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 ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~

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Fractius

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MensagemAssunto: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Ter Ago 04, 2015 1:07 pm


☥ Rio de Janeiro - Mamanguá - Tribo Tupi-Guarani | Templo. ☥
• 05 de Fevereiro de 1999, Sexta-Feira: 21h21min P.M.
• Santanico Tibellarius: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era.



Ser uma Deusa pagã não é um ar fácil em ser não-vivido no mundo totalmente coberto pelas sombras. E desta mortalha, sua imortalidade, poderes divinos a mantém intacta e perfeitamente bela até nesta era. Vivenciou em sua existência o carma dos aspectos desde da ingratidão até a gratidão da vida humana. Mesmo sendo uma Setita, em raras ocasiões, a humanidade ainda preenche a carcaça deste ser tão antigo quanto a própria história. Intrigas, sacrifícios, destruições e morte. Tudo um ciclo a qual seguiu os seguimentos de Sutekh, a linhagem primordial das eras. Bem ou mal, Cheops lhe doutrinou na forma corrupta e perfeita a qual as serpentes seguem. Mas após se libertar das presas do mesmo, ela viu a oportunidade de mudar, demorou, mas aparentemente em dias de hoje consegue manter a sua preciosidade humanidade. Passou sua não vida em vários lugares diferente, mas nunca esqueceu de Pompeia, sua terra natal e de onde todo o caos começou. O avatar de Set ou ele próprio despertou naquela região, trazendo junto o fim da cidade pelo vulcão. Mas vários locais da Europa foi sua moradia temporária, até que seu destino ligou ao Brasil. Profecias (Visões) lhe fez ir para fora do mediterrâneo. Conheceu o local chamado Amazonas, lá foi criado uma lenda por conta da Setita entre os mortais da era vitoriana. Porém o número de Metamorfos aumentaram e assim como a lenda do lugar, desapareceu da existência e a fez chegar em Mamanguá, interior do Rio. E esta até os dias de hoje, quase um século de existência neste local.

Para os Tupi-Guaranis, Santanico foi considerado uma enviada do próprio Deus Tupã, o trovão. Realmente com a chegada da mesma, tribos rivais na época recuaram com a fúria da sacerdotisa de "Tupã". Mal sabem que Santanico é um dos monstros bebedores de sangue. Nunca desconfiaram, pois ela aprendeu rápido o costume dos indígenas e misturou suas éticas egípcias conseguindo "enganar" a todos. Ela trouxe prosperidade, mas tudo há um preço e uma vez ao mês o "Deus Tupã" que na verdade é ela própria recebe sangue de seus fieis mais saudáveis como tributo em por a tribo em aspectos perfeitos. Então histórias passou por outras tribos, até a boca de outros fora de que Mamanguá é um local próspero e ao mesmo tempo amaldiçoado por algo. A própria Santanico, mesmo seguindo seus dogmas da humanidade, mesmo sendo o que lhe restou, ela precisa do vitae para existir.

O tempo passou, realmente a tribo existe até os dias de hoje e diferente de outras que foram extintas. O governo tomando as terras, a era industrial. desmatamento, ou por doenças sem cura pela imigração dos estrangeiros. Já houve tentativa de tomadas por essa terra maravilhosa, décadas atrás, mas algo fazia eles desistirem, verem o local como amaldiçoado e assim a lenda de Flora chegou em vários lugares do Rio de Janeiro. Principalmente em ouvidos de imortais como ela. Este seria o verdadeiro problema ? Ou não... ? Flora é o seu nome de origem Tupi, dada pelos caciques e pajés da região. Atualmente não tem um cacique, morreu de velhice a dois anos atrás. Logo o mais antigo, assumiu a tribo e por sinal é o Pajé Atumu. A Setita sabe que ele já esta quase para falecer, câncer terminal e aos sessenta e dois anos se mantém "bem" aparentemente. Antigamente a tribo era mais próspera, hoje em dia ela sabe a dedo que tem cento vinte e sete indígenas. Desde crianças à velhos. Seu "rebanho", aos poucos em decadência. Até duas décadas atrás estava em torno de mil índios. Isso tudo é o conflito com a era industrial, muitos foram mortos em guerras tribais, outros abandonaram e tentaram sobreviver na cidade. Mortes por doenças. A serpente sempre foi guiada por visões e boa parte delas acontecia de fato. Isso ela não entendia, mas Cheops dizia que ela foi abraçada com o dom dos olhos de Set. Apenas mulheres ao serem abraçadas poderiam ter estas habilidades e Santanico após seus primeiros anos de abraçada começou a ter. De início era horrível, quase uma maldição em sua não-vida e com o tempo acostumou a usar esta maldição como proveito próprio.

Santanico desperta para mais uma noite. Seus olhos cor de mel ardem como se as chamas de Amenti estivessem levando-a ao purgatório. Podia ouvir gritos de desespero, olhando, ela nota estar no meio da tribo, tudo em chamas, corpos ao chão dos indígenas queimados e os poucos correndo em desespero pegando fogo. Ela via as ocas em chamas, olhando para trás nota ela mesmo de pé em frente ao seu refúgio observando sem fazer nada e escorrendo sangue dos olhos. Ela se vê caindo de joelhos como se tivesse causado tudo aquilo. Logo tudo some, nota esta em seu aposento úmido, seu teto na verdade são raízes das árvores e cobrem boa parte das paredes. Seria uma visão ? A última vez que teve visões foi a quase trinta anos atrás. Voltaste do nada ? O que isso significa ? Seria a fúria de Set ? Por achar que foi abandonado a fugir dos ideias do verdadeiro carma ? Primeira vez, depois de séculos a dúvida bateu em sua mente. E a própria ainda dói um pouco em relação o que viste, a dor é algo inevitável, sempre vinha depois. Aos pouco se sentia melhor, a umidade do lugar continua, a porta de pedra ainda esta fechada em seu "quarto" particular. Junto o silêncio da eternidade guiando o propósito da Setita.




Templo de Santanico, Vista por cima.

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Sou apenas uma criança perdida na escuridão, sou o anjo caído que mostrará a você o caminho para sua libertação!


Última edição por Fractius em Sex Jun 02, 2017 10:10 am, editado 1 vez(es)
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Santanico Tibellarius

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Ter Ago 04, 2015 9:11 pm

Seu corpo se move de maneira abrupta para cima, seus dedos tocam o colchão da pequena cama feito de palha onde jazia deitada afim de se apoiar. Os olhos de Santanico mantêm-se em algum ponto específico no teto, porém ela mentalmente ainda não está lá, está ainda com os fatos que transcorreram em seu sonho. Pisca seus olhos e de maneira ágil se vira colocando os pés no chão. Levantando-se vai até seu pequeno guarda roupa já deteriorado pelas traças e mofos, de lá retira um robe de seda dourada. Sai de seu quarto sem nem ao menos se preocupar em amarrar o robe no corpo e descalça, andando de lá para ca de maneira nervosa pelo grande salão principal o ar poderia ter vislumbres da pele morena da cainita acompanhado de seu par de lingerie de tom marrom, a peça íntima daquele século e que combinava perfeitamente com a estrutura de um belo corpo feminino como o seu.

Santanico sacode suas mãos no ar, como se quisesse limpa-las de algo, seus lábios começam a se mover em uma prece dita em um idioma esquecido.

-- SAPRAHMA!

Ela raramente gritava o nome de seu guerreiro, mas ter tido aquela visão, sobre a tribo brasileira que a tanto conquistou fazia com que a Setita ficasse alterada. Colocando a mão em seu peito procura se acalmar... Por Set... Não faria com que a Tribo inteira fosse levada pelo rio Duat. Mas.. Por que tinha a impressão de que fora ela que havia colocado fogo na tribo ou de que de alguma forma ela havia sido culpada? Será que Set a estava punindo por não seguir alguns de seus ensinamentos? Não.. Não poderia ser... Embora não buscasse formas de punir Osíris e deixar de corromper os outros, ainda seguia as principais doutrinas e amava Set... Então será que as Indústrias que visavam aquele território cometeria um genocídio para se livrar dos Índios? Ou a tribo inimiga que estava ao leste buscava retaliação? De uma coisa é fato... Não deixaria que sua visão fosse cumprida.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qua Ago 05, 2015 3:40 pm



Realmente faz tempo que suas visões não apareciam. Ela sabe que significa a sua ligação em termos com o Deus Set. Algo que pouquíssimas do clã da serpente despertam com este "dom" e que para muitas dizem ser apenas um capricho à mais da maldição. Já esta bem melhor, apenas aquela suave dor na mente, nem se quer lhe deixou tonta como as outras mais graves do que esta e que por sinal foi uma das mais rápidas. A estrutura do seu pequeno aposento permanece úmido e sujo como de costume. Literalmente impossível limpar algo que vem diretamente do solo sagrado da aldeia dos Tupi-Guarani.

A mesma de pé, literalmente "nua", apenas usando sua lingerie de cor marrom, que combina perfeitamente com a cor da pele da belíssima mulher. Suas tatuagens, marcas antigas de sua consagração aos rituais de passagem para tornar o que é hoje em dia. Vestiu seu robe simples, logo caminhou para fora do aposento que nem porta tem, apenas uma cortiça transparente de cor vermelha, quase que transparente e pega seu robe saindo literalmente. Sentindo o gélido chão tocando a sola de seus sensíveis pés. A sala do trono, totalmente vazio e silencioso. Ela chamou por seu Ushabti, sua voz doce ecoou com a ferocidade e ecoou por todos os aposentos do subterrâneo. Até fez as tochas de todos os lugares se apagarem em questão de milésimos de segundos e voltam a clarear os aposentos.

Em pé, ela esperou, presa em seus pensamentos sobre a aldeia e a ligação de sua visão obscura. O que realmente esta ou irá acontecer ? Não sabe o tempo que ficou perdida pensando, quando se deu conta, do corredor que da acesso a entrada do alçapão aparece entre a escuridão o seu leal guerreiro em corpo de uma mulher. Mal sabe que é apenas um instrumento criado pela Setita. O próprio tem a fé de que teve uma segunda chance, após ter sido salvo do reino de Maat ou outro lugar mas distinto dos Deuses Egípcios. Agora em um corpo feminino e perfeitamente delicado, que dá inveja a muitas das mulheres. Com uma expressão facial de assustada, ela se aproxima fazendo uma leve reverência e pergunta em Egípcio:

─ Minha senhora... O que houve ? Sua voz, trouxe o turbilhão para fora da aldeia. A porta do alçapão se abriu do nada e junto o vento ecoando sua voz. Fez todas as árvores ao redor da aldeia balançarem. Afugentou as aves noturnas e deixou os índios assustados. O que aconteceu e em que posso ser útil ? Além que ao longe, pela estrada que da acesso até aqui, um carro. Tempo que não temos visitas. Eu iria recebê-lo, mas ouvi o seu chamado... -

Parou, voltando aos olhos da Setita esperando saber o motivo de sua aflição. Mesmo tendo a alma de um guerreiro do alto Egito em sua época como mortal, talvez ao se misturar a carcaça da índia morta o fez amolecer ou até se prender a memórias e sentimentos da carcaça. Nem mesmo Santanico poderia entender isso de se Ushabti.


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Santanico Tibellarius

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qua Ago 05, 2015 11:29 pm

Santanico prostra-se como se tivesse transformado em uma estátua quando Saprahma conta sobre o efeito no lado de  fora por não ter conseguido segurar suas emoções. Enfim ela se move passando a mão em sua têmpora e fechando os olhos enquanto que a outra mão era apoiada em seu quadril.

-- Não fora a minha intenção..

Responde em Egípcio enquanto anda em direção a seu trono de pedra e derruba seu corpo no mesmo, sentando de maneira displicente, onde automaticamente um sol pintado de maneira arcaico em tom vermelho começa a ganhar vida, suas labaredas bailando na parede detrás do trono, isso sempre acontecia quando o trono recebia sua presença.

-- Tive um pesadelo ruim Saprahma... Em toda a minha volta só havia devastação e ... Fogo. Fora tão real que tive conta de que era uma visão...

Não entrara mais em detalhes quanto aquele sonho quando então havia percebido o que Saprahma queria dizer sobre o final de suas palavras.

-- Visitas?

Um dos motivos de se dar bem com seu guerreiro era pelo fato de sempre estar a vontade em sua companhia, mostrando para ele um lado de sua personalidade que poucos viram. Enfim amarra o robe em volta do seu corpo.

-- Pelas bolas cortadas de Set, quem seriam? Logo essa noite?

Sentindo que aquela visita poderia ser um mau agouro já que havia tido a visão, mas ia ser uma falta de hospitalidade não recebê-los.

-- Mais tarde conversaremos sobre isso, por favor, veja quem adentra e leve-os até o pajé, claro, se acontecer algo estranho... Santanico deita sua mão no braço do trono, vendo então sua naja de latão serpentear e subir no mesmo, faz um carinho a cabeça dela e então a coloca no chão, para ela ir de encontro e Saprahma. -- Leve Melinda com você, mas não deixe que ninguém a veja, ela irá voltar e me informar se houver algum perigo. E se alguém parecer incomodado pela reação que desencadeei, tente acalma-los...

Após seu guerreiro num corpo de mulher finalizar e se retirar para cumprir com o que havia pedido, Santanico vai até seu quarto e troca seu robe por um top marrom e uma saia de linho, botando então uma capa cor de cobre por cima de seus ombros onde a gola era ornamentada com pele de lebre. Voltando ao seu trono, agora diferente de como havia se prostrado a minutos atrás, mantém-se ereta e suas pernas eram cruzadas sensualmente, fazendo com que ambas fosse expostas por fora da capa. Enfim estava pronta para mais uma noite, sabia que mais tarde teria tarefas a fazer em sua sala privativa, mas não estava disposta por enquanto. Seus olhos havia uma demonstração de mal humor, já que não havia acordado com pé esquerdo aquela noite.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qui Ago 06, 2015 12:36 am



Saprahma apenas afirma com a cabeça em relação das palavras da Setita. E responde tranquilamente:

─ Sim senhora, mas os índios acharam que foi obra de Tupã, o Deus idiota deles. Mal sabem que a verdadeira essência vem da senhora. -

Ele desenha um suave sorriso ao rosto. E logo esconde o sorriso ao ponto de ouvir sobre a suposta visão de sua mestra. Ficou com uma expressão de desentendida ao ponto e preferiu ficar quieto. Mas quando ouviu as ordens, apenas afirmou e finalizou:

─ Certo, irei ver quem são e aviso a senhora qualquer coisa... Dê-me licença... -

O Ushabti caminha de volta de onde vieste. Santanico aproveitou voltou ao aposento para por roupas mais confortáveis para sua futura cerimônia noturna. Mas ainda aflita pela visão e em seguida de um visitante. Seria o início de algo pior do que as chamas ? De volta ao trono, sentou-se e aguardando saber de quem se trata. E se Melinda irá dar o recado certo de volta.

Enquanto isso, Saprahma volta pelo corredor, logo passa pelas duas estatuas do Deus Anúbis, fazendo a proteção do refúgio de sua mestra. subiu as escadas e lá estava ela em sua moradia. Nota pendurado o seu casaco de pele, suas armas de sua terra natal enroladas em um pano egípcio. Ao longe podia ouvir o som dos índios aparentemente enfurecido com algo. Observando nas sombras já na proximidade da porta. Ela observa o carro negro parado, vidros tão escuros como a noite. Um homem de terno conversa com o Pajé e vários índios cochichando entre si ,atrás do idoso olhando com ar de curiosidade. Ela observa o Pajé olhando para sua tenda e aponta em direção. Então o homem do terno recua e vai até a porta detrás do carro se curva para próximo do vidro que abre um pouco e parece falar com alguém. Em seguida o próprio abre a porta e sai um outro homem. Diferente do primeiro que era bem negro, esse é mais claro, totalmente careca e usa um terno cinza. Atraente um pouco, ele ajeita a gravata e o primeiro apenas caminhou até o porta-malas e parece pegar uma bolsa de couro e entregou ao homem careca. Que agradece e manda ele esperar. Então o segundo homem agora segurando a bolsa se aproxima do Pajé e conversam rápido e ambos olham para tenda. E sorrindo como se fossem velhos amigos conversam no caminho que parecem estar indo em direção ao refúgio de Saprahma. Os índios abrem caminho apenas olhando. E logo estará nas proximidades de sua Mestre se passar por ele.




Homem Desconhecido.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qui Ago 06, 2015 9:44 pm

SAPRAHMA

Andando em direção a entrada, passa pelos corredores e olha de esguelha os Anubis que cobriam cada parede, por mais que fosse corajoso não lhe agradava muito olhar nos olhos daquelas estátuas. Sabia que Santanico havia lançado um encanto sobre eles, e a aura de intimidação que ambos exalavam fazia-o andar mais rápido, embora nunca os tinha visto mover-se.

Os pensamentos de Saprahma movem-se para as emoções de Flora, no tempo que estavam juntos nunca a tinha visto daquela forma, era como se tais visões a tivesse relembrado tragédias de seu passado.

Subindo o alçapão, ele vê sua Khopesh enrolada no linho, a arma que sempre empunhava como se fosse a extensão de seu próprio braço, e que embora esteja em um corpo de mulher, sempre buscava alguns horas durante o dia para treinar, percebendo então que sua casca era vigorosa, como ele. Melinda permanecia inquieta por dentro de suas vestes.

Coloca seu casaco de peles para que ninguém visse a cobra feita de alumínio, como se ela entendesse tal gesto, acalmou-se, vai em direção a entrada de sua casa. Vendo então uma lata preta que anda, onde os tupis chamam de carro. Um homem conversava com o Pajé, de longe eles não poderiam lhe ver, estava nas sombras da entrada de sua casa. Vê quando o Pajé apontar sua casa, seus olhos se estreitam, não que as vezes a tribo recebesse visitas, mas "nós" nunca. Vê o homem negro falar com alguém dentro da lata andante preta e um outro sair. Um homem moreno trajando vestimentas caras daquela época, por estranho que possa imaginar, aquele homem parecia-se com ele quando servirá a Rainha do Egito. Não se importa com a bolsa de couro que ele havia pego na parte detrás do carro. Mas parecia que o Pajé tinha uma amizade de longas datas com o mesmo, não sabia o porquê. Observando nas sombras a aproximação do homem formalmente vestido, Só enfim se revela quando ele estivesse próximo alguns metros. Saprahma sabia o efeito que sua casca gerava no sexo oposto, não tinha o rosto razoavelmente bonito, mas seus seios grandes eram um atrativo em potencial.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Seg Ago 10, 2015 12:24 pm

|- Saprahma

Ela já equipada com sua arma envolta da pele de animal, mesmo assim ainda é possível para um bom observador notar as curvas do belo par de seios da Ushabit. Tanto o Pajé e o desconhecido se aproximam. Realmente ela esta nas sombras e parecem não ter percebido a bela mulher parada bem ao canto da entrada da oca principal da aldeia. Eles param, e possivelmente são pegos de surpresa ao vê-la entre as sombras. O desconhecido segurando a bolsa preta de couro em mãos apenas sorri de canto de boca ao olha-la de baixo para cima. Mas não diz nada, logo o velho toma um passo a frente e diz em tupi-guarani para o espírito guerreiro:

─ Homem da cidade, deseja ver sacerdotisa Flora. Ele diz ter presente para a mesma. Tomem cuidado, homem da cidade, pode ser perigoso. Estaremos atento. Voltarei e avisarei aos irmãos. -

Ele fez uma pequena reverência com a cabeça para Saprahma e olhou para o belo homem de terno e fez a mesma coisa e se retirou lentamente, por conta do câncer e a velhice ele tosse pelo caminho de volta. Ela notou que o homem ergueu o cenho ao ver o velho falar, ao fato de não ter entendido nada. Mas quando o Pajé se retirou ele afirmou com a cabeça em respeito de volta. Ela sente Melinda suavemente se enroscando por seu corpo, apenas o toque gelado por conta do alumínio. Nada que atrapalhe o Ushabit. Então o desconhecido da um passo a frente e diz em português:

─ Não sei se compreende o português, mas de todas as formas fico honrado em conhecer a profetiza em carne e osso. Me chamo Everton Mafari, pertenço a mesma linhagem que a sua. Estávamos a sua procura por anos. Desde Amazonas e outros locais a qual sua lenda passaste. Em honrarias ao nosso pai negro. Um presente de boas-vindas em sua homenagem ao Rio de Janeiro... -

Mesmo usando um terno elegante, cheiro de perfume barato, mas cheiroso e ele se ajoelha naquele solo de terra batida, estende co mas duas mãos em direção dela entregando a bolsa. Ele esta realmente confundindo-a com a verdadeira Setita que esta em seu próprio templo subterrâneo e ele finaliza:

─ Profetisa Santanico ! Mestra das Serpentes ! Aceite este presente único de seus irmãos do Rio de Janeiro. Algo único e diretamente do Rio Nilo... -

Realmente a lenda da Setita é longa, as vezes recebia várias alcunhas sem sentidos e a própria veio criando suas próprias ordens ,ainda em Pompéia quando trilhava ao lado do senhor. Mas Saprahma fica ali e o tolo acha que ela não é a verdadeira Santanico.

|- Santanico

A belíssima mulher esta sentada ao trono, esperando, passou alguns minutos, nada de problema ou perigo podia sentir. Mas vindo de cima, um cheiro bastante familiar é sentido de longe. Algo agradável e ela pensa. O que seria isto ? Ainda pensativa com sua última visão e reocupada com o que poderia ou irá acontecer futuramente.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Ter Ago 11, 2015 12:38 am

SAPRAHMA



O Ushabti olha para o recém-chegado enquanto o Pajé lhe diz em Tupi, a língua que havia aprendido a pouco tempo, afirma com a cabeça, de canto de olho via então o Pajé voltar para aldeia e reconhece a expressão do outro, vendo que ele nada entendia do idioma nativo daquele país.
Seus braços mantêm-se cruzados, salientando o volume excessivo de seu busto, porém seu porte altivo e imponente parecia ser mais masculino do que sensual. Aquele Ushabti transpirava ameaça.

Olhando a reverência nada diz, apenas uma sobrancelha é erguida dando algum sinal de incredibilidade.  Ainda sem entender um pouco do Português, e pelo que parecia nunca se acostumaria aquela língua. Mas conseguia entender suas futuras palavras, e era certo que ele o havia confundido. Vendo-o de joelhos e lhe oferecendo um presente, Saprahma mantém-se enigmático, como um corajoso guerreiro, não se abala a nada. Com seu péssimo português, diz de maneira sucinta.


-- Corajoso você é para estar aqui sozinho, Everilton Mafari, aqui você ficar ajoelhado até eu voltar, sendo assim se for mesmo merecedor da presença da sacerdotisa.

Dito isso Saprahma se afasta, adentrando a casa rodeada pela escuridão, desce pelo alçapão situado ao fundo em um dos quartos e anda novamente em direção ao salão, onde Santanico a esperava.


SANTANICO

Sentada em seu trono, Santanico pousa seus dedos sobre o lábio, revivendo mentalmente a visão que havia tido. Porém algo a distrai, um cheiro familiar, nostálgico que fazia se sentir mais calma, já que suas emoções aquela noite estavam a flor da pele. Vendo Saprahma adentrar sozinha, sem nenhum alarde, franze a sobrancelha. Comunicando-se como sempre com o idioma Egípcio, pergunta.

-- O Visitante já foi?

-- Não, quer ver a sacerdotisa.

-- A mim? É alguém querendo meus serviços nas outras aldeias?

-- Não, um que diz pertencer a sua linhagem.

Santanico sustenta um silêncio pesado, enfim alguém havia lhe achado, alguém que não sabia quais era os ideais a servir seu Deus, Set.

-- Ele diz trazer um presente, diz ser algo do Nilo.

Os dedos de suas mãos se movem como se quisesse acariciar-se, mas também conotando o quanto ela estava pensativa a isso. Trazer alguém desconhecido para dentro do seu covil era arriscado, mesmo já achando que estava já na hora de mudar-se. Como se Melinda estivesse sentindo sua preocupação, a cobra sai de dentro das vestes de Saprahma e entrelaça-se em seu braço esquerdo. Um olhar significativo era dado para a Ushabti feita de alumínio.

-- Deixe-o entrar escoltado por você Saprahma, és meu guerreiro vigoroso e saberá como proceder.

Em uma mesura de respeito, Saprahma completa.

-- Sim, rainha.


SAPRAHMA



Subindo pelo alçapão, Saprahma pega um pedaço de pano sujo ali perto e vai em direção ao tal Everilton, esperando que o encontre ajoelhado da mesma forma. Estende o pano para ele.

-- Venda-se, seus olhos desconhecerão como aqui entrou.

Após ele tê-lo obedecido, Saprahma coloca a mão dele em seu ombro para guia-lo, abrindo o alçapão, avisa para ele que haveria escadas, quando terminou de descer, retira a venda dos olhos dele, em frente a duas estátuas de Anúbis. Ambas movem a cabeça de maneira robótica e lenta em direção ao convidado. Saprahma levanta a mão. Em egípcio, diz as palavras que Santanico havia lhe dito para acalma-los.

-- ANUP! Continue no local do embalsamento.

Vendo então as estátuas voltarem a forma inexpressiva, não se importa a saber qual a reação do visitante.

-- Siga-me.

Vendo que o caminho estava bem iluminado pelas chamas na parede, Saprahma leva-o até o salão principal.


SANTANICO

Sentada em seu trono desfragmentado de pedra, Santanico observa o convidado adentrar ao salão dirigindo o olhar da cabeça aos pés. Se levantando, ela anda até ele e diz em português com um sotaque de sua terra natal. Conotando sua maravilhosa voz ao visitante:

-- Soube que tenho um presente.

Santanico coloca suas mãos para trás e observa aquele que dizia pertencer a mesma linhagem, anda uma vez em volta dele, como se quisesse saber tudo o que ele transparecia. Para ele, ela parecia não exibir nenhum traço de intimidação, como Saprahma oferecia, era difícil pensar que aquela mulher poderia ser a tal "Mestre das Serpentes" como ele mesmo dizia, tirando o fato de ser dona de uma beleza surpreendente.

Ela para na frente do convidado e sorri para ele, um sorriso que não oferecia graça alguma, somente mostrava seus pequenos dois caninos afiados e expostos.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qua Ago 12, 2015 10:09 pm



O Setita ergue a sobrancelha e desenha um sorriso ao canto da boca ao fato de ter confundido-a com a poderosa Santanico. Aqui conhecida como Flora para os padrões da América do Sul. Ele recolheu os braços a qual segura a bolsa para próximo de seu corpo. A Ushabit desce e passa as informações para a belíssima feiticeira. Obedecendo as ordens ela segue enquanto Melinda envolve sem seu braço e logo em seguida o seu maravilhoso corpo. E ficou aguardando a dupla.

Saprahma quando voltou encontrou o homem já estava de pé batendo com a mão livre em seus joelhos limpando a sujeira. Quando o guerreiro diz sobre a venda, ele alarga o sorriso e pega dizendo:

─ Não vim sozinho, meus homens ficaram no carro madame. Também não sei para quê todos estes jogos... Mas, até que estou gostando. E perdão por ter confundido-a com a sacerdotisa. Pois nunca há vi pessoalmente. E fico lisonjeado em ter esta chance. -

Logo ele coloca a venda e retira aquele sorriso ficando um pouco mais sério. E é guiado pela Ushabit, quando chega na primeira entrada após descer a escada do alçapão. Ele para assustado com os movimentos das duas estátuas de Anubis nota ele preocupado:

─ Ei... ei... o que significa isso... que barulho é esse ? Eu sou importante para o clã, espero que nada de errado aconteça comigo... -

Santanico lá da sala do trono ouviu o eco da voz em português de um homem com medo de seus guardiões. Logo ouve os passos e as sombras se formando através do calor das tochas. Quando a Setita se ergue do trono, seu guardião deixa uns três metros de distância e ao lado dele vendado. Ela retira a venda dele, estava de olhos fechados e os abre olhando para ela bem fixo. A expressão é de pasmo, até a boca abriste por um tempo, se não fosse vampiro, é certo está babando por ela. Ele tenta fugir daquele transe da aparência e corpo daquela Setita. Ele nega co ma cabeça e sorrir. Desta vez ele afirma com a cabeça ao ouvi-la e se ajoelha, desta vez apenas apoia o esquerdo e coloca a bolsa ao chão. E o abre lentamente e logo retira um canopo, cheio de hieroglifos entalhados. Ele retira e estica para a mesma dizendo:

─ Boa noite profetiza, é uma honra está aqui. Eu, um humilde servo de Set, venho lhe trazer este presente de boas vindas de sua esplêndida presença ao Rio de Janeiro. Otto Arkalon, meu soberano, líder do alto Egito da cidade, enviou-me para esta magnitude. Ele queria ter vindo pessoalmente, pediu desculpas, mas eu vim em seu lugar para ser seus olhos de serpente. -

Após terminar de falar pegou o canapo com as duas mãos e esticou para a Setita. E em sinal de respeito, ele baixa a cabeça olhando ao solo. Santanico em relação as apresentações e cerimônias, ele é bom, isso a sacerdotisa não pode negar. Saprahma só de olho e sem dizer nada. Mas pronta para qualquer passo em falso do Setita bem vestido à sua frente. Realmente ele usa um terno elegante e o perfume barato carioca. Talvez seja Boticário quem sabe. Fora que ele não disse exatamente até agora o motivo de sua presença. E as visões da mesma, incomoda bastante a Setita.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Seg Ago 17, 2015 7:50 pm

Saprahma mantém-se de braços cruzados por dentro da sua capa enquanto observava a conversa a alguns metros, avaliando o comportamento do outro que se nominou Mafari. Santanico sorri ainda com seus caninos alongados para o cainita a sua frente. Olhando-o no chão ajoelhado, ela não se desfaz nenhum momento da perspectiva que ele tinha sobre ela, deixando-o ser vangloriada. Ela olha para o Canopo com bastante interesse, e quando o mesmo lhe entrega ela segura com as duas mãos, admirando o trabalho bem feito do entalhe em hieroglifo.

-- Vejo que és bom em agradar, irmão. Como se chamas? -- Diz em um perfeito português, porém com um leve sotaque entregando suas origens. -- Sei o nome de seu professor mas ainda não disse o seu.

Sem dar-lhe ainda a chance de respondê-la, move seu rosto para seu guerreiro parado como uma estátua um pouco próximo a ela.

-- Saprahma, por favor, nosso convidado precisa de algo para beber, vá pegar um pouco de nosso leite, e também traga uma cadeira para ele se sentar. -- Se dirigindo para o convidado, ela se explica de maneira gentil. -- Não temos vitae aqui, mas aposto que irá gostar da bebida que preparo.

Saprahma descruza os braços para acenar afirmativamente. Saindo do recinto pra cumprir com o que sua rainha havia mandado.

-- Vejo que estranhou meus filhos, não se preocupe com eles, se está aqui de maneira receptiva eles não irão lhe fazer mal, seus amigos lá de fora também estão tranquilos. -- Santanico sorri mais uma vez, fazendo entender que ela não havia considerado aquela informação que ele havia lhe dado como um aviso. -- Você disse sobre seu pai, Otto Arkalon, como ele conseguiu me achar?

Então Flora lhe da o tempo necessário para ele se explicar enquanto Saprahma voltava com a cadeira colocando atrás dele, um copo e a jarra com o leite na outra mão, dando nas mãos de Santanico e se afasta.

-- Por favor, sente-se. -- Diz para ele enquanto continuava em pé a sua frente com o canopo na mão, ele podia ver o estado empobrecido que ela vivia, demonstrado em seu trono, na cadeira velha, a única coisa que era bela era o copo feito por ela, no barro que havia desenhado ondas. Quando ele já está sentado, ela entrega o copo a ele, e despeja o leite da jarra com a outra mão no copo, bancando a boa anfitriã. -- Tudo me leva a crer que abrindo esse presente estarei obrigada a retribuir um favor... Estou certa? -- Colocando a jarra no chão, volta a olhar para o Canopo e tocando o adorno do mesmo.

-- Gosto de boas surpresas, deixe-me advinhar o que tem aqui dentro... Entranhas? Vísceras de múmias, serpentes alimentada dos mais belos oásis? Areia do Nilo?

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Ter Ago 18, 2015 8:14 am



As palavras de Santanico é como o desabrochar de um belo orvalho para os ouvidos de quem a ouve. É literalmente impossível alguém negar seus pedidos tranquilos, sua voz e a beleza surreal trás um misto de prazer e ternura a qual todos desejam segui-la. É a natureza a qual ela trouxe de Pompéia. Everton simplesmente desenha um sorriso ao vê-la perguntar quem seja ele e ao pegar o Canopo ele responde:

─ Perdão profetisa... Eu me chamo Everton... Everton Mafari. Sou o Sacerdote do Baixo Egito, aqui na cidade do Rio. Vejo que gostou do presente, fico lisonjeado, como meu senhor também, que tenha apreciado. -

Saprahma apenas confirmou com a cabeça e logo passa por ela indo aos fundos em outro aposento razer o que foi pedido. Ela percebe que o Setita ergueu a sobrancelha no instante que ela disse sobre o "Leite" Surpreso e ao mesmo tempo pareceu está perdido. A belíssima Setita sabe que quem controla o Alto Egito quer dizer que pertence a nobreza do clã, como Otto Arkalon a qual este jovem vampiro lhe informou. E Everton a sua frente é Sacerdote do Baixo Egito como ele informou, a qual significa que ele cuida dos preparativos dos guerreiros da linhagem Setita. Não demorou muito, o Ushabit retorna colocando a cadeira, entregando o copo criado pela "Deusa" e Saprahma despeja o líquido viscoso que é o "leite" recuando e observando ao lado de sua soberana. E curioso Mafari pergunta um pouco constragindo, quando se levanta sentando na cadeira:

─ Perdão minha insolência, mas eu bebo apenas sangue. Não sei do que se trata esse leite. Creio que não fará bem ao meu organismo morto já há algumas décadas. Na verdade, eu entrei vendado, apenas me assustei ao ouvir o som de seus "filhos"... Achei que fosse coisa de minha cabeça. -

Ele sorri de lado em um tom de sem graça e perdido no que seja este líquido. Santanico logo pensa que ele é bem jovem ou não foi instruído por um professor adequado. Logo ele voltou a falar:

─ Isto eu também não sei profetisa Santanico. Meu senhor apenas me indicou o local e eu vim... E não se preocupe, é um presente em sua honraria e feitos em nome do nosso pai serpente. Não nos deve nada, pelo contrário, nós que devemos a ti e o prazer em tê-la ao nosso lado. -

Sobre ele dizer que o senhor dele apenas sabia, ficou estranho, não que ele minta, mas omitiu em algo ali e ela sentiu isso vindo dele. Como se a presença dela, negasse ele em mentir se ele realmente quisesse. Talvez por isso saiu estranho as palavras dele e ela sabe de alguma forma instintivamente de que ele tem algo para contar, mas não quer. Então em suas últimas palavras ele responde mais tranquilo e olhando ao Canopo já nas mãos da mulher. Ele nem se quer bebeu o leite, apenas olhou estranho em saber o que é aquilo dentro do copo de barro. Como se s´osentisse o aroma do que seria:

─ Também não sei, estou curioso em saber do que se trata dentro deste vaso. Digo, Cano...po, é isso. Meu mestre disse também se a senhorita, aceitaria em ir até a capital, conhecê-lo e os outros de nossa linhagem. O que me diz? -

Esperando uma resposta, ele volta a olhar e cheira o conteúdo do copo curioso, como se não identificasse e querendo saber o que é realmente aquele "leite". Saprahma só observa seriamente agora um pouco atrás, já que Santanico esta literalmente a dois passos do rapaz um pouco assustado. Realmente sua beleza, cheiro é atraente ao extremo. O que fazer diante das propostas ? E a feiticeira sabe que ele sabe de mais coisas e ainda não contou tudo. Mas o que seria esse tudo?


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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qua Ago 19, 2015 8:42 pm

Terminando de ouvir as palavras de seu convidado, Santanico geme baixo ponderando a constatação dele.

-- Nosso lado?

Diz de maneira rouca e maliciosa.

-- Eu disse que estava ao lado de vocês? Saprahma, eu disse?

Saprahma parada não tão próximo resolveu entrar no jogo dela, negando com a cabeça. Santanico volta a olhar para Mafari, um pouco decepcionada pelo Sacerdote do Baixo Egito ter lhe trazido alguém tão leigo no conhecimento ritualístico, embora ele fosse bom em diplomacia.

-- Antes de responder-me vamos, beba do leite, produzi em glória a Set. Embora não seja tão apetitoso quanto vitae, existiram já convidados meus que ficaram embriagados com a bebida, então beba com calma.

Após dizer, Santanico dava as costas ao convidado, andando de maneira rebolativa até seu trono, ela se senta no mesmo deixando o canopo em seu colo, parecendo que embora esteja curiosa com o que poderia ter lá, mantém-se mais concentrada em conversar com seu convidado. O grande desenho do sol primitivo na parede atrás dela torna-se etéreo e animado com sua presença no trono.

-- Como é bom ter a companhia de alguém sem ser meus filhos, isso me fez ter vontade de ter mais...

Saprahma nesse momento levanta uma sobrancelha, demonstrando desconfiança com as palavras de Santanico, mas parece que ela não percebeu, mantando o foco em Mafari.

-- Posso não estar relativamente ao seu lado... Como bem disse, me deste o presente como o gesto de cordialidade, deixas-te bem claro que não queria nada em troca, disse algo errado? Mas tu pode escolher um lado Mafari, vejo seu espírito forte o suficiente para atravessar o rio Duat e conseguir sobreviver a Apep. Poderá trilhar ao meu lado e ensinarei caminhos esquecidos nas areias.

Santanico levanta seu queixo de maneira altiva e cruza suas pernas sedutoramente, testando a cobiça de seu convidado.

-- Diga-me, o que veio realmente buscar aqui, então darei o que mereces, tu escolhe.  

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qui Ago 20, 2015 11:17 pm



O jovem Setita ergue sua sobrancelha esquerda, quando a belíssima vampira solta o seu charme e ao mesmo tempo ironia com Saprahma que entra no jogo. Fazendo-o desenhar um sorriso do canto de boca. Mas as palavras doces e ao mesmo tempo surreal da Setita o impressiona em beber o líquido de Typhon. Ele coloca o copo e bebe tudo em um gole só. Descendo o copo lentamente, de olhos fechados e a língua passando suavemente ao lábio superior. Desce a cabeça e abre de vagar os olhos em direção da sacerdotisa já sentada sensualmente em seu trono. Ele responde:

─ Realmente gostoso, agradeço a bebida e parece que ela tem o sabor de algo alcoólico ao fundo. O interessante que não sinto vontade de regurgita-lo. - Ele fica em um tom sério, e isso não agradou Santanico principalmente do que ele diz agora:

─ Melhor que esteja sacerdotisa. Pois este seu templo, será algo inovador ao nosso clã. As leis de Typhon, junto de suas profecias e assim nós seremos o principal foco na cidade do Rio de Janeiro. Eu sou honrado pelo seu convite, claro que aceitaria, mas tenho meus desígnios com o meu senhor e os outros de nossa família. E além disso... - Ele sorrir maliciosamente em um ponto que a Setita não curtiu e ele finaliza: ─ Essas terras, possui um novo dono minha senhora. -

Ele se levanta tranquilamente. Saprahma fica em alerta de pé ao lado do trono, nada o faz ainda. E as palavras ousadas dele, foi chocante. Um novo dono do domínio de Santanico ? Muita ousadia... E uma coisa ela tem razão, esse descarado é bom em diplomacia. E ela sente que ele disse agora toda a verdade, talvez aquele omitimento que ela sentiu antes, saiu agora o que ela realmente queria ouvir. Então ele encerra fazendo uma leve reverência:

─ Estou de saída. Foi um prazer e uma honra em conhecê-la... Mas antes de ir, qual suas palavras que devo levar até o meu senhor ? Líder do Alto Egito do Rio de Janeiro. -

Esperando uma resposta e com um sorriso de convincente ao rosto, ele espera o que Santanico irá dizer. Esperto, talvez não tão assim em termos de está em terra desconhecida. Mas Saprahma sabe que lá fora há outros no carro esperando o seu líder. Qual decisão a Setita irá tomar desta decisão ? E os Setitas compraram a terra dos Tupi-Guarani ? Seria possível ou apenas um blefe ? Serpentes possuem uma alcunha de mentirosos... O que fazer... ?


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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Sex Ago 21, 2015 12:19 am



Santanico mantém-se séria enquanto avaliava o quanto Mafari havia apreciado sua bebida. Vendo que então, no fim, sua bebida também havia favorecido a língua do Setita desenrolar-se. Os olhos dela se entrecerram observando seu convidado adquirir uma nova abordagem, vendo então o mesmo posar-se de bom samaritano não iria lhe favorecer em nada. Seus olhos se erguem seguindo as ações dele quando põe-se de pé. O fato de seu convidado querer obter algum sinal de impotência vindo dela, não mudava o fato de como ela foi abordada, sendo mentira ou não. Santanico estende o canopo em direção a Saprahma para que ela se aproximasse e pegasse. Saprahma a obedece e o pega, percebendo o olhar dela, leva o item até Mafari para que o mesmo pegasse.

-- Aprecio o gesto de seu Senhor por tentar comprar-me, admito que sou vulnerável a presentes, mas detesto presunção, está a minha frente porque eu permiti, não o contrário. Saiba que estou em um domínio isolado porque quero, e essa aldeia é protegida por mim, Santanico Tibellarius. Não ouse tentar barganhar as terras que são minhas, além serem protegidas pelo governo, posso ser antiga, mas o pajé deixou-me a par dessas burocracias. Você deve achar que estou presa ao trato por pertencermos a mesma linhagem, mas saiba que Set confiou em seus primeiros filhos, e eles corresponderam o traindo, e aqueles a quem não seguem o verdadeiro conceito acabarão tendo um fim pior a qual teve os primeiros, você entende o que quero dizer criança? -- Santanico levanta-se de seu trono, porém permanece onde está, olhando-o de maneira especulativa. -- Se pensas que conseguirão algum gesto de benevolência vinda de mim, já que cuspiu em minha hospitalidade dizendo tais impropérios, perdeu-se ao vento. Peço que se retire, dei minha palavra de que nada acontecerá com você ou aos seus amigos lá fora. Mas saiba que se o vê aqui novamente, darei-te um fim pior a qual Osíris sofreu.

Sua ameaça foi jogada ao ar, Saprahma instintivamente coloca sua mão repousada em sua Khopesh e entra em prontidão já preparada para escoltar o homem para fora. Santanico permanece enigmática em suas feições, mesmo relembrando em suas memória a aldeia sitiada. Ter tido aquela visão após isso receber a visita de Mafari havia lhe deixado cautelosa. Admitia que se não estivesse tido aquele sonho tão vivido poderia ajudar seu clã, quer queira ou não, eles haviam mandado alguém amigável, mas pelas circunstâncias a qual havia acordado, a fez ter consciência de que cedo ou tarde teria que tomar providências para sanar o que havia previsto. Esperando algum gesto de seu atual ex-convidado. Santanico move sua mão em direção a saída.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Seg Ago 24, 2015 11:20 am



O Setita já de pé, ainda com o sorriso deixado ao canto do lábio. Percebe Saprahma se aproximando com o canopo em mãos para devolvê-lo. Ele apenas da um passo para trás, com a cabeça e um gesto com o dedo indicador da mão esquerda negando a devolução do item. O sorriso rapidamente desaparece com a ameaça da belíssima feiticeira. Se fosse mortal, estaria suando frio em momentos como este. Fechou os olhos, tentou se impor, mas não foi possível totalmente e no máximo um sorriso amarelado saiu enquanto ele responde Santanico:

─ O presente é seu profetisa. A senhora entendeu errado minhas palavras. Meu senhor não quer comprar ninguém, muito menos você. Pelo contrário, ele quer seus conselhos, sua magnitude e conceitos de uma verdadeira Setita ao lado dele. E sobre essas terras, não foi eu e nem ele que esta prestes a comprar. E sim, mortais... a prefeitura do Rio. Mas há um nome que meu senhor descobriu entre os pilares destes mortais em busca desta terra santa. Um português chamado Felipe Braga, um Ventrue antigo está por detrás deste solo sagrado e como objetivo de criar rodovias e indústrias. Como eu disse, a senhora entendeu errado. Temos ações na disputa por esta terra, podemos vencer na causa, mas a burocracia é pesada e foi quando descobrimos da lenda aqui... E como disse assim que cheguei... meu senhor soube de você, não sei como realmente e mandou-me até aqui. Oferecer ajuda, para mantermos esse lugar como está. E... - Ele olha ao redor abrindo os braços girando o corpo e finaliza: ─ Ser um dos nossos templos fora da capital. Afiliando-se diretamente ao seu clã verdadeiramente. Nossa força, nossa política e assim junto de suas visões e ensinamentos antigos... Creio que nosso clã, possa ser como você sempre almejou... Nos guie então pelo caminho certo de Duat, minha profetisa... E mais uma vez pergunto... Qual resposta eu levo ao meu mestre ? -

Ele pareceu agora o mais sincero possível de todas as palavras de antes. Um Ventrue de olho nas terras ? Pareceu verdade por parte do Setita, em fim ele sem opção disse tudo e deixando aquela brincadeira de antes deles terem comprado estas terras. Além disso o senhor dele tem ações na disputa, isso indica que ainda pode ser verdade e o pior... Ficará nas mãos de quem em termos da burocracia? Mesmo Santanico estando muito tempo fora da capital, sabe que a Camarilla em si, tem um forte controle do governo carioca e algumas juridições da cidade. Mesmo estando em menor número comparado aos bárbaros do Sabá. Agora as coisas complicou e mais uma vez em sua mente a imagem do caos, chamas e destruição de Mamanguá. Qual será a decisão de Santanico ? Até Saprahma olhou para trás observando-a a qual decisão tomar e ainda segurando canopo a qual Everton não aceitou de volta.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Ter Ago 25, 2015 8:11 pm

Após as palavras de Mafari, Santanico move sua cabeça de maneira confusa, demonstrando um pouco de fraqueza em frente ao convidado. Pela primeira vez retrai suas presas, em um gesto humanizado. Volta a se sentar no trono e com seus dedos da mão esquerda toca seus lábios de maneira pensativa. Era fraca no que diz respeito as leis e doutrinas do mundo moderno, mas sabia que Everton estava sendo honesto em suas palavras, e o fato dele ter ofertado que ela fosse a estrela guia de seu próprio povo fora tentador. Um longo silêncio se passa antes dela começar a falar.

-- Vejo que seu senhor possui bastante informações para descobrir-me aqui, infelizmente minhas predileções ao Amazonas no final foram ... Desastrosas, então tive que mover-me para cá. Não vejo o porquê negar meu auxilio para nossa linhagem, indicando o caminho certo de Set. Mas antes preciso ter meu território em segurança, e não... Nunca permitirei um templo aqui, os índios desse lugar já foram dizimados pelas doenças trazidas para sua terra, não deixarei que uma grande quantidade de cainitas fique aqui. Além do mais, esse tal de Felipe Braga visa obter essa terra, não seria aconselhável.

Santanico se levanta e anda em direção a Everton, próxima o suficiente, ela olha nos olhos dele, suas mãos se erguem de maneira devagar até os ombros dele e os aperta levemente por cima do terno, um sorriso travesso passa nos lábios da Setita. Deslizando ambas as mãos em direção a seu pescoço enquanto se aproximava mais de seu maxilar, em uma carícia sedutora.

-- Agora preciso saber como poderei encontra-los após ter me decidido, e também gostaria de saber onde está esse tal Português que quer acimentar Mamanguá. Peço que me dê essas duas informações Mafari... -- Seu polegar passa nos lábios de Everton enquanto sussurrava. -- Sei que de sua língua pode surgir o mais dos terríveis venenos, mas também sei que através deles também originam remédios e unguentos essenciais para a vida humana... Somos sangue do sangue, somos filhos de Set. Te perdoo pela prepotência ao conotar que suas palavras carregavam ameaças. Venenoso. -- Acusa-o -- Consolidador. -- Afasta-se dele. -- É de total importância que dei-me tempo, sei me cuidar, e estou a muito tempo fazendo isso...

É interrompida com um pigarreio de Seprahma, segurando o Canopo. Santanico revira os olhos voltando a falar.

-- ... Com a ajuda de Saprahma, meu guerreiro, é claro.

Saprahma afirma satisfeita.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qua Ago 26, 2015 9:12 pm



Everton podia sentir todo o charme e luxúria provocativa vindo da Setita. E ela sente os olhos dele acompanhando tudo, desde sua mão ao ombro dele até o polegar ao lábio. Ele esta gostando, ela sabe muito bem disso e ele responde tranquilamente:

─ Índios são apenas comida madame. Ou vai me dizer que se alimenta apenas de animais ? - Ele alarga o sorriso e continua: ─ Seu território ficará em segurança, tornando este seu templo uma base sólida aos membros do nosso clã. E não se preocupe, nãos somos muitos e isso aqui não vai virar zorra. Eu digo em termo de usar para reuniões, preparativos e tudo relacionado sobre o nosso clã. Não quer dizer que vamos viver em baixo de vosso teto. A não ser que seja emergencial. E nosso problema em si é o sangue-azul. E torcer que meu senhor consiga comprar tais terras antes dele, como eu disse, infelizmente a burocracia esta em favor maior de Braga. -

Ele retira do interior do paletó um cartão e estica para Santanico e diz:

─ É o meu cartão de visita de uma boate que sou dono em Copacabana. Me procurando, eu a levarei ao meu senhor. E com este cartão, tem direito a uma cortesia na área VIP. Apareça, você vai gostar da temática da Poison Fang. Como você mesmo disse sacerdotisa.... sou venenoso. Sobre o Ventrue, eu não tenho sua localização, nem sei se meu senhor tenha este índice. Sabendo de algo, eu lhe informo e... como eu entro em contato com você ? Teria um celular ? Estou me retirando, tenha uma boa noite, foi uma honra conhecê-la pessoalmente. E faça um bom aproveito com o presente. -

Ele finaliza reverenciando-a ao ponto de pegar em sua mão e beija-la como um humilde servo. Logo termina com um sorriso sigiloso e ao mesmo tempo em um tom amarelado. Talvez esteja sem graça na presença divina de uma mulher tão perfeita, bela e cheirosa colado a ele. Ele faz uma feição de desentendido sobre Saprahma ser chamado de "Meu Guerreiro" e sim, ele pensou que o Ushabit é um travesti. O Setita olhou de relance para a "guardiã" de Santanico e logo voltou a olha-la com um sorriso debochado e pensando merda pelo que a feiticeira comentou. Após ouvir as palavras da dona deste domínio ele se retira e Saprahma o levará até a saída e claro, vendado.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qua Set 02, 2015 9:39 pm

-- Boate...

Santanico sussurra o nome desconhecido a ela a alguns meses atrás, aprendeu pelos nativos que era o nome dado a uma casa de eventos. Ela afirma suavemente com a cabeça, foi bom ouvir aquela resposta. Por mais que considerasse a sociedade indígena alimento, não achava cabível outros se alimentando em seu território, admitia que gostava de ser a única ali. Ela pega o cartão de visita e nega com a cabeça a sua pergunta.

-- Não terá necessidade de comunicação, em algumas noites irei ao Poison Fang para conversar diretamente com seu Senhor. Boa noite Mafari, a conversa que nós tivemos foi bastante construtiva. Saprahma o levará até seu automóvel.

Santanico nota o gesto estranho de Everton em direção a Saprahma, será que seu guerreiro havia lhe machucado enquanto lhe guiava? Impossível.

-- Saprahma, leve Mafari, na volta traga o Pajé para a casa principal.

Saprahma afirma com a cabeça, entende que sua senhora queria se encontrar com o Pajé lá em cima. Ele leva o convidado para fora, colocando a venda após passar pelos Guardiões e o deixando próximo a lata andante. Após isso encontra o Pajé em sua tenda e diz que a Sacerdotisa precisa de sua presença, escoltando-o. Santanico enfim sobe e espera sentada em uma das cadeiras, enquanto via a luz do luar atravessando a janela e a luz rasa das velas oscilando pelo vento.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Sex Out 30, 2015 11:31 pm



Everton ouviu os detalhes finais de "Flora" e então retirou-se vendado e guiado por seu guardião. Depois de alguns minutos, não mais que cinco. A feiticeira pensa sobre a proposta e sobre a "invasão" ao território. Além de ser um suposto burocrata do clã Ventrue, se é verdade isso tudo, Santanico ainda tem suas próprias conclusões a respeito. Após concluir, trilhou pelo corredor úmido e antigo de seu refúgio até a tenda superior. Passando tranquilamente e lá ela já sente a brisa gélida que vem da entrada principal da oca. Luminosidade vindo da fogueira e tochas que circulam a aldeia.

Da posição em que se senta e através de suas capacidades sobrenaturais é possível ver Saprhama retornando com o Pajé enquanto o carro começa a se afastar da zona rural. Menos de três minutos entra a belíssima guardiã e o velho doente Atumu. O próprio ao vê-la, como um cordeiro próximo de um lobo. Feições de medo, ao mesmo tempo respeito e ele apenas reverência como o costume de sempre. Saprahma esquiva do velho e segue até posicionar-se ao lado da Setita.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Santanico: Arco I, Ato I: O Início de Uma Nova Era. ~   Qua Nov 18, 2015 11:13 am

Santanico se posta de maneira pensativa enquanto ouvia os sons das cigarras lá fora. O pesadelo e a visita de um dos seus a fez crer que seus tempos de calmaria haviam novamente ido embora. Não tão demorado, Saprahma trouxe o pajé para dentro de sua casa. O olhar dele de medo e respeito fez com que Santanico relembrasse momentos de seu passado, momentos aqueles que explicariam o olhar daquele velho.

Se levanta para recebê-lo, ele parecia mais magro do que antes. Seu corpo está lhe matando. Santanico coloca a palma de sua mão aberta em seu próprio peito e faz uma reverência ao pajé em sinal de respeito. Seu título naquelas terras fora adquirido não pela linhagem e sim pela capacidade, aprovava isso.

-- Meus visitantes tiraram a paz desse lugar, mas não se incomodem, eles não oferecem nenhum perigo. -- Isso era o que Santanico realmente queria pensar, mas nada para ela era um papiro fechado, tudo em seu tempo. -- Mas preciso organizar algumas coisas importantes, a muito tempo protelei sobre meus deveres dentro da tribo e noite após noite as industrias vem apertando o cerco para nos tirar daqui. Saprahma, por favor, arranje-me uma caneca para oferecer uma bebida rejuvenescedora para o Pajé.

Saprahma afirma com a cabeça sem exibir nenhuma reação, ele sabia o que sua Rainha queria. Ele vai até uma área onde tinha alguns cacarecos e consegue uma caneca meio enferrujada de latão. Ele leva até Santanico onde a mesma a segura. Embora a peça esteja mal preservada, nas mãos da Setita ela havia cintilado como se transformada em ouro, mas isso foi por alguns segundos, provavelmente era algum tipo de ilusão de óptica. Melinda serpenteia entre as pernas de sua criadora por dentro de sua capa, subindo entre suas coxas, barriga e seios até seu braço, o pajé não a vê. Santanico dobra um de seus braços em direção a gola de sua capa onde Melinda já estava com sua boca aberta. Ela usa a presa dela para abrir sua pele e retirar seu próprio sangue que despejava na caneca. Não fazia questão de esconder aquele ato do pajé, quer queira ou não, o ancião tinha sabedoria de que a maioria dos rituais, inclusive de sua própria tribo era envolvido com sangue. Enchendo até a metade da caneca, Santanico sente o talo de seu pulso se fechar. Ela estende a caneca ao pajé olhando em seus olhos.

-- Estamos em um momento em que se souberem sobre o falecimento do líder espiritual da tribo, eles virão com tudo, aproveitando de um momento tão enfraquecido, a tribo não iria durar até estabelecer um novo Pajé. Beba, quando tudo isso terminar você estará então livre para se juntar a terra.

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