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 :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer

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MensagemAssunto: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Sab Maio 16, 2015 8:41 pm

Elísio Black Horse ~ Subsolo.

Elisío Black Horse - 11 anos atrás.

A sensação aquecida que a lareira planejada permite é de fato reconfortante, embora o próprio soubesse que a muitos mistérios envolvendo aquele elemento. O sofá onde se sentava era incrivelmente macio, com certeza a sociedade Vampírica em Londres permitia luxos exorbitantes, e aquele pequeno e aconchegante espaço dado somente para os mais V.I.P's dentre eles era 1/3 do que realmente seu poder poderia conceber. De frente poderia ver um Lacaio cuidar das preferências de bebidas aos convidados. Ali era pequeno de fato, mas também era quieto já que somente seres com sua permissão poderiam transitar ali.

Até aquele momento esperava seu leal carniçal, Mr. Pennyworth para dar-lhe o jornal com notícias daquela noite, o mesmo havia se retirado depois da tarefa de podar os belos cabelos do Ventrue e retoca-los para o tom escuro, agora estava impecável como sempre.

Muitas coisas haviam se passado na sociedade Londrina, após exercer o papel de Justicar e internamente de Ephor sua não-vida havia passado por viagens constituídas de tarefas a qual Príncipes não conseguiam ter capacidade em exercer, até mesmo em se prestar temporariamente aquele cargo, algumas missões entediantemente fáceis outras terrivelmente cansativas, mas algo que havia percebido em todas elas, a besta que sempre é reanimada dentro de nós prega armadilhas tão eficazes em busca de poder que havia se deparado em várias situações lastimáveis para a própria raça.

Enquanto Spencer estava entretido em seus pensamentos longínquos, ouve pancadas ao chão vindo das escadas de pedra do recinto que descia para o subsolo ao lado de onde estava sentado, uma pequena bola amarela rolava após cair os degraus, então uma criança desce desengonçada atrás do brinquedo e pequenas mãos agarram a bola, a criança então repara no ser sentado no sofá, embora Richard exibisse toda a onipotência de um cainita da mais alta posição na Camarilla, a criança simplesmente exibe um sorriso inocente e diz com uma voz debil.

-- Ow.. Príncipe da Branca de Neve!!    

Uma linda criança voltava a segurar a bola, porém algo chama atenção de Richard, os olhos da criança tinham algo diferente, só não sabia exatamente o que era, mas era algo hipnotizador. 


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Última edição por Wokie em Dom Maio 17, 2015 10:07 am, editado 2 vez(es)
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Richard Spencer

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Sab Maio 16, 2015 11:14 pm



Mesmo sendo um monstro entre os monstros da sociedade imortal, ele ainda possuía humanidade em sua alma. Vivenciando sua não-vida da melhor maneira possível em sua terra natal, Londres. Literalmente fez tudo por esta cidade, até Príncipe da mesma foi por décadas, digno de ser cria do poderoso Imperador-Deus Mithras. Sempre foi leal ao seu senhor e ao culto de sangue que existia em nome dele. Mas após sua destruição, o culto foi junto para as ruínas. E Spencer não deseja mais esta nos holofotes da Jyhad. Para isso ele tem seus lacaios, progênies e outros métodos para agirem em seu nome. Dentro do clã é um dos diretor, literalmente o cargo máximo, cultivado com toda a cautela e astúcia possível para chegar até onde ele chegou. O estrategista viu algo na Torre de Marfim a qual demorou, mas viste e coisa que Mithras não enxergou. Esta palavra se chama oportunidade. Literalmente um escudo gigante para manter-se nas sombras sempre e poucos membros sabem de sua estadia na cidade. Até mesmo para os de seu clã, mas esta sombra foi apagada e voltou-se para a luz. Com o seu potencial, magnitude por todo o Reino Unido e assim os mais velhos da Camarilla lhe concederam um cargo importante, o seu clã lhe escolheu para suceder como um Justicar. Óbvio que foi negado de diversas formas pelo ancião, mas depois de conversas com aliados, conselhos de suas crianças e assim ele viu uma nova oportunidade aceitando ter este peso em nome de muitos.

Londres é a terra do Justicar Ventrue e todos sabem disso agora. Já que não vive mais como uma sombra e sim a luz para a nova salvação. Seria sua penitência de sua era como um Grão-Mestre? Seria sua segunda chance de fazer justiça ou seria apenas suas paranoias presas em sua consciência? Nem mesmo ele sabe responder suas próprias perguntas. Aos finais de semana o ancião gosta de repousar em um dos Elísios o famoso Black Horse, erguido por décadas na cidade e território dos sangue-azuis londrinos. O subsolo é o seu segundo lar, o silêncio e a tranquilidade é seu dilema em termos desta cidade acinzentada. Lá esta ele sentado em uma das poltronas mais requintada do lugar a qual ele sempre senta é quase dele. Com a perna direita cruzada em cima da esquerda e suas mãos suaves apoiada ao colo. Sua mão direita possui dois anéis, um é uma joia preta e quadrada. Feita de turmalina negra, dada pelo seu senhor e dizia ter vindo de seu tesouro ancestral da Pérsia antiga. O outro é uma aliança básica de prata. No pulso esquerdo um relógio de prata, da marca Dumont e todo de prata. Para esta noite usando o seu terno todo cinza, blusão negro por debaixo e a gravata da mesma cor como seu par de sapato britânico.

Esperando Alfred com as novas da noite de hoje. Observa o lacaio exercido pelo elísio com seus olhos cinzas mesclados ao azul piscina. Faz parte de sua beleza real e nobre. Sua expressão facial é de seriedade todo o tempo, mesmo vendo o seu "vinho" sendo colocado em uma taça. Apenas agradece com um simples aceno de cabeça para o mortal. Sua atenção é tomada para a escada após ouvir um som. Lentamente virou o rosto, logo vê uma bola e em seguida uma criança. O que uma criança faz em um local como este ? Nunca aconteceu da segurança falhar desta forma. Ele só olhou para o lacaio e logo seus olhos indicam em direção da criança ao ponto de que ele deveria por a mortal em miniatura se retirar desta área privada. Um cenho foi erguido pelo orgulhoso Ventrue ao ouvir a voz daquela menina de olhos fascinantes e chamando-o de "Príncipe da Branca de Neve" O que seria isso ? Nem em sonhos conseguiria imaginar. Antes que o lacaio fizesse algo, sua mão direita estende como um "pare" ao lacaio e diz com sua voz firme e elegante de um verdadeiro nobre britânico:

─ Espere. -

Recuou a mão e seus olhos voltam para a menina. Agora ele desenha um belo sorriso de lado e faz um suave movimento com a mão chamando-a para próximo de ti. A mesma que mandou o lacaio parar. Então simplesmente e intrigado com a beleza dos olhos desta menina ele pergunta, sempre no seu inglês arcaico e perfeito:

─ Eu sou o Príncipe encantado da senhorita Branca de Neve ? Porquê diz isto... e quem seria ela, minha pequenina ? E diga-me... qual o seu nome e como adentrou aqui... ? -

Esperando ela se aproximar, ainda duvidoso usou o seu dom das trevas para avaliar a aura desta pequenina. Algo simples e rápido, assim sua paranoia vai se acalmar. Esperando respostas e até agora não tocou em sua bebida e o Ventrue não tem jeito com crianças, mas com negócios e disputas de poder é outra coisa e ele tira de letra. Espera ver a reação da menina assim para logo retira-la do local reservado.

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Dom Maio 17, 2015 12:21 am


O lacaio que havia entregado a bebida ao Justicar reparou o leve sinal que o Justicar fez, olhando para a garota, o mesmo reage da mesma forma que Spencer, o que uma criança estava fazendo ali? Sem pestanejar o mesmo vai em direção a garota para retira-la do local como aquele senhor havia mandado, fazendo com que a criança abraçasse sua bola como se quisesse se proteger embora que aquele tipo de reação não iria ser tão eficaz assim. Após o Justicar pensar pela segunda vez, o mesmo exibe um gesto para que o Lacaio parasse, o Carniçal que também era Garçom do subsolo afirma de maneira respeitosa em resposta e volta para o seu balcão. Mesmo não sabendo o nome do mesmo, sabe que aquele carniçal possui uma lealdade com o clã Ventrue em questão, pelo fato de ser alimentado uma vez por semana com sangue misturado de sua casa.

A menina volta a olha-lo, então um sorriso volta a ser exibido pela mesma após aquela pergunta, como se tivesse se lembrado de algo bastante bonito. Com a pequena bola segurando em uma mão e a outra coça a bochecha. Após sua pergunta ela balança efusivamente a cabeça.

-- ANHAM! O tio Oscar me contou a história da Branca de Neve noite passada... Se eu for a Branca de Neve a gente pode se casar! Já que você parece um Príncipe Encantado. Eu já tenho até uma filha... Ela se chama Camille e ta lá no meu quarto...

A menina olha rapidamente para a escada lembrando de algo e volta a olhar para ele de maneira desesperada.

-- Oh Não... Se o tio souber que estou aqui em baixo ele vai se zangar!!

Juntando 2+2 Richard percebe que a menina poderia ser próxima de Oscar Belmont, Primógeno Gangrel, ele é famoso na sociedade londrina pelo fato de embora ser antigo não possuir nenhum traço animalesco digno do clã, além do fato de ser um ótimo diplomata. Não possuía nenhuma desavença com o mesmo, ele parecia ser leal a Camarilla, mas quando em um debate levantou o assunto sobre o Mithraísmo, o mesmo foi contra aquela mentalidade e deixou bem claro que Vampiros não eram para ser considerados Deuses muito menos Demônios, somente o topo da cadeia alimentar.

-- ... Estou cansada daquele blábláblá sobre álgebra... Bem que eu poderia comer uma maçã e dormir para sempre... Me chamam de Caroline.. Mas ninguém sabe meu verdadeiro nome, sempre ouço ele nos meus sonhos, mas eu posso te contar quando a gente se casar!

Spencer usa um dom das trevas para enxergar a aura daquela criança, era uma limpa aura humana, um tom branco de pureza com pinceladas azuis conotando paixão.

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Richard Spencer

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Dom Maio 17, 2015 12:53 am



Literalmente sentado como um rei, desde até o ponto que sua etiqueta exerce força do seu modo de sentar. Observa o lacaio voltado para detrás do balcão e nada dizia, apenas acompanhou-o com seus olhos de safira e sua atenção voltou para a menina. Ainda sorrindo suavemente e com a expressão de tédio em sua mente ao ouvi-la contando parte de sua história. Quando Oscar é pronunciado, apenas fez uma matemática rápida e talvez esteja certa sua suposição de que ela seja algo próximo do cão com diploma e que se veste bem. Diferente dos outros que preferem ficar alojados no meio do mato, tolos e selvagens. Mas são bons, como ferramentas braçais e disso o Ventrue não pode negar. Esperou ela se aproximar, esticou sua mão para que ela possa posar sua mão a dele. E nem precisou ele dizer uma palavra, só seus olhos já indicam isso a ela e até uma criança saberia compreender isso em termo de respeito. Richard sempre mantém o seu corpo aquecido, graças ao poder do sangue. Ele suavemente segura as pontas dos dedos dela e beija o topo da mão. Como se um Príncipe beija-se o de sua Princesa. Então se divertindo com a situação, talvez seja a força dos olhos e de uma aura tão pura a qual pode comprovar com o seu dom das trevas e logo diz tranquilamente soltando a mãozinha:

─ Caroline é um bonito nome. Digno para o nome de uma princesa. Seu tio seria Mr. Belmont ? Um amigo meu por sinal e não se preocupe. Eu sou dono deste castelo, como de outros e um Príncipe tem que ter o seu, estou certo ? Quando nos casarmos, então conte-me, seu verdadeiro nome, tudo bem ? Assim eu conto o meu também para você. Mas me chamam de Richard, sempre ouço o meu nome verdadeiro em sonhos também. Coincidência, não ? -

Ele desenha um sorriso maior como se divertisse com a situação. E em sua mente martela o interesse do Gangrel com esta pequenina ? Seria algo em especial ? Bem, porquê de alguma forma esses olhos deixaram o sangue-azul com bastante curiosidade e entusiasmo. Algo que uma criança conseguiu fazer de que seus bajuladores mal conseguem "animar" seu vosso senhor. Estranho não ? Faz um movimento com a mão chamando o lacaio e diz para ele:

─ Avise ao Mr. Belmont que sua pequena Princesa encontre-se aqui em baixo e que não se preocupe. Já que ela esta em boas mãos e és minha convidada. Tudo bem ? E traga um doce para ela quando voltar. Creio que crianças gostem de doces, certo ? -

Espera o mortal fazer o que pediste e logo com sua mão delicada da dois tapinhas para que ela se sente ao seu lado e diz:

─ O que é isto em suas mãos, poderia ver ? Sente-se... sei tio não vai brigar, já que estou sozinho e sou dono deste local. Ah, ninguém sabe que sou dono deste castelo, pode manter isso em segredo ? Você veio pelos cavalos, não é ? -

Esperou a reação da mesma e agora seu semblante volta de seriedade. Aproveitou e olhou a hora no relógio em seu pulso. Esperando que Alfred o venha com as notícias e quem diria que o Justicar estaria se divertindo com um pedaço de comida. É raro, mas ela conseguiu a pequenina de olhos encantadores. Logo agora pegou em sua taça e começo a beber suavemente e torcendo que ele tenha feito a escolha do seu sangue corretamente, não, desculpe o termo, mas é "vinho" para o padrão da imortalidade.

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Dom Maio 17, 2015 2:23 am

Poder converter todos a sua vontade sempre foi um dos melhores aspectos de Richard Spencer, fazer com que aquela pequena criança fosse encantada com sua aparência o considerando como um Príncipe Encantado. Os olhos da menina cintilam com a vontade de segurar nas mãos dele e as bochechas da mesma começam a ficar rosadas com o toque dos lábios de Richard nos dedos dela. Ela volta a abraçar a bola com as duas mãos quando ele afasta a sua.

-- Eu fui beijada pelo Príncipe!

Ela rodopia de alegria com aquela conclusão de seus pensamentos, rindo sozinha ela volta a olhar para Richard ainda um pouco atônita.

-- Belmont? Uhn.. Nunca ouvi falar... Mas sério?! Que coisa legal, pensei que eu fosse a única a ouvir vozes.

O lacaio logo atende Mr. Spencer se aproximando, fazendo um aceno com a cabeça em compreensão. Richard explica sobre a situação para o lacaio, e enquanto o mesmo diz tal tarefa, Spencer percebe que a criança cada vez mais se aproximava da lareira, ficando cada vez perto demais, principalmente para uma criança e pelo que tinha de experiência com aquele tipo de fase de um ser humano, crianças poderiam realmente se envolver com mais facilidade em acidentes domésticos. Ela olha para o fogo como se a mesma estivesse enfeitiçada por aquele elemento, mas quando a menina ouve "doces" ela gira o pescoço para ele como se estivesse desprendido a cabeça do corpo, saltita animada em direção a Richard e se senta ao lado dele quando o mesmo da tapinhas no estofado. Vendo que o Lacaio rapidamente vai atrás de cumprir a tarefa. Aparentemente aquela criança parece ser bastante obediente, com os pézinhos sem conseguir alcançar o chão, a menina sorri novamente para seu Príncipe, afirmando com a cabeça aliviada pela promessa de que não seria castigada depois.

-- Minha bola? Ela é amarela como o sol... Gosto tanto do sol Príncipe, as vezes tento olhar para ela diretamente mas não consigo -- Ela esbugalha os olhos demonstrando como fazia. -- Não sei como os Girassóis conseguem olhar para ela para onde quer que esteja... Deve ser coisa de planta, vai saber.

Ela mostra sua bola para ele e depois passa a mão sobre a boca como se estivesse fechando com um zíper e guarda a chave imaginária no bolso, sorri timidamente contente por já possuir segredos com ele. Após isso a mesma sorri como uma boba.

-- Cavalos combinam com Príncipes... Mas eu sou noiva? -- Ela inclina o rosto como se estivesse em dúvida, após isso ela põe as duas mãos sobre o pescoço e retira pela cabeça um colar, onde o cordão era feito de couro e um crucifixo residia em pingente, um bem peculiar. -- Fiz eu mesma, e prometi dar para meu Príncipe quando o encontrasse. -- Ela estende a peça para Richard com as duas mãos acompanhado de outro sorriso inocente e olhos cintilantes, por mais que a aparência do pingente fosse estranha parecia que a criança tinha colocado afeto naquele colar. -- Em troca eu gostaria do seu anel, sabe né, todo noivo tem que dar um anel a uma noiva, não se preocupa, quando nos casarmos vou cantar músicas de ninar para você quando dormir.


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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Seg Maio 18, 2015 9:49 pm



O ancião estava até se divertindo com a criança, ao fato dela agir com uma naturalidade em um reino de membros. E isso é intrigante, principalmente ao fato de que Oscar esta planejando com esta criança de olhos cintilantes. A qual deixou-lhe curioso, algo de anos em que o Ventrue não se sente em um entretenimento com uma menina. Ouvia as coisas que ela dizia, apenas concordava mantendo o seu belo sorriso ao rosto. Ele acaricia a bola amarela, quando ela fala do sol é algo que o membro não sente falta. Se acostumou com a noite e a escuridão. Então sua voz ecoa, digna de um verdadeiro "Príncipe" assim como Caroline ache:

─ Você tem certeza, que sou o seu Príncipe ? E sobre o sol, é algo mágico a qual os gira-sóis são cabíveis em sentir a presença do sol, logo elas podem olha-lo diretamente. Mas, eu prefiro a lua, a noite é muito mais delicado e tranquilo. Sabe porquê ? Podemos olhar sem machucar nossos olhos. -

Repara ela retirando um colar de seu pescoço, nada dizia, só ouvia a voz doce desta pequenina e acompanhava com os olhos. Ele ainda tenta esquecer quando ela se aproximou da lareira alguns minutos atrás, seria bem perigoso, mas ainda bem que o termo doce lhe fez sair de perto daquele calor infernal. Estendeu a mão ao sentir o colar e então pensou na proposta e retirou seu anel negro, presente de seu senhor e de turmalina negra da antiga persa. E entregou a ela:

─ Este anel, foi um presente de meu "pai" e estou deixando em sua posse. Quando for digna de usar, me procure e assim nos casaremos. E saberás meu nome verdadeiro, como estou curioso em saber o seu Caroline... Não perca por nada, vai lhe da sorte e sempre saberei se você esta bem. -

Terminou com um sorriso totalmente charmoso. Logo ficou olhando para aquele cordão feito a mãos e iria guardar no bolso. Mas parou e colocou em seu pescoço para não ouvir chateação da menina. Quem sabe pode ser um talismã e dará sorte ao sangue-azul ? Ficou olhando-a com o anel em mãos e ver a reação da mesma. Sua mão apoiou a cabeça da mesma e acariciou por segundos e retirou. Logo seus olhos ficam atentos em direção da escada para saber se alguém irá aparecer e o doce chegaria. Voltou a beber de sua taça e em seguida colocou na mesa e esperou.

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Qua Maio 20, 2015 6:06 pm

A criança balança efusivamente sua cabeça confirmando o que Spencer perguntou, de fato aquela menina parece ter certeza absoluta de que ele era seu príncipe, ela da um risinho com o comentário dos girassóis, de fato pareciam ser polos opostos. A criança olha impressionada para o anel que fora presenteada, as duas mãos dela se juntam para pegar o grande anel que parecia ser antigo, enquanto Richard explicava sobre a peça, a criança permanece olhando para o anel. Ouve-se passos descendo os degraus, olhando para trás Spencer poderia ver seu carniçal, Alfred, descendo com uma bandeja na mão onde residia o jornal que tanto esperava.

-- Perdoe-me minha demora meu senhor, lá em cima parece que alguns membros estão nervosos procurando alguém -- Ele olha em direção ao balcão onde o especialista em servir bebidas estava. -- Onde está Monsieur Prévost?

A criança ao lado de Richard esconde o anel dentro vestido, Alfred reparando agora na criança ao lado de Richard franze a testa estranhando, mas não diz nada.

-- Posso fazer mais algo pelo senhor?

Seu carniçal diz ao mesmo tempo em que Prévost desce as escadas acompanhado de uma senhora, Richard já a viu algumas vezes quando observava de longe algumas visitas no Elísio, Ela se chama Marin Escobar, um dos integrantes lunáticos do clã Malkaviano, a cainita desce usando uma bengala para apoia-se, olhando para os lados mas em uma fração de segundos olha para Richard mas não para ele e sim através dele, como se estivesse olhando diretamente a criança, após isso olha realmente para Spencer. Alfred para a frente dos dois, embora de costas a Richard ele percebe o tom grave e sério das palavras de seu carniçal.

-- Prévot, sabes muito bem que é totalmente restrito a entrada de qualquer membro aqui, desculpe-me senhora mas não posso deixa-la entrar sem autorização.

A cainita levanta sua mão como se tentasse interceder pelo garçom, com um sorriso para o mesmo, Alfred parecia estar incomodado com a presença daquela integrante ali.

-- Senhorita, por favor... Estou ciente, vim aqui porque ha algo meu aqui. -- Marin responde com sua voz arrastada e fraca, digna de um idoso.

A Cainita passa pelos dois indo diretamente ao Justicar, com sua bengala batendo no chão de pedra e segurando suas costas que pareciam quebrar a qualquer momento. Para na frente de Spencer e move a cabeça para baixo em um cumprimento respeitoso, olha para Richard de maneira carismática demonstrando retinas esbranquiçadas dado ao tempo em que era humana, acompanhada com um sorriso sem alguns dentes, mas antes retira seus olhos por uma fração de segundos para Caroline que ficava silenciosa após Marin ter adentrado ao subsolo.

-- Desculpe ter atrapalhado Sr. Spencer, sei que és um homem bastante ocupado e não tem tempo para ouvir lorotas de uma criança. Ela é uma integrante em potencial para entrar no nosso clã, futuramente ... Assim esperamos... Por ela ter pregado um susto em nós e atrasa-lo, irei programar uma punição severa para a garota.

A criança parecia ter virado uma concha ao lado de Spencer, mas continua sem largar seu anel para nada que estava dentro do bolso, como se aquela peça fosse sua âncora.


Marin Escobar

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Sex Maio 22, 2015 1:38 pm



Estava atento agora olhando para a criança admirada com o seu anel. Algo que caminhou com o Ventrue por séculos, em sua era que servia Mithras com unhas e dentes com o dialeto de seu culto sombrio ligado a astrologia e métodos de sangue. Hoje em dias atuais, após o desaparecimento de seu senhor, sentiu-se abandonado e então mudou suas metas com a atualidade. Camarilla foi vista com outros olhos para o Ancião e agora em sua empreitada como o novo Justicar da Torre de Marfim. Sabe que são 13 anos para cumprir o seu papel e se for bem feito em nome do Círculo, quem sabe um dia ele estará mais presente ao círculo dos mais antigos da seita. Viajando sozinho em seus pensamentos, quando são cortados pelos passos vindo da escada. Notando ser Alfred, manteve-se sério com seus olhos cintilantes em direção do seu fiel carniçal. Sem dizer uma palavra, apenas afirma com a cabeça no sentido de sem problema algum e sua mão direita se ergue até a bandeja pegando apenas o jornal. Coloca sob sua perna direita e volta a olhar o mortal a sua frente fazendo-o uma pergunta e simplesmente responde:

─ Saíste como eu ordenei Alfred. Pediste que encontraste o verdadeiro dono desta pequena e preciosa princesa ao meu lado. E pegar algum doce para minha convidada inesperada... -

Um sorriso agora é desenhado em seu maravilhoso rosto e ele quando disse sobre a "princesa" olhou para a criança para que o carniçal compreenda as palavras do mesmo. Ouviu mais passos vindo da escada, era Prévost e junto de Marin Scobar. Rapidamente passou pela sua cabeça:

"O que a louca deseja aqui... ?" -

Viu que Alfred agiu certo, então ignorou o ato e abriu lentamente seu jornal deixando seu carniçal cuidar dos assuntos. E que retirassem logo a escória de seu recinto precioso. Mas a voz da idosa o fez atrair seus olhos azuis que estavam concentrados a começar a leitura no papel em suas mãos. Desenhou um sorriso charmoso para a mulher, em pensamentos não estava gostando nada disso e principalmente quando ela se referiu que a criança seria futuramente uma lunática. Fechou o jornal, apoiou o papel no braço de sua poltrona e olhou para a criança como se escondesse de um monstro, apenas sorriu para ela e apoiou sua mão na cabeça da criança demonstrando em seu olhar para que ela não tenha medo. Então sua atenção voltou-se a idosa, logo se levantou e com seu sorriso carismático estende a mão direita para que ela pouse a mão enrugada para que ele suavemente a beije o topo em sinal de respeito e etiqueta. Não importando quem seja, ele sempre mantém sua elegância a todos. E logo faz um sinal com a mão de "Pare" para Alfred em sentido que esta tudo bem. E agora com sua voz tranquila, sensual e como se fosse a profanação do próprio desejo proibido. Não que ele esteja seduzindo-a, mas é o seu charme natural de sua voz encantadora. No inglês arcaico, ele responde:

─ Não me atrapalha senhorita Escobar. Muito menos Caroline, ela me atraiu e deixou-me minha noite um pouco mais empolgante. Uma criança de suma esperteza e sonhadora demais. E sua presença também não me incomoda. Gosto de companhia as vezes e não em nome da Torre, mas em meu nome, peço que não puna Caroline e ela não merece. Se ela for, eu saberei e não vou gostar. Estamos entendidos minha senhorita ? Mas, pensei que ela fosse prioridade de Mr. Belmont, não ? Já que ela disse... Tio Oscar, apenas mesclei as duas coisas ou estou errado ? E eu gostaria de fazer uma proposta com você. Futuramente, quem é o membro que irá transforma-la ? Os olhos dela me atraiu, uma beleza surreal e eu a desejo para mim senhorita Scobar. E odeio um não como resposta. -

Aponta para a poltrona de frente a ele para que a velha se sente e assim poderão conversar melhor. Sim, ela não pode ser uma lunática, seria a destruição de uma beleza assim em vão, ao seu lado, os estudos e todo o potencial de ser alguém melhor do que terminar caquética como este membro a sua frente de usurpadores mentais. Cruzou sua perna direita a esquerda, apoiou ambas as mãos ao colo, olhou por instante para Caroline, sorriu e depois sério e um olhar "perigoso" se direciona a velha. Não a intimidava, mesmo não querendo, parecia, mas é seu jeito firme ao ponto de sempre deixar os outros sem palavras e com medo de negar o que o Ephore deseja.

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Qua Jun 03, 2015 3:20 pm

Durante os próximos segundos que sucederam após as últimas palavras de Spencer, aquele cômodo pareceu ser envolvido por um silêncio agradável, o crepitar do fogo na lareira tornou-se mais acentuado, como se uma própria divindade estivesse presente para fazer com que todos ali digerissem o que o Justicar havia dito, a primeira reação fora nada menos que Prévost, o bartender tinha plena ciência de que seu envolvimento naquela conversa era insubstancial, fazendo com que antes de sair coloque a mão em um de seus bolsos e retirasse dali algumas balas de cor vermelha junto com uma grande bola achatada com desenho espiral verde e amarela presa em uma pequena vareta a qual Richard chutou que aquilo poderia ser um pirulito. Alfred franze a sobrancelha com tal comentário de seu senhor, e anos... Décadas a qual o serve percebe o afiado olhar de seu carniçal, o desconforto e ciúmes haviam lhe tocado, mas fora sábio o suficiente para que só seu mestre a notasse, quer queira ou não Albert era lacaio de um Ventrue conceituado em seu próprio círculo e poderoso na própria seita, e sua discrição e inteligência fora um dos pontos fortes a qual Richard quis que ele permanecesse ao seu lado, porém sempre via uma mensagem em entrelinhas no olhar do mesmo "Mr. Roberts fora seu único filho, não me reconhecerá como um futuro?" E embora a expressão seja indecifrável para todos ali presentes Richard reconheceu a face de desaprovação pelo fato das últimas palavras de seu Senhor, levando o olhar para a criança ao seu lado ele observa a peça de anel que estava dentro das pequenas mãos de Caroline, e então o rosto de Albert tornou-se lívido, ele fechou os olhos recobrando suas antigas expressões e por fim fora o primeiro a falar.

-- Estarei em seu escritório se precisar-me.

Albert retirou-se daquele subsolo reservado subindo as escadas e Richard percebeu que o mesmo dizia não do escritório situado no Elísio e sim no Principal em Londres, dentro do Hotel a qual Spencer controlava. Senhorita Escobar permanece sem retirar os olhos do Justicar, inerte do que acontecia em sua volta, mas Spencer conseguirá observar cada reação da mesma, um "o" era feito com a boca, esboçando surpresa e então um longa risada era dada por ela, virando até a própria cabeça para cima, esbanjando uma gargalhada senil.

-- Ai.. Aiai.. -- Diz Marin voltando a olha-lo, pequenas gotículas de sangue posava-se nos olhos dela a qual limpou-as com as costas das mãos, demonstrando não ter controle de suas glândulas lacrimais quando ria com vontade. -- Desculpe-me ter reagido dessa forma, não quis te desrespeitar meu Justicar, mas parece que sofri um deja-vu. -- Diz Marin de maneira bem humorada enquanto sua voz idosa se tornava embargada. -- A alguns meses Oscar Belmont havia conhecido a criança e teimou para que a mesma fossa sua. Minha linhagem em meu clã fora passada de maneira diferente... Meu senhor havia tido visão sobre mim naquela época, de meu rosto como está agora, ele achou-me e esperou até o momento certo para fazer ser parte dele e então meu antigo senhor entregou-me seu corpo e alma, para que nós dois pudéssemos seguir em frente dando sobrevivência ao nome Escobar, como ele havia feito com seu senhor, e ele mesmo me disse que eu poderia também ter uma visão, e quando vi essa garota soube que quando completasse 25 anos ela seria uma Escobar, mas parece que o Senhor também se interessou por ela tanto quanto Mr. Belmont...

A senhora olha para Caroline a qual a mesma prestava atenção na conversa e brincava com o anel entre os dedos e depois escondia em suas mãos. Marin da duas batidas suaves no chão usando sua bengala e volta a olhar para o Justicar de maneira pensativa.

-- Não sei se isso considera uma quebra de lei, sendo que estou fazendo isso de boa vontade como meu senhor fez, dado ao fato de que acreditamos em destino, mas saibas que quando ela for uma das nossas  meu fim está declarado e então toda a linhagem Escobar estará dentro do corpo dela, carregando em si a responsabilidade da clarevidência e da maldição de nossa família. Eu e Oscar Belmont fizemos um trato, mesmo não sabendo e nem querendo saber do motivo do Primógeno Gangrel a querê-la. Assim que Caroline estiver com idade o suficiente para escolher ela dirá a qual clã irá pertencer, então o perdedor receberá uma troca de valor equivalente da garota pelo ganhador, sei que estou tratando-a como um objeto, mas essa foi a melhor maneira de entrarmos em um acordo sem entrarmos em uma briga interna. Então o Senhor poderia também participar desse negócio, mas também como um de nós, cumprindo todas as cláusulas do acordo, é claro.

Marin continua a observar Richard enquanto mantinha suas duas mãos apoiadas na bengala a sua frente e esperando a resposta do Justicar.

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Qua Jun 03, 2015 4:17 pm



A noite não esta sendo mais uma das melhores e principalmente quando se trata de Pennyworth. Seu lacaio mais antigo e fiel. Só que esses ciumes laçados ao sangue é uma espada de dois gumes a qual o ancião já vem se acostumando e prefere deixar de lado. Seu olhar manteve-se sério ao mesmo, todo o tempo de sua petulância conforme demonstra sua expressão facial ao Ventrue.  Quando ele disse que iria se retirar, sua voz mantém a tranquilidade e a ordem deveria ser atendida como um bom lacaio:

─ Não, aguarde-me no salão superior por gentileza e iremos juntos. -

Sua ordem foi dada e o laço manterá sua lealdade. Mesmo que ele não goste e que seus ciúmes terá que ter um fim. Richard terá que doutrina-lo de novo ? Mesmo depois de velho ? Ninguém merece... Após a saída tanto do atendente e seu lacaio, sua atenção e a velha Malkavian a sua frente. Sua sobrancelha esquerda se ergue sem entender o motivo da gargalhada. O sangue-azul contou alguma piada a qual ele mesmo não entendeu ? Ou a loucura esta atraindo essa decadente idosa ? Nem mesmo o Justicar poderá responder isso. Seu cenho volta ao normal quando ela explica os motivos incoerentes de suas visões, famílias e isso nada interessava a ele. Apenas o termo de que o Primógeno Gangrel realmente se interessa por ela. Como um bom entendedor e representando a educação Ventrue ele afirma com a cabeça sorrindo sempre dos comentários da Escobar. Tranquilamente responde:

─ Entendo perfeitamente minha "senhorita". E sobre abraça-la, só será concedido com a consciência de toda Primigênie e o consentimento do Príncipe de Londres. Que por sinal é uma membro ilustre de meu clã. Até lá, Caroline irá crescer e decidir a qual família ou até nenhuma. Quando eu entro em algum jogo é quase que nulo minha derrota. Explique-me antes as leis do trato que fora criado minha querida. Estarei a seus ouvidos e saber se será o suficiente para eu aceitar tal desafio. Não irei impor meu poder de Justicar para tê-la e muito bem você sabe que eu poderia, mas em termos de respeito não farei e não quero me passar como um usurpador. Logo, acredito nos desafios alheios e como um orgulhoso e justo faria. -

Desenhou um suave sorriso elegante ao rosto e aguardou a resposta da idosa Marin em termos das leis sobre este trato. Algo para o sangue-azul é que esta pequena é especial e ele não sabe o quão especial seria, mas sente que logo saberá. Tudo é questão de tempo e isso para os imortais não é problema nenhum. Tranquilamente ele descruza as pernas, segue até os doces e os pega. Logo retorna e entrega para a pequenina dizendo:

─ São seus... Coma os devagar para não passar mal, tudo bem minha princesa ? -

Mantém o seu precioso sorriso, e após ela pegar os doces de sua mão ele acaricia a cabeça da mesma e volta a se sentar. Cruzando as pernas ao contrário e só agora volta sua atenção para Marin esperando-a responder. E seu semblante volta a ser de um verdadeiro e sério nobre em termos de negócios. Agora as coisas mudam definitivamente e os sangue-azuis são mestres nesta arte.

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Qui Jul 16, 2015 9:53 pm


Como se Pennyworth sentisse seu senhor lhe auxiliar, o mesmo se vira para ouvir Richard, afirma com a cabeça acatando e sobe as escadas, esperando seu Senhor. Marin continua a olhar divertidamente o Justicar Ventrue, e embora a mesma parecia ser mais antiga que o próprio Justicar devido a sua aparência, Richard sabia muito bem com suas longas e tumultuadas noites que a aparência não diz nada. Marin bate algumas vezes de leve sua bengala ao chão, de uma maneira que não atrapalhasse Richard em seu discurso a favor das leis da Camarilla.

-- Bem apontado Mr. Spencer. Aos olhos da Camarilla somos todos fiéis servos em busca de um lugar nesse mundo que todos pensam controlar. Desculpe-me contar todas essas baboseiras... -- A Velha vampira faz um gesto com a mão de displicência. -- Tenho esse costume de contar histórias como se todos fossem meus netinhos... Pobre Alan que Deus o tenha. Mas não se preocupe quanto as  tradições... Não iria cogitar que um nobre Justicar entre em algum tipo de trato sujo. -- Marin ajeita a gola de seu vestido enquanto uma de suas mãos enrugadas permanecia segurando a bengala. -- E é claro também que estamos cogitando os sentimentos de Caroline, submeter-se ao tormento eterno tem que ser pensado com cautela. Quer queira ou não fora educada desde criança aos conhecimentos ocultos.. Claro, quem seria o melhor tutor para isso a não ser eu? Em questão ao trato o Príncipe esta ciente do que ocorre debaixo de seu nariz, e achou que estamos meio que entediados de nossas não-vidas e fazendo meio que uma brincadeira para distrairmos, querendo ou não, ele nos dedicou ter no máximo duas crias por estarmos na cadeira de primógenos em Londinium, ele não fez nem questão de conhecer Caroline, e considerei isso aliviador. Sei que o senhor não forçaria o trato, és um homem honrado. Diga-me onde está situado que enviarei um contrato para que o Senhor assine caso queira ser incluído, sangue não será necessário, porém quando receber o contrato e estiver com sua assinatura, saiba que também todas as Harpias de Londres tomarão conhecimento de que você também entrou. Então será somente nós três, e o bom senso de nossa Caroline.

Falando na garota, ela pega os doces quando a entrega, abaixa seus olhos para receber o leve afagar da mão de Richard, porém prefere guardar os doces no bolso do vestido, parecia que tinha ciência que o foco da conversa era ela. Você a vê franzir a sobrancelha quando a mesma termina de ouvir Marin.

-- Tia Marin... Não chateie o Príncipe, agora ele também é pai de Camille e me da muitos doces.. Pelo que parece tenho que escolher um pai... Mas não quero um pai dessa forma! -- Caroline olha para Richard e sorri, um sorriso inocente que nem parecia ter consciência de que já havia começado sua aprendizagem para viver naquele mundo.

A risada bem humorada e velha da Senhora Escobar é ouvida, sua boca não tinha dentes, mas ela parecia não se importar com isso.

-- Entendi Entendi... Esse é o seu Príncipe Encantado, isso cabe a ele querer ser seu pai ou não, mas precisa voltar aos seus afazeres garotinha. Você verá seu Príncipe mais vezes, se ele quiser, é claro.

Marin espera o Justicar respondê-la, após isso estende sua mão ossuda a qual Caroline a pega como se aquele ato fosse cotidiano. Com menção de se retirarem, Caroline olha para Richard e a vê apertar o anel em volta de seus dedos.

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Qui Jul 16, 2015 10:44 pm



Tudo acaba virando um fardo para o poderoso Spencer. Foi escolhido a ser um dos juízes do círculo interno, assim teria que rodeia em todo o mundo para por sua mão de ferro. Realmente é um trabalho promissor e ao mesmo tempo perigoso. O peso em ser um Justicar lhe desclassifica em vários atos de sua preferência morta-viva. Isso lhe impede de seus afazeres como um Ephor do seu próprio clã. Que é a verdadeira causa a qual ele mantém todo o seu status e influência global. Viveu por séculos nas sombras, já foi considerado o filho do Imperador-Deus Mithras e outras adjacentes alcunhas. Agora ele é o novo Deus deste século, renascido da escuridão para este novo mundo já familiarizado. Só preferiu não-viver do seu estilo. Várias pessoas importantes como Presidentes de empresas, políticos e variados. São tudo suas marionetes e nem se quer sabem disto. Isto significa ser o verdadeiro mestre dos jogos. Um rei proclamando seu cheque-mate aos inimigos e rivais. Londres, livre do Sabá e outros rebeldes. O anjo caído se chama Richard Spencer neste novo mundo.

Ele parece viajar em seus pensamentos enquanto Marin pronuncia dos acordos em relação a Caroline. Não demonstra estar avoado, mas fica sem retirar os olhos aos dela e sempre com o suave sorrido de canto de boca. Ouve tudo, aos termos do Príncipe já esta ciente, é até melhor e que a pequenina caia em mãos certas. E porquê ele se interessou por ela ? Seria aquele olhar diferente da mortal ? Porque todos a querem ? Ele vai pagar para ver. Sua voz simplesmente responde a idosa a sua frente:

─ Entendo perfeitamente. Fico aliviado em saber dos detalhes. E aceito sim, no andar de cima, meu carniçal Mr. Pennyworth irá lhe dar os detalhes corretamente para onde pode enviar as papeladas minha querida. -

Seu rosto se direciona em direção de Caroline, sua resposta é apenas um sorriso meigo ao seu perfeito rosto que parece ter sido esculpido pelos Deuses e "realmente foi". Volta sua atenção a Malkavian, logo se ergue passando ambas as mãos em seu paletó ajeitando-o para baixo. Sua direita pega a da idosa e a beija em um comprimento formal de despedida. Logo observa o anel nas mãos da pequenina Caroline, mantém o sorriso e diz para a pequenina:

─ Logo estaremos juntos de novo pequenina. Tome conta do presente, quando couber em ti, usarás com sabedoria. -

Finaliza olhando para a caquética mulher em sua frente e espera que ambas se retirem. Quando mal se viram, o membro volta a se sentar e pega em seu celular ligando para Alfred. Apenas indicando para que o mesmo passe o endereço de uma de suas propriedades aleatórias, a qual nem usa, só tem para disfarce de rivais querendo um atentado ao mestre da manipulação e dos jogos. Após isso desligou e guardou dentro de seu paletó. Ficou pensativo sobre esta "briga" pela garota. O Ventrue vai usar seus métodos para tê-la, como sempre fez em seu tabuleiro, derrubando peça por peça até chegar ao veredito final.

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MensagemAssunto: Re: :: Derramamentos do Passado :: Cena I Ato I ~ Richard Spencer   Qui Jul 16, 2015 11:29 pm


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