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 ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~

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Fractius

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MensagemAssunto: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Ter Ago 04, 2015 4:06 pm


☥ Rio de Janeiro - Bairro de Botafogo - Mansão | Refúgio da Rosa Solitária ☥
• 05 de Fevereiro de 1999, Sexta-Feira: 19h13min P.M.
• Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão.



A belíssima mulher da Europa vive em um dos bairros mais nobres da cidade do Rio. Bairro de Botafogo é perfeito para os olhares caóticos e cintilantes de Branca. Toda sua história desde a França ao Brasil foi ligada de luxúria e sangue proibidos. A sua não-vida sempre foi libertina aos padrões que ela almejou. Mesmo tendo um senhor que servia os ideias da poderosíssima Torre de Marfim, ela nunca se importou tanto em política e poder. Mas a vida de um Vampiro é assim, não importe onde esteja, a política, intriga e poder envolve o cenário do miticismo. Ela teve que aprender, entender e entrar neste meio. Se não seria apenas um estorvo para a sociedade, boa parte foi ensinada, mas não por Emmanuel du Mont Blanc, seu senhor e sim por Pierre. Seu verdadeiro e talvez único amor. Mesmo como imortais, moldaram uma família aos seus olhos doentios e egoístas. Não importava os termos e as leis, eles alcançaram destinos saudáveis para contar suas próprias histórias. Neste caminho perigoso, teve perdas como ganhos. Só que a perda esta incluso em maior número. E assim terminou ela na mansão em um condomínio de luxo no bairro de Botafogo. Faz exatamente dois anos sozinha, Pierre e as "crianças" seguiram seu próprio destino. Qual é o segredo para sobreviver e lutar contra a solidão ? Será que a Toreador foi capaz de superar toda esta dor ? Ou este sentimento ruim ainda mantém oculto dentro de sua carcaça morta ?

Sua companhia amena em si é Marcos, seu leal Carniçal ao ponto de proteger sua "amada" senhora. O poder do sangue, fazem eles ficarem fiéis como verdadeiros amantes e ele sabe o seu papel de segurança e respeita o termo de patroa e funcionário. Branca, sempre faz qualquer homem como mulher terem os olhos presos a ela. E de todas as formas ela aprecia isto. Sua beleza e imortalidade serviram para algo e talvez por isso Mont Blanc lhe escolheu para trilhar no clã das rosas. Falar em seu senhor, o que ele esteja fazendo em noites de hoje ? Ainda pensa em sua Branca ? Ou a morte-final o já drenou aos confins do purgatório ? Nem mesmo ela sabe a resposta para o que deve acontecer após o fim de tudo. George é leal a sua senhora, mas não tão presente como Uchôa e ela sabe os motivos. Família e a máscara tem que manter intacta. Mesmo não segundo lado algum nesta Jyhad presa no Rio de Janeiro.

Botafogo é um bairro nobre de classe média alta da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Com quase 100 mil habitantes, o bairro é conhecido por abrigar um dos principais cartões-postais do país: a Enseada de Botafogo, com os morros do Pão de Açúcar e da Urca ao fundo. Apresenta cinemas, teatros, shoppings centers, boates, casas de show, museus, centros empresariais, consulados, clínicas e hospitais e algumas mansões como de Branca, preservadas do fim do século XIX e do início do século XX. É também onde se localiza a sede de um dos principais clubes de futebol do Brasil, o Botafogo de Futebol e Regatas, na Rua General Severiano, e onde abrigou o seu primeiro campo, na Rua Voluntários da Pátria. O bairro também abriga a escola de samba São Clemente. É conhecido no Rio de Janeiro como o bairro das escolas e o bairro das clínicas, devido à grande presença desses estabelecimentos na região, ou ainda, por moradores de outros bairros, como bairro de passagem, por se localizar entre o Centro e o resto da Zona Sul da cidade. Também é conhecido por sua qualidade de vida, que influencia pela alta expectativa de vida de sua população e o grande número de idosos. Por sinal, a praia de Botafogo é bem elegante. Seus quiosques sofisticados, não é muito utilizada para se banhar pela falta de saneamento.

Mais uma noite de solidão chega para a belíssima membro do clã das rosas. Suas pálpebras se abrem lentamente, a noite reina no bairro e em toda a cidade. É sexta-feira, bem movimentada, por sorte de onde vive não consegue ouvir o maldito som do trânsito e buzinas. Usando suas vestes de dormir, sua pele pálida e gélida como um cadáver. Pode sentir toda a maciez por de baixo do seu corpo com os melhores tecidos brasileiros e de cor branca. Como todos os móveis, piso e a tinta das paredes. É raro ver outra cor dentro desta mansão, a não ser os olhos cristalinos da Cainita. As cortinas fechadas, mas pode sentir o leve mormaço no quarto e já acostumada com o Verão Carioca. De tarde deve ter feito sol ou calor o dia inteiro. Sua audição é bem perspicaz, como os sentidos do sangue em suas veias e ela ouve o barulho da televisão vindo do andar de baixo. Parece ser reportagem, não tem certeza e sente pelo Laço de Sangue que é Marcos no mesmo lugar onde ouve a televisão e isso indica que ele esta vendo. Esta bem alimentada, apenas o desgaste de mais uma noite sem vitae. Olhando o belo relógio branco na parede, marcando sete e treze da noite. Horário normal que sempre acorda quando esta bem descansada e alimentada. As duas portas, tanto a que da saída do seu enorme e luxuoso quarto. Quanto a que da acesso ao seu banheiro particular, ambas fechadas conforme deixou na noite passada. Só o seu celular esta ao chão, deve ter vibrado e caído. Mas foi isso, pois ela viu umas dez ligações perdidas de Zé Pilão, o traficante local que transita o armamento da Toreador para a favela. Ele não sabe que ela é Vampira, explicado as ligações perdidas e será que aconteceu algo de tão urgência assim ?

Realmente, ela sabe da vida do crime que Pierre se envolveu na cidade. Boa parte dos contatos e aliados do Malkavian não quiseram continuar os negócios com a Rosa branca. Disseram que o assunto deles eram apenas com o lunático. Mas poucos e "fiéis" aos olhos da Toreador, ainda mantiveram o trato. Bem ao fundo do bairro de Botafogo, tem o famoso morro da Dona Marta, mas conhecido como a Favela Santa Marta e de lá que Pierre tirava bons lucros com o tráfico local. Branca realmente nunca precisou pisar lá, mas sabe que em termo de crime, tem que saber com quem lidar e saber se é peça usável ou não. Pierre deixou tudo esquematizado e ela vem administrando bem até então. Sabe se o seu nome for a lona, ela poderá esta lascada ou não se for esperta.


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Última edição por Fractius em Qui Ago 20, 2015 11:44 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Ter Ago 04, 2015 6:50 pm

O despertar vem acompanhado da solidão. Meu domínio por sorte é bem localizado e satisfatório. Me levanto o estico os braços numa espreguiçada sem energia. Olho para o celular, tive dificuldades em aprender a usar aquele troço. O que ele quereria?

Fico um tanto preocupada... Afinal temos negócios em comum e eu não desejaria perder a fonte do dinheiro e nem o poder que ele exerce em meu domínio...

Ligaria depois que me asseasse. Sei que os franceses tem a fama ruim de falta de asseio... O que é inconveniente incorreto. Alguns talvez.

Entro no quarto de banhos. Me lavo com esmero, como a minha minha mãe inglesa ensinou, esfregando todas as partes. Lavo os cabelos e ao fim me perfumo com água de cheiro. Busco no guarda-roupas um traje limpo. Um vestido branco, comprido nas mangas e na saia, com uma abertura escandalosa na parte de trás. Mantenho os cabelos  soltos, levemente úmidos mesmo depois de eu enxugá-los. Calço sapatilhas de amarrar no tornozelo. Depois de olhar a imagem num espelho, me dirijo a uma cadeira e retorno a ligação para o Zé.

Sei usar poucas funções do aparelho, apenas ligar e receber as ligações.

O telefone faz o barulho incomodo enquanto disca.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qua Ago 05, 2015 5:21 pm



Essa é a vantagem de ter um domínio em uma cidade livre. Segurança e paz na não-vida da Toreador. Mesmo assim a solidão lhe acompanha, depois que Pierre se foi, o coração da rosa branca nunca foi a mesma coisa. E mesmo o coração atrofiado, sem vida, a presença do lunático fazia ele ter vida novamente. Ao ponto se sentir a quentura em seu peito esquerdo. Lembranças são amarguras de um passado bom que lhe trás falta, mesmo com a turbulenta confusão as vezes e ela entendia os procedimentos do Malkavian aos dela. Ele de 1997 para cá, mudaste muito e não foi para melhor. E ela crer que seja algo ligado ao clã dele.

Após se espreguiçar na cama macia, ela se ergue indo em direção a porta branca. A cainita adentra na banheira luxuosa e toma o seu precioso banho. Esfregando todas as partes do corpo, incluindo os seios rosados e caprichados herdados da frança. Diferente das brasileiras que possuem os traseiros mais avantajados do que o dela. Rapidamente se envolve em um roupão felpudo da cor tradicional da casa e se enxuga com tranquilidade. Já de volta ao quarto, sentido o piso gélido tocando seus pés pequenos e frígidos. Escolheu o seu vestido, prendeu as sapatilhas em seus pés. Seu cabelo louro quase prata ainda úmido lançados em seu peitoral esquerdo. Deu uma olhada ao espelho, observando toda a pureza e beleza que ela proporciona de sua juventude. Ela se senta na cadeira e pega o celular ao chão. O aparelho inventado a pouco tempo, a qual permite comunicações a distancia por meio de voz. Humanos, sempre inovando e os membros conseguem acompanhar estas inovações ? Olhando para ele, já tem o número registrado de José, vulgo Zé Pilão. Dizem as lendas de que o apelido é referente ao ponto do tamanho de seu pênis e passa de boatos na favela de Santa Marta. Colocou ao ouvido e logo começou a chamar. Um total de seis toques e o próprio atende em ponto de desespero dizendo na lingua nativa brasileira:

─ PORRA ! O TIRO ESTA COMENDO SOLTO AQUI MADAME ! DEPOIS EU RETORNO... CUIDADO AI VACILÃO COM ESSA PORRA DE GRANADA SEU FILHA DA PU... ! -

A ligação esta horrível, mas sua audição pode ouvir bem ele, ao ponto de incomoda-la com a gritaria ao fundo, barulho de disparo de tiros. E quando ele disse sobre a granada com alguém lá, ouviu a explosão segundos depois e a ligação caiu. O que esta acontecendo no morro ? Mesmo a favela estando bem ao fundo do bairro, o condomínio a qual ele vive é bem fechado e realmente é raro ouvir algum disparo de tiro se quer. Essa é o sossego que a Toreador tem. Mas isso preocupa ela do que esteja acontecendo, por sinal, o morro da Dona Marta, faz parte do domínio de Branca agora, antes era de Pierre. Para esta uma "guerra", isso indica que alguém esta tentando tomar o território ou é apenas troca de tiro com a PM. Se a Toreador tentar ligar de novo para Zé Pilão, percebe que só da desligado ou fora de área a ligação.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qua Ago 05, 2015 6:14 pm

Mal consigo responder a ele. Antes que pudesse formular palavras, ele desliga. Fico alguns segundos olhando para o aparelho. Dizem que é dos mais modernos. A tecnologia anda a passos galopantes. Fico preocupada com tal invasão. Não tomariam o meu morro! Zé Pilão é o meu homem lá. Se ele caísse, perderia poder. A quem mais repassaria minha armas? Tenho pouca confiança em humanos. Zé me conquistou pela perspicácia. Não era um ingenuo ou burro. Era esperto, sabia fazer contas, até arriscava falar inglês.

Me levanto aturdida e desço as escadas. Sei que aquela caixa de imagens está ligada e coisas acontecem.

[atv ausp. 1 + audição dos sentidos aguçados, para ter niveis elevados e ouvir]

Uso toda a minha concentração e expando s meus sentidos. Quero ouvir qualquer informação  extra que venha de fora da casa que ligue ao que acontece no morro de Santa Marta. Sei que a caixa de imagens talvez fale do assunto, mas sempre serão o que eles querem que apareça. Invasão no morro da policia ou tiroteio entre gangues rivais. O que eu realmente queria saber a caixa não diria.

Lentamento vou de degrau em degrau, me concentrando enquanto a audição expande. Tenho uma palavra chave e mente e me foco nela:  Morro de Santa Marta.

Sempre que expando a audição assim, é uma viagem extrassensorial arrepiante. Olho rapidamente pelas janelas da escada e ouço claramente o barulho das formigas no jardim e um pio distante de uma coruja. Vozes, carros, barulho de comida sendo mastigada. Um casal discute. Uma criança chora no berço. Cachorros latem. Consigo distinguir um "Eu te avisei, fica aí..." as palavras se perdem conforme me distancio, sempre indo além, até onde a audição possa alcançar. O coração das pessoas está batendo. Umas mais forte, outras fracas. Uma para. O farfalhar das folhas e uma gota caindo em uma pia. Sei que a pia não é a da casa.

Fecho os olhos, parada na escada. A brisa suave balança algumas cortinas. Foco Branca. Foque no que você quer, no que precisa.

Fico ali parada como uma estátua grega, me concentrando em ouvir além.

Pelo visto teria que depois usar o telefone portátil para obter informações do delegado...

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qua Ago 05, 2015 11:28 pm



Realmente foi assustador a percussão do som que veio do telefonema. Parece que o território de Branca esta em tentativa de tomada. Espero que tudo termine bem para o tráfico local e com o seu aliado esperto. Nesse termo sobre o puto, ela tem razão. Rapidamente caminhou até a porta, passou pelo corredor principal dos quartos adjacentes da mansão. Chegando próximo da escada o som da televisão esta mais alto e de lá, ela tem uma visão perfeita do que vê e ouve. Graças a magnitude do seu dom das trevas, Auspícios. Sabe que mesmo bem controlado, é uma espada de dois gumes. Pois todos os sentidos ficam aguçados pela arte sobrenatural da rosa.

Pela televisão inicialmente ela vê realmente a imagem do morro Santa Marta, na entrada alguns carros da polícia militar e outros pretos. Indicando serem da civil talvez. Bastante correria dos moradores procurando abrigo. Ela ouve pela televisão além dos sons de disparo e a mensagem em baixo dizendo:

"A polícia militar, com apoio da polícia civil e do Bope. Estão tentando acabar com a criminalidade do morro da Dona Marta. E que o planejamento deste contra-ataque foi por conta de bandidos terem ateado fogo em um ônibus na principal e mataram um inocente. E a polícia agora esta apenas respondendo de volta."

E o reporte fazendo a reportagem, protegido por um colete afirma tudo que esta escrito na tela quadrada. E de costa sentado no sofá assistindo esta Marcos, sem vê-la ainda na escada e ele comenta sem saber que sua mestra fornece as armas para o tráfico local:

─ Bandido bom é bandido morto. Espero que nenhum inocente sai ferido desta barbaridade... -

A Toreador fecha os olhos, tenta se concentrar em termo de sua audição, mesmo com a potência do Auspícios, ela pode sentir o calor do local com mais precisão, o cheiro das flores que vem do quintal e outros aleatórios misturando tudo incomodando o olfato de Branca. Mas já era possível ouvir os disparos de tiro, misturados com sirenes, buzinas. pessoas, aglomerações e até que não aguentou mais abriu os olhos bastante "cansada". Pois a distância é longa e sabe que o tiroteio ainda continua até quando ? Talvez seu contato na delegacia poderia forma-la de algo.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qui Ago 06, 2015 1:14 am

Fico cansada d tentar ao mesmo tempo em que fico raivosa. Como Marcos ousa achar isso sobre bandidos? Por acaso ele acha que o sangue que recebe de mim é santificado? Será que ele seja tão ingenuo ao ponto de não perceber o que o monsieur George faz para mim?

Falo com ele de cima da escada. Meus olhos tomados pela fúria. A voz estranhamente calma e profunda.

- Não seja imbécile, Marcos.

Apesar de dominar o português razoavelmente, o acento francês nas palavras é carregado. Aguardo que ele se vire e me olhe. Estou a meia escada, contrastando com o fundo branco. Os braços estendidos sobre o ventre.

- A sua définition de bandit está totalmente equivócade. Todo este tempe ao meu serviçe e não aprendeste nada? Por acaso és tu um parvo?

Termino de descer a escada com um olhar ameaçador. Se ele era esperto saberia que o momento de temer. O tom é sombrio, como se saído do fundo da garganta, quase gutural, misturado ao sotaque carregado. Ouço o coração dele batendo mais rápido e um leve tremor percorrer o seu corpo.

- Cale esta boque, nem tencione dizer merde nenhuma. Sequer pensar. Desligue esta porcaria! Vá chamar George! Saia da minhe frénte agora!

Estalo os dedos três vezes, como num tique nervoso. Vejo o lacaio sair meio tropeçando da sala. Por acaso ele acha que eu sustendo esse luxo cagando dinheiro pelo cu?

Pego o aparelho de telefone, que enfiei no cintura de minha veste. Nunca me acomodarei bem a esta tecnologia, tenho essa impressão às vezes. Suspiro funfo, acalmando a voz, tinha perdido um pouco a paciência ao ouvir o que Marcos disse. Tudo bem, um dia ele se acostumaria... Ou morreria no processo. Pego o retângulo, com aquela capinha colorida que me chamou atenção alguma noites atrás ao dar uma volta pela cidade, para ver o movimento.

O desenho me chamou tanto a atenção, que pedi que o carro parasse enquanto meus olhos percorriam aquela mini obra de arte, que me encantou. Parecia um pequeno quadrado pintado com arte naif. O senho era de uma porquinha rosa, com bracinhos palito. Eu fiquei tão encantada que chorei uma lágrima perolada de sangue.

Eu desejei tanto o objeto que Marcos foi até lá me trouxe. Me disse que era de um "desenho infantil chamado Peppa Pig". Na minha época não existia a infância como nos tempos modernos. Fiquei tão feliz com aquele objeto de plástico. Porcos me lembram a vida que tive na antiga casa do senhorio onde eu vivi nos meus melhores piores anos juvenis. Na terra onde pari o rebento de Pierre...

Pego o telefone e disco para o meu contato, delegado Bernardes.

Aquele som irritante de novo da chamada. Espero que ele atenda logo.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qui Ago 06, 2015 7:34 pm



Branca proferiu suas palavras bem calma, mas o seu olhar, mesmo possuindo um perfeito rosto, foi capaz de dá um susto no lacaio que estava distraído vendo a televisão. O medo dele inicial, foi mais pelo susto de sua senhora. Ele tentou rir sem graça da situação, mas logo recolheu aquele sorriso sentindo na pele o que a Toreador diz. Quem diria que uma frágil adolescente, poderia deixar um homem negro com quase seus dois metros de altura em medo psicológico como ele esta agora. O que diriam se vistem esta cena ? Como um cão obediente ele se levantou do sofá branco como a neve. Ereto e acatando todas as ordens direitinho. Desligou a televisão e soltou o controle na poltrona sem tirar os olhos da Rosa branca. Quase gaguejando ele responde engolindo sua própria saliva:

─ Oxê... Peço... per...dão senho...ra. Não... foi minha inten...são... em ofender você. -

Ficou quieto ouvindo o esporro. Mesmo com raiva, a besta continua bem controlada em seu interior e não é algo que possa expulsa-la para fora. Mas os olhos cristalinos de Branca, ficaram suavemente avermelhados sem que ela percebesse. Após estalar os dedos, ele afirmou com a cabeça e responde antes de sair:

─ Sim... para já. -

Se virou e em passos rápidos o baiano some da vista da Toreador. Ele é muito inocente ou apenas se faz de tal. Ele não é leigo, sabe por "alto" que a família ali trata. Até uns dois anos atrás com Pierre no "comando" do Dona Marta, as armas e o tráfico. George é mais esperto, gosta de se envolver, pois adora usar uma cocaína aos finais de semana e assim o playboy leva a vida dele de malandro. Ela refletindo quando encontrou pela primeira vez aquela "obra de arte" logo toca em seu celular para ligar pra um de seus contatos. Quando iria começar a digitar, sua audição capta algo. Um barulho, algo tocando, vindo do andar de cima e seu auspícios identifica ser o barulho de um telefone, mas fixo e bem antigo. Ela sabe que vem do escritório que pertence ao casal e aquele telefone Pierre tinha um ciúmes danado. Branca sabe que faz dois anos que aquele aparelho não toca. O que seria isto ? E o que fazer... ? Agora ela ouve o segundo som vindo de cima ecoando por toda a casa. Cotidiano equipamento antigo. Fora que a Toreador não entra naquele escritório tem um bom tempo, ela tem a chave e a única com acesso aquele local.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qui Ago 06, 2015 8:06 pm

Paro no meio do que estava fazendo. Me sinto tremer. Tinha que ser agora?

Aqueles segundos passam rápido, estava absorvendo o barulho, sim, o telefone realmente tocava!

Subo as escadas correndo e me aproximo da porta. Onde esta a chaves mesmo? Sim, no quarto, numa caixinha de música que ganhara de presente dele há uns 80 anos atrás.

Corro para o quarto, pego a chave e corro de volta para a porta do escritório. Destranco a porta ainda nervosa. Seria Pierre? Depois de abrir a porta vou até o aparelho ainda tocando, exito um pouco em atender. Deveria?

Então tiro o telefone do gancho e atendo.

- Oui?

Naqueles breves minutos encaro o escritório que por tanto tempo esteve fechado. A poeira encima dos objetos e algumas teias de aranha cresceram aqui e ali. O escritório só reflete o que eu estava por dentro sem a presença dele. Vazio, poeirento e triste.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Seg Ago 10, 2015 11:56 am



Realmente o telefone tocava, aquele som alto e antigo de telefone. Ela correu, como um vulto chegou até a caixa de música, uma relíquia e lá de baixo a chave reserva da porta do escritório. Porquê a original sumiu, assim como Pierre. Logo voltou ao corredor e ao destrancar, podia ouvir já o quinto toque. Por sorte a lâmpada do bocal ainda funciona, o cheiro e o clima úmido de mofo é inevitável não sentir. Esta até bem conservado os móveis, mas boa parte empoeirada e coberta por teias de aranha. Principalmente nos cantos das paredes. No sexto toque, chega de frente para aquela caixa negra antiga de marca européia que o casal trouxeram antes de virem para o Brasil. Um dos primeiros modelos de telefone fixo. Ao retirar o pesado gancho do aparelho, sua voz foi emitida. Ficou aquele silêncio do outro lado por alguns segundos. Então ela ouve em resposta uma voz ardilosa, grossa e bem ameaçadora:

─ Não é Pierre, quem é você ? Chame-o agora, eu lhe ordeno. -

A voz lhe deixou estranha. Medo não seria a palavra certa para descrever o que ela sentiu ao ouvir esta "ordem". De todas as formas, um abuso, alguém que liga e já vem nesta hostilidade. A voz é totalmente desconhecida para Branca. Quem esta procurando o Malkavian ? O "homem" da vida da Toreador. A voz máscula foi dita e logo voltou o silêncio do outro lado da linha.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Seg Ago 10, 2015 1:16 pm

Ouço a voz e me contenho para não responder indignada.

- Pierre não reside mais aqui... Agora tomo conta das coisas que ele deixou. Sou a consorte dele.

Digo isso simplesmente. Seja lá de quem se tratasse, entenderia os termos.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Seg Ago 10, 2015 7:31 pm



Fica o silêncio do outro lado quando a belíssima vampira responde em seu tom de voz perfeito, mesmo com raiva, triste e não importando os sentimentos. Sua voz é bela como uma rosa. Branca jura que ouviu um "Hmmm" do outro lado e logo ouviu aquela mesma voz arrogante:

─ Então estou falando com quem, Branca ? Se for, cadê Pierre ? Eu fico fora por quase dois anos e agora que o procuro, ele some ? Puta que o pariu... Sabe onde aquele rato se enfiou ? Ele não esta sabendo da merda que esta acontecendo no Santa Marta... ? Eu confiei no seu líder, acho que foi o meu pior erro. Ou erro dele, em sumir e ter confiado em ti ? Se realmente for você que cuida dos assuntos da favela. Diga-me... -

Logo o silêncio, parece ser algum contato dele e que história é esta de líder ? Pelo que Branca lembra que os assuntos eram de igual para o casal na época. E até ontem, a situação estava tranquila no morro e sobre a situação de ônibus queimando atiçou a polícia da cidade. Mas para uma invasão, a Toreador acha algo errado, parecia um plano já planejado de tempo, mas por quem ? Fora que o terceiro comando é a facção que comanda o morro. Pareceu muito fácil esta "invasão". Alguém foi comprado lá dentro, nada é concreto, tudo não se passa de suposição da cabeça da cainita.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Seg Ago 10, 2015 9:41 pm

O tom do home é extremamente grosseiro e arrogante. Retomo a palavra.

- Mesieur, nestes dois anos tudo ocorreu perfeitamente bem.

Tento falar o português o mais perfeito, apesar do sotaque.

- Pierre infelizmente teve que partir para resolver problemas internos. Ele não era mais o mesmo... E Ele não era o meu líder. Era o meu... Isto não o interessa, nossa vida pessoal.

Faço uma pausa e prossigo.

- Fiz o melhor durante esses dois anos e tudo estava caminhando perfeitamente. Este incidente foi algo anormal, acima de qualquer coisa que eu poderia ter feito. Como em dois anos com tudo ocorrendo bem, do nada aqueles senhores do morro fazem uma merde dessas? Creio e nisso acredito de forma veemente é algo aquém... Forças maiores querendo invadir aquele local. A localização do morro é importánt e vital para certos esquemas. Há e isso tenho certeza gaviões rondando o galinheiro. Mas seulament sur mon cadavre perderei minha position no Santa Marta. Não abro mão das coisas facilmente e seja lá quem foi o responsável, vai pagar com a vida!

Faço mais um pequena pausa.

- Não sei com quem falo, apresente-se sieur. Mas garanto a você que retomarei o Santa Marta. Com a sua ajuda ou non.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qua Ago 12, 2015 10:20 am



Sua voz ecoa em retorno nas palavras agressivas do desconhecido do outro lado. Branca dizia, e a cada pausa rápida entre suas palavras o homem do outro lado da linha não dizia nada. Parece que apenas absorve lentamente os dizeres da Toreador. Só quando ela finalizou, logo ele responde:

─ Parecia que o controle estava certo mesmo. Mas pelas informações que consegui, a maldita milícia que esta tomando o Santa Marta... tomando não, tomou. Poucos dos nossos conseguiram se refugiarem para comunidades aliadas, alguns mortos e o pior disso tudo foi que Capoeira sumiu. Fontes dizem que o bastardo já sabia de alguma forma da investida da polícia militar e saiu fora antes. Creio que ele se vendeu para os inimigos. -

Capoeira ela sabe que é um mortal e chefe do tráfico local do Santa Marta. Pelo que o homem diz, não se sabe ao certo, mas parece que ele de alguma forma "natural" entregou o morro para a Milícia e Branca sabe que esta facção junto da polícia militar quem manipula por debaixo dos panos é a seita chamada Camarilla. Ficou aquele silêncio por quase dez segundos e ele deu continuidade:

─ Eu sou um dos Ductus entre os Espadas de Caim. Líder do bando Juízes Cariocas e pode me chamar de Caio Allencar. Já se sitou com quem fala madame? Estou quase chegando em seu condomínio... espero ser bem recebido. Já que Pierre não está, vejo que são suas as responsabilidades do Santa Marta. E a vossa excelência esta insatisfeito com a responsabilidade dele. Espero que ele realmente esteja bem longe. -

Caio Allencar este nome é bastante conhecido na cidade do Rio. Ela sabe que ele é um escrúpulo como membro e serve cegamente o ideal do Sabá. Agora é o que ele tanto diz, sobre Pierre e o envolvimento dele. Seu "homem" estaria de alguma forma envolvido com os Espadas de Caim ? Ela sabia que as armas eram passadas sim para o tráfico local da facção Terceiro Comando e era um morro independente até onde ela sabia. Estranho demais ou o Malkavian escondeu coisas por de baixo dos panos. E talvez a crise, poderia ter sido um disfarce para se picar do Rio ? Agora as dúvidas percorrem a mente da Toreador. A linha foi desligada após Branca responder algo para Caio ou não. E o pior, diz ele estar chegando e sabe a localização de seu refúgio e isso não é nada bom.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qua Ago 12, 2015 1:04 pm

Não imagino por quê Pierre me deixaria com problemas. Nossa ligação era forte, sempre foi. Nunca soube de um casal de vampiros que viveu junto por tanto tempo. No no caso especial era uma história antes da transformação. E eu sei que a a loucura não veio só por ele saber que tinhas descendentes entre os mortais... Mudanças também tinham ocorrido com a cria dele. Se ele tivesse deixado de gostar de mim, por quê me deixar tudo?

Nem as roupas ele levou, há objetos dele que nesses dois anos eu nunca toquei e que estão no mesmo lugar, como este escritório. que sequer tinha entrado. Talvez essa fosse a hora de descobrir o que Pierre fazia de verdade. Nosso acordo era nunca nos metermos na politica com os outros vampiros. Aquele eera nosso feudo!

Olho para a sala e saio a procura de qualquer pasta ou papel que me dê pistas... Tenho medo de Pierre ter me deixado em meio a uma confusão muito mair do que poderia imaginar.

Dou a volta a mesa e tento abrir as gavetas, conferir estantes.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qui Ago 13, 2015 10:24 am



Tudo ficou turvo para a mente da belíssima e cautelosa Branca. Realmente, ela e Pierre não tinha segredos, mas será que ele ainda tinha algum e por qual motivo ? Para a segurança de sua amada? Realmente o amor foi desde a época daquele convento e a qual o casamento fez separa-los. Mas o destino é cruel e ao mesmo tempo através da crueldade os fez juntos de novo. Mesmo como Neófita na época, ainda com sua humanidade sentia a dor da perda do filho que seria do casal e a que fim realmente levou aquela criança ? Realmente cada um sabia separar seus próprios ideias. Mas de 97 para cá, as coisas mudaram drasticamente por conta de seu amado e até que sumiu deixando-a aos prantos junto de sua cria.

Branca recolocou o telefone no gancho, logo começou a revirar as papeladas inicialmente na mesa, as gavetas. Olhando tudo superficialmente e nada de importante. A não ser que mais tarde ela faça uma varredura melhor, e ela ouve passos vindo do corredor, mas lá no início ainda e escuta a voz de Marcos chamando-a diversas vezes como lhe procura-se... "Senhora... Senhora..." - Até quando ele passa pela porta aberta e para retornando de costa e lhe vê. Ainda com um pouco de medo da Toreador, mas ele diz:

─ Temos visita senhora... Um tal de Caio Alencar e mais três homens em sua companhia. Disse que tem uma reunião marcada com você e esta meio que forçando a entrada. Mas os seguranças do condomínio não o deixaram passar ainda. O que eu faça e digo na portaria ? E desculpe por mais cedo, já entrei em contato com George, diz ele que estava resolvendo coisas para o pai e que virá o mais rápido possível. -

Realmente ele estava perto mesmo como lhe disse ao telefone e não veio sozinho. Ele naquela hora disse ser Ductus de algum bando. Este termo ela não tem ciência, mas coisa de andar em "bando" significa que ele seja do Sabá ou um Anarquista. Mas ele deixou já claro ser um Espada de Caim, indicando que este ser pertence ao Sabá. Não deu nem dez minutos e ele já chegou ao condomínio nobre do bairro de Botafogo. Talvez mais tarde uma investigação ao fundo poderá achar que possa revelar segredos de Pierre ou não terá nada demais ali.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qui Ago 13, 2015 10:38 pm

Sacudo as mãos limpando a poeira.

- Pode deixar que entrem, mas diga-lhe para entrar sem armas. Eles serão tratados como convidados, sob este teto. Eu os receberei. Pode ir.

A voz soa doce e calma. Como se eu sequer estivesse falado séria mais cedo com ele. O rapaz é tão belo, mas tão genuinamente boboca.

Mandaria limpar aquele comodo, assumiria de vez o lugar de Pierre. E me estabeleceria ali, naquele comodo que tanto evitei entrar.

Retoco os cabelos, agora quase secos pelo calor. Saio daquela sala, fechando o comodo. Acaricio a porta como se ele fosse o próprio Pierre. Pensar nele me enche de uma ternura. E não era o amor falso do sangue, isto nunca influenciou na nossa paixão.

Aguardo os segundos necessários para que eles entrem e se acomodem, sempre adorei entradas triunfais e ser o centro das atenções. Sabia usar a beleza etérea ao meu favor, não sei as intenções deste homem e decerto não são as mais de bondade para com o meu suposto erro.

Apuro os ouvidos até ouvi-los se acomodando, então desço pelas escadas. E olho para os senhores ali.

- Boa noite senhores. Sején bem vindés a minha residénce.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Seg Ago 17, 2015 11:56 pm



Seu carniçal rapidamente afirmou com a cabeça e seguiu seu rumo até o destino dos convidados. Rapidamente os passos de Marcos some conforme ele se afasta do corredor e indo ao andar de baixo do casarão. O local realmente esta empoeirado, uma organização ali pode ser frutífero para as buscas da Toreador. Logo a mesma sai e tranca a porta conforme ela foi encontrada antes. Voltando para aquele corredor triste, vazio e gélido como a própria pele desta cainita. A mesma ativa seu dom das trevas, deixando seus sentidos mais apurados do que o de um mortal comum. Lugares com luminosidade agora parecem ser focos de luzes fortes, olhar diretamente faz mal para os olhos de Branca. Pode sentir a mistura de cheiros de toda a casa, desde poeira, até perfumes espalhados pelo refúgio. Agora podendo ouvir os menores ruídos da casa, como de fora o bater de portas de carro, vozes aleatórias em português e até os sons aleatórios de sua vizinhança. Ainda em seu corredor, houve agora a porta se abrindo e passos em um bom número parando n osalão principal e ouve a voz de Marcos dizendo:

─ Podem se sentarem senhores. Fiquem à vontade, vou chamar a madame para recebe-los. - Ela reconhece a voz arrogante do telefone respondendo seu lacaio: ─ Humanos... apenas seja rápido, pois meu tempo é curto e precioso. -

Ouviu passos rápido, mas ele parou no terceiro degrau da escada ao vê-la descendo totalmente elegante expondo sua beleza sobrenatural para seu lacaio. Que baixa a cabeça ao vê-la, ele nem precisou dizer nada, é como que se ele soubesse que sua amada senhora já soubesse de todo ocorrido ali em baixo. Ele recua de vagar os três passos dando assim passagem para a Toreador. Que por sinal de lá já tem visão dos quatro homens de pé, parados olhando-a descendo a escada. Todos com uma expressão facial com raiva, exceto um, o mais belo entre todos eles e o que mas se destacou perante  ao termo beleza aos olhos de Branca. Ele esta sorrindo de canto de boca, e aquele par de olhos verdes olhando-a a cada passo até chegar ao final da escada e se aproximando cumprimentado-os. O mais robusto entre todos, de pele escura como o abismo, usando um terno cinza, uma aparência intimidadora, sim ele é e a Toreador sentiu isso vindo dele. Quando ele responde, ela reconhece que ele se trata de Caio Alencar:

─ Agradeço Branca. E antes de começarmos a conversa, não gosto de falar de assuntos sobre nós diante de comida. Peço que ele ou qualquer um se retire. Todos aqui são vampiros, esse é o meu bando. Quando fizer isso, eu começarei a dizer o que esta acontecendo na zona sul. -

Quando ele fala sobre a comida, seus olhos escuros trilham atrás dela em direção de Marcos logo atrás da mesma, próximo da escada. Então aquele com o melhor visual e que atraiu mais a atenção da Toreador, apoia a mão do negro gigante de terno, o mesmo olha para a mão em seu ombro e olha para trás ouvindo o que ele diz:

─ Calma Caio, relaxa... Não vamos assustar diretamente esta bela dama em nossa frente. Sua beleza ressalta todas as obras de arte que criei até hoje com essas mãos. Fico encantado senhorita Branca. Caio é um cara legal, só esta um pouco nervo... -

Com um pulso ele puxa o ombro pra frente retirando a mão branca do cainita bonito. O mesmo gargalha achando graça e recua a mão, já Allencar puto resmunga para ele inicialmente e depois volta a olhar a Toreador:

─ Para com essa viadagem. Vamos aqui tratar as coisas sérias e a merda que Pierre deixou para trás. -

Os outros dois, continuam parados e sérios olhando. Então o bonitinho nega com a cabeça e um sorriso de deboche miserável ao rosto e volta a dizer:

─ Eu não me apresentei ainda, eu sou Pietro Szantovitch ao seu dispor milady. - Finaliza com uma reverência um pouco extravagante e um toque excêntrico para os olhos claros perfeitos da rosa. Ele aponta para o clado homem magricela, escuro, trajando uma camiseta branca, um cordão de ouro, uma calça jeans e um tênis de marca: ─ Este é Serginho e o outro aqui Miguel, irmãos da mesma causa. -

Miguel ,tem seu cabelo enrolado bagunçado, é bonito também de pele morena e um corpo bem atlético. Quando ouviu Pietro nomeando-o, seus lhos foram em direção a ele e nada disse. Logo cruzou os braços na altura do peito. Serginho, apenas negou com a cabeça e resmungou algo para si e Branca ouviu claramente: "Babaca..." Logo Caio tomou a frente dizendo:

─ Já acabou Pietro ? - Virou-se para ele serio, pegando-o pelo pescoço muito rápido. O bonitão se assustou quando aquele negão o ergueu como se ele fosse uma pena e logo o largou fazendo-o cair quase que de bunda no chão. Ele "tosse" segurando seu próprio pescoço e se calou de vez. Então o Ductus satisfeito virou de volta para a Toreador esperando respostas da mesma.




Caio Alencar, Ductus do Bando Juízes Cariocas.


Pietro Szantovitch


Miguel Cardoso.


Serginho.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Ter Ago 18, 2015 2:53 am

Olho para Marcos indicando que ele pode sair. Ao meu sinal ele se retira quieto.

- Prazer em conhecê-los...

Ergo a sobrancelha curiosa.

- Uma pena que o momento não seja propício a amenidades. Mas agradeço o elogio sieur Szantovitch.

Encaro altiva o rosto dos senhores ali presentes. Poderia apostar que vieram todos juntos para que o efeito de intimidação fosse maior.

- Como já sabem, respondo pela área enquanto Pierre não está aqui. Estes dois anos foram inteiramente tranquilés sob minha vigilância e nada fora do normal aconteceu até esta data. Mal havia acordado quando recebi a chamada do meu homem do morro. Ele me disse por alto que estavam sob ataque da policia e não pode terminar a explicação... Receio que tenha sido morto... Ou algo pior... Ele nunca permitiria que algo assim acontecesse, nem eu. Dependo dos objetos que comercializo e não tenho interesse de me retirar desse ramo e nem perder meu acesso ao morro.

Digo essas palavras séria.

- E antes que me acuse de incompetência, que imagino que seja a palavra que ronde os seus lábios ou ofenda o nome de Pierre que non está aqui, não o faça. Acredito que a esta altura já deve imaginar que há algo ou alguém por trás deste ataque... E que decerto foi um plano calculado e metodicamente executado... Se tem algo que eu não pretendo é perder o que tenho no Santa Marta. Imagino que seus interesses também foram atingidos e por isso veio até aqui.

Faço uma pausa educada e continuo.

- Então ao invés de nos acusarmos, fato que não dará em nada, que nos unamos para retomar o morro.

Eu adianto a conversa e os termos. Sob o meu teto não seria ofendida por seja lá quem fosse. Ainda era a senhora de meu domínio e o manteria assim.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qui Ago 20, 2015 9:34 pm



Pietro, volta a sorrir em retorno para a belíssima Toreador das palavras dela. Só que ele ainda fica acariciando o seu próprio pescoço estrangulado pelo negão de quase dois metros de altura. O terno que ele usa é totalmente alinhado ao corpo dele. Incrível isto. O Ductus continua lhe olhando com um ar que fosse devora-la a qualquer momento. Ele logo respondeu quando Marcos se retirou:

─ Agora ficou melhor. Já que a comida se retirou deste recinto. Não gosto de conversar junto de bolsa de sangue. -

Desta vez o semblante dele parece ficar mais calmo com o largo sorriso com os caninos à mostra. Ele retira o sorriso quando começa a ouvir o discurso e explicação sobre o ocorrido ao morro. Os outros nada dizem, apenas observam seriamente junto de seu líder e parecem concordar tudo que Caio menciona. O negão descruza os braços e afirma com a cabeça satisfeito aparentemente e completa com a sua voz grossa e intimidadora:

─ Vejo que você pelo menos tem um pouco de competência. Diferente de Pierre, que nem ao menos nos disse nada. Eu poderia tirar a sua não-vida para pagar o erro que ele cometeu, mas não farei isso ao ponto de ter visto em você uma oportunidade de redimir-se da perda do Santa Marta, que como você mesmo disse... afetou os nossos negócios. Pierre era membro de nossa seita, creio que você sabia disto. E bem ou mal, ele tinha o seu bando, creio que sabia disto ou não fazia parte do bando do Malkavian ? Ou... ele nunca lhe passou isso... ? -

Ele nega com a cabeça em relação as palavras dele mesmo. Pierre ser do Sabá, isso ela não compreende e não sabia mesmo. Será que o Malkavian era um agente duplo e tinha segredos a qual não compartilhou com sua amada ? E porquê ele fugiste do nada ? Ainda é um mistério para Branca. Enquanto ela martela sobre o que o Ductus disse agora, ele corta seus pensamentos completando:

─ Essa é a verdade. Ele era um Espada e não toleramos covardes ou traidores. Mas pela minha rede de informações, você realmente cuidava das armas, por um imediato, talvez seja este seu que ligou hoje e talvez esteja morto. Fiquei sabendo que alguns traficantes fugiram para outras comunidades destinas ao Terceiro Comando. Não sabemos de Capoeira ou dos gerentes. E o que invadiu foi a PM, junto da força tarefa chamada BOPE e que por sinal o grupo que subiu parecia ser carniçais bem estratégicos e equipados. Souberam chegar fácil ao nosso covil e ao mesmo tempo tomarem o morro. O ônibus queimado, foi um chamariz, apenas uma desculpa para invadirem com força total. Resumindo o que você quer saber. Foi os filhas da puta da Camarilla que tomaram nosso território. Zona Sul, é um território rico e parece que esses ratos estão agindo inicialmente por toda Zona Sul. Santa Marta por ser pequeno, talvez seja o início deles... Eu exijo que você forme o seu próprio bando ou se junte a um. Como você tem Domínio no morro, faça o jogo virar para o seu lado de novo, assim, nós iremos apoia-la novamente, porquê suas armas quem compra lá, era nós, os Espadas. Então, o que me diz Branca ? Faça bem suas escolhas... -

Ele voltou a cruzar os enormes braços na altura do peito, olhando-a impassivamente e esperando resposta da Toreador. Literalmente pega de surpresa e agora sua decisão pode ser o patama para sua não-vida e terá que escolher um lado. Sabia que esta hora iria chegar. Mas não tão cedo assim.


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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qui Ago 20, 2015 10:26 pm

Eu imaginava que a minha pequena comunidade com Pierre era algo anormal entre vampiros... Mas nunca imaginei um lado. E Pierre todo este tempo ligado a um. Não compreendo o por que dele ter se negado a ser franco. Afinal não era eu a sua metade? Ele achou que em algum momento eu não perceberia para quem passamos as armas? O que me choca é saber que era para o Sabá... Sempre fui fiel a nossa performance como independente. Lados não me interessavam.

- Sim, éramos um "bando". Mas foi desfeito. Resta apenas eu.

Faço um semblante pensativo. A loucura que o afetou nos últimos meses antes de partir, como uma doença corroendo aos poucos foi por demais agressiva, não duvido que estivesse perturbado ao ponto de me negar informações.

- Para ser bem franca... Pelo que percebei vocês também não tinham certeza sobre quem ainda dominava e enviava as armas para vocês. Este tempo todo achavam que era Pierre, correto? Se a minha pessoa passou longe do radar dos senhores... A camarilla também poderia ignorar a minha presença aqui? Se ignorarem não saberão de onde veio a rasteira. Minha ligação com o lugar era através de Zé Pilão...

Começo a traçar um plano para recuperar o que era meu. Precisaria de Zé Pilão... E espero mesmo que sua vida miserável tenha sido polpada. Ele conhecia o morro como ninguém.

- É possível ter certeza se a fidelidade do tal Capoeira mudou de lado? Adoraria rastreá-lo e esfola-lo se isto for verdade... Quando a me unir a um bando e a sua exigência... Este é o meu teto senhor. São bem recebidos aqui, mas não gosto de seu tom de ameaça. Já deixei claro que quero retomar o que é meu. O meu negócio está nas armas e não pretendo repassa-las para quem me derrubou, isto é bem óbvio. E não desfarei nenhum acordo de Pierre apesar de sua ausência. Se eu estou no lugar dele é por que arco com a responsabilidade.

Mantenho a minha pose enquanto aguardo a resposta. Tentaria ligar novamente para o Zé e logo depois para o delegado. Retomaria o que era meu nem que fosse por cima de cadáveres aos montes.

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MensagemAssunto: Re: ☥ Branca: Arco I, Ato I: Segredos da Solidão. ~    Qui Ago 20, 2015 11:43 pm


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