? Não era dever dele, eu cuidaria disso sozinha!

- Quem sou eu? Quem é você! Está é a minha casa e aqueles são os meus pais e... - Sinto meu corpo fraquejar, é fome e raiva misturados, minha barriga ronca alto, a quantas horas eu não como e nem bebo nada? - Não ouse me machucar, não é pela minha aparência de fragilidade que você pode ir pensando que será fácil me derrubar, não hoje e nem agora, não depois disso tudo, de tudo que eu passei nas últimas horas, não e não e não! Se é um caçador, saiba que o que procura já se foi! É a minha irmã e isso é assunto meu, eu vou resolver. Nem adianta exibir essa lamina aí para mim, não tenho medo de você!!

Sinto que as palavras nem são mais só minhas, é a revolta do resquício que existe de Angelina em mim e eu nela. Naquele momento é a revolta das duas subindo. Não o encaro como a toda poderosa Turielith de horas atrás, mas como um ser acuado e ferido que estou no momento. É mais um final de coragem do que o começo de uma.

- Não adianta tentar me caçar, senhor! Eu não fiz isso, tivesse feito acredite eu estaria me vangloriando e não aqui esperando ajuda! Pode ir guardando isso aí, nem se aproxime, eu grito e acredite posso correr mais rápido que você, todos os meus vizinhos estão de olho na casa e a policia está chegando! Há provas em todos os cantos dessa casa de que não fui eu, você não vai se arriscar me machucando de graça, mesmo que forje provas depois! Que feio um policial acuando uma garotinha indefesa...

Faço o meu olhar mais sincero, aquele caçador não iria se livrar de mim assim, nem que pra isso eu gastasse minhas últimas forças tentando fugir ou tentando matá-lo.

- Então? Vai me dizer quem é você ou o quê? Meu nome é Angelina Tufte e eles eram os meus pais e... eu sou uma qualquer coisa!

Não digo o que eu sou, neste momento acho que nem eu sei, meus objetivos estão embaralhados na minha cabeça. Tudo dói, tudo é confusão cheia de perguntas sem resposta alguma. Percebo que já estou falando alto com ele, cuspindo as palavras. Seria estranho se eu dissesse que desejo um abraço de Julian? Percebo que a cadela Blossom não está ali. Emily tinha matado até o cachorro? Eu gostava do cachorro, era bom esfregar os pés no pelo e ele nem me estranhava mais...

Quero falar com Dayse e Clyde, eles tem um magnetismo forte por mim, me ajudariam, me abrigariam, alimentariam. Pretendo em breve transpor os limites de seguidores a se tornarem pactos fixos, ao menos com Clyde, ele era útil mais que Dayse. Devaneio pensando nas possibilidade por segundos. Enquanto meus pés bem devagar se voltam mais para a saída, deslizando discretamente, seu eu precisasse fugir, fugiria.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Ter Jan 13, 2015 3:42 pm



A situação esta cada vez tensa. Mas Turielith tenta manter tudo sob o seu controle. Suas palavras de alguma forma chegou aquele investigador de polícia. Mas a pergunta dele soou estranha. Ela sente algo de sobrenatural na área, não indica que seja dele, talvez seja resíduos do que entrou no corpo da irmã de Angelina ainda possa estar impregnado na localidade do assassinato cruel que houve com os pais da hospedeira da Elohim. Ela ainda pode sentir as dores tanto física e agora emocional em relação aos sentimentos da mortal. Aquele homem aparenta apertar um dispositivo com a mesma mão a qual a lâmina surgiu entre a manga de seu sobretudo e assim ela retorna para dentro. E ele em um olhar sério para a pequenina e puxa um maço de cigarro e acende com um zipo negro e logo guarda ambos ao bolso e responde a terrena:

─ Entendo, vejo que não diz mentiras. Mas, tenho que limpar esta bagunça e uma coisa eu digo-lhe... Sei que talvez você não seja humana. Quem é você de verdade ? Este ferimento em sua perna, fede a enxofre. Isso foi causado por um demônio, tenho certeza disto. Não vou machuca-la, se não me atrapalhar em meu serviço aqui. -

Ao fundo o som das sirenes cada vez mais alto e isso indica aproximação da residência. Derick apenas fechou os olhos estendeu seus braços abertos para o alto e com as palmas virada para o teto. Ele parece sussurrar algo, não pode ser entendido por Turielith, mas ela sente algo saindo dele e se espalhando pela sala. Uma energia, mas para o corpo pequenino apenas calafrio sobrenatural. Logo as luzes da casa começam a piscar Porém todas as portas, janelas começam a se fechar sozinhas e trancarem em seguidas. Até as do segundo andar, ela pode ouvir o som e ele abre os olhos e baixa os braços sorrindo amigavelmente para a bela e delicada Angelina e completa:

─ Fiz uma proteção rápida e logo vou liberar para os policias entrarem. Tenho que limpar esta bagunça, eles não podem saber sobre o sobrenatural em si. Eu vou retirar esta frase doentia e eu sei quem possa estar fazendo isso. Eu vou rastrear e achar o infrator... Não é a primeira família que este ser do inferno vem fazendo. Quem sabe, eu te explico em detalhes depois. Agora não tenho tempo, porquê você acionou a polícia. É... que seja. -

Ele rapidamente olhou para os lados e se aproximou da parede com as palavras pesadas que Angelina não gostou, mas Turielith sentiu pela garotinha. O investigador simplesmente colou a mão direita aberta na parede onde esta a escritura e começou a dizer em enochiano algo do gênero: "Siglas do afastamento e tons da verdade se camufle." Em seguida, ela percebe como se as palavras em sangue fossem apagadas como se alguém estivesse usando uma borracha. Mas ao fundo, ela consegue ler ainda, como se uma camada estivesse na frente das palavras e ele volta a olhar para Turielith e completa com um sorriso de satisfeito:

─ Odeio ser o lixeiro de Londres. E olhos humanos não conseguiram ver isso. Eu não posso fazer a sessão completa causa da polícia chegando... Mas ele não vão ler e venha comigo. Não será bom você ser vista aqui. Podemos ir para algum lugar mais tranquilo e assim conversarmos. Se não quiser, foi um prazer e estou indo-me. -

As luzes da casa estão normal. Mas tudo trancado ainda, ele estica a mão esquerda esperando ouvir e ver a reação da caída. Ela começa ouvir os carros estacionando e as luzes dos faróis. Logo uma corrida de pessoas se aproximando da casa. Era tudo ou nada em confiar neste homem misterioso e cheio de truques por de baixo literalmente de sua mangá. Quando ele usou suas habilidades, ela teve a pequena impressão de ter sentindo aura de Tormento sendo liberada. Não teve certeza ou seja apenas rastros ainda de horas atrás do assassinato.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Ter Jan 13, 2015 7:27 pm

Ficar ou não ficar. Se eu ficasse teria explicações a dar a policia. Tenho mais medo do que explicar a eles, do que de ir com o homem. Eles logo concluiriam que tinha sido Emily, pelas digitais espalhadas na cena do crime e a faca ali abandonada. Pelo pouco que sei e pelas série de televisão, eles logo me descartariam como suspeita. Tenho que escolher as prioridades. Nesse caso era saber quem era esse homem e o que ele sabia. Minha chave da casa está comigo, o celular também. Resta o dinheiro que me foi entregue mais cedo. Um lampejo me passa pela cabeça e é em comida que penso.

- Vou com você. Mas me prometa que não tentará me machucar, eu revido!

Falo mais pra deixar claro para ele que se ele tentasse algo eu me defenderia, do que o fato de que eu o faria. Tenho fome, sede, sono. E o desespero que eu sinto é por Angelina, muita coisa ruim em um dia só, é como se o corpo só desejasse um abraço e carinho e que tudo fosse mentira.

Quando estivesse em um local seguro, que pelo menos parecesse seguro, ligaria para Dayse e pediria que ela soubesse noticias de Julian.

Faço o movimento de segui-lo. Rapidamente apresso meus passos e me posto atrás dele, como se buscasse proteção as suas costas.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Qua Mar 04, 2015 4:31 pm



O homem que se apresentou como investigador da Scotland Yard lhe estende a mão esperando que a mesma o toque. Derick como se auto-nomeou-se para a pequenina Angelina. Assim que o toca, ele fecha os olhos e rapidamente ele começa a brilhar em uma cor alaranjada que passa para o corpo da jovem que fica com aquela aura da mesma cor que ele. Então sente como se seu corpo fosse comprimido e tudo ficou turvo. Só sente seu corpo e alma como se estivesse girando que nem um peão. Parece que dura uma eternidade, mas quando se da conta tudo melhora, por pouco não vomitou e quando sua visão volta ao normal e aquele zumbido em seus ouvidos pelo barulho que quando a aura apareceu no homem e nela aumentou drasticamente. Agora apenas o silêncio e um pouco tonta. Então ouve a voz dele:

─ Pronto, chegamos. Esta tudo bem com você garotinha ? -

Ele soltou agora sua mão. Quando se da conta, parece ser um quarto bem pequeno. Uma cama de solteiro, as paredes cobertas de fotos, o mapa de Londres todo rabiscado, símbolos em enochiano o idioma dos celestiais e isso significa acesso aos celestiais o que Turielith é. Espalhado em cima de uma única mesa de madeira e pequena parece ser páginas da bíblia espalhada e algumas frases envolvidas por caneta. Por esta longe era impossível enxergar. O que é este homem e o que ele deseja ? Só tem duas explicações, ele é um caçador ou pertence aos celestiais. Ele retira do bolso interno um cigarro e acende com um zipo e aguarda olhando para a pequenina uma resposta.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Qua Mar 04, 2015 10:58 pm

Era um quarto realmente pequeno e mal decorado. Era impossível não comparar com o lugar que eu havia chamado de lar. Isso me faz pensar na forma de como as pessoas vivem e as condições de vida que cada um tinha. Aparentemente em comparação com as outras pessoas da terra eu tinha uma vida muito boa e acima da média. Tinha...

Então uma outra sensação toma conta e essa é de pensar que e se ele fosse um caçador? Eu estava cansada e faminta pelo que aconteceu antes e não dava pra me fiar na conversa de que ele não me machucaria. A muito tempo eu aprendi que nesse novo mundo não há lugar para certos tipos de inocência. Não foi assim que a Angelina morreu? Quem lhe respeitou a inocência? E quem respeitaria sabendo que ali dentro tem um demônio e não dos melhores? Depois de lutar com aquele demônio de mais cedo tenho certeza que não sou dos piores, eu era dos mais honestos ao menos... E talvez dos mais angelicais RARARA. Pensar isso me conforta, por alguns segundos.

- Estou bem sim, um pouco de fome talvez. - Faminta de fato.

Tenho tantas perguntas. Seria a hora de ser honesta ao menos pela metade? Ele seria comigo?

- Tenho muitas perguntas, talvez tenha algumas respostas para você.

Caminho até a ponta da cama e sento, era boa a sensação de descansar por alguns segundos.

- Vejo que você tem pesquisado e sabe de coisas. Bom você é um policial... Mas de que tipo de criatura? Humano você não é... é? O que você é? O que é essa coisa? Por que na minha casa, justo na minha? Você sentiu que eu não sou humana... E não, não sou. Mas eu nunca machucaria a minha família, eu gostava deles. Exceto da Emily. E foi ela, ou o que estava dentro dela que fez aquilo, eu sei, eu vi... Eu também sei que ela poderá machucar os outro e é certeza de que pelo menos a mim ela vai tentar. Eu tenho que ir até meu outros irmãos, talvez ela vá procurar por eles. E talvez eu possa ajudar ou você possa me ajudar, Não sei. Estou muita cansada agora para pensar direito.

Saiu mais como um meio desabafo, mas era verdade. Talvez nisso eu só pudesse contar comigo e desconfio que Zorfiel ficará com os louros do que aconteceu no hospital. Então talvez estivesse por conta própria e teria que cuidar de mim sozinha. Julian não poderia, isso se ele já não estivesse morto ou sei lá no hospital. Precisaria ir até lá. Nem pensar em contar com o gêmeo de Emily, eles eram muito parecidos em tudo. Definitivamente eu estava só.

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Última edição por Turielith em Qui Mar 05, 2015 7:02 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Qui Mar 05, 2015 5:24 pm



O local era bem apertado e por sinal desorganizado. Não era sujo, mas bagunçado apenas. Ela estava perdida em seus pensamentos, tudo de que ocorreu no hospital, na casa da Angelina e agora sem respostas para muitas perguntas. Talvez o Príncipe da Miséria poderia ser a solução ou o caos total. Não tinha escolhas e o inferno literalmente esta na terra em degradação e intrigas entre os elos do mundo físico e espiritual. Derick cruza os braços enquanto lhe ouve, apenas descruza, pega o cigarro da boca e assopra a fumaça ao ar. O local era quente, ao tom agradável porque Londres esta um frio de matar. Ele logo afunda o cigarro em um cinzeiro em cima da mesa e volta a lhe olhar e diz encostando no móvel de madeira:

─ Sinto a essência do tormento em seu corpo, você foi tocada por um ser do abismo. Algo como eu e você assim eu creio em termos do que disse e de toda a história sobre a sua irmã. Eu não sei exatamente o que esta acontecendo, mas boatos de que um portal esta sendo aberto por humanos e trazendo coisas que não deveriam nunca sair do abismo. E humanos estão sendo corrompidos como nós mesmos fizemos a esses dois corpos. O meu caso de que Derick foi baleado e iria morrer e seus ideias se encaixavam ao meu, no termo de senso de justiça. E por sinal eu me chamo Nathaniel, conhecido como o Rastreador dos Céus. Sou da casa dos Infestos e sigo os ideias do Estrela da Manhã, um Luciferiano com muito orgulho. Serve a qual causa ? E quem realmente é você dentro desa carcaça infantil ? -

De volta a cruzar os braços e ele foi literalmente sincero aparentemente. Foi o que ela pode detectar em sua percepção e ele volta a perguntar:

─ Ao sair daqui eu pago um lanche para você. E também ouve uma confusão no hospital. Soube de algo ? Parece que dois celestes iveram um embate nada agradável. E que caçadores estão de olho no hospital St. Thomas. Não fica muito longe daqui. Este é o meu quarto no departamento da Scotland Yard, de todas as formas, continuo fazendo o meu papel aqui na terra de quando fazia nas eras atrás. Mesmo não recordando de quase nada, mas o meu instinto me leva aqui. E você, possui desejos e instintos, Angelina ? Me refiro ao ser dentro, não a humana para esta pergunta. E já conhece os outros como nós pela cidade ? Vieste de onde ? Pois nunca lhe vi na cidade... ou lhe conheço e este corpo és um novo ? -

Aguardou agora desenhando um sorriso belo ao rosto bonito do rapaz e espera ouvir as palavras doces da pequenina em relação a todo este caos.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Qui Mar 05, 2015 7:01 pm

O ouço e sinto a sinceridade de suas palavras, quanto a mim não poderia ser sincera de todo. Não nessa condição mais fraca, depois de uma luta e das dores que eu ainda sinto pelo corpo.

- Tenho dinheiro, só precisa me levar onde tenha comida. E depois acho que terei que prestar algum tipo de declaração na policia não é? Pra ficar livre de suspeitas também ou sei lá. Pelo menos é assim que eu vejo na tv. - Apesar da mesada, nunca sei exatamente como gastar, havia uma pequena poupança em casa, num cofre de porquinho, Angelina sempre ganhava tudo e não gastava o que os pais lhe davam e ainda tenho o que Azrael me deu.

Grande parte do conhecimento que Angelina tem, infelizmente vem da tv. E de poucos livros que eu por vontade própria comecei a ler, precisava de instrução e ela não tinha tanto conhecimento. Inclusive quando assumi o copo, as notas dela aumentaram. O ruim de ser um corpo jovem, é sobre o que eu não sei, por ela não ter vivido e das coisas infantis que as vezes me sinto compelida a fazer.

- Sobre o hospital. - Nesse caso, era melhor dizer. - Eu estava lá. Foi assim que consegui essa marca na perna. E antes que você faça suposições, sim, eu derrotei aquele ser. - Não falo com orgulho, era apenas um fato. - Ela estava atacando meu irmão. Mas a coisa não queria meu irmão. Foi só um obstáculo ao que ele queria e eu não sei o que era. Apenas cheguei no momento errado, se eu não estivesse lá, talvez tivesse salvo a minha família, não sei. Talvez nunca saiba...

Isso sim, era remorso verdadeiro que eu sinto pelos Tufte. O que é controverso, já que a minha missão é ver todos na pior. Esses sentimentos são sempre conflitantes. Será que um dia eu aprenderia a lidar com isso? Não tenho memórias do que fiz na guerra, sempre há um receio, Zorfiel nem Azrael lembram do que eu fiz, mas e esse lembra? Queria saber meu papel na guerra e as vezes questiono meu ódio.

- Meu nome é Turielith, da casa algoz. - Se lembro bem já devia ter acontecido de Azrael avisar de mim, porém evito falar sobre a facção ali, naquele lugar desconhecido. - Preciso ir ver o meu irmão mortal, ele estava ferido, mas tive que fugir de lá depois daquela bagunça, tinha muita gente era perigoso e quando cheguei em casa...

Era realmente uma lágrima sincera a que eu deixo cair, mas não era ruim se causasse algum tipo de comoção no estranho, então aproveito a ocasião e choro de verdade. Era unir o útil, ao agradável. Me levando e vou até ele e o abraço. Tinha aprendido essa com a minha mãe, sempre que brigava com o pai, exagerar no drama. Aos prantos, sempre.

- Me desculpe, senhor. Este mundo é tão cruel e esse dia foi realmente horrível. Desde que voltei a terra eu só os vejo se matando e se machucando. Minha primeira visão daqui foi nesse corpo morto. Ela foi morta sabe? E estuprada, que tipo de lugar é esse que mata crianças assim? O que deu de tão errado?

Me deixo ficar ali, agarrada e sujando a roupa dele de lágrimas. Era um fato digno do oscar.

- Eu só queria sair daquele lugar horrível onde fomos jogados, mas aqui é tão horrível quanto! Você não questiona onde nós erramos?

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Seg Mar 09, 2015 1:21 pm



As dores e as palavras de Turielith eram verdadeiras. Se estiver tocando os sentimentos de Nathaniel ela não sabe, mas o Terreno parece ter sentido isso por ele. Ao ponto do rosto dele fazer uma expressão de não entender e fazer com alguém chorando literalmente aos braços dele. A única coisa que ele faz é por a mão na cabeça de Angelina. E logo responde meio que dando lag:

─ Não compreendo totalmente sua dor Turielith da sétima casa. Mas algo dentro de mim, diz que Derick lhe compreende e isso me faz se sentir estranho, de alguma forma me amoleceu e isso não é bom. Mas... vamos... sair daqui, pegarmos um ar e comer algo. Por sinal, estou faminto também. Sobre o depoimento não será necessário, darei o meu jeito por você um favor apenas. E não cobrarei nada em troca. Vou fazer umas ligações aqui antes e saber onde seu irmão foi transferido. Um minuto. -

Ele sorriu sem graça, aos pouco lhe afastou e foi até a mesinha e pegou o celular e começou a discar e fazer perguntas sobre o seu irmão. Na terceira ligação ele sorriu e agradeceu desligando e logo voltou a olhar-te e diz:

─ Seu irmão esta bem e ele foi transferido como os outros para o St. Mary's Hospital. Aqui mesmo em Westminster e que por sinal um de nós trabalha lá e não é qualquer um pequenina. É o grande Mikael, conhecido como o Mestre das Almas. Também um Algoz, assim como você. É um sábio e exemplar é o soberano dos Luciferianos aqui de Londres. A nossa causa é importante na cidade. E você Turielith, segue qual causa ? Ou ainda não tem ? -

Ele guarda o celular no bolso ajeita-se e esperando a resposta da caída. E o irmão esta no hospital de um Soberano da casa dela e para piorar um Luciferiano, um ser antigo que ainda acredita na tolice de que o Estrela da Manhã ainda vai voltar para lidera-los. Por isso a rapinante não deposita muito sua fé nesta hipótese. Nathaniel caminha até a porta, destranca e a abre apontando:

─ Vamos... ?

Aguardou ouvi-la antes de saírem é claro e após espera que ela saia para que ele possa sair e trancar a porta.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Seg Mar 09, 2015 7:24 pm

Limpo o rosto no casaco. Bom, acho que meu pequeno drama serviu ao menos por enquanto. Precisaria me manter assim, afinal esse novo amigo, pelo menos estava agindo como um. Seria bom conservar, pelo menos por um tempo essa pequena aliança. O problema seria Mikail, esse nome não me causa bem estar de forma alguma.

Sorrio agradecida.

- Sim, vamos. Obrigada Nathaniel. Obrigada Derick.

Sim, comer seria bom e ver Julian também. Não duvido que Emily tente atacá-lo, mesmo sendo perseguida por deus em pessoa. E se ela tivesse convencido o gêmeo? A ligação entre eles sempre foi tão forte, inclusive nas travessuras dirigidas a mim. Claro que depois que assumi essa casca, elas pararam, mas pararam por medo. Seja lá o que tem lá dentro não tem medo de mim e deve se achar a rainha do pedaço. Ahm irmanzinha, não vejo a hora de me livrar de você.

Começo a me questionar em como estou desarmada, teria que dar um jeito nisso. Precisava conversar com Azazel, contar o que aconteceu no hospital, na minha versão. Precisava saber o que aconteceu com a irmã do incestuoso também. Tantas coisas para fazer, seria mais simples chacinar a todos, teria fim todos os meus problemas.

Ao sair do quarto, sinto a baforada do frio no meu rosto. Tantos lugares quentes e agradáveis no planeta, mas estou no frio. Não seria ruim um pouco de calor e sol... Odeio escorregar com esses pés humanos no gelo da neve, não entendo como os jovens se divertem deslizando.

- Você está aqui a muito tempo? Já encontrou alguma resposta do que procurava? Os outros, que estão saindo, esses que estão causando problemas, o que ele querem? Desculpe perguntar tanto, algumas coisas ainda não fazem sentido. - Nenhuma sentido, quem devia quebrar e destruir tudo éramos nós os rapinantes... Detesto saber que alguém brinca no meu lugar.

Me dirijo ao homem ao meu lado. Ele é jovem, até bonito pro gosto de Angelina. A algum tempo eu havia percebido mudanças no corpo da jovem, creio que ela está chegando a uma semi fase adulta, hormônios entrando em ação, como disse a "mamãe" coisas aconteceriam e eu viraria mulher em breve. Não gosto de me imaginar crescendo, como um humano, eram todos desprezíveis, mas corpos femininos atraem mais problemas. Aparentemente homens eram a causa dos problemas.  Na escola quando Angelina se aproximava do garoto mais velho Malcolm, ela sentia coisas. Extremamente desconfortável compreender os sinais do corpo e um tanto nojento.

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Qui Mar 12, 2015 7:42 am



Caminharam pelos corredores das grande Scotland Yard. Turielith notava os números de funcionários, mesmo para uma noite gélida e bem próximo do natal. Alguns companheiros de Derick os cumprimenta e ele o mesmo em resposta, algumas moças param ele para saber quem seria a pequenina. Ele apenas dizia ser a "Sobrinha" dele e que trouxe para ela conhecer o seu ambiente de trabalho. Desde da primeira, foram umas cinco mulheres que o pararam, algumas soltando literalmente o charme para o rapaz, bem ou mal a casca era de um rapaz bonito literalmente para os padrões mortais.

Ao lado de fora, podia sentir a brisa gélida corroendo tanto o seu corpo e o do homem ao seu lado que olha ao redor e esfrega a mão uma nas outras pelo grande frio. Cada respiração dada pela dupla era uma corrente quente que saia dos lábios dos dois. Ele lhe faz um aceno com a a cabeça para segui-lo. Descendo a escadaria do departamento ele trilha pela calçada do lado esquerdo, caminharam uns dez metros e pararam de frente para atravessarem ao outro lado. Assim que o semáforo se fecha ele põe a mão em seu ombro e lhe guia a atravessar. Do outro lado dão literalmente com a esquina e um Pub chamado Red London, porta de madeira e toda a estrutura do loca. Bem elegante e quente quando entram.

A porta esta aberta, um tapete de veludo marrom aos seus pés escrito "Welcome" Já de cara ao lado direito da Algoz ela nota o balcão todo enfeitado, junto com enfeites de natal, uma palhaçada total. Um homem gordo, branco, bem branco por sinal, cabelo louro e olhos castanhos claros. É o atendente do lugar. No balcão aqueles bancos ornamentais de couro vermelho e redondos. Tem uma pessoa sentada meio que de costa para a dupla que acaba de adentrar. Ao canto direito umas mesas redondas com quatro cadeiras cadas e um total de seis mesas, todas alinhadas. Apenas a última ocupada por um casal aparentemente, tomando café aparentemente, sorrindo um ao outro e jogando conversa fora. É normal que quase todos os olhos vão a dupla quando entram. Ao fundo parece ter duas mesas de bilhar e as portas do banheiro. Sua visão é perfeita e consegue notar isso direito. Não esta muito movimentado, fora os três sentados, apenas dois homens ao fundo jogando em uma das mesas de sinuca. E uma música de rock clássico tocando no ambiente ao modo tranquilo sem incomodar.

─ Eu gosto deste lugar. Na verdade Derick, em suas lembranças ele sempre frequentava aqui, eu apenas fazia por deixa-lo melhor comprimido em mim, mas até que eu comecei a gostar também. Tenho certeza que você também. Após sentarmos, vou lhe explicar o que eu sei. -

Ele já é bem recebido pelo homem ao balcão como se fossem velhos amigos. Nathaniel apenas responde e cumprimenta da mesma forma e lhe apresenta como sobrinha quando o mesmo pergunta a ele olhando quem era a "jovenzinha" Ambos se sentam na fila do meio. Tendo duas mesas atrás de vocês e logo a porta de saída e outras duas atrás e a última por sinal sendo usada pelo casal. O gordo sai do balcão e vai até a mesa da dupla e pergunta gentilmente e ele fede a gordura um pouco. Deve esta desde cedo trabalhando.

─ Derick meu amigo o que será por hoje ? E você jovenzinha ? -

O Elohim pede apenas um café forte e duas panquecas. E logo ele diz que a pequenina possa pegar o que desejar. O ambiente é aconchegante e quente. Bem melhor que ao lado de fora. Mesmo nessa tranquilidade de agora ela não sabe o que "Emily" esteja aprontando e o que Azazel e Zorfiel estejam com a mortal. Um Rapinante sempre será um "terrorista" em apelos. Tantos emocionais ou destrutivos.


Pub, Red London.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Qui Mar 12, 2015 8:31 am

O frio me pegou em cheio. Parece que nunca e acostumarei com esse clima que nos deixa querendo ficar debaixo das cobertas. Não gosto do frio e o modo como o corpo humano se comporta nesse clima, mas adoro a sensação de água quente ao tomar banho. Isso é uma das coisas que eu realmente gosto: banhos demorados da água quente. Eu adoraria um desses agora... Demorado, com muitas bolhas.

Percebo os olhares extravagantes das mulheres cumprimentando Derick. Aqueles olhares realmente me enojam, creio que por serem sempre lascivos e carregados de desejos carnais ocultos. A raiva que Angelina sente dessas coisas, passou de algum modo para o demônio. Uma briga interna entre querer gostar e sentir repulsa. O sentimento de repulsa sempre vence. Em alguns minutos me vejo transformada em sobrinha. Caminhamos e por fim chegamos a um pub. O natal vem chegando, eu realmente odeio essas comemorações estupidas... Ainda não entendi quem é Jesus Cristo na fila das divindades. Pelo pouco de história que minha cabeça tem conhecimento existem e existiram muitos nomes de deuses e deusas. Surgem diversos questionamentos sobre o que raios aconteceu com o nosso trabalho e me veem ganas de destruição. Afinal o natal comora o gordo branquelo de vermelho? Definitivamente isso tudo é um lixo.

Às vezes a mamãe tentava me fazer ler a tal bíblia. Nunca li tanto lixo. Como assim "aquele" teve um filho, gerado por ele mesmo em forma de pomba e o filho era ele mesmo? No que os humanos estavam pensando? Só volto a realidade de fato quando o homem fedendo a comida se próxima. Cheiros sempre me incomodam. Como essas bestas podem ter esses cheiros de tudo misturado?

- Eu gostaria de panquecas, três por favor. Com muito chantilly por cima e uma fatia de torta de maçã. E ... quando a comida vier, por favor traga um copo de leite bem quente. Obrigada. - Sorrio gentil.

Comida, isso eu realmente desejava mais do que qualquer coisa. Aguardo o homem ir, esperando que ele traga o pedido rápido. A horas não sei o que é sentir o sabor de comida alguma e depois de tudo o que aconteceu, preciso repor a energia do corpo. Cruzo a perna, porém me deparo com aquela queimadura feia na minha perna tão repugnante.

Solto o cabelo e começo a fazer uma trança para passar o tempo, enquanto aguardo o que o decaído me diria.



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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Sex Mar 13, 2015 9:06 am



Tanto o atendente e Derick erguem suas sobrancelhas olhando-a ao termo de "tanta" comida para um corpo pequenino e frágil. A dor em sua perna ainda incomoda ao fato de fazê-la mancar suavemente. Após anotar o pedido o gordo se retira. Nathaniel agora desenha um sorriso no canto da boca, logo a mão esquerda dele adentra ao bolso interno de seu sobretudo em busca de algo. Quando ele retira, Turielith nota um maço de cigarro. O próprio depois retira um colocando ao lábio e finaliza guardando o resto de volta de onde veio. Ele usa seu zipo que faz acender no ato o cigarro. Sob a mesa há um cinzeiro oval de ferro escuro, quase preto. Logo ele após dar uma tragada lhe responde calmamente:

─ Bem minha nova conterrânea... As coisas estão quentes aqui por Londres. No início do mês eu tive algumas visões, outros como nós que eu encontrei tiveram a mesma coisa. Anjos despencando dos céus, antes de tocarem o solo, seus corpos viram cinzas. O céu totalmente vermelho na cor de sangue... Você também presenciou isso ? Quase que um chamado. Por isso, muitos de nós vieram para esta cidade. Acho que é um chamado... -

Ele pausou e sorriu ao ponto dos olhos dele brilharem e até aproximar mais o rosto da Algoz e completa:

─ Do nosso Príncipe, o Estrela da Manhã. Só pode... Não acha ? Outros, principalmente os tolos dos Rapinantes, dizem que os céus almejam um novo castigo para todos os rebeldes. Já os faustianos espalham boatos de que uma nova guerra estar por vir. Mas como ? Além disso... Há uns três ou quatro dias atrás uma presença de Alto Tormento ecoou por toda a cidade. Você sentiu ? Todos os Elohim de Londres sentiram, é claro... Dizem que algo saiu das profundezas do Abismo, a qual nunca deveria... E não foi sozinho, e sim uma Evocação. Alguém o trouxe, mas quem e para quê ? Boatos... Que depois que Asas do Destino desapareceu, perdendo seu posto de Tirano... Por isso os Reconciliadores sumiram juntos, dizem que eles possam estar tramando algo. Que eu duvido. -

Sobre os "Tolos Rapinantes" não agradou muito a Algoz, sobre sua facção.Ele deu uma suspirada de tenso, dando uma outra tragada enquanto a Caído absorve tudo aquilo que ele diz. Turielith realmente sentiu aquela energia poderosa de um Alto Tormento, algo sem controle e muito diabólico a quatro dias atrás. Se realmente tem alguém controlando isso como Nathaniel suspeita, as coisas estão bem tensas. E sobre os presságios a qual ele mencionou, sim, a Elohim teve tais visões. E não foi apenas uma vez e sim diversas.

Sobre a comida o investigador diz que é por conta dele. Logo ele finaliza:

─ Disse algo que não lhe agradou ? E eu estou exatamente à dois anos nesta cidade e corpo. Conheço bastante dos outros mais poderosos e egocêntricos. O pior deles são os dois, Azazel e Beliel. Ambos acham que são os chefes, ainda bem que sigo os ideias de Mikael, não sou nem Rapinante e Faustiano. Tenho pena de quem sejam. Já lhe disse tudo em termos que sei e você Turielith, serve a que causa ? Se nenhuma, gostaria de continuar os desígnios e caprichos de Lúcifer ? -

Ele garalha inocentemente, agora falta saber que foi por parte do Elohim ou de Derick. Mas o que ele diz sobre o Príncipe da Miséria é que ele realmente é exigente. E ela ainda lembra em seu primeiro encontro quando sua secretária estava trotando em seu "patrão". Foi uma cena de nojo ao ponto de como Angelina foi literalmente morta da mesma maneira.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Sex Mar 13, 2015 11:29 am

Eu estava tão faminta que nem me importo com a cara que os dois me dão. Incrível como sou sempre subestimada e isso era muito bom. Este corpo jovem e "inocente" vinha muito a calhar. Ele basicamente fala a mesma coisa que Azazel, do ponto de vista dele. O que não era ruim, é consenso geral que algo está vindo e não é algo bom... Nunca é se tratando dos nossos. A muito eu parei de pensar em como escapei do abismo, por quê e para quem. Do pouco que lembro de mim eu não era um dos "melhores", se minha sede de destruição por enquanto estava quieta isso não significa que não tinha uma vontade insaciável de destruição. Só estava me comportando, esperando o momento. Diferente daquela criatura que encontrei no hospital... Tanta atenção desnecessária foi colocada ali. E agora seja lá quem estava provocando isso, poderia ser um aliado, tamanha sede de corromper me atraia, mas lembrar do que aconteceu aos Tufte me dá uma sensação ruim.

Há algum tempo eu havia notado uma sintonia com Angelina. Talvez minha falta de memórias me tivesse feito absorver mais as dela. De fato ela não era mais a garotinha inocente, exceto por algumas tremedeiras e certos receios, me sinto bem alocada aqui.

- E se for um chamado de destruição? Ou uma guerra nova? Ou nada? Acho que o problema maior será quando essas perguntas serão respondidas, não acha? Por enquanto estou bem sem a resposta...

Sorrio como se o que tivesse dito fosse apenas um fato trivial.

- Também senti a presença e as visões... E não preciso lembrar de que tive uma batalha mais cedo no hospital com um desses saídos. Se forem todos como ele e se aquele for parecido com o que entrou na minha irmã... É um fato para termos cuidado. Você acha que os rapinantes são ruins... Bom, acho que esses são piores. O nergal que encontrei mais cedo, ele não se importou em se mostrar, em destruir tudo e chamar atenção de todos. Ele não se importou ao ponto de deixar o corpo humano que ele possuía ceder, totalmente descontrolado, matando sem dó, usando as disciplinas em modo máximo. Acho que só ficávamos nesse estado na guerra...

Paro de falar e olho para o lado de fora. Onde estaria Emily? Ela sim era um perigo eminente! Procuro desconsiderar o que ele fala sobre os rapinantes, não queria assustá-lo dizendo que eu fazia parte dessa facção, Nathaniel me parece muito promissor como um aliado, cheio de boas intenções e um pouco língua solta, mas ele me parecia mais confiável até que Zorfiel e, Azazel não me parece o tipo em que uma garotinha deve confiar RARARA. Talvez fosse o sentimento de ficar sozinha que me faz querer a companhia de outro demônio. Em outros tempos e disso eu tenho lembrança, éramos uma grande irmandade.

- A verdade Nat... Derick, estou bem assim. Eu não acredito que Lúcifer vá voltar para nos liderar. Sinceramente acho que estamos sozinhos tentando nos encaixar na nossa sociedade, mas no fundo, totalmente sós e abandonados a própria sorte... Mas mudando de assunto, como você vai fazer pra me ajudar com a policia? Terei que falar alguma coisa? Não vou mentir para você - Não que eu tivesse sido sincera o tempo todo - Emily é um risco pra mim e pro Julian, nosso irmão humano, não tenho uma arma para me defender dela e cá entre nós, foi bem difícil derrotar o demônio no hospital e este episódio pode ter trazido atenção desnecessária sobre minha presença. Na verdade acho que o que aconteceu nos hospital chamou atenção de todo tipo de criatura, foi uma festa e tanto!

Talvez mais tarde eu precisaria pessoalmente em encontrar com Azazel e falar sobre a minha nova situação, com a irã demônio louca aterrorizando Londres. Mas antes ver Julian e antes de tudo tomar um banho e depois de tudo dormir.

- Espero que aqui o serviço seja rápido, estou realmente com fome. Às vezes é difícil se acostumar com as necessidades do corpo, com você foi assim também? Vejo que tem o hábito de fumar...

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Sab Mar 21, 2015 8:18 am



Não demorou muito e os pedidos chegaram. O cheiro esta maravilhoso, comparado com a fome da pequenina Angelina. A dupla saboreia o alimento e conversam calmamente e quase em sussurros entre si. Nada poderia ouvi-los ou incomoda-los, é um ambiente bem gostoso de se passar. Talvez Turielith comece a se acostumar com este novo mundo. Pode ser a desgraça que é, mas tem seus lados positivos e por sinal. Qualquer coisa é melhor do que ficar preso dentro do Abismo. Quando a Elohim diz "Eu não acredito que Lúcifer vá voltar para nos liderar" O olhar de Nathaniel ficou gélido e firme aos olhos da terrena. Parou até de beber o que bebia. Traços de segundos, depois ele voltou ao normal. Talvez não tenha gostado ou apenas concluiu algumas coisas que a pequena omitiu todo este tempo.

─ Entendo, então foi com todos e o hospital, foi obra deste Durval. Uma coisa que você deve se lembrar de que Mikael me disse. Que os verdadeiros demônios da destruição estão prestes a imergirem literalmente do inferno. Coisas bem piores e mais antiga que nós mesmos Angelina. E sobre sua ideologia em não acreditar no Estrela da Manhã, isso já me indica que não és uma Luciferiana. Pude notar desde o início, quando evitou falar e não se preocupe... Não importando de qual seja, me respeitando, irei trata-la da mesma forma. Não tenho rinchas como os mais antigos do que nós possuem na cidade. Para eu, é uma babaquice total. O melhor é ficarmos juntos, pois os problemas são graves. Não é atoa que amanhã haverá uma assembléia dos Ministros de cada facção. Tempo que isso não acontece, se esta tendo esta reunião, indica que todos sabem do perigo iminente. O que me desconforta mais ainda... Que esta assembléia foi convocada pelo ser mais desprezível para minha pessoa e muitos... Azazel, O Príncipe da Miséria. Ser egocêntrico e louco. Rapinantes... a maioria doentes e psicopatas. Eles invocando uma assembléia ? Quer dizer que até eles estão com o pescoço na corda bamba... -

Ele desenha um sorriso e volta a beber o seu café esperando resposta da pequenina. Mas logo ele finaliza:

─ Bem, sobre o irmão da sua parte humana esta no hospital como lhe informei. E por coincidência é território de Mikael, seu hospedeiro trabalha naquela área. É o legista local de nome Thomas Sengsth. Quem sabe ele pode lhe passar melhor o ideal certo de Londres. E por sinal, é um Algoz, assim como você. Sobre a polícia, não se preocupe realmente... Eu cuidarei disso pra você... Com isso já são dois favores que me deve em ? -

Ele sorri em tom de ironia e completa:

─ Estou brincando... pague se quiser. Você mesmo não pediste nada. E por sinal tem algum local para ficar ? Sabe que não poderá voltar para sua residência. Se não tiver, me ligue que talvez eu possa lhe ajudar com isso. Bem, mas algo a declarar ? Pois terei que voltar ao departamento e dar minha declaração. -

Ele finaliza o café e logo pega um guardanapo e limpando o lábio esperando ouvi-la os termos finais de Turielith a Rapinante que não é tão psicótica como Nathaniel acha que a maioria seja.


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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    Dom Mar 22, 2015 9:54 pm

Devoro a comida, apesar de tentar ser educada. Escuto bem o que ele diz e os antigos preconceitos entre as facções surgindo. Era engraçado ver as ideias que fazemos uns dos outros. Sim, viver essa vida era muito melhor do que o abismo, talvez por isso a guerra tenha começado afinal, talvez invejássemos aquilo? Pois sim, no fundo esses ratos humanos tinham mais coisas que nós. Só não entendo em que ponto o criador imundo os abandonou também.

Sorrio quando ele me fala sobre não ter dito a verdade sobre minha facção.

- Desculpe não dizer, é complicado confiar em qualquer um de nós 100%. Sejamos coerentes, há um atrito muito antigo entre todos nós e acredito que a minha casca gere um tanto de subestimação. Não só entre os nossos, entre todas coisas da terra o jovem e o novo causam estranheza. Irei respeitar você, selemos então um acordo mutuo, nem que seja temporário enquanto resolvemos esse imbróglio.

O encaro demonstrando que falava sério e de fato era. Não seria útil termos qualquer atrito entre nós por enquanto, ele era importante para o desfecho do problema na casa dos meus pais humanos mortos.

- Quanto aos favores, creio que isso envolva nós dois. E sim lhe devo uma - Isso seria um problema um dia? - Eu só preciso ser descartada como suspeita, odeio ter que pensar que eu poderia ter impedido aquela coisa, enquanto limpava o problema do hospital... Eu só quero poder ficar ao lado do meu irmão humano. Ele é realmente bom... Gostaria de preservá-lo.

Sim, tenho sentimentos? Poderia chamar de sentimentos? Gosto daquele humano, era uma das poucas coisas não corrompidas que eu conhecera desde que chegara, ele e o corpo que abito, agora corrompido por mim. Eu o observava bastante no começo, as pequenas bondades que fazia quando ninguém olhava e toda aquela boa vontade real que ele tinha.

- Tenho outro irmão... o gêmeo da que foi possuída. Ele não é bom e será facilmente corrompido pelo demonio existente em Emily. Ele deve ou pode estar ajudando, a ligação entre eles é muito forte e eles são iguais em personalidade... Edward pode ser um problema. Porém ele não é uma boa pessoa, ambos se merecem...

Não tenho problemas em eliminá-lo, sentiria até prazer. Tenho recordações de Angelina onde eles a prenderam por 5 horas dentro de um armário, no escuro, quando ela era muito criança. Talvez nem ela tivesse acesso a essas memórias e forçou-se a esquecer, mas eu as reavivei e haviam muitas outras. A maioria de Emily fazendo coisas ruins, realmente ruins.

- Não quero voltar agora para aquela casa também e sei que agora lá é um local de crime, não irão liberar para uma garotinha ficar ali sozinha. Não tenho parente morando na Inglaterra além dos irmãos. Quero ficar ao lado de Julian no hospital, não podem negar isso a uma garotinha num momento desse, não é mesmo? Só quero ficar livre da inspeção de outros adultos. Quanto a conta... Eu posso pagar! Acho justo que dividamos, nesse momento sinto que somos iguais e devemos nos tratar assim. E acho que a outra coisa que preciso você não pode me dar, que é um super banho e roupas limpas... É como se essas vestes tivessem impregnadas de enxofre.

Retiro o dinheiro que Azazel me deu do bolso, era engraçado imaginar que eu estava pagando a conta que dividiria com Nathaniel com o dinheiro sujo do príncipe da miséria. Isso me faz rir secretamente. As palavras dele sobre o demônio dos rapinantes me deixa reflexiva afinal. Sim Azazel temia algo, aquelas visões, aqueles seres piores do que eu saindo do abismo? Muito triste pensar em algo pior do que eu. Sempre me considerei a pior, apesar de não lembrar do meu titulo na guerra, sempre imaginei que era algo como o Pior Terror ou O Grande Ceifeiro com letras garrafais pintado com sangue de bebes inocentes nos jardins imaculados da criação...

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MensagemAssunto: Re: ۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~    

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۞ Turielith: Arco II, Ato I: Sanguinolência & Pecado. ~

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